sábado, 20 de junho de 2009

Eu fui... e não me arrependo!

Palavras para quê? Sempre fui um fã incondicional de Mariza, um ouvinte atento da poesia cantada por ela, da sonoridade da sua musica, da excelência da sua voz.
Ontem fiquei deveras apaixonado pela sua interpretação da canção, pela alma do seu espectáculo.
Perante um 1º de Maio bem composto apesar da crise, como aliás a própria frisou, numa noite que fará talvez lembrar uma qualquer noite de uma Luanda lusitana (digo eu, não sei) em que imperou o calor, não só da voz, como do clima propriamente dito, Mariza encantou e levou ao rubro um publico (somos do Norte CARAGO) que sabe corresponder sempre da melhor forma.
Acompanhada de músicos excepcionais, Mariza apresentou o seu novo álbum Terra e cantou alguns dos temas mais conhecidos da sua discografia.
Eu fui.

Paulo Novais

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Não resisto...

Recebi este sms no meu telemovel: "Aceitei o convite para encabeçar a lista do CDS/PP pelo NOSSO distrito de Braga. O Objectivo, tem de ser o de continuar o excelente trabalho e os resultados que foram conseguidos pelo Nuno Melo e pelas nossas estruturas. Peço o seu apoio, para este trabalho que iniciaremos em breve. Com Amizade Telmo Correia".

Ora bem, dois comentários breves: mandaram o "birrinhas" para Braga (ok é uma opção que não comento) mas "Nosso Distrito", não será bem o caso...Lisboa fica a qualquer coisa como 300 Km, o que faz com que Braga e Lisboa não sejam sequer Distritos vizinhos. Ai ai que o nosso ex-candidato a líder não estudou bem a disciplina de "estudo do meio" na escola primária.

Segunda e Sexta-Feira - Diferenças

demais

Assembleia Municipal...a última do mandato!!!


Hoje realiza-se a última assembleia municipal deste mandato. Pontos de relevo é que o CDS/PP, depois de ver reduzido, aparentemente a zero deputados, encontrou a tábua de salvação...esse vulto da política bracarense...o único que se dispôs a ser líder dele próprio :):) De facto estamos sempre a aprender...em primeiro lugar sempre pensei que para haver grupo, teriam de existir pelos menos dois..."quesse dezer" ora grupo de um só é um bocado difícil, depois o dissidente dos dissidentes que já o era antes dos outro serem, volta a ser do partido para ser líder...de si próprio...de facto uma noticia nos jornais faz verdadeiros milagres á coluna das pessoas....lol....mas pronto...esperemos que outros temas de interesse surjam, sendo que vale sempre a pena acompanhar!!!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Oração da manhã.

Um destes dias dei comigo a rezar pela manhã. Mas isso não é que é o extraordinário. Extraordinário foi o que me veio ao pensamento nesse momento.
Sabia que nesse dia ia ter um mau dia pois tinha alguns problemas para resolver.
Como comigo resultou... aqui fica. Pode ser que ajude mais alguém.

SENHOR. Dai-me sabedoria e paciência para suportar algumas pessoas. Porque se me dais força... não garanto que não tenham que ir ao dentista.

Não sei onde li ou ouvi isto. No entanto foi este pensamento ao longo do dia que me ajudou.

Paulo Novais

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Algo totalmente diferente

Para alguns que já me conhecem não é novidade. Para outros acho que será um valor acrescentado ao seu conhecimento.
Desde alguns anos que me tornei fã absoluto do chamado "Software Open Source", ou seja, programas para o computador de código fonte aberto e totalmente "GRÁTIS".
São programas desenvolvidos por comunidades de programadores e utilizadores online, em que cada um desempenha um pequeno papel (ou vários) e pode assim contribuir. Eu ajudo com algumas traduções, aqui e ali, e com teste de novas versões (chamadas versões Beta) dos programas que utilizo. E vou tentar desempenhar mais este. Divulgar. Porque é bom, é seguro, é intuitivo, é livre e grátis para utilização particular ou profissional.

Existem programas de código aberto para quase todos os gostos, com uma qualidade e fiabilidade tão boa, ou mesmo melhor, do que outras mais usadas e conhecidas do mercado.

Pessoalmente utilizo, desde o sistema operativo até ao simples "Media Player", programas grátis e de código aberto. São hoje, uma alternativa excelente para quem gosta de estar sempre com programas actualizados e não pretende gastar dinheiro nenhum.
E muito importante! São totalmente traduzidas para português e dispõem de documentação e suporte de fóruns online extraordinários. E têm actualizações automáticas grátis.

Hoje vou falar de dois deles, talvez os mais simples de utilizar e mais intuitivos para quem tem pouca experiência e utiliza já outras ferramentas.



O que é o OpenOffice.org?
O OpenOffice.org é um uma suite completa de escritório comparável com o actual Microsoft Office e que antes de se tornar uma ferramenta de código aberto (licença LGPL) era conhecido como StarOffice desenvolvido inicialmente pela StarDivision e posteriormente adquirida pela Sun Microsystems. O OpenOffice tem sofrido um grande desenvolvimento graças às contribuições que chegam, não só da Sun Microsystems, mas também de comunidades espalhadas pelo mundo. Actualmente o OpenOffice.org representa um excelente substituto ao Microsoft Office.


O OpenOffice suporta de raiz o formato aberto OpenDocument que permite aos utilizadores trocar documentos, folhas de cálculos, cartas, memorandos, bases de dados, entre muitos outros.
Grava, altera e lê ficheiros nos formatos mais conhecidos do mercado, nomeadamente das ferramentas do Microsoft Office. A compatibilidade em ficheiros de texto, folhas de calculo e apresentações é excepcional.

Veja mais em OpenOffice.org Portugal





O que é o Firefox?
O Firefox é um navegador de Internet semelhante ao Internet Explorer da Microsoft. É no entanto, consideravelmente mais rápido, mais seguro (mais bonito) e totalmente personalizável com pequenos extras que permitem que cada um tenha o navegador ao seu gosto e á medida das suas necessidades.
A lista de funcionalidades e capacidades deste navegador de Internet é enorme e merece que deêm uma vista de olhos.

Veja mais em Mozzila Europa - Portugal

Esperem que gostem. E sinceramente que comecem a utilizar estas ferramentas.
Em breve virei falar de mais algumas. E vão dando aqui, como comentário a este "post" a vossa opinião ou se quiserem coloquem as vossas dúvidas.

Paulo Novais

domingo, 7 de junho de 2009

O principio do FIM!!!!!



