sábado, 30 de janeiro de 2010

Charlie Chaplin - A jaula do leão...zinho

video

Fonte: obrigado pelo email FM

Uma manifestação em favor da família

Lisboa, 30 jan (RV) - Em Portugal, os defensores do referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo vão sair às ruas no dia 20 de fevereiro, numa manifestação em favor da família. A acção é promovida pela Plataforma Cidadania e Casamento, um grupo de cidadãos formado por numerosos católicos, que entregou no Parlamento uma petição com mais de 90 mil assinaturas, solicitando a realização de uma consulta popular. A Igreja apoia a iniciativa e lança um apelo a todos os católicos, para que compareçam maciçamente à manifestação.

"Acreditamos que esta ação possa mudar o rumo das coisas, porque se trata de pessoas concretas, de famílias inteiras e de jovens indignados que saem às ruas para mostrar que esta lei proposta pelo Governo é errada, foi feita às escondidas e nunca se falou sobre suas reais consequências" – explicou um membro da Plataforma Cidadania e Casamento, Sofia Guedes.

Os manifestantes descerão a Avenida da Liberdade, em Lisboa, e concluirão seu protesto com uma pequena festa na Praça dos Restauradores. A Plataforma Cidadania e Casamento acredita que milhares de pessoas vão aderir a esta ação pública, mesmo porque mais de 90 mil subscreveram a petição, exigindo a realização do referendo.

Sofia Guedes sublinha que a manifestação é promovida por "cidadãos comuns" e garante que a Plataforma Cidadania e Casamento "não tem preferências por credos, raças ou condições sociais ou etárias". Todavia, a Igreja Católica aplaudiu a iniciativa.

"A Igreja alegra-se com qualquer iniciativa que defenda os valores da família e do casamento, e que ultrapassam as fronteiras da Igreja. Os católicos devem participar porque, assim, estarão defendendo esses princípios que são fundamentais para a Igreja" – disse o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Pe. Manuel Morujão.

Questionado sobre se – tal como ocorreu na Espanha – os membros da hierarquia da Igreja também sairão à rua em protesto, Pe. Morujão disse que é "impossível prever uma situação dessas". Mas sublinhou que, mesmo não sendo uma organização da hierarquia da Igreja, as pessoas têm liberdade para se mobilizar em nível local, por exemplo, nas paróquias, "sem terem de pedir autorização à hierarquia". No entanto, Pe. Morujão acredita que os bispos venham a tomar uma posição na reunião do próximo dia 9.

A Igreja tem criticado a proposta do Governo, considerando que ela vai contra os valores da família. Embora alguns bispos se tenham mostrado favoráveis à realização do referendo, o Episcopado, no seu conjunto, nunca assumiu uma posição aberta nesse sentido. (AF)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Uma questão de Juízo

Prepara-se uma reedição da candidatura do idoso Mário Soares. Sem "papas na língua" como é seu apanágio, Belmiro de Azevedo recomenda "juízo" a Manuel Alegre.

Pois eu cá acho, que finalmente alguém tocou na ferida sem quaisquer preconceitos.




Fonte: RTP

Ora aqui está um exemplo de democracia pura!

Orçamento de estado para o distrito de Braga

O distrito não só vê ser reduzida a verba em relação a 2009, como a sua distribuição privilegia as câmaras governadas pelo partido socialista.

E por incrível que pareça, Braga consegue receber uma verba inferior a Guimarães e Barcelos.


Fonte: Diário do Minho

Haja "cojones"


Fonte: 24 Horas

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Matemática

POESIA MATEMÁTICA!!!! 

Quem 60 ao teu lado e 70 por ti,
vai certamente rezar 1/3
para arranjar 1/2
de te levar para 1/4
e ter a coragem de te dizer:

20 comer!!

Fonte: obrigado pelo email PC

“A Europa tem de mudar sua política sobre família e vida”

Entrevista a Luca Volontè, da Comissão de Assuntos Sociais do Conselho da Europa
Por Antonio Gaspari

ROMA, quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Apesar da queda demográfica, que está criando enormes problemas de caráter econômico e social, na União Europeia há grupos que sustentam uma constante redução dos nascimentos.

Uma política ainda mais favorável ao aborto e às teorias malthusianas será defendida no dia 29 de janeiro no Conselho da Europa por Christine McCafferty, durante a apresentação do informe “Quinze anos depois do programa de ação da Conferência internacional sobre população e desenvolvimento”.

Em 1994 realizou-se no Cairo a conferência das Nações Unidas sobre população e desenvolvimento. Outra conferência sobre este tema deveria ter acontecido dez anos depois, mas os grupos a favor do aborto preferiram deixar passar, porque a administração norte-americana, então guiada por George Bush, se faria contrária às políticas anti-vida.

Agora, com a nova administração americana, os mesmos grupos malthusianos estão convencidos de que conseguirão fazer passar suas políticas sobre temas de vida e família.

Para compreender melhor os termos do debate, ZENIT entrevistou Luca Volontè, membro da Comissão de Assuntos Sociais do Conselho da Europa.

–Em que consiste o Informe “Quinze anos depois do programa de ação da Conferência internacional sobre população e desenvolvimento”?

–Volontè: O Informe tem como objetivo introduzir o “direito ao aborto” como direito humano. O texto declara, de acordo com a opinião dos Socialistas europeus e da conferencista, McCafferty, membro da International Planned Parenthood Federation (IPPF), que a redução da população mundial é fundamental para o desenvolvimento e o bem-estar das nações (ideologia malthusiana). Ademais, apresenta aspectos ulteriores e muito preocupantes, convidando os governos dos 47 países europeus a introduzir, desde a primeira infância escolar, uma educação sexual e uma introdução aos métodos de “saúde sexual reprodutiva”. Em uma palavra, quer-se transformar a ocasião dos 15 anos da conferência do Cairo num passo para estas ideologias anti-humanas que não encontram até agora nenhum consenso internacional.

–O Foro das associações familiares italianas e outras associações como a ECLJ (European Center for Law & Justice) criticaram fortemente este Informe, afirmando que promove o aborto como um meio de planejamento familiar, e que defende o controle da população segundo uma mentalidade malthusiana. Qual é seu parecer a esse respeito?

–Volontè: Tenho colaborado muito ativamente com os Foros das famílias italianas e europeias, trabalho assiduamente com diversos institutos europeus e americanos que atuam na defesa e promoção dos valores da família fundada no matrimônio heterossexual e na vida humana. Portanto, e disso dão testemunho minhas emendas concretas, firmadas por representantes de muitas nacionalidades, estamos nos empenhando com muitos amigos para modificar radicalmente o Informe McCafferty ou, ao contrário, para rejeitá-lo na Assembleia.

–A Europa sofre uma gravíssima crise demográfica. Atualmente, na UE se pratica um aborto a cada 25 segundos e um divórcio a cada 30. Sobre a base destes dramáticos dados, lhe parece necessário discutir planos de alargamento da possibilidade de aborto? Não seria o caso de discutir como ajudar as mulheres a limitar o número de ‘interrupções voluntárias da gravidez’?

–Volontè: Estou absolutamente de acordo. A crise demográfica europeia, ademais de ser inaceitável no plano leigo e religioso (basta aqui recordar a grande tradição judaico-cristã e a lúcida batalha de Norberto Bobbio e Pier Paolo Pasolini na Itália), é totalmente irracional para quem se importa com o futuro da Europa. O inverno demográfico terá consequências devastadoras no bem-estar de todos os países, reduzirá a riqueza e diminuirá a força de trabalho e a inovação do continente europeu. Disso deveríamos discutir e sobre estes problemas deveríamos trabalhar na Assembleia e no Comitê dos Ministros dos 47 países do Conselho da Europa.

Com relação ao segundo aspecto, o desejo de paternidade e maternidade dos jovens europeus e das famílias europeias é altíssimo. Os governos estão trabalhando para avaliar estes desejo positivo dos cidadãos europeus, enquanto que a Assembleia parece distraída e vinculada em uma mentalidade cega e surda. Confio em que, também graças a um Informe meu aprovado na Comissão de Assuntos Sociais, possa-se empreender o caminho correto de investimento na coesão familiar para produzir coesão social e capital humano.

–Não acredita que chegou o tempo de adotar políticas econômicas e sociais em apoio da cultura da vida e da família?

