sábado, 6 de fevereiro de 2010

Pergunta da semana.


Porque é que Jorge Sampaio 
demitiu Pedro Santana Lopes?

7 comentários:

Marta Ferreira disse...

Oh Paulo, pelo que entendi queres que te recordem os motivos que levaram Jorge Sampaio a comunicar a intenção de dissolver o governo de Pedro Santana Lopes. Certo?

Ora, não sei se te consigo dizer quais foram os motivos do Sampaio, mas sem "esmiuçar" muito a coisa posso recordar-te passagens daquilo que foi o mandato (curta-metragem) do nosso primeiro ministro por decreto... :)

De Julho a Dezembro de 2004...
Lembro-me das confusões no dia de tomada de posse: Pedro Santana Lopes teve alguma dificuldade em ler o discurso de tomada de posse e Paulo Portas anunciou Teresa Caeiro na pasta da defesa quando esta estaria noutra Secretaria de Estado ligada às artes. Sempre ouvi dizer que "pau que nasce torto..."

Parece-me também de ressalvar os erros na colocação dos professores, o que levou a que 6 mil ficassem indevidamente sem colocação, e que o ano lectivo arrancasse com significativo atraso.

Logo de seguida o Ministro dos Assuntos Parlamentares contestou o programa de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI por criticar o governo, e na sequência de uma reunião entre Marcelo e o presidente da Media capital, o comentador pede demissão da TVI. Na altura, após averiguações, a alta autoridade para a CS concluiu que o governo limitava a liberdade de imprensa.
Dias depois, também José Rodrigues dos Santos pediu demissão da RTP alegando intromissão do Conselho de gerência nas suas atribuições profisionais.

Numa onda de demissões, também o Ministro da Juventude, desporto e reabilitação decide abandonar funções, sem avisar o Primeiro Ministro (acusando-o de falta de lealdade).

Também na altura (e tal como hoje, vale o que vale) Cavaco Silva veio a público criticar o fraco desempenho do governo, alertando para o crescente empobrecimento do país, sugerindo que estava na hora de "afastar os maus políticos".

Ora, isto agravado por ser em tempo record e por se tratar de um PM nomeado, não legitimado pelo sufrágio do povo (o que de seguida veio a confirmar-se com a vitória expressiva de José Socrates), poucos terão dúvidas acerca adequabilidade da decisão de Sampaio... :)

Paulo Novais disse...

Obrigado Marta. "Esmiuçaste" bem o assunto.

Ora deixa cá ver:
- problemas com professores e reforma do ensino;
- problemas com a liberdade de expressão da comunicação social;
- críticas ao desempenho do governo por parte de Cavaco Silva (vale como denominador comum);
- maior crise económica de que há memória;
- maior défice de que há memória;
- credibilidade e honorabilidade do PM em causa em demasiados assuntos da maior seriedade e gravidade.

Ora eu acho que já chega.
Até acrescentei alguns para substituir as "gravíssimas" crises de amuo de alguns ministros de PSL e algumas trocas de pastas de então.

Mesmo assim acho que está para aí 10 a 0 a favor de PSL.

:)

Marta Ferreira disse...

Ehehe... Ó Paulo da memória curta, vejo umas ligeiras diferenças, a saber:
- acho que os professores preferem ver a carreira deles alterada do que ficarem sem colocação por engano, digo eu... :)
- o atraso no início do ano lectivo acarreta consequências negativas não só para docentes, como para alunos e sistema de ensino em geral, digo eu...
- Cavaco Silva ainda não sugeriu que se afastasse José Sócrates, apelidando-o de "mau político", embora acredite que vontade não lhe falta... :)
- Quanto às limitações à liberdade de expressão na imprensa, aguardo que as intituições competentes julguem e se manifestem... :)
- Em 2004 não estavamos a passar pela maior crise económica internacional de que há memória... :)

Pode custar-te a admitir, mas este governo fez e continua a fazer política com resultados muito positivos...
Claro que em meio ano não se podia esperar muito de PSL, mas esperava-se menos disparates... :)

Aníbal Duarte Corrécio disse...

"Pode custar-te a admitir, mas este governo fez e continua a fazer política com resultados muito positivos..."

Só pode estar a gozar.

Paulo Novais disse...

Pois, pois Marta.

Tens razão. Foi por isso que nunca se viu semelhante mobilização dos professores contra um governo, uma ministra, uma politica.
Acho que eles, mesmo assim, preferiam iniciar o ano mais tarde com as respectivas consequências, do que aceitar as politicas deste governo para a educação. Mas claro, é preciso ter objectividade para ver e admitir quando se erra.
Em relação a Cavaco Silva tens toda a razão. Não lhe falta vontade, com toda a certeza. A ele e a muitos milhões de portugueses.
Quanto a estar à espera que saia alguma coisa das entidades (in)competentes, estamos falados. A ver pelo caso "Casa Pia", já teremos TGV, aeroporto e terceira travessia sobre o Tejo e ainda estaremos à espera que estas julguem e se manifestem...
Aliás começa também por aí. Ter, de uma vez por todas - e agora não vás buscar qualquer exemplo ao século passado de um governo PSD -, dizia, ter "tomates" para de uma vez por todas credibilizar o sistema de justiça em Portugal. Podes crer que só isso resolvia mais de metade dos problemas "graves" e "muito graves" que este país tem em braços.
Mas claro, a desculpa do costume. Os outros também não fizeram isto, e aquilo, e não sei o quê...

Palavras, minha cara, leva-as o vento.

Paulo Novais disse...

É verdade. Quanto ao comentário do Corrécio à tua frase, não só subscrevo, como acrescento que tens cá uma destas latas...
:s

Anónimo disse...

na mouche

Rui Moreira