Espero sinceramente que seja o pronuncio do que espera o Partido Socialista nos próximos meses.

As minhas felicitações aos representantes da maior força politica nestas eleições, a abstenção.

sábado, 6 de junho de 2009

Democracy

Democracy - Leonard Cohen ---- Vale a pena ouvir

Uma grande letra para uma excelente música e interpretada por um grande senhor da música.
O tema da letra mesmo a propósito do dia de amanhã.

NÃO FIQUE EM CASA. VÁ VOTAR.

VOTAR É UM DIREITO E UM DEVER CÍVICO.



Apliquem esta música a todo o mundo, não só aos USA.


sexta-feira, 5 de junho de 2009

Onde está o Wally?????

Para quem não conhece, pois tem sido raramente observado por estas bandas, este é o actual presidente da Comissão Politica Concelhia do CDS/PP de Braga, futuro candidato a vereador (não dá tacho acho que não) ou vice-presidente da Câmara de Braga (já dá tacho, com certeza que sim).
Aos militantes do CDS/PP, aos seus simpatizantes ou simplesmente seus eleitores, aqui fica apresentado. Esta é a sua única e rara fotografia em mais e 6 meses de cargo. Mesmo assim, como podem ver, a aparição é tímida. Como é que ele se chama mesmo...

Estamos a poucos meses das autárquicas. Ou só vão aparecer nas vésperas, quais salvadores da pátria, de mangas arregaçadas pela árdua tarefa de tentar derrotar apenas um dos maiores dinossauros da politica em Portugal. Bem o trabalhinho estava quase todo feito. Afinal sempre querem os mesmos lugares "dos outros". Pode ser o segundo e o sexto!
Mas assim não chegam lá. E eu por mim falo. O meu "timing" para aguardar que aconteça algo que mereça a minha atenção está próximo.
Depois disso não sei. Mas acho que então o melhor é fazer pela vida e tentar mesmo derrotar o Mesquita. Seja lá o que isso significa. Espero que seja o que o coração me diz para fazer mas que a cabeça cada vez mais diz o contrário.

Huuummmm... vejamos.

Coisas que merecem uma reflexão ponderada...

ou

?





Alguém com vontade de brincar aos polícias?


Quem estiver com vontade de brincar aos polícias que procure o programa eleitoral do CDS para estas Europeias. Vá lá, investigue! Dou um doce a quem conseguir encontrá-lo...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Mesquita é Candidato ás Autárquicas 2009

Com o “Show Off” que se está a preparar para a inauguração da remodelação da zona pedonal da Avenida da Liberdade e da extensão do túnel rodoviário da mesma, com a festança que irão ser as festividades do S. João, está dado o mote.
Leia-se nas entrelinhas das declarações à imprensa do actual edil de Braga.


Começa a ficar desfeito o “Tabú” presidencial de Braga. Tudo leva a crer que Mesquita Machado está finalmente decidido a levar a cabo a sua recandidatura para o mandato final da sua carreira. Segundo declarações ontem à imprensa local sobre a inauguração das obras de prolongamento do túnel da Avenida da Liberdade e sobre a sua sobreposição ás festividades do S. João em Braga, declarou que esse seria um excelente inicio para a campanha eleitoral. Se juntarmos esta coincidência, o reforço do investimento nas festividades do S. João vemos que o futuro recandidato não poupa os esforços para que a sua reentrada na corrida seja no mínimo... olímpica.

Com todo este fogo de vista e com o ruído que Mesquita Machado e o PS querem provocar para o anuncio do recandidato do PS à câmara de Braga, pode ser que os bracarenses fiquem mais uma vez suficientemente ofuscados e enfeitiçados por estas manobras faraónicas. E pode ser que acreditem mais uma vez. E pode ser mais uma vez a desgraça para Braga. A ver vamos.

E meu caro Rui Moreira. Acho que sempre vais comer aquele tal jantar à pala da recandidatura de Mesquita Machado.


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Como? No Sporting? Têm a certeza?

Não sou de comentários futebolísticos. Pelo contrário. Mas esta não podia deixar passar.
Não quis acreditar quando ouvi a noticia no rádio? Achei até, que seria uma graçola... de mau gosto, mas graçola.
Então os meus amigos "lagartos" andam à "sapatada" por causa de umas simples eleições sem importância (bem, é com quem diz, porque 800.000 sempre são 800.000) nenhuma? Então e pelas bandas de Alvalade (a acreditar que os espécimes referidos sejam Sportinguistas claro) como chamam aos senhores? Esses mesmos, os "caceteiros"? Os "guardas" Jerónimo e Tobias?

A minha profunda repudia agora pelo acto, do mais anti-democrático que se pode imaginar. Mas bem, quem não sabe convencer por palavras...

Ao Sportinguista de gema, que aliás aprecio, o advogado e comentador desportivo Dias Ferreira a minha profunda solideriedade e um abraço... Benfiquista pois claro.
Só não digo que acho que ele seria um excelente presidente para o Sporting porque isso seria quase... bem, como dar um tiro no próprio pé pois claro.

Ida, nosso antepassado com 47 milhões de anos?

Bem! Acho melhor os meninos habituarem-se à ideia e não estranharem alguns comportamentos que não lembram nem ao diabo. Agora começa a fazer-se alguma luz. Talvez lembrassem à Ida. Ou a um dos primos...
Não concordo muito com a conotação que lhe é dada de "Tia Ida". Se bem que, pensando bem, conheço algumas tias que...

Agora, feita a graçola só para animar, se alguém não percebeu bem o porquê de o Google ter aquele quadro de entrada hoje, talvez agora percebam.
Achei que a descoberta "DARWINIUS MASILLAE" merecia o destaque. Aqui fica o conselho. Leiam a noticia completa.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Palavras para quê?

Queima das Fitas - Desfile Académico
Coimbra 2009


A incerteza quanto ao futuro dos licenciados, ainda antes de se colocarem no mercado de trabalho (entenda-se Fundo de Desemprego) é por demais evidente.
É talvez, a maior preocupação desde que são admitidos nas universidades. Aliás, na maioria dos casos, o curso já é escolhido não pela vocação ou pelo gosto, mas antes pela saída profissional.

Seja de que curso for, poucos são aqueles bafejados com a sorte de encontrarem um emprego logo após a licenciatura. Mas atenção, quando digo emprego, não se entenda mediador imobiliário ou caixa de hipermercado, com o respeito que estas profissões me merecem. Mas não foi com certeza para isso que estes jovens estudaram cinco e mais anos.