–Volontè: Todos os indicadores e os estudos estatísticos e sociais nos empurram a investir na coesão familiar, na família como célula e fator de educação, responsabilidade, virtudes civis e portanto “bons cidadãos”. Os dados sobre a decadência dos jovens que viveram condições de rupturas familiares são dramáticos, a dispersão de capital humano e de custos para o bem-estar dos países está levando nações inteiras ao colapso. Esta década, tão dramática, é a maior ocasião que a Providência nos dá para relançar com força, como recordava João Paulo II e nos diz Bento XVI, a Doutrina Social da Igreja e a centralidade da vida e da família. Nós estamos convencidos desde sempre. Agora que a história confirma, seria paradoxal que os cristãos comprometidos, na vida pública se fechassem, temerosos, no silêncio.

–Sobre estes temas, como se definiram os grupos políticos presentes no Conselho da Europa?

–Volontè: No Conselho da Europa (47 países, dos quais 27 são membros da UE), enfrentam-se duas grandes posições. A Popular, geralmente favorável, mas demasiadamente tímida na defesa destes valores, com amplos setores conservadores (GDE), e a guiada pelos Socialistas, com alianças significativas com setores Liberais e de Esquerda radical, ligados às velhas ideologias de origem marxista leninista, malthusiana, eugenésica e libertária. Em resumo, um perene capricho irracional de 68. É cada vez mais urgente responder de modo concreto ao chamado do cardeal Ratzinger em 2004, quando convidava todos os crentes, não só os políticos, a formarem uma “minoria criativa” e, acrescento eu, “combativa”. Não perdemos a esperança, oremos uns pelos outros para ser testemunhos dignos neste tempo terrível e fecundo que o Senhor nos dá, seguros da verdade das palavras do Papa Bento XVI, “Deus se faz carne e nos acompanha em nossa vida”.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Buda (não é jota, este)...


No comment

Futeboladas...


Fonte: Publico

Organizem-se porra.


Uma lancha da marinha portuguesa abriu fogo sobre um barco descaracterizado pertencente à policia marítima algarvia que efectuava uma operação de vigilância no mar ao largo de Portimão.

É caso para dizer, em caso de criminosos abata-se mesmo a policia.
Organizem-se porra.

Fonte: Publico

Barbie fez recentemente 50 anos


Como estarão o Batman e o Robin?


E o Homem-Aranha?


E o Piu-Piu?


Sophia

***

A Forma Justa

Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo

Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo


Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"

Portas propôs ao governo cortar salários dos políticos e dos gestores públicos

"Durante as negociações para o Orçamento do Estado, o PSD apoiou o aumento zero para a função pública, atendendo ao estado do défice, mas o CDS propôs uma alternativa: um aumento real dos salários mais pequenos da função pública (abaixo de 800 euros) e, para compensar, um corte nos vencimentos dos políticos como o Presidente da República, o primeiro- -ministro, os membros do governo e os deputados - e também dos gestores públicos. O governo não deu resposta, por enquanto, à proposta dos centristas.

"O argumento utilizado pelo CDS foi que seria necessário, para o governo, "autoridade" para pedir agora contenção. E a autoridade governamental ficaria mais reforçada para impor sacrifícios se começasse por "dar o exemplo". Não seriam os cortes nos salários dos políticos e dos administradores das empresas públicas e dos institutos públicos a solucionar o problema do défice nacional, mas, conforme defendeu a delegação centrista aos encontros com o governo, a medida "exemplar" poderia minorar o impacto que necessariamente acontecerá com aumentos reais de nível zero na função pública.

"Os centristas defenderam, junto do governo, que o aumento do ano passado, quando a inflação foi negativa, tinha sido "eleitoralista" e, também por isso, o governo teria neste momento um problema de autoridade para impor a contenção e o rigor. Luís Queiró afirmou insistentemente que a discriminação positiva dos salários mais baixos era fundamental para conseguir impor esta política e foi recordado que, quando Manuela Ferreira Leite era ministra das Finanças, no governo PSD/CDS, o congelamento dos salários só afectou os mais altos. É aí que o CDS sugere que, se o governo não optar por discriminar positivamente os salários mais baixos, deveria dar o exemplo "de cima".

"A questão do aumento zero para a função pública irá dominar as negociações na especialidade do Orçamento do Estado. Os partidos à esquerda previsivelmente irão apresentar propostas de alteração para que os vencimentos de fim de escalão não sejam abrangidos pela "tolerância zero". Se o PSD se juntar ao CDS e à esquerda e admitir a discriminação positiva dos salários menores, prefigura-se mais uma "coligação negativa"."

por Ana Sá Lopes, Publicado no "i" a 27 de Janeiro de 2010

ONU «profundamente preocupada» com liberdade de expressão na Venezuela

"Num relatório sobre o Direito à Liberdade de Opinião e Expressão, a ONU declara-se preocupada com o encerramento colectivo de canais de televisão por cabo, na Venezuela, incluindo a Rctv Internacional, que passou a transmitir por cabo depois do encerramento do canal (em sinal) aberto, em Maio de 2007.

"«Como é do conhecimento público, a 23 de Janeiro de 2010, o director da Conatel (Comissão Nacional de Telecomunicações) e ministro do Poder Popular para as Obras Públicas e Habitação, Diosdado Cabello, exortou as empresas fornecedoras de serviços de televisão por assinatura (cabo e satélite) a tirar imediatamente das suas grelhas de programação os canais que, na sua opinião, não estivessem a cumprir a Lei de Responsabilidade Social em Rádio e Televisão», afirma a ONU.

"No documento adianta-se que «segundo o ministro, para estabelecer se um canal viola a lei, basta que seja essa a opinião da empresa fornecedora do serviço por assinatura ou do próprio governo».

"O relatório destaca que para a ONU «todo o encerramento de um meio de comunicação deve obedecer ao procedimento legal, previamente estabelecido, conduzido por autoridade estatal independente e não pode ser produto de uma decisão do governo».

"A ONU refere também que a sua preocupação é ainda maior por os factos ocorrerem num «ano de eleições parlamentares e de debate de várias leis fundamentais para o país».

"As Nações Unidas exortam «o Governo da Venezuela a reconsiderar estas medidas, restabelecer as garantias de liberdade de opinião e expressão, (...) e a ter presente não só a legislação interna da República Bolivariana da Venezuela, mas também os Convénios Internacionais a que aderiu, em particular o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos».

"«De igual maneira, insta as autoridades a garantir a integridade física e moral dos trabalhadores e membros dos meios de comunicação social», conclui o relatório.

"Pelas zero horas de domingo passado, as operadoras de televisão por cabo suspenderam a transmissão das estações de televisão American Network, America TV, Momentum, RCTV Internacional, Ritmo Son y TV Chile, acusadas de não cumprirem a Lei de Responsabilidade Social em Rádio e Televisão, por não passarem temas nacionais de transmissão obrigatória, como acontece com os discursos do Presidente Hugo Chávez.

"Acusado de «golpista» pelo governo, a Rctv, o mais antigo canal de televisão privado, deixou de transmitir a 27 de Maio de 2007, na sequência da decisão do Presidente Hugo Chávez de não renovar a licença para transmitir em sinal aberto, ao mesmo tempo que o Supremo Tribunal de Justiça ordenou a entrega dos equipamentos de retransmissão à Tves, o novo canal do Estado venezuelano.

"Crítico do regime de Chávez, o canal reapareceu, 49 dias depois, no sistema de cabo com o nome de Rctv Internacional."

Lusa / SOL

"Será muito difícil Portugal atingir défice de 3%"

"A Fitch considera que será “muito difícil” que Portugal consiga reduzir o défice das contas públicas para os 3%, em 2013. Em 2009, o défice terá atingido um nível histórico de 9,3%, sendo que o Governo prevê, na proposta de Orçamento do Estado para 2010, conseguir reduzi-lo este ano para os 8,3%.

"Numa entrevista à Bloomberg, em reacção ao documento entregue ontem por Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, na Assembleia da República, o director agência de notação financeira, Christopher Pryce, afirma que “será muito difícil” baixar o défice até aos 3%.

"O défice orçamental de 2009 terá ficado nos 9,3% do produto interno bruto (PIB), de acordo com os valores ontem revelados pelo Governo através da proposta de Orçamento do Estado para 2010. Para este ano, as estimativas do Executivo aponta para uma redução para os 8,3%.

Em 2013, Bruxelas espera que Portugal apresente um défice abaixo dos 3%. Teixeira dos Santos afirmou que é necessário “apoiar a economia a superar a crise”, mas será preciso “reduzir o défice abaixo dos 3%, de forma sustentável gerando confiança”. E acrescentou: “Já o conseguimos no passado, vamos conseguir de novo”.

