Nada disto me escandalizava, não fosse a comparação com os restantes portugueses. O fosso que existe entre os deputados e a generalidade da população é descomunal. E tende a agravar-se.
Todos nos recordamos de dois casos recentes envolvendo a desgraça e os sacrifícios que os deputados fazem para sobreviver neste país de extremos. Primeiro foi o badalado caso das viagens pagas para a residência em Paris da deputada do PS Inês de Medeiros, que acabaram por ter que ser pagas pela própria. Depois, quando foi anunciado o corte de vencimento aos funcionários públicos, o pedido desesperado do deputado do também partido socialista que dizia que não poderia viver e comer com os apenas 3700€ de ordenado.

Os argumentos que apresentaram em defesa desta recusa foram os de falta de garantia de higiene e, pasme-se, apoio à industria das águas minerais. Valha-nos Deus, a industria viticultora precisar de apoio!!!
Os custos envolvidos, comparados com o défice publico, seriam ridículos, com toda a certeza. Já não digo o mesmo da mensagem que passa esta atitude.
Acham então, suas excelências os deputados, que são melhores do que toda a população lisboeta que bebe da água do sistema publico de abastecimento. Já para não falar daqueles que bebem água da torneira, perderam o abono dos filhos, viram aumentar o IVA 2%, os combustíveis, luz, água, transportes, viram reduzido o seu vencimento, congelados quaisquer aumentos ou progressão na carreira, todos os bens de primeira necessidade e, até aqueles que nem dinheiro têm para a dita águinha da torneira por estarem desempregados.
E, mais motejante, acham as excelências, que o consumo de água engarrafada do parlamento terá uma repercussão devastadora na industria do ramo.
Enfim, palavras para quê? É o parlamento português, pois com certeza.
Fontes, Jornal Noticias, Expresso
1 comentário:
O que eles precisavam era de umas garrafinhas usadas... cheiinhas de água da torneira... e já agora... com uma cuspidela lá dentro lol
Bjos
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