Não tardará que a incerteza se transforme em desespero e depois provavelmente em imigração. Depois queixam-se da falta de mão-de-obra qualificada em Portugal. E de massa critica.
Pois! Estão todos imigrados ou trabalham para o Estado (mais uma vez entenda-se Fundo de Desemprego).

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Só não se sente...

Tinha prometido a mim mesmo que não responderia a determinado tipo de artigos que, parafraseando um distinto advogado de Braga, não têm ponta por onde se lhe peguem... pretendo cumprir essa promessa no plano do espaço onde esse suposto "jurista" logrou ofender a pessoa da qual discordou e não teve capacidade intelectual para desmentir. Aliás este é um aspecto que percebo perfeitamente porque reza o ditado que "contra factos não há argumentos". 
O que alta à vista são dois aspectos de relevância em duas perspectivas distintas a saber, a primeira no plano pessoal desse indivíduo "jurista", outro no plano político que é elucidativo das linhas que escrevi e que resultaram na avalanche raivosa e desmedida do tal indivíduo "jurista". A primeira questão de índole pessoal é de facto a fraca capacidade retórica de quem não sabe contrariar uma única linha e se limita apenas a agredir, bem como o eventual desconhecimento JURÍDICO do JURISTA que não sabe que em democracia há limites para a ofensa e agressão verbal. Para JURISTA sabe muito pouco de leis e das consequências da aplicação das mesmas. No plano político é revelador da veracidade da minha tese a circunstância de este JURISTA de varanda não conseguir, nem numa virgula, contrariar politicamente aquilo que foi dito no referido artigo... limita-se a agredir e ponto final. Uma coisa abona a seu favor, diz o povo que "só não se sente quem não é filho de boa gente". Este ilustre JURISTA desconhecedor das leis é de facto filho de boa gente porque, de facto, sentiu-se. 

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Inquérito Especial Rua do Souto: Qual a proposta da Concelhia do CDS de Braga que mais o seduz?

a) A Sede vai abrir aos sábados de manhã;

b) O Ramiro é um ressabiado;

c) O Ramiro é ressabiado, mas também esquizofrénico;

d) A Concelhia vai promover um painel de conferências subordinado ao tema "Ramiro Brito: ressabiado ou apenas esquizofrénico?", com a presença de um militante mais antigo e de outro menos antigo. Naõ perca, na sede concelhia, no próximo sábado de manhã;

e) Queremos o segundo, o sexto e o da Assembleia Municipal, como os outros tinham;

f) Temos confiança de que em Outubro os bracarenses saberão dar a resposta adequada aos que se opõem a Mesquita Machado, como sempre têm dado (esta convicção, subscrita por um elemento da Concelhia que também é presidente da Junta de Freguesia de Priscos aquando da publicação da reportagem do Correio da Manhã sobre a fortuna de Mesquita, nunca foi desmentida por qualquer outro ógão ou dirigente actual do CDS de Braga);

g) Não sabe/ Não responde;

* respostas na caixa de comentários

Eu que nos últimos tempos tenho andado especialmente atento e interventivo...

... sou capaz de me irritar a sério e alinhavar umas ideias importantes para o futuro da minha cidade, aqui mesmo em Luanda. Resumo-as numa frase: ó Ramiro, claro que és um ressabiado :)
E, agora que eu já apresentei a minha visão para Braga, lembrem-se de mim que eu em Outubro vou pedir-vos uns votinhos...

domingo, 10 de maio de 2009

Preservativos grátis nas escolas

"Projectos de lei do PS e do PCP sobre Educação Sexual prevêem distribuição de contraceptivos a partir do secundário."

Pois!!! Agora, para além de SIMPLEX, o sexo na adolescência pode ser ainda mais CEDEX, mais RAPIDEX para além, claro, de mais SEGUREX.

Será que o nosso "primeiro" vai também apregoar alguma marcar de preservativo pela Europa e pelo Mundo, à semelhança do que fez com o "Magalhães"?
E será que na próxima cimeira europeia vai também presentear os lideres europeus com um preservativo?

Mas eu acho que o Governo deve ainda ir mais longe. Fica aqui a minha proposta. Aposto que então sim. O PS pode usar em tempos de antena os alunos das escolas de Norte a Sul, passando pelas ilhas, que estes estarão com toda a certeza felizes.

A minha sugestão para a alteração da proposta do PS/PCP:



Leia a noticia: Preservativos grátis nas escolas


Paulo Novais

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Há noticias nos jornais que nos fazem acreditar...

Hoje ao ler o Jornal de Noticias enquanto tomava o meu café, como faço aliás habitualmente, deparei com uma noticia que me fez, como é costume dizer, ganhar o dia.
Não me recordo de nada mais do que li. Porque já li ontem, anteontem e vou ler amanhã e depois.......
Mas esta noticia!!!

Acho que ainda vale a pena acreditar que os portugueses não são bem aquilo que ultimamente se tem lido, ouvido e visto.

Acredito que ainda vale a pena acreditar.

Leiam.
Não se vão arrepender. Eu nem levanto o véu. Para não estragar a surpresa.

Paulo Novais

quinta-feira, 7 de maio de 2009

tadinha da miúda!!

GOSTEI!!


banco privado portugues.jpg


"Não há hoje risco de corrida generalizada aos bancos por causa do BPP. Esse risco é, aliás, muito menor que o risco moral de todos ficarem com a certeza de podem cometer erros -- o Estado cobre."
Pedro Santos Guerreiro, "Jornal de Negócios", 7-5-2009

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Vejam...vale a pena!!!

Voltei!

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Meus caros, antes de mais as minha sinceras desculpas pela ausência excessivamente prolongada deste nobre espaço de opinião! De facto, como diz o ditado, "falhei como as notas de 1000", ou mais actualmente de 500. 
Esta coisa da política começa a ganhar contornos que são por si ilustrativos da situação cómica mas preocupante que se assiste no país. 12% o Bloco de Esquerda... como diria o meu amigo Rui Moreira lá pelas terras de África.. CHASSUS!!!! Isto é mesmo problemático... imaginem o Louçã a ter mesmo que governar, a ter de explicar aos seus eleitores que aquilo que tanto apregoou era só para o show off... sim porque para governar a sério, tipo, sem ser a fazer de conta... as tretas mudam de figura! Pior mesmo só se, num acto de loucura, tentassem mesmo implementar aquelas ideias malucas e claramente desfasadas da realidade que defendem... mais uma vez digo: 12% ... CHASSUS!!!!!