Paulo Moutinho, Jornal de negócios

“Em temas como o aborto, todos nós temos algo a dizer”

Entrevista com o cardeal de Barcelona, Lluís Martínez Sistach

BARCELONA, segunda-feira, 25 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- O cardeal arcebispo de Barcelona, Lluís Martínez Sistach, indicou nesta entrevista concedida à Zenit que a nova lei do aborto na Espanha não reduzirá o número de abortos, mas o aumentará, e propôs melhorar as ajudas às mães que ficam grávidas. “A vida humana da criança precisa tudo da mãe e da sociedade.”

O cardeal afirmou, além disso, que, quando são retirados os símbolos religiosos dos colégios e instituições, como a cruz, “perdemos nossa identidade e, sem identidade, não sabemos quem somos, de onde viemos e aonde vamos”.

-Como o senhor interpreta as posições contrárias à presença da cruz nas escolas?

Cardeal Martínez Sistach: É não entender devidamente o significado da cruz. Ela tem um significado religioso, porque Jesus morreu na cruz e, por isso, a cruz se converteu em um símbolo de acolhimento, de fraternidade e de amor aos amigos e inimigos. Jesus, sendo crucificado, perdoou os que o pregaram na cruz. Este símbolo religioso não deveria ofender. Mas, ao mesmo tempo, tem um significado cultural, já que está nas raízes cristãs da Europa e, concretamente, do nosso país. Se eliminamos das escolas e instituições os símbolos religiosos como a cruz, estamos perdendo nossa identidade e, sem identidade, em um mundo globalizado, não sabemos quem somos, de onde viemos e aonde vamos.

-Se esta lei for aplicada nas instituições catalãs, como o senhor espera que a sociedade civil reaja?

Cardeal Martínez Sistach: Na Catalunha, temos fama de agir com juízo, ainda que às vezes sejamos impulsivos. Temos de pensar em que país queremos construir, também em questões como esta. Temos de pensar que estamos em um Estado leigo, mas não laicista. Porque, ainda que o Estado seja leigo, a sociedade está formada por pessoas, grupos e instituições, muitos dos quais são religiosos.

-A reforma da lei do aborto é um dos temas que mais preocupam a Igreja. Que consequências o senhor prevê que isso terá para o futuro que estamos criando?

Cardeal Martínez Sistach: O aborto sempre é um mal, porque impede que um ser humano concebido e não-nascido possa nascer. Aqui entra a questão do respeito e valorização da vida humana daquele que é pequeno e inocente, que não pode falar e depende da mãe e da sociedade.

-O senhor acha que um debate social poderia acabar com esta lei do aborto?

Cardeal Martínez Sistach: Em temas de tanta transcendência como este, é importante que haja um amplo debate, para que se possam ouvir as razões da sociedade, das instituições sociais, culturais e religiosas. Todos nós temos algo a dizer.

-A nova lei do aborto reduzirá o número anual de abortos?

Cardeal Martínez Sistach: Esta lei ampliou a já existente e considera o aborto como um direito de livre realização durante as primeiras 14 semanas. Não reduzirá o número de abortos, e sim os ampliará. Seria preciso oferecer às mulheres grávidas toda a ajuda necessária para que não se vejam obrigadas a abortar.

-Em Extremadura está sendo realizada uma campanha de educação sexual – do Instituto da Mulher e do Conselho de Juventude – sob o nome “O prazer está em suas mãos”. O senhor acha que o governo tem autoridade para educar os jovens neste tema?

Cardeal Martínez Sistach: A responsabilidade primária nesta matéria é competência dos pais. São eles que têm o direito inalienável de garantir aos seus filhos uma autêntica e sólida formação do afeto e da sexualidade dos adolescentes e jovens.

-O ano que terminamos foi fortemente marcado pela crise econômica. Como a arquidiocese de Barcelona vive este fato?

Cardeal Martínez Sistach: A crise econômica tem graves consequências para muitas pessoas e famílias. Cerca de 4 milhões de desempregados não recebem subsídios. Há muitas famílias nas quais nenhum dos membros tem trabalho. As consequências graves desta crise fazem dela uma questão de Estado, de país, e isso exige que os partidos políticos, os sindicatos e as instituições trabalhem conjuntamente para encontrar a solução para a crise econômica.

Por Carmen de la Llave, zenit.org

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ora aí está merda à vista




Quero acreditar que não vai ter qualquer problema em aliviar-se muito em breve.

A favor da vida

De acordo com as informações recebidas de Washington, diversos grupos internacionais voltaram a lançar a campanha, impulsionada há um ano, para recolher um milhão de assinaturas em apoio às crianças não-nascidas e à família.

O Instituto de Política Familiar, uma das entidades implicadas na iniciativa, informou que se pretende que os Estados da ONU comecem a interpretar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos protege o ser humano contra o aborto e reconhece o matrimónio e o direito dos pais de educar os filhos.

Os promotores tomaram o exemplo da Comunidade de Santo Egídio, que conseguiu recolher um milhão de assinaturas, com as quais pediu uma moratória da aplicação da pena de morte, o que deu como fruto uma resolução da ONU em que se pede a abolição da pena capital.

A campanha de apoio a favor das crianças não-nascidas começou como uma reacção contra a tentativa dos movimentos pró-aborto que, no ano passado, quiseram aproveitar o 60° aniversário da Declaração para promover o direito ao aborto.

As pessoas interessadas em apoiar a iniciativa podem aceder à declaração através da Internet, em: www.c-fam.org/campaigns/lid.3/default.asp.

Entre os organizadores da campanha encontram-se C-FAM, Concered Women for America, United Families International, a Federação Polaca de Movimentos Pró-Vida e o Instituto de Política Familiar, assim como alguns políticos.

Os organizadores lamentaram as pressões que a ONU tem recebido para que se considerem direitos o aborto e o casamento entre pessoas homossexuais, assim como para a promoção da propaganda homossexual nas escolas de alguns países do ocidente, contra a vontade dos pais.

“Isso opõe-se directamente ao que os redactores da Declaração Universal quiseram nela inscrever e nos seus convénios vinculantes promulgados em 1966”, assinalam.

O módulo a firmar, em 19 idiomas, recorda que a Declaração Universal é a conquista de um estandarte comum para todas as pessoas e todas as nações.

Indica que se deve dar apropriada consideração ao direito à vida de cada ser humano, desde sua concepção até sua morte natural, tendo, cada menino ou menina, o direito a ser concebido, nascer e ser educado dentro de sua família, baseada no matrimónio de um homem e uma mulher. Também considera a família o grupo de unidade natural e fundamental da sociedade.

A eslovaca Anna Zaborska e o italiano Carlo Casini, parlamentares da União Europeia, lideraram na Europa uma campanha similar a esta petição pró-vida. As suas iniciativas já deram entrada no Parlamento Europeu.

A Igreja também tem tomado posição sobre este assunto. O arcebispo de Braga afirmou que: “O aborto é banalizado com orientações legais que desrespeitam o valor indiscutível da vida e assim o decréscimo da natalidade atinge níveis preocupantes.”

O papel da Igreja, segundo o presidente da CEP, será sempre de “proposta e defesa da dignidade humana, independentemente da ideologia ou crença religiosa dos indivíduos, aliando o respeito com a coragem”.

O CDS apoia a defesa da vida

A sociedade civil deve assumir as suas responsabilidades, sublinhando posições que defendam a vida, em especial a dos mais vulneráveis. Nesse sentido, o CDS congratula-se com estas iniciativas e apoia, como sempre tem feito, a defesa da vida – incluindo a das crianças não nascidas – a bem de todos nós e do nosso país.


Nuno Oliveira Dias

Fonte: Zenit.org

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"O fim do princípio"

"A Assembleia da República aprovou a lei do casamento no mesmo sexo. Isso arrumou a questão? Claro que não. O confronto ainda vai ser longo e incerto. Aliás, é bastante provável que este tema venha a revelar-se o momento de inversão deste grande ataque contra a família que começou há décadas e tem tido muitas batalhas, da pornografia ao aborto. Fazendo o paralelo com o anterior combate cultural, esta mudança do conceito de casamento pode ser a "Primavera de Praga" dos movimentos antifamília.

"A razão disto não vem da gravidade da questão, que é menor e abstrusa, nem resulta dos disparates, arrogâncias e atropelos democráticos que, sendo evidentes, não passam de pormenores. O motivo que poderá fazer desta escaramuça um ponto axial do embate está, não nos detalhes mas na sua lógica mais profunda, na essência da questão. Em particular em dois aspectos.

