quarta-feira, 20 de abril de 2011

Alguém me explica esta merda

Leio esta noticia, esta ou esta, e depois passo os olhos nesta e fico em duvida de estarmos a falar do mesmo país.

Um país que se endivida todos os dias, um país que teve que recorrer ao FMI e cujos técnicos se encontram no país, esse mesmo país vai ter que dizer aos senhores do FMI na 5ª feira ao final da manhã qualquer coisa como isto:

- Vão desculpar, mas agora vamos para o Algarve logo à tarde e só regressamos ao trabalho na próxima 3ª feira. Já agora, se precisarem de usar comboios tenham cuidado por causa da greve a decorrer até 2ª feira. Ficam aqui neste "post it" as palavras chave para aceder ás contas publicas, ao PEC I, II e III e também ao email do senhor ministro. A impressora a cores não tem toner por falta de verbas. A fotocopiadora encrava de vez em quando. Vemos-nos na 3ª feira, então.

Fontes: Publico, Económico, Renascença

2 comentários:

joao disse...

isto ja cheira mal.....

principalmente na CP, então a empresa só não está na falência porque tem o pessoal a pagar impostos e os seus trabalhadores põe-se a brincar com isto......

o meu pai também foi cortado e não me lembro de o ver a fazer greves, na verdade fomos todos cortados, porque com o aumento de impostos menos entra na carteira

sinceramente às vezes só me da vontade de aplaudir quem quer mexer no código do trabalho, aposto que os senhores da CP não iam brincar tanto.

quanto à ponte de hoje à tarde não faz qq tipo de sentido numa altura em que o pais esta a morrer ......

Paulo Novais disse...

Já para não falar no prejuízo aos utentes, utentes esses que além de serem clientes são contribuintes também. Logo, pagam 2 vezes para depois andarem ao sabor das greves que lhes convém.
A minha filha anda pelo menos desde Janeiro ao sabor destes senhores. Já foi, inclusive, necessário usar alternativas (pagas, claro) para se deslocar.

A greve é um direito do trabalhador, longe de mim alegar o contrário.

Mas também devia ser, nestes casos, a vergonha de quem as faz. Olhem à volta e vejam se existem condições para satisfazer, nesta altura, as "milhentas" exigências.

Estou de acordo. privatize-se, e depois vamos ver se não vão ter saudades.