Erros de morte!

Escrevo após a leitura atenta do Diário de Noticias onde vem na primeira página uma sondagem da Universidade Católica sobre as eleições Legislativas 2009. Arrepiantes os dados que ali vêm inscritos, devo dizer.

Nunca escondi a minha orientação politica fazendo um percurso de frontalidade e transparência, assumindo sempre as posições que entendi serem as mais correctas e aquelas que se ajustavam ás ideias que tenho para Braga e para o país. Devo por isso dizer que como homem da direita liberal que insistem sufocar e calar, como que se de uma qualquer “gripe suína” se tratasse, me sinto profundamente triste e preocupado com aquilo que naquela sondagem vem espelhado. Dois pontos fundamentais a reter: a astronómica subida do Bloco de Esquerda e o quase desaparecimento do CDS/PP.

Isto revela duas coisas evidentes numa primeira leitura, a subida natural de quem tem um discurso mais radical e apetecível em tempos de crise e de dificuldades económico-sociais e a descida para o fundo do poço de quem não soube crescer, evoluir no tempo e se centrou numa só estratégia, altamente personificada que, como não poderia deixar de ser mais cedo ou mais tarde haveria de ter uma factura para pagar.

Quanto ao primeiro, posso apenas dizer que a sua subida será natural dadas as circunstâncias,  não deixando contudo de ser perigosa pois não podemos acreditar com seriedade que o Bloco de Esquerda seja um partido com responsabilidade para governar ou participar na governação. Uma coisa são as “bocas” bonitas de ouvir, outra coisa é a responsabilidade de governar e tomar decisões com implicações práticas na vida dos portugueses. Quanto a isto não tenho qualquer dúvida que o Bloco não estará á altura.

No que ao CDS/PP diz respeito, não posso deixar de dizer aqui que isto é o fruto daquilo que foi feito nos últimos anos, nem mais, nem menos. Paulo Portas foi a lufada de ar fresco que em 1999 deu um novo horizonte ao partido. Terá sido sem a menor sombra de dúvida um dos mais carismáticos da sua história. Atingiu o arco da governabilidade e aí cometeu o primeiro erro fatal, a saber, não apostou em novas figuras, não lançou nomes de peso e não mostrou ao país que havia vida para alem dele. O discurso da democracia cristã teve o seu enquadramento numa determinada época em que a conjuntura impunha que fosse por aí. Mas o tempo não para e as estratégias não podem parar no tempo. O CDS/PP é, de raiz, um partido com uma vertente liberal forte, onde democratas cristão e liberais deveriam coabitar de forma pacífica pois essa foi a sua razão de ser desde o início. Aqui Portas comete o segundo erro de morte, não percebe que o partido vai para alem da sua imagem, que é muito mais eclético do que aquilo que ele próprio queria fazer transparecer. Não consegue dar a volta por cima e sai como o grande mártir da jogada de Sampaio.

É neste ponto que Portas se poderia ter tornado no mais carismático de sempre, se soubesse deixar o partido tomar o seu rumo e fazer a transição que se impunha. Foi aqui a oportunidade de renascer, de afirmar ideologias e de criar as condições para que essa característica tão única fizesse do CDS aquilo que ele de facto sempre foi, um partido de matriz democrata cristã, mas com uma forte costela liberal que lhe daria a abertura para a sociedade do século XXI.

Mas o “Paulinho das feiras” não soube ser aquilo que o partido mais precisava e que não tinha, um ex-presidente interventivo mas equidistante. Acredito que a verdadeira razão para o abrupto e vergonhoso regresso está num simples facto, da mais elementar fraqueza humana...o apego ao poder. Portas não soube ser grande. Daí para a frente foi como no tempo da ditadura, eleições arranjadas, militantes sem poderem exercer os seus direitos até que o partido voltou a ser o do táxi, não pelo número de deputados eleitos, tão pouco pelo número de militantes presentes para a estatística, mas sim pelo vazio ideológico e a falta de massa critica que se pode observar hoje em dia.

Aqueles que ousaram discordar de sua Excia. foram dissecados e os anónimos surgiram, como se costuma dizer, do nada. Hoje o CDS é o Partido do Paulo Portas e de uma série de pessoas que não capazes de dizer uma única coisa sobre os locais onde é suposto intervir. Lembro o CDS de Braga...sim, lembro porque se não o fizer ninguém terá memoria de quem não se conhece um único projecto, uma única ideia nem tão pouco o papel que terá nas próximas autárquicas. Sabemos que estarão “á coca” dos lugares até porque, politica em Braga é pagar as rendas da sede. Perguntem-lhes por onde  andaram no passado, o que fizeram, o que disseram e já agora, arrisquem, o que pensam fazer se chegarem ao poder. Acreditem, um enorme silêncio é o que ouvirão.

Tenho pena e sei, melhor do que eles, que Ricardo Rio é o melhor que Braga pode ter em 2009. Espero que, pelo menos, tentem fazer algo de bom pela sua cidade e não atrapalhem.

No que à Europa e ao País diz respeito, afirmo que aqui se joga a sobrevivência do CDS/PP. Tal como já tive ocasião de dizer e escrever no passado, o mínimo razoável para justificar a existência de um partido são 5% dos votos. Tal como noutros países democraticamente mais evoluídos, em Portugal este deveria ser o mínimo para garantir representação parlamentar.

In Diário do Minho, 06/04/2009

terça-feira, 5 de maio de 2009

E agora, o post mete-nojo da semana...


Vá para fora, cá dentro [1]

Recomendo vivamente uma passagem pelo blogue Avenida Central. E devo dizer - perdoem-me os restantes escribas daquela ilustre casa - que, lidos à distância, os textos da Cláudia Rocha Gonçalves me têm deixado com água na boca! De ler e chorar por mais...

Dois por cento?

Se alguma sondagem tivesse dado dois por cento ao CDS no tempo de Ribeiro e Castro, alguém duvida que os clamores das "grandes figuras" do PP se ouviriam aqui em Luanda?

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Mais uns trocos para pagar as custas...

O assunto é sério. Mas tem que ser levado com humor. Para evitar chorar.