"Sabemos que uma campanha mediática bem orquestrada consegue convencer o público de qualquer coisa durante algum tempo. Esta foi especialmente maciça e esmagadora, para nos impor como normal e razoável aquilo que quase nenhum outro país do mundo fez, como urgente e indispensável algo de que nunca ninguém se lembrou em milénios de civilização. Mas isso implicou uma supina distorção da verdade para nos convencer de que uma relação homossexual é equivalente ao casamento. A ditadura intelectual não se aguenta muito tempo e a realidade acaba por se impor. Basta comparar as paradas do orgulho gay com as noivas de Santo António para entender a diferença.

"Aliás, a distinção decisiva, não só em termos pessoais e morais mas políticos, sociais, culturais, civilizacionais, e até fiscais, é entre a família perene e fecunda que se propaga nas gerações, baseada num compromisso para a vida, no amor como na dor, e todas as outras alternativas, da promiscuidade às uniões de facto, passando pela depravação e precariedade conjugal que o Estado tem vindo a promover em várias leis. Todos os governantes ao longo de séculos sempre compreenderam que o equilíbrio nacional depende crucialmente de famílias sadias, coisa que as ciências sociais modernas apenas confirmam. É preciso uma enorme dose de embriaguez ideológica e oportunismo tacanho para ignorar este elemento. Este não é um confronto entre duas linhas de futuro, pela simples razão de que a segunda alternativa não tem futuro.

"Isto leva-nos ao segundo elemento da questão. É que aquilo que os discursos e argumentos desta discussão mais desprezaram é precisamente aquilo de que o País mais necessita: procriação. A brutal queda da natalidade, que coloca Portugal entre as maiores catástrofes demográficas mundiais, é o que está por detrás de grande parte dos nossos problemas socioeconómicos, da segurança social ao orçamento, passando pela educação, construção e desenvolvimento.

"Portugal é o país da Europa ocidental com menor taxa de fertilidade. Nos últimos dados disponíveis, para 2007, o nosso valor de 1,33 filhos por mulher é dos mais baixos dos 27, apenas ultrapassado pela Hungria, Polónia, Roménia e Eslováquia, zonas de emigração. Pelo contrário, se por cá descontarmos os filhos dos imigrantes ainda caímos mais. Somos um povo em vias de extinção.

"Temas como fertilidade e família são muito vastos e complexos, implicando múltiplos aspectos da realidade pessoal e cultural. Mas a maior parte dos nossos parceiros próximos, que registaram descidas importantes de fertilidade nos anos 1970 e 80, perceberam o problema e inverteram a situação na década seguinte. Hoje encontram-se numa trajectória claramente ascendente. Os nossos responsáveis, não só não repararam mas estão do lado oposto. Por isso continuamos alegremente a descer e em breve ultrapassaremos os mínimos mundiais. O futuro terá dificuldade em compreender tal imbecilidade.

"Passaram mais de 20 anos da Primavera de Praga à queda do Muro de Berlim. Como disse Churchill depois da batalha de El Alamein: "Isto não é o fim; nem sequer o princípio do fim; é talvez o fim do princípio" (Discurso de 10 de Novembro de 1942)."

por JOÃO CÉSAR DAS NEVES,
naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Apitadelas




A comunicação social e a politica.




Bem sei que não se trata sequer de  uma sondagem nem foi efectuado por uma das empresas "xpto" a que estamos habituados, que se trata de um estudo, mas foi encomendado pelo Correio da Manhã e... bem foi relevada pelo jornal para "oremos" e o resta da comunicação social nem dele falou.
Para todos os efeitos é a primeiro estudo/sondagem (que eu saiba, pelo menos) após o anuncio da disponibilidade de Manuel Alegre e do anuncio da disponibilidade do apoio dado pelo Bloco de Esquerda.
Quanto ao Partido Socialista, aguardamos o desfecho das lutas internas para que anunciem um candidato ou, como será de esperar, o apoio a Manuel Alegre. Isto apesar dos sapos que alguns socialistas serão obrigados a engolir.

Fonte: Correio da Manhã

"Candidatura de Alegre abre guerra no PS"

"Manuel Alegre telefonou a Sócrates dizendo-lhe que ia anunciar a candidatura, mas a divisão no PS está instalada. Lello já declarou que não apoiará Alegre – enquanto Vitalino Canas, Correia de Campos, Vítor Ramalho e Vítor Baptista, entre outros, aconselham o partido a apresentar outro candidato, avança a edição do SOL desta sexta-feira.

"Antes de enfrentar Cavaco Silva, Alegre terá, pois, de conquistar um PS que não perdoa ao ex-deputado as críticas que fez ao Governo nos últimos quatro anos e o facto de ter avançado, em 2006, como candidato presidencial contra o próprio partido.

"Os socialistas têm que resolver este dilema, até porque todos sabem que acabará por ser inevitável o apoio do PS ao candidato. Até lá, vão exorcizar o mau ambiente, criticando à vontade o candidato – como se viu já esta semana.

"O ataque dos sectores soaristas e gamistas era esperado e alastrou mal Alegre fez a declaração prevista. Vitalino Canas, ex-porta-voz do PS, continuou a insistir em nomes alternativos, como Guterres ou Ferro Rodrigues. «O PS tem a responsabilidade de procurar ter outro candidato», afirmou ao SOL, considerando que Alegre não será um Presidente «sintonizado» com a agenda do Governo."

Por Graça Rosendo e Helena Pereira,
no "Sol", 22.1.2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Fila de refrescados pessimistas!



Obrigado por nos elucidar senhora ministra. Parvos que somos. Para além de pessimistas, claro.

Grrrrrrrr...


Este país não é para bebés. Portugal apoia pouco a natalidade

"Ter filhos dá menos apoios em Portugal do que na maioria dos países da OCDE; o mais generoso é o Luxemburgo"

"Portugal precisa de mais bebés para sair da crise e evitar a derrocada do sistema de pensões, mas o efeito prático dos incentivos públicos existentes é reduzido e, no que diz respeito à natalidade, tem dado poucos resultados. O problema não se põe só em relação às políticas do actual governo; é tão antigo quanto a democracia portuguesa, la-mentam vários especialistas. Se está a pensar ter filhos, saia do país e experimente noutro sítio - Luxemburgo, Alemanha, França, Bélgica ou Áustria, por exemplo.

"Um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) mostra que Portugal é dos países ricos onde, financeiramente, menos compensa ter filhos; onde as políticas públicas de redistribuição (através de impostos, contribuições e subsídios) são pouco generosas para os trabalhadores por conta de outrem quando comparado com a realidade de outros países.

"De acordo com o estudo da OCDE "Taxing Wages 2007-2008", divulgado há três semanas, um casal de classe média que opte por ter dois filhos ganha mais 968 euros (rendimento líquido), valor corrigido de paridades de poder de compra que, por isso, permite a comparação entre países. O acréscimo ao rendimento salarial líquido representa metade (49%) da média da OCDE e 43% da média da União Europeia. Na Europa, apenas Espanha e Polónia têm incentivos menores. O rendimento líquido de um trabalhador é o dinheiro que cada um leva para casa já depois de pagos os impostos e contribuições para a Segurança Social e de recebidos todos os subsídios a que tem direito.

"No caso de uma pessoa solteira portuguesa, a disparidade é maior: o benefício de ter filhos (dois) é de 1219 euros anuais - apenas 40% da média internacional, também corrigida do poder de compra.

"Bert Brys, economista do Centro de Política e Administração Fiscal da OCDE, confirma que "os benefícios líquidos para ter crianças são muito mais baixos em Portugal". "Apesar de o peso da fiscalidade e das contribuições até não ser dos mais elevados e de os benefícios até serem generosos, a verdade é que quando se soma tudo isto percebe-se que os incentivos monetários a ter filhos é dos mais baixos", acrescenta.

"Por que razão? Para o especialista da OCDE, "os benefícios relacionados com crianças são, de facto, mais baixos em Portugal, mas não podemos esquecer que a economia tem, há muitos anos, um crescimento baixo, o que limita as receitas públicas e a margem de manobra para este tipo de políticas".

(...)

"Ana Cid, secretária-geral da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, acusa os sucessivos governos de "nada terem feito de significativo para derrubar as barreiras à natalidade". "Não pedimos incentivos, pedimos mais justiça. Ter filhos é um direito. E o que temos? As pessoas hoje têm metade do número de filhos que realmente desejam", refere, citando um estudo da consultora Netsonda. "Estamos a assistir a um desastre na natalidade: com menos pessoas a nascerem no futuro próximo haverá menos consumo e mais desemprego, como se vê pelo caso dos professores, problemas muito sérios no sistema de pensões", diz Ana Cid.