Bem. Pelos vistos a justiça do Estado tira e o Estado repõe. O estado vai juntar aos 50.000€ de indemnização aos familiares das vitimas do acidente o valor respeitante ao pagamento das custas que lhes foram atribuídas pelo processo.
Como um pai responsável pelo seu filho que acabou de tirar um chocolate ao colega na escola, o pai vem agora devolver ao colega o respectivo chocolate.
Reparem, eu respeito a separação do poder judicial e do Estado. Mas a verdade é que aqui não existe intromissão na justiça. mas sim no preço que a justiça do estado cobra aos cidadãos que muito bem se sentem injustiçados.
E esta mesma justiça não consegue encontrar culpados. O que aliás é normal. A ponte caiu. Não foi atentado, não foi catástrofe natural, não foi nada. Então porque caiu? Apeteceu-lhe? Achou que estava cansada, lhe doiam as fundações, a ciática apertava e simplesmente parou?
Pois. Não foi falta de manutenção, não foi por tirar areia do rio, não porque a corrente do rio foi mais do que uma ponte deveria aguentar.
Então. Nada? Ninguém?
Bem, ao menos já não vão pagar nada.
Abençoado pai. O chocolate até era bom... Pudera. Custou umas dezenas de milhar...

Famílias das vítimas da tragédia de Entre-os-Rios congratularam-se com a decisão

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A entrevista de José "Calimero" Socrates




José "Calimero" Socrates






Foi tão má, mas mesmo tão má, que o que me ocorre e apetece dizer sobre esta entrevista é:

- blá, blá, blá, Whiskas, blá, blá, blá...
- blá, blá, blá, Whiskas, blá, blá, blá...
- blá, blá, blá, Whiskas, blá, blá, blá...

Tenham paciência. Vejam, ouçam ou leiam. E tirem as vossas próprias conclusões. Eu tenho que ter muito cuidado. Tenho "maus fígados"...


Artigos relacionados:

Entrevista à RTP1
Jornal Expresso
Jornal Público
O que se disse no Twitter

sábado, 18 de abril de 2009

A Justiça, além de cega...

Ponte de Entre-os-Rios
Realmente.
Para além de a culpa, como é aliás costume por cá, morrer sempre solteira, ainda por cima obriga os cidadãos, que perderam familiares e amigos no acidente da queda da ponte de Entre-os-Rios, a pagar as custas da acção que moveram, para, coitados deles crentes, tentarem levar alguém a ser responsável pelo factores que originaram o acidente.
Aliás, bem vistas as coisas, estas custas devem funcionar, talvez, como uma espécie de indemnização ao Estado. Sim, leram bem. Pois quem mandou aos familiares e amigos destes agora penalizados cidadãos contribuir para a destruição de património do Estado.

Obviamente que tudo isto é simplesmente ultrajante. Não admira que exista este sentimento generalizado de descrédito na justiça. Pergunto porque será. Não admira que cidadãos transponham para si aquilo que com toda a facilidade vêm os Estado fazer. Fechar os olhos, tapar os ouvidos, olhar para o lado e sair de fininho a assobiar. Pois se depois ninguém acarreta com as consequências. É assim na justiça, é assim o Estado. Valha-nos Deus de ser apanhados por esta teia.

Claro que estes familiares das vitimas do acidente de Entre-os-Rios não devem pagar qualquer custas judiciais. Já chega a humilhação de sequer admitir fazê-lo.

Perguntarão então, o que deverá então ser feito noutros casos semelhantes. Porque afinal não se pode por um preço no sofrimento de uns cidadãos comparativamente com outros. Pois em minha opinião, sempre que estiver em causa o dever do Estado supervisionar (dever de supervisionar? onde é que já ouvi isto antes? hum...) e de zelar pelo bem-estar e segurança de todos os cidadãos e falhar, claro.
Porque afinal é assim que o Estado procede para com os cidadãos. Falha, paga. Pois então.

Ver também:
Estado deve arranjar solução

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Perguntar não ofende...

Já que a malta anda toda tão opinativa e até já se fazem pacotes de incompatibilidades ad hominem, alguém poderia por favor, esclarecer-me sobre o seguinte:

O Sr. Domingos Névoa foi condenado*

1. Quando?

2. Como?

3. Onde?

4. Por quem?

5. Porquê?

*por "condenado" entenda-se, como é evidente, declarado culpado da prática de um ou mais crimes por uma decisão judicial transitada em julgado.

E se o tabu não é só o tabu do costume?

(Publicado no Diário do Minho de 07.04.2009)
Ando há quase quatro anos a dizer que o tabu de Mesquita Machado – é ou não candidato à Câmara em Outubro? - não tem ponta por onde se lhe pegue, mas confesso que já não tenho tanta certeza. Atravessei-me nas previsões e agora mordo a língua. Penso duas vezes…

O povo costuma dizer que à terceira só cai quem é parvo, e eu gosto pouco de passar por parvo. Assim sendo, via o tabu deste ano como o de há quatro anos, ou o de há oito anos. Tinha por seguro que, no momento certo, apareceria algum projecto a fazer as vezes do Estádio, ou do Euro, ou do Parque Norte, justificando a ambição de um “último” e “marcante” mandato, ditado por ponderosas razões de “amor” ou coisa que o valha.

Todavia, o que se tem visto nos últimos meses não é normal em Braga. Ou, pelo menos, não costumava ser. Vejamos: eu nunca tinha visto o PS perder uma votação importante na Assembleia Municipal de Braga, mas este ano já vi; também não me lembro de, jamais, um órgão de comunicação social ter-se debruçado sobre a fortuna de alguns dirigentes bracarenses com o destaque que o Correio da Manhã deu ao tema recentemente.

Mas há mais. Nunca a sensação de que Mesquita poderia perder as eleições teve tanto eco como este ano, quando obrigou o PS a divulgar, muito a contragosto, a sua sondagem. Acresce que não é hábito, em Braga, os detentores de cargos de nomeação política ensaiarem manobras pré-eleitorais para precaver a eventualidade de os respectivos padrinhos perderem nas urnas. Bem vistas as coisas, os sinais de que algo estava a mudar já andavam por aí há algum tempo.