"Jorge Arroteia, professor de Demografia jubilado da Universidade de Aveiro, considera que "a fertilidade cada vez mais baixa é uma hecatombe". E quais as causas? "As políticas públicas desajustadas, a mudança de comportamentos e de mentalidades, a instabilidade da economia e do emprego, tudo isto converge para um problema de grandes proporções."


por Luís Reis Ribeiro, publicado no "i"

TGV

"Vamos levar com o TGV em cima. É já claro que a aposta na construção do comboio de alta velocidade está imparável. É verdade que essa decisão, que hoje parece definitiva, é um enorme disparate. Mas que interessa isso?

"O TGV é uma tolice. Claro que o projecto tem vantagens (era o que faltava se não tivesse!) mas são muito inferiores aos custos esmagadores, não apenas financeiros, mas também ambientais, urbanos, políticos, entre tantos outros. As estimativas mostram já um valor astronómico do investimento, e todos sabem que acabará por derrapar para muito mais.

"Mas as empresas construtoras precisam muito de grandes obras e os políticos anseiam por traficar dinheiros, conceder benesses e fazer inaugurações. A pressão é insuportável. Os governos no poder, ganhando esses dividendos, são sempre a favor e são contra na oposição. Dado que o resultado é inevitável, debates e atrasos só aumentam os custos.

"Daqui a muitos anos vai-se ver que os comboios andam às moscas, têm de ser subsidiados de forma ruinosa e prejudicam outras formas de transporte. Já foi assim com o complexo de Sines, está a ser com os estádios do Euro 2004 (...). Mas que interessa isso agora? Uma coisa é o processo político, outra, muito diferente, a realidade económica e social.

"Mas se neste momento é claro que vamos levar com o TGV, devemos no mínimo pedir uma coisa ao Governo: por favor, ao menos não tentem mais justificar o projecto! É que os disparates são tantos que, quanto mais inventam explicações, mais se enterram."



João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt
DESTAK | 21 | 01 | 2010

"As famílias e a crise econômica"

Um relatório revela a situação do casamento na América do Norte

ROMA, quarta-feira, 20 de janeiro de 2010 (ZENIT.org)-. A atual crise econômica pode ter ocasionado um efeito positivo no matrimônio. O divórcio caiu 4% nos Estados Unidos, até 16,9 divórcios por cada 1.000 mulheres casadas, sendo que em anos anteriores havia subido de 16,4 em 2005 para 17,5 em 2007.

Esse é um dos pontos apresentados no relatório anual da situação matrimonial que foi publicada em dezembro no National Mirriage Project, da Universidade da Virgínia, junto com o Center for Marriage and Families of Institute for American Values.

O relatório, intitulado “A Situação de nossos matrimônios na América do Norte 2009: Dinheiro e Casamento”, também confirmou que os americanos estão atrasando o casamento ou renunciando a ele.

Parte dessa queda vem da tendência de adiar o primeiro casamento: a idade média do primeiro casamento passou de 20 anos para as mulheres e de 23 para o sexo masculino para cerca de 26 e 28, respectivamente, em 2007. Outro importante fator foi o aumento da coabitação.

Juntamente com os dados sobre casamentos e divórcios, o relatório continha uma série de ensaios que examinavam as implicações das últimas estatísticas. Considerando o impacto econômico da recessão nos casamentos, o professor de sociologia e diretor do National Marriage Project Bradford Wilcox observou que não é a primeira vez que ocorre uma correlação entre crise econômica e menos divórcios.

A mesma coisa ocorreu na Grande Depressão dos anos 30. O declínio do divórcio é em partes devido a fatores econômicos que simplesmente levam os casais a adiar o divórcio. Há, no entando, outro fator dinâmico mais durável segundo Wilcox. Nas últimas décadas, os americanos veem cada vez mais o casamento como uma união de parceiros ou parceiras de alma. Dessa forma, a intimidade emocional, a satisfação sexual e a felicidade individual passam a ser as aspirações primárias do casamento.

“A recessão nos recorda que o matrimônio é mais que uma relação emocional; o casamento é também uma sociedade econômica e uma rede de segurança social”, comenta Wilcox. Assim, caso ocorra desemprego, ou a possibilidade de duas fontes de renda incentiva muitos casais a ficarem juntos.

Desvantagens

As pressões econômicas também tem suas desvantagens, admitiu Wilcox. As dificuldades econômicas podem trazer consigo alcoolismo, depressão e um aumento de tensões no casamento, que em alguns casos levam ao divórcio. Em geral, a maioria dos casais casados não responderam à crise econômica escolhendo o divórcio.

Wilcox ainda adverte que o impacto da crise econômica poderia ser mais difícil para quem não tem estudo. O desemprego atingiu de forma dura as pessoas sem cursos acadêmicos. Na verdade, mais de 75% dos postos de trabalho perdidos foram concentrados neste grupo.

A informação fornecida em setembro de 2009 pela Oficina de Estatística Laboral mostrava que 4,9% das mulheres e 5% dos homens com formação acadêmica estavam desempregados. Em contraste, entre aqueles com somente ensino médio, 8,6% das mulheres e 11,1% dos homens estavam desempregados.

Wilcox segue citando sobre a pesquisa, que indicava que os maridos são claramente menos felizes nos casamentos e mais propícios a pensar no divórcio, quando suas esposas assumem a tarefa de trazer o pão para casa.

O aumento do desemprego entre as pessoas de classe trabalhadora poderia também ter impacto na situação matrimonial desse grupo sócio-econômico.

Os apêndices estatísticos do relatório proporcionam mais informação sobre essa preocupante tendência. As mulheres com educação universitária estão se casando com uma maior idade que o restante das mulheres. Não só isso, mas a taxa de divórcios entre estas mulheres está relativamente baixa e segue baixando.

“Na verdade, as mulheres universitárias, que uma vez foram líderes da revolução do divórcio, agora têm uma visão mais restrita do divórcio que as mulheres menos instruídas”, diz o relatório.

Por outro lado, entre as mulheres que adiam o casamento até depois dos 30 anos, as que são mais instruídas são as que têm mais probabilidade de ter filhos depois do casamento e não antes.

Essa tendência positiva é compensada pelo fato dos norte-americanos com formação universitária com famílias felizes e estáveis não terem filhos suficientes para substituir a si mesmos. Em 2004, 24% das mulheres de 40 a 44 anos com um diploma universitário não tinham filhos, em comparação com somente 15% daquelas que só tinham o ensino médio.

Reduzir as dívidas

Olhando para o lado positivo, Jeffrey Dew, professor adjunto na Universidade Estadual de Utah, afirmou que a recessão resultou que os norte-americanos coloquem fim à bagunça nos cartões de créditos.

Até dezembro de 2008, os consumidores dos Estados Unidos haviam alcançado os 988 milhões de dólares em dívidas de crédito, mas em 2009 esse número caiu para cerca de 90 milhões de dólares.

Dew citou investigações que indicam que a dívida dos consumidores tem um poderoso papel na erosão da vida matrimonial. Os estudos indicam que os casais recém-casados que fazem dívidas de consumo são menos felizes nos seus casamentos.

Em contrapartida, os casais recém-casados que pagaram suas dívidas de consumo que trouxeram para o casamento ou adquiriram depois de casados têm menos problemas na qualidade do casamento ao longo do tempo.

Um estudo indicou que se um dos cônjuges estava gastando dinheiro descontroladamente aumentava a probabilidade de divórcio em 45% tanto em homens quanto mulheres.

Somente as causas de alcoolismo e consumo de drogas estão acima desse motivos anteriores, como causa de divórcios.

O estudo de Drew também fazia uma interessante menção a respeito da vida matrimonial. Os cônjuges materialistas sofrem mais com problemas matrimoniais. Estes casais baseiam muito sua felicidade e sua própria valorização no acúmulo de bens materiais. Assim, quando há problemas econômicos, sofrem vários conflitos em seu casamento.

Dica econômica

Alex Roberts, perito do Institute for Americans Values, citava dados do Ministério de Saúde e Assuntos Sociais que mostram que a atual crise revela, mais uma vez, que existem vantagens econômicas que os casais perdem quando se divorciam.

Roberts afirma que uma família de três membros - dois pais e um filho - precisa ter renda de U$ 18.311 para que seja considerada acima da linha da pobreza. Se os pais se mantiverem em famílias separadas, o total necessário para estar fora do patamar de pobreza é de U$ 25.401.

Dessa forma, se os pais se separam, deverão ganhar U$ 7.090 dólares a mais (um aumento de 39%) para evitar a pobreza. “O casamento consegue gerar enormes economias de escala - especialmente para aqueles com salários baixos”, observou Roberts.