No entanto, o modo como o PS nacional tirou o tapete a Mesquita na questão da nomeação de Domingos Névoa para Presidente do Conselho de Administração da Braval é toda uma moção de estratégia e, como tal, deve mesmo fazer-nos pensar. Mas, afinal, o que significam os ataques socialistas à maioria socialista na Câmara de Braga? O PS nacional virou Bloco? Manuela Ferreira Leite anda a morder os calcanhares a Sócrates? É desta que Manuel Alegre faz um novo partido? Ou, simplesmente, será Santos Silva o primeiro abutre rosa a pairar sobre o corpo moribundo do poder bracarense?
Confesso que esta sucessão de acontecimentos me causa alguma perplexidade. Perplexidade essa que apenas se agiganta ao constatar que, em pleno mês de Abril de 2009, o tabu ainda não se desfez – quando todos, mesmo os socialistas, afirmavam que o candidato seria anunciado no primeiro trimestre deste ano. E, como se tudo isto não bastasse, não se vislumbra uma aposta simbólica, um desígnio, uma desculpa, um pretexto decente, nada, absolutamente nada que possa justificar a enésima última candidatura de Mesquita Machado à Câmara Municipal de Braga. Será que desta vez o tabu é para levar a sério?
Ora, aqui há tempos, durante uma participação que tive no programa “Praça do Município”, da Rádio Universitária do Minho, apostei com o João Granja (PSD), com o Jorge Cruz (PS) e com o Alexandre Praça (jornalista) que lhes pagava um jantar se Mesquita não fosse candidato à Câmara em 2009. Hoje, estranhamente, dei por mim a pensar onde é que se poderia realizar esse repasto. E, desde já, declaro publicamente o seguinte: se, contra todas as expectativas, eu vier mesmo a ter que pagar essa jantarada, que me perdoem os proprietários, funcionários, cozinheiros e clientes de todos os belíssimos restaurantes de Braga (que são bastantes), mas eu não resisto à tentação de levá-los… ao Expositor, pois claro!...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Porque há coisas na vida...



Porque há coisas na vida pelas quais vale a pena despender cinco minutos.
Porque há coisas na vida que não podemos deixar passar ao lado.
Porque há coisas na vida que nem todo o dinheiro pode comprar.
Porque há coisas na vida que nos fazem gostar cada vez mais de viver.
Porque há coisas na vida...

E façam o favor de ser muito felizes.

domingo, 22 de março de 2009

Hora do Planeta 2009



De que se trata?

É algo tão simples como desligar o interruptor.

O que começou como um movimento quase espontâneo que pretendia incentivar os habitantes de Sidney a apagar as suas luzes e despertarem para os problemas ambientais, cresceu e tornou-se numa das maiores iniciativas mundiais de luta contra as alterações climáticas.
Em 2009, às 20H30 de 28 de Março, pessoas em todo o mundo são desafiadas a apagarem as suas luzes por uma hora – a Hora do Planeta.

Pretende-se este ano que mil milhões de pessoas, em mais de 1000 cidades, se unam em torno deste movimento e com este gesto simbólico mostrem que é possível tomar medidas contra o aquecimento global.

Saiba mais...

Já sabe a rotina. Dê o seu contributo. O planeta agradece.

terça-feira, 17 de março de 2009

Café a Brasileira


A Rua do Souto (bem, quase) está ainda mais rica.
Vai reabrir hoje, depois de grandes remodelações, o café A Brasileira. Embora nunca tenha sido um grande frequentador, apenas ocasional, é com prazer que vejo reabrir, ainda mais valorizado, espero, um café com semelhante história em Braga. Depois de terem fechado vários dos "ex libris" dessa área na cidade e, relembro por exemplo, O Nosso Café, A Benamor, o Café Sporting, o Café Avenida, entre tantos outros, é bom verificar que alguns ainda lutam para se manter em funcionamento. Com uma história centenária, que passa por ser entre 1933 e 1974 rival da frontal Nova Brasileira na simpatias (ou não) pelo antigo regime, sobrevive até ao século XXI. Parabéns e que veja decorrer outro século, pelo menos.
E então, até um destes dias, algures na Rua do Souto ou, quem sabe, na Brasileira.
Paulo Novais

Café «A Brasileira», com 102 anos, reabre, terça-feira após restauro

Café 'A Brasileira' reabre mais fresco e faz 102 anos

sexta-feira, 13 de março de 2009

Boa tarde! Posso entrar?


Convidaram-me para vir dar uma volta à Rua do Souto. As memórias são comprovadamente imensas. Aquela, a mesma, onde tanto namorei, onde tantas conversas tive com os amigos, onde passar uma vez ao dia era quase obrigatório. É caso para ir ao armário das memórias, escolher o suporte onde estão armazenadas as dessa época, dos meus 14 aos 20 anos. É só aguardar um pouco, esperar o seja feito o devido "upload" e pronto. Prometo, de vez em quando, vir aqui dar um passeio e quem sabe. Talvez seja até inspirador.
Talvez me ajude, quiçá, a esquecer aquele caso de um gestor de uma empresa de capitais maioritariamente autárquicos, da qual agora não me lembro o nome (bem o do gestor acho que rima com "cajado") que se transferiu de um lugar de nomeação politica para um lugar pertencente aos quadros da mesma empresa (acho que o nome rima com "aval").
Talvez fique até contente por tal ter acontecido. Talvez seja o prenúncio do fim. De tempos de compadrio, de amizades suspeitas, de favorecimentos obscuros.
Talvez, finalmente, este universo de satélites que giram em torno do poder instalado nesta cidade vai para uma eternidade, esteja a ter as ultimas órbitas. Talvez seja o pronuncio de que são agora mais do que meras estrelas "cadentes".
Bem, de qualquer forma, está na altura de colocar as memórias disto num suporte e, arrumar no meu armário, bem lá no fundo, onde não tropece nelas tão cedo.
Bem, então até um dia deste, algures na Rua do Souto.
Paulo Novais

sábado, 7 de março de 2009

Mais uma vez sobre o post do Ramiro ali em baixo...

Ler e aprender com Pacheco Pereira


[Instruções de leitura:

1. Onde se lê "Sócrates" leia-se "Mesquita".]

Entretanto, num País das Maravilhas perto de si...

Não é que o Magalhães chumbou a português?

Ainda antes de explicar a minha posição sobre o post do Ramiro ali em baixo...

No DN de hoje

"Ministério Público diz que há indícios de enriquecimento ilícito

CARLOS RODRIGUES LIMA

Mesquita Machado.

A radiografia à investigação sobre o presidente da Câmara de Braga revela que, contados os meses de paragens, em quatro anos ninguém mexeu no processo. O arquivamento do caso era mais que provável, numa investigação que se limitou a recolher papéis

Caso teve "movimentação espasmódica"

Se o crime de enriquecimento injustificado estivesse previsto na lei portuguesa, Mesquita Machado seria, muito provavelmente, acusado. Esta é a conclusão do procurador responsável pela auditoria interna do Ministério Público à investigação ao autarca de Braga. "A factualidade investigada e apurada nos autos pode, sem dificuldade, reflectir uma situação de enriquecimento injustificado por parte de alguns titulares de cargos políticos e funcionários da Câmara Municipal de Braga, conduta que não tem tutela criminal".

O relatório apresentado ao Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) pelo procurador distrital do Porto, Pinto Nogueira, tira a radiografia a oitos anos de investigação. Da leitura do documento, a que o DN teve acesso, fica claro que quantidade (número de volumes e apensos) não significa qualidade.

A Polícia Judiciária do Porto limitou-se a recolher papéis em organismos públicos, como certidões, declarações de património e IRS. Por isso, o procurador do MP responsável pela inspecção ao caso afirma que este teve uma "movimentação espasmódica", porque existem longos períodos em que o caso esteve parado sem qualquer acto de investigação (ver caixa nesta página).

O processo começou em 2000 na sequência de uma entrevista de um responsável dos CDS/PP de Braga ao extinto jornal Região do Minho. Miguel Brito denunciou publicamente suspeitas sobre o património de Mesquita Machado. Aberto o inquérito, a investigação andou numa roda livre de burocracia e viagens dos volumes do processo entre o MP de Braga e a PJ do Porto.

Só ao fim de oito anos, é que Mesquita Machado foi ouvido no processo. Não como arguido, mas como testemunha. Isto porque, apesar dos indícios de enriquecimento ilícito, a investigação (por falta dela) não conseguiu reunir provas para o relacionar a decisões camarárias. Como o crime de corrupção exige uma relação causa-efeito, tudo caiu por terra.

Segundo o documento, quer a Inspecção-Geral das Autarquias Locais, quer a Inspecção Geral de Finanças (IGF), a quem foi pedida colaboração, recusaram-se a intervir. Ambas, em síntese, alegaram falta de competência e meios. A IGF chegou a informar o MP que uma das razões para não colaborar prendia-se com a "necessidade de assegurar o cumprimento do plano de actividades anual". Já a brigada que investiga os crimes económicos da PJ do Porto justificou os atrasos com a alocação de inspectores ao processo "Apito Dourado".

Na passada segunda-feira, o CSMP determinou a abertura de um inquérito formal ao caso que será conduzido por um inspector do Ministério Público. Já Mesquita Machado, em entrevista ao DN, reiterou que todas as suspeitas foram arquivadas e que tudo não passa de uma cabala do PSD."

[hiperligação da minha responsabilidade na parte da notícia de que menos se tem falado e que é, por sinal, a mais importante]

O que é que o Mourinho tem a ver com a minha opinião sobre o post do Ramiro ali em baixo?

"Negli ultimi due giorni non si è parlato della Roma che ha grandissimi giocatori, ma che finirà la stagione con zero titoli"

Pois...

Peço desculpa por não ter escrito grande coisa esta semana, mas vocês sabem que eu tenho andado muito ocupado...




Não tenho a vossa vida pá!!! :)


sexta-feira, 6 de março de 2009

Eles insultam-se...

  
Cá estão eles no seu melhor nível...

Artigo de Pedro Abrunhosa (afinal, quem dá música a quem?!)

MAXMEN | Edição Fev 09

Sócrates e o meu Avô.

1. José Sócrates cumpre bem o papel que os portugueses gostam de projectar nos seus líderes: pragmático, duro e honesto. Ou, em linguagem real: teimoso, surdo e forreta. Ao longo do último século foram inúmeros os líderes que levaram o país a acreditar nas suas oratórias messiânicas e austeras. De Salazar a Cavaco, desaguando agora em Sócrates, o mais importante é mesmo manter um ar sério e compenetrado, ainda que se esteja a pronunciar a pior das mentiras. Desde que a imagem do suposto rigor passe, pouco importam críticas de oposição, jornalistas incómodos ou que a realidade se encarregue de desmentir a teoria. Ainda que, obviamente, a comparação com os dois primeiros seja bastante dura para com o actual primeiro-ministro, a verdade é que, ao longo deste último ano, se agravaram os sintomas de autismo e afastamento em relação à real situação social, económica e financeira do país, como o foi na vigência dos governos dos ditos. Em relação aos professores, esta teimosia, disfarçada de firmeza, tem pura e simplesmente servido os interesses duma potencial futura privatização de todo o sistema de ensino em Portugal. A instabilidade nas escolas, onde o corpo docente e conselhos directivos batalham incessantemente há anos por uma dignificação do aluno, leva a que a opinião pública passe a considerar como porto seguro as escolas privadas, fugindo em massa para este sector e deixando ao abandono aquela que deveria ser a principal área de actuação de qualquer governo desde a implantação da república. Um sistema de ensino público forte, coeso e estável, assim como um sistema de saúde e de justiça, é o pilar de uma sociedade justa e livre, onde a igualdade de oportunidades não seja uma expressão vã. A contínua hostilização aos professores feita por este, e outros governos, vai acabar por levar cada vez mais pais a recorrer ao privado, mais caro e nem sempre tão bem equipado, mas com uma estabilidade garantida ao nível da conflitualidade laboral. O problema é que esta tendência neo-liberal escamoteada da privatização do bem público, leva a uma abdicação por parte do estado do seu papel moderador entre, precisamente, essa conflitualidade laboral latente, transversal à actividade humana, a desmotivação de uma classe fundamental na construção de princípios e valores, e a formação pura e dura, desafectada de interesses particulares, de gerações articuladas no equilíbrio entre o saber e o ter. O trabalho dos professores, desde há muito, vem sendo desacreditado pelas sucessivas tutelas, numa incompreensível espiral de má gestão que levará um dia a que os docentes sejam apenas administradores de horários e reprodutores de programas impostos cegamente. Não sou um saudosista, como bem se pode notar pelo que escrevo aqui regularmente, mas nem toda a mudança é sinónimo de evolução. Pelo contrário, o nosso direito poucas alterações sofreu em relação ao direito romano, e este do grego, sem que com isso se tenha perdido a noção de bem e mal, ainda que relativa de acordo com preceitos culturais e históricos. E, muito menos, a credibilização dos agentes de justiça, mormente magistrados, sofreu alterações significativas ao logo dos tempos, embora aqui também comecem a surgir sintomas de imenso desconforto, para já invisível ao grande público.