O casamento tem também um efeito positivo na produção de riqueza. Roberts fazia referência às pesquisas dos economistas Joseph Lupton e James P. Smith.

Eles verificaram os salários e as finanças de 7.608 chefes de família entre 1984 e 1989, e descobriram que aqueles que estavam casados gozavam de um aumento em seus ingressos entre 50% e 100% e um aumento patromonial entre 400% e 600%.

Os lares dos que continuavam casados, em média, tinham o dobro do rendimento e quatro vezes mais de patrimônio que os dos divorciados ou daqueles que nunca se casaram.

O que está atrás dessa vantagem dos casados? Roberts dizia que isso se explica em parte pela tendência de se casar das pessoas com maior salário e poupança. Também mostrava que os homens casados trabalham mais e ganham mais que os solteiros.

Os pesquisadores, disse Roberts, descobriram que o casamento se conecta às regras e expectativas de responsabilidade e administração econômica que animam a um sábio uso dos recursos.

Esse efeito não ocorre nas uniões de fato, que é menos provável que atinja tantos recursos ou se sintam motivados a gastar de modo adequado ou poupar.

Não podemos reduzir os casamentos unicamente a um mero benefício econômico, admitiu Roberts, mas é certo que seria vantajoso para a sociedade que houvesse uma apreciação mais clara das vantagens econômicas do casamento. Um ponto ao qual os políticos deveriam prestar atenção.

Por Pe. John Flynn, L.C. (ZENIT.org)

Surpreenda-se. É grátis...


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

ALLisboa

A entrada em funcionamento da alta velocidade ferroviária (TGV) vai colocar Portugal num "patamar superior" em termos de competitividade e atractividade, disse hoje o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, considerando que “Lisboa e toda a zona em redor será, provavelmente, a praia de Madrid”.


Infelizmente para o governo português, a subserviência a Espanha continua a ser uma mais valia para Portugal. Tornar a capital portuguesa numa praia para os espanhóis deverá ser considerado pela carneirada portuguesa (a que assim entender, claro) como uma mais valia e como mais uma razão pela qual o TGV Lisboa-Madrid (para o governo Madrid-Lisboa-Madrid) deverá ser construído.


Pois aqui fica a minha opinião sobre este coice do ministro... 





Fonte: Jornal de Negócios

PSD vs PPD/PSD

Ora então, estão abertas as hostilidades.

"Candidatura de Alegre está a dividir socialistas"

Ontem no programa Pontos de Vista da RTPN, José Lello reafirmou que não vai apoiar Manuel Alegre, deixando no entanto a garantia de que não vai fazer campanha contra no caso do PS decidir apoiar a candidatura do histórico socialista.
"Serei um objector de consciência e portanto não farei campanha contra o Manuel Alegre, mas também não farei campanha a favor de Manuel Alegre", declarou o deputado socialista.

Na opinião de José Lello, antes de avançar com o anúncio da candidatura Manuel Alegre deveria ter informado o Partido Socialista da sua disponibilidade em ser candidato a Belém.

"Acho estranho que neste novo trajecto no sentido de vir ao encontro do PS para esta campanha eleitoral, o Manuel Alegre tenha notificado o PS através da comunicação Social, e não tenha tido a preocupação de dar um toque ao PS de que seria essa a sua vontade", acrescentou.

José Lello afirma que Manuel Alegre "tudo fez para desmerecer o PS e para alavancar o Bloco de Esquerda".

PS só vai discutir candidatura presidencial depois do Orçamento

Francisco Assis sublinhou ontem, em declarações à RTPN, que o Partido Socialista só vai debater a questão das eleições presidenciais depois da discussão no Parlamento do Orçamento de Estado.

"O PS tem o seu próprio tempo e no seu próprio tempo analisará e decidirá sobre esse assunto, que é evidentemente da maior importância, e será discutido certamente depois da discussão do Orçamento de Estado", frisou o líder parlamentar socialista que acrescentou que "a seguir ao Orçamento de Estado naturalmente se abrirá um espaço e um tempo de debate sobre esse assunto e o PS tomará uma posição sobre a questão presidencial".

Para Francisco Assis o facto de Manuel Alegre já ter sido candidato à Presidência da República em 2006 "em circunstâncias difíceis" é uma "vantagem".

"Manuel Alegre tem manifestado a vontade de ser candidato e isso evidentemente é meio caminho andado para vir a ser o candidato", acrescentou.

O líder parlamentar reconhece que seria "surpreendente que o PS não apoie a candidatura de Alegre. "Tenho-o dito várias vezes que acho que o Manuel Alegre vai muito à frente desse ponto de vista em termos de candidaturas de esquerda, e portanto de candidaturas hipoteticamente apoiadas pelo PS".

"Nunca haveria nenhum candidato que num primeiro momento não suscitasse alguma discussão, veremos se num segundo momento essa discussão de continua a suscitar", disse.

Francisco Assis está "convencido que Manuel Alegre será um excelente candidato".

"E mais estou convencido que ele será um grande Presidente da República", rematou o líder parlamentar do PS.

António Vitorino considera que a decisão do PS tem de ser tomada rapidamente

O comentador da RTP considera afirma que o PS não deve demorar a tomar uma decisão sobre um eventual apoio à candidatura presidencial de Manuel Alegre.

"Quanto mais tempo o PS levar a tomar uma decisão pior. Porque é preciso definir os contornos dessa candidatura, no caso do PS entender apoiá-la", afirmou ontem António Vitorino no programa "Notas Soltas".

Para o comentador da RTP a candidatura do histórico socialista "aparece incentivada, desejada, e como apoiada pelo Bloco de Esquerda, mas claramente essa é uma candidatura difícil para o Partido Socialista e para o próprio Manuel Alegre".

"O Manuel Alegre construiu em 2006 uma candidatura distanciada do poder, se ele aspira, como disse na entrevista ao Expresso, ter o apoio do Partido Socialista não vai poder aparecer como um candidato do Bloco de Esquerda ou como oriundo ou portador do programa político do Bloco de Esquerda. E nesse aspecto o Bloco de Esquerda foi muito claro ao afirmar que a candidatura de Manuel Alegre é um instrumento de alteração da relação das forças da esquerda", considerou.

António Vitorino aponta dois caminhos ao PS para resolver a situação. "Ou o Partido Socialista apresenta um candidato próprio ou então haverá, obviamente, uma negociação com o candidato Manuel Alegre".


Fonte: RTP

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Tubarãozinho...


Receba as rosas que eu lhe dou...


Super Manel


Dahhhh!!!!

«É grande a tentação de reagrupar o bloco conservador à volta do actual Presidente da República para, através da sua eventual reeleição, conseguir por uma via partidária uma maioria, um Governo, um presidente


Estas foram algumas das palavras que Manuel Alegre usou no anuncio da sua candidatura a Belém, para fazer ressuscitar o "pseudo-fantasma" de um totalitarismo gasto e obsoleto que a esquerda(partido socialista) teimam em incutir aos partidos à sua direita.


Ora, eu pergunto se o contrário também não é válido? Se com o PS no governo, porventura Manuel Alegre for eleito (lagarto, lagarto, lagarto) presidente da republica não aconteceria o mesmo?


Portanto, como é de prever que o PS se mantenha por S. Bento mais algum tempo, a balança deverá então manter-se equilibrada com a reeleição de Cavaco Silva para a presidência da republica. Isto segundo a teorias conspiratórias de Manuel Alegre.

Da indústria da palha percebem eles...

"Quando o comboio foi introduzido no século XIX, provavelmente as carroças que eram puxadas a cavalos caíram e, se calhar, na altura, os agentes económicos que estavam ligados à exploração das carroças, e que levavam as pessoas, ficaram extremamente tristes e todas as indústrias que estavam associadas, a indústria da palha, por exemplo. Reparem os industriais que estavam preocupados com o abastecimento da palha para os cavalos, ficaram preocupadíssimos porque, de facto, a sua indústria caiu."

Foi um ministro que disse isto. Juro!

sábado, 16 de janeiro de 2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Maravilhoso Mundo


 
 
 

Ora essa!

Mais uma vez reitero que não tenho nada contra os homossexuais. Nem contra nem a favor. Respeito os espaço dos que têm opções, ideologias, simpatias ou credos diferentes dos meus e espero que respeitem o meu.

Mas esta noticia deixou-me perplexo e indignado. Primeiro porque existe um grupo homossexual Católico. Vão desculpar-me, mas o que é isto?
Que sejam cristãos, crentes, devotos a Deus entendo perfeitamente. Mas Católicos. Vão desculpar-me! Mas isso é assim como ser simpatizante frenético do Benfica (glorioso) e ser sócio do Porto. Então?
Mas há mais. Este denominado grupo homossexual Católico, depois de festejar contra a própria igreja católica e os princípios mais básicos desta, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, acha que engordam muito e ficam menos atraentes para os seus parceiros porque as hóstias são feitas à base de massa de pão e é portanto, são muito calóricas. Desejam por isso receber na Eucaristia hóstias à base de tofu, sushi ou sashimi.

Mas há mais. Exacto. Querem ainda a mudança do Vaticano para Milão, cidade muito mais moderna e muito mais "in". E querem mais umas "coisitas", tão parvas, mas tão parvas, que essas já nem menciono.

Estão, estas minorias, apostadas em impor-se e impor aos outros, as suas vontades, as suas birras, as suas parvoíces, pior, os seus desvios comportamentais.

Ora tenham lá um bocado de vergonha.

Fonte: Publico


Post indegesitivo.

O primeiro-ministro disse hoje que é "desejo" do Governo não aumentar impostos, mas recusou qualquer proposta de eliminação de contribuições fiscais, apesar de assegurar "total abertura" nas negociações do Orçamento de Estado para 2010.


A culpa é destes gajos da oposição. Ainda por cima, agora estão em maioria no parlamento. Por isso, portugueses, se os impostos aumentarem é por terem dado maioria absoluta à oposição. Bem feito!

Fonte: Publico

Post digestivo!


Lavagem automática - exterior e interior



Assistência em viagem - a garagem vai ter consigo


Estacionamento do futuro - sempre poupa espaço



Obras à moda da CMB - mais buraco menos buraco

Mais vale ser filho da mãe do que...


O acidente que, em Novembro passado, envolveu duas viaturas do Estado, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, causando ferimentos aos dois principais responsáveis do Serviço de Segurança Interna, não será enviado para averiguações no Ministério Público.

Apesar das peritagens policiais indicarem que a viatura onde circulava o juiz se deslocava a mais de 120Km hora e de terem sido efectuadas várias infracções ao código da estrada consideradas "muito graves", o acidente não será remetido ao MP e por isso não será investigado.

Mais uma vez a culpa morre solteira quando se tratam de pessoas que deveriam ser responsáveis por dar o exemplo e, ser as primeiras a cumprir a lei.

Mas claro. Em Portugal já estamos habituados que a lei só se aplica e só tem que ser cumprida pelo mexilhão.


Mais vale ser filho da mãe do que filho da... outra.

Fonte: Publico

Vamos Limpara Portugal

Sábado, 16 de Janeiro
Jornada Concelhia de localização de Lixeiras.


Horas:
9h - saida ás 9,30h
Locais de encontro:
Junta de S. Vitor, Braga - Escola de Cabreiros

Compareçam
Todos seremos poucos. Ajudem a cuidar das nossas florestas. Ajudem a cuidar do nosso planeta. 


 

"Aceitam-se apostas"

"Irá Sócrates permitir uma fraude legislativa e política?

"Na passada semana, o Parlamento aprovou, entre lágrimas e suspiros, o casamento gay. Portugal entrava no século XXI, ou talvez no XXII, com um ‘casamento de segunda’, feito à medida da cobardia política do PS, ou seja, sem adopção.

"Uma semana depois, já há choro e ranger de dentes. Tudo porque, segundo a Constituição (um pormenor), cabe ao Presidente a apreciação do diploma, a sua promulgação – ou não. Este terrível ‘suspense’ arrasa com o sossego de socialistas, gays e simpatizantes. Uns, entre a histeria e a ameaça, exigem rapidez na decisão, provavelmente para acudir ao sofrimento em que vive a comunidade gay celibatária. Outros, mais moderados, avisam as tropas que o Parlamento vai martelar a adopção no diploma caso o Constitucional não goste da sua ausência. Resta saber o que fará o engº Sócrates perante este último cenário: respeitará o ‘compromisso’ assumido com os portugueses, adiando o casamento para nova legislatura? Ou estará disposto a rasgar o ‘compromisso’ e a permitir esta gigantesca fraude legislativa e política? Aceitam-se apostas."


João Pereira Coutinho, Colunista
Correio da Manhã, 15.1.2010

A sucessão a José Sócrates (vista pelo PS)

Entrevista ao SOL, por Helena Pereira

'Costa tem vantagem sobre Seguro', diz Joaquim Raposo

Presidente da Câmara da Amadora e dirigente da maior estrutura distrital do PS, Joaquim Raposo considera inevitável o cenário de eleições antecipadas e vê António Costa como candidato natural à sucessão a José Sócrates.

O PS no seu ambiente...

OE 2010
Teixeira dos Santos admite aumentar impostos

O ministro das Finanças admitiu hoje um aumento de impostos como forma de reduzir o défice se o Parlamento aprovar medidas com impacto na despesa como as alterações à Lei das finanças Regionais ou o fim do PEC.

Sol, 15.1.2010

O Norte é a nossa verdade

"Primeiro, as verdades.

"O Norte é mais Português que Portugal.
As minhotas são as raparigas mais bonitas do País.
O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela.
As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes
que já se viram.
Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana
secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está
tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade
verde-branca.
Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se
vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se
branco ao olhar. Até o granito das casas.

"Mais verdades.
No Norte a comida é melhor.
O vinho é melhor.
O serviço é melhor.
Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma
ninharia.
Estas são as verdades do Norte de Portugal.

"Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.
As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira,
Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.
Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.
No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se
identifica como sulista?

"No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos
falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país.
Não haja enganos.
Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.
Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que
constitui Portugal.

"Mas o Norte é onde Portugal começa.
Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.
Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o
Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por
muito pequenina. No Norte.
Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa.
Mais ou menos peninsular, ou insular.
É esta a verdade.

"Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial
mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores
são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro
nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do
Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade
incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil
misturadas, Continente.

"No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito
estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem
não quer a coisa.
O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.
O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho.
Tem esse defeito e essa verdade.
Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável,
porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos
portugueses) nessas coisas.

"O Norte é feminino.
O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher
portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha
pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.
As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis,
daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a
escrever-se sozinhos.

"Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de
frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não
dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e
honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem
belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade.
Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas,
da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de
um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto
das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de
carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida
a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das
burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens.

"Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os
maridos, mas gosto delas.
São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem.
As mulheres do Norte deveriam mandar neste país.
Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são
as senhoras em toda a parte.
Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem
silenciosamente.
Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial.
Só descomposturas, e mimos, e carinhos.

"O Norte é a nossa verdade.
Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no
Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do
Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um
nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu,
lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete
a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os
seus pedaços e pormenores.

"Depois percebi.
Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não
escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar
de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é
o 'O Norte'.
Defendem o 'Norte' em Portugal como os Portugueses haviam de defender
Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua
pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma
terra maior, é comovente.

"No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em
Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas
como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante
ainda é mais bonita.
O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho
ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego?
Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas,
para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir
aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em
fogo, para adivinhar.

"O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós
todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira
que têm de dizer 'Portugal' e 'Portugueses'. No Norte dizem-no a toda a
hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem
patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como 'Norte'. Como se fosse assim
que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos
chamamos todos?"

Miguel Esteves Cardoso, lisboeta

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ora aqui está um "gajo de tomates"

Ora aí está. Quem diria que eu simpatizaria cada vez mais com a politica deste presidente. Um democrata (Sócrates põe aqui os olhos) que se mostra fiel aos seus princípios.
Pois é! Barak Obama vai criar uma nova taxa a aplicar aos bancos para recuperar o dinheiro investido no plano criado para ultrapassar a crise originada, muito por culpa, das próprias financeiras americanas.

Ora bem. Assim a modos que, por cá, um banco paga menos IRC (e menos é pouco mais de metade) do que uma empresa. Com lucros fabulosos, ordenados milionários (não digo que não mereçam, quem sou eu), prémios por isto e aquilo, conseguem ainda assim ter mais beneficios do que qualquer empresa teve durante esta crise.
A minha pergunta, óbvia claro, é quando é que José Sócrates terá "tomates" para aplicar medidas semelhantes por cá? E começar a enfrentar os "lobbys" que cada vez mais vão tomando conta dos destinos do país e com isso lucrar milhões e, depois quando a coisa aperta "ai Jesus, quem nos acode". E claro que usem depois os nossos impostos para suportar as suas crises.