2. O que eu gostaria de dizer é que o meu avô, pai do meu pai, era um modesto, mas, segundo rezam as estórias que cruzam gerações, muito bom professor e, sobretudo, um ser humano dotado de rara paciência e bonomia. Leccionava na província, nos anos 30 e 40, tarefa que não deveria ser fácil à altura: Salazar nunca considerou a educação uma prioridade e, muito menos, uma mais-valia, fora dos eixo Estoril-Lisboa, pelo que, para pessoas como o meu avô, dar aulas deveria ser algo entre o místico e o militante. Pois nessa altura, em que os poucos alunos caminhavam uma, duas horas, descalços, chovesse ou nevasse, para assistir às aulas na vila mais próxima, em que o material escolar era uma lousa e uma pedaço de giz eternamente gasto, o meu avô retirava-se com toda a turma para o monte onde, entre o tojo e rosmaninho, lhes ensinava a posição dos astros, o movimento da terra, a forma variada das folhas, flores e árvores, a sagacidade da raposa ou a rapidez do lagarto. Tudo isto entrecortado por Camões, Eça e Aquilino. Hoje, chamaríamos a isto ‘aula de campo’. E se as houvesse ainda, não sei a que alínea na avaliação docente corresponderia esta inusitada actividade. O meu avô nunca foi avaliado como deveria. Senão deveria pertencer ao escalão 18 da função pública, o máximo, claro, como aquele senhor Armando Vara que se reformou da CGD e não consta que tivesse tido anos de ‘trabalho de campo’. E o problema é que esta falta de seriedade do estado-novo no reconhecimento daqueles que sustentaram Portugal, é uma história que se repete interminavelmente até que alguém ponha cobro nas urnas a tais abusos de autoridade. Perante José Sócrates somos todos um número: as polícias as multas que passam, os magistrados os processos que aviam, os professores as notas que dão e os alunos que passam. Os critérios de qualidade foram ultrapassados pelas estatísticas que interessa exibir em missas onde o primeiro-ministro debita e o poviléu absorve. O pior disto tudo é que não se vislumbra alternativa no horizonte. Manuela Ferreira Leite é uma múmia sem ideias, Portas uma anedota, PCP e Bloco, monolitos chatos e nem um rasgo de génio, de sonho, que faça sorrir os portugueses e os faça entender que eles são a verdadeira ‘política’, essa causa nobre que mistura lagartos com défice externo. Porque não há maneira melhor de explicar que a vida de cada um pode melhor quanto melhor ser humano, menos autista, surdo e teimoso for aquele que insiste em nos governar. O meu avô era assim, mas morreu faz muito tempo. E gostava de mais da liberdade para querer mandar. Disso tenho a certeza.

Pedro Abrunhosa

Se ele o diz, quem sou eu para contestar... :)

Ahh, grande 'cantautor-pensador'!!

quinta-feira, 5 de março de 2009

ESTÁ TUDO MALUCO!!!!



De facto estes comunistas são de um fundamentalismo sem explicação. Isto basicamente é assim...os empresários são uns cretinos, ladrões e exploradores que criam empresas, que por sua vez criam EMPREGO, que por sua vez faz com que as famílias possam ter mais poder de compra e...pasme-se...querem ter lucros com isso!!! Mas como é que é possível alguém, com o mínimo de capacidade de discernimento acreditar que é possível um país crescer sem a iniciativa privada? Como é possível acreditarem num ideal que NUNCA resultou...que é incrivelmente inviável? Custa-me mesmo a perceber, mesmo com os pergaminhos da tolerância democrática em que acredito...há coisas que realmente me tiram do sério. Bem sei que a GALP não baixou os preços ao ritmo desejado, tal como as outras gasolineiras fizeram, mas sinceramente...criticar um gestor por colocar uma empresa a dar lucro é do fundamentalismo mais barato e rasca que já vi. ACORDEM PARA A VIDA!!

Eurodeputados passam a ganhar o dobro!!!!


A Europa tem destas coisas... A questão dos eurodeputados serem pagos ou não em função do vencimento de um deputado nacional do seu país de origem parece-me de evidente resolução. A situação é que em tempo de crise, em que se pedem esforços ás populações, não me parece lógica esta adequação dos ordenados, apesar de a entender como inevitável. Se temos um parlamento de representação dos estados europeus, parece-me lógico que os vencimentos sejam equiparados entre os seus membros. O timing é que não é o melhor...


segunda-feira, 2 de março de 2009

Que Sorte Incrível!

NO COMENT!!!

Ainda...a riqueza de Mesquita!!!


Cá está, mais uma vez afinfam-se para que uma instituição judicial venha dizer que não encontrou nada. Meus caros amigos e povinho da oposição a este poder trintão na CMB, vamos lá ver se nos entendemos. A questão jurídica aqui não é o mais relevante até porque, e sem qualquer fundamentalismo demagogo como aqueles que tenho assistido, o Eng. provavelmente não usou e abusou de forma leviana...acredito que as saiba fazer! De qualquer forma, o que releva aqui é a questão política, ou seja, é não é verdade que o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Braga mora numa casa milionária? É ou não é verdade que anda em carros de alto nível? É ou não é verdade que, no mínimo, os seus filhos e familiares têm acesso a negócios fantásticos que as pessoas comuns não têm? É ou não é verdade que este senhor, que se saiba, só foi Presidente da autarquia de profissão nos últimos 32 anos? Disto tudo podemos dizer que, politicamente, e independente da questão jurídica, existem negócios, prendas e bens que, podem ou não estar registados em nome de A, B ou C mas que são usufruídos pelo Eng. Mesquita Machado e seus familiares. O que se pergunta aos bracarenses é: Isto augura algo de bom para a forma como o poder autárquico se relacionou com empresários e actividades económicas nos últimos 32 anos? A resposta categórica é NÃO. Hello! Esconderem-se atrás dos argumentos de que o procurador isto e aquilo é o mesmo que sempre fizeram...nunca pegam "o touro pelos cornos". Parece que têm medo e por isso ele vos derrota há 32 anos... E já agora, não resisto, onde anda o CDS/PP? Sr. Rocha, Presidente do CDS/PP de Braga, sei que faz a sua vida em Lisboa, mas já dizia qualquer coisinha sobre um assunto tão relevante como este!! De facto... que coisa!! Ao ponto que o Portinhas das feiras chegou!!

Arranjem um tio com uma empresa de informática!!


Nós somos um país que quer vestir "prada" por fora, mas cuja roupa interior não deixa de ser da feira. Está mesmo na altura de começarmos a perceber a nossa realidade e a vivermos ao nosso nível. A certificação nem vou comentar porque a tuguisse do costume, com os espertos de sempre, fez com que um processo que pretendia distinguir empresas com elevados padrões de qualidade tornou-se completamente banal e até irrelevante. Tuga que é tuga aldraba sempre o processo.
Quanto a este assunto, arranjem-lhe um tio com uma empresa de informática e o negócio fica cá em Portugal.