Fonte: Publico

Orçamento - IV


Orçamento - III



"Descer à terra"

Nem o PS e o Governo estão em fase ascendente,
nem José Sócrates é a mais-valia que já foi



"Em vez de se dedicar a apresentar soluções, a resolver problemas e a atalhar conflitos, ou seja, a governar, a maioria socialista passa o tempo na mais baixa e improdutiva politiquice. Ateia e alimenta guerras, queixa-se de tudo e todos, dramatiza o mais ínfimo gesto de pretensa hostilidade venha ele de onde vier. Um exército de doze - sim, DOZE - vice-presidentes da bancada parlamentar reveza-se em lamúrias contra o Presidente da República, os partidos da oposição, a Justiça (quando lhes convém), a crise, as condições climatéricas... enfim, o mundo e todos os elementos que o imaginário, já a dar para o esquizofrénico, desta gente acha por bem convocar para tecer conspirações e efabular a realidade.

"Este clima não augura nada de bom, num momento em que se está perante a apresentação de um Orçamento de Estado cuja base assenta em dados económicos altamente preocupantes e com pressupostos de conjuntura externa muito instáveis. A frágil situação portuguesa aconselharia à máxima prudência e contenção por parte de quem conduz os destinos do País por forma a encontrar as soluções constitucionais capazes de garantir a estabilidade da governação. Acordos de incidência parlamentar, coligações, pactos sectoriais, há várias hipóteses já experimentadas ao longo dos mais de 35 anos de democracia, algumas delas negociadas por socialistas, como Mário Soares ou António Guterres, que tiveram mais ou menos virtualidades, mas que, inegavelmente, contribuíram, em cada momento, para superar dificuldades.

"Este PS de Sócrates - há mais PS para além do que regularmente aparece nos media - não dá quaisquer sinais de querer negociar seja com quem for, parecendo cada vez mais apostado na via do confronto, quem sabe sonhando com uma eventual dissolução do Parlamento que lhe permita voltar a governar sozinho. Sonhar é de graça, mas quando se confundem os sonhos com a realidade os custos podem ser elevadíssimos. Só mesmo quem anda no mundo da lua se pode convencer de que o caminho do aventureirismo político conduz algum partido a bons resultados. Até porque nem o PS nem o Governo estão já em fase ascendente, nem José Sócrates é a mais-valia que já foi no panorama socialista. Pelo contrário, a irascibilidade do primeiro-ministro ameaça passar definitivamente a sério problema em prejuízo das ambições do próprio PS. Alguém terá de o persuadir, de uma vez por todas, de que já não tem maioria absoluta, que todos os indícios de arrogância são cada vez mais contraproducentes, na sua relação com os portugueses, e que é na difícil arte de negociar que se revelam as reais qualidades de um político.

"Já agora, e de caminho, o eng.° Sócrates e os seus fiéis seguidores também deviam ter em conta que bem podem desenhar uma crise política a régua e esquadro, construindo cenários e prevendo timings, mas uma coisa é certa: pode saber-se quando e como começa, mas não se sabe como acaba. Quem imagina que o pedido de demissão do primeiro-ministro conduz, necessariamente, a novas eleições é capaz de estar algo equivocado. O melhor mesmo é descerem à terra antes que o desastre seja total."

Áurea Sampaio, in Visão, 7 de Janeiro de 2010

Afinal não são iguais

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Legislar com reserva mental
por MARIA JOSÉ NOGUEIRA PINTO

"Na sexta-feira passada, fui parte, pela primeira vez, de uma sessão parlamentar em que a maioria de esquerda estabeleceu a sua unidade, para uma vitória pírrica, numa declarada reserva mental. Todos sabemos que o Parlamento e a actividade parlamentar estão hoje, aqui como em outros lados, prisioneiros de coreografias, efeitos especiais, dependências de interesses diversos, cálculos de sobrevivência, negociações forçosas, enquanto a representação dos cidadãos vai ficando mais adulterada em nome de um pseudopragmatismo político. Mas apresentar uma proposta de lei cuja substância é contraditória com o subterfúgio de que essa contradição se resolva por portas travessas, ou apoiar essa proposta, após dura crítica, por força de acordos de bastidores, não é pragmatismo nem realismo político, mas um logro indecoroso.

"A proposta do Governo parecia querer abrir o casamento aos homossexuais, em nome de uma igualdade assente em direitos simbólicos (?), mas revelou-se como um mero contrato civil encapotado. Casa-se para constituir família, mas os homossexuais ficam de fora, não há filiação neste casamento, antes se consagra expressamente na lei uma capitis diminutio da sua capacidade parental. Afinal não são iguais, diz a proposta de lei que vem para estabelecer a igualdade. Ou são iguais no casamento, mas não são no resto. A simbologia parece ter estabelecido os seus próprios limites…

"O Bloco de Esquerda, grande defensor desta questão e proponente de um projecto, com o qual não concordo em absoluto mas reconheço coerência intrínseca, subiu à tribuna para zurzir a proposta do Governo, acentuando o seu cariz hipócrita e a sua evidente inconstitucionalidade, para minutos depois lhe dar o voto da sua bancada. E o PCP, que tem nesta matéria os chamados mixed feelings, disciplinou-se ao máximo para guardar de Conrado o prudente silêncio.

"Para ocultar este despudor, Sócrates, em manifesta perda dos seus sinais vitais, fazia um choradinho lamechas sobre o carácter histórico da iniciativa que, à falta de melhor, estreava a agenda legislativa deste Governo. Enquanto fingiam discordar, PS e BE atacavam a proposta do PSD pelos mesmos motivos com que, bem mais a propósito, as suas propostas podiam e deviam ser criticadas.

"Apesar de a esquerda ter feito a unanimidade para o agendamento da Petição sobre o referendo, tratou-a com a displicência com que se afasta uma mosca. Confirmámos que não gostam de consultar o povo, nem mesmo quando o referendo consta do seu próprio programa eleitoral, como se viu com o Tratado de Lisboa.

"Tudo isto só se explica pela táctica de um passo a seguir ao outro, hoje o casamento, amanhã a adopção, tudo previamente combinado, um pequeno recuo, uma aparente cedência para garantir um avanço definitivo, noutra sede, já sem ónus políticos excessivos.

"Durante toda a manhã vi perpassarem várias sombras: a desconsideração, tão mais cruel quanto apenas implícita, das pessoas do mesmo sexo que aspiram a casar e a quem foi simulado o reconhecimento mitigado de um direito em nome de uma igualdade logo desmentida; o desprezo pela opinião dos cidadãos, não apenas dos peticionários do referendo mas de todos aqueles que em sondagens e estudos de opinião manifestaram o desejo de ver uma questão eminentemente de sociedade aprofundada e debatida extramuros do Parlamento; o recurso do legislador à reserva mental com o único objectivo de poder vir a dar o dito por não dito. Uma manhã historicamente triste."

China à deriva...

Em dez anos, 24 milhões de homens chineses não vão encontrar uma mulher

Devido às altas taxas de aborto de meninas no país

PEQUIM, quarta-feira 13 janeiro, 2010 (ZENIT.org). - Até o ano de 2020, mais de 24 milhões de homens chineses em idade de se casar não poderão fazê-lo por falta de mulheres.

A constatação foi publicada num relatório da Academia Chinesa de Ciências Sociais, intitulado “A estrutura social da China contemporânea”.

Os abortos selectivos e infanticídios de recém-nascidos do sexo feminino têm tolhido a vida de milhões de meninas, e estão provocando um desequilíbrio na proporção de homens e mulheres da população.

Desde meados da década de 70, existe na China uma política de restringir os nascimentos a um filho por família.

Os abortos selectivos iniciaram-se na década de 80, quando passou a ser possível, por meio de exames ecográficos, identificar o sexo do feto antes de seu nascimento. Já 1982, o desequilíbrio entre as populações masculinas e femininas era de 108 homens para cada 100 mulheres.

Transcorridos dez anos, essa desproporção já era de 111 homens para cada 100 mulheres. Em 2005, a razão registrada era de 119 homens para cada 100 mulheres.
Segundo o relatório, as razões para os desequilíbrios são complexas e variam de região para região. Os abortos seletivos ocorrem sobretudo em áreas rurais, onde a assistência social é precária e os agricultores preferem ter filhos do sexo masculino para o trabalho na lavoura.

Segundo o pesquisador Wang Yuesheng, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, “a oportunidade de se casar será distante para um homem. Isso aumentará sua dependência em relação ao sistema de segurança social à medida em que envelhece e tem menos recursos próprios", disse o pesquisador chinês.

As dificuldades de se encontrar uma esposa em algumas regiões da China provocam também situações que atentam contra a dignidade da mulher, como matrimónios forçados, exploração da prostituição e até mesmo raptos em países vizinhos.