sexta-feira, 17 de julho de 2009
O Provedor do leitor - declaração para memória futura
Ora, na caixa de comentários do respectivo post, o leitor e amigo Nuno Dias disse o que pensava sobre o que eu tinha escrito, ao que respondi, renovando o convite que lhe fiz para se juntar ao Rua do Souto. A resposta do Nuno Dias foi a seguinte:
«Antes bloguista do que bloquista!...
Ainda assim... fico na dúvida se aceitam "emplastros desconhecidos"...»
Ora,
ALTO E PÁRA O BAILE!!
O Arquitecto Nuno Oliveira Dias, militante do CDS e democrata-cristão do mais puro que conheci na vida, não é uma pessoa qualquer. Os que puderam acompanhar mais de perto a sua ligação ao CDS de Braga ficaram a conhecê-lo pelo sua vontade de implementar em Braga uma Loja das Ideias, pelo seu ante-projecto de requalificação do Largo Carlos Amarante, pela sua ligação ao voluntariado, pelas tertúlias da Cidade Transparente, pelas suas ideias para a habitação social, pelo seu plano para uma segunda circular de Braga (uma circular externa para o concelho, com a possibilidade de, a partir daí, a cidade poder definir novas zonas de expansão urbana com a qualidade que faltou nos últimos trinta anos). Mas também pela inteligência, pela simpatia, pela honestidade a toda a prova, pela educação, pela disponibilidade e, sobretudo, pela vontade de estudar os bons exemplos. O Nuno andava sempre à procura do que de melhor se fazia e faz no mundo, em matéria de política de cidades.
Após as polémicas eleições na concelhia do CDS, o Nuno foi dos que, legitimamente, optou por ficar e colaborar com a concelhia. Está de corpo e alma com o CDS e com a Coligação Juntos por Braga. Uns saíram ou vão andar por aí, outros saíram mesmo, outros ainda ficaram, mas ficaram zangados. O Nuno (e não só), ficou e seguiu em frente. Boa sorte, amigos na mesma.
Dito isto, fica o seguinte esclarecimento: quando dei a entender que o CDS pode indicar um "emplastro desconhecido" para a vereação, talvez tenha utilizado um excesso de linguagem, mas a minha intenção foi, sobretudo, a de dar um palpite. Não me parece que no actual CDS de Braga haja a capacidade de escolher alguém como o Nuno para a vereação (por outro lado, aposto que o Ricardo Rio dava pulos de alegria se soubesse, por exemplo, que o Nuno ia ser seu número dois - ou três, não sei como foram essas negociações - na Câmara). Se tivesse que apostar, e conhecendo-os como os conheço, apostava num "emplastro".
No entanto, e para memória futura, deixo aqui uma promessa. Se o Nuno vier a ser indicado pelo CDS para um lugar elegível nas listas da Coligação Juntos por Braga para a Câmara Municipal de Braga eu escrevo e repito 100 vezes neste blogue:
"EU, RUI ÂNGELO NOVAIS MARADO MOREIRA, ENGANEI-ME REDONDAMENTE. O PRESIDENTE DA CONCELHIA DO CDS É MUITO MELHOR DO QUE EU PENSAVA. AS MINHAS SINCERAS DESCULPAS"
100 vezes!
Promessa é dívida.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
O abono x 2 + 5 - 2 ao quadrado do abono se o tiver...
É FAZER AS CONTAS... onde é que já ouvi isto?
Miguel, se fores almoçar com o Mesquita ao Expositor metes-me uma cunhazita?
Celeuma Vs. Fleuma
Já que o que está subentendido são os benefícios e/ou malefícios de uma candidatura independente, e tendo como ponto de referência as perguntas lançadas no post do Rui Moreira (abraços meu caro), dou de uma forma compiladora, as mais-valias que uma eventual candidatura independente poderá trazer. Desta forma:
1. A ausência do lobby partidário, já que neste sistema político chamado democracia, em que a autoridade emana do conjunto dos cidadãos, baseando-se nos princípios de igualdade e liberdade (para além de outras questões que todos reconhecem, mas que agora não é oportuno esmiuçar);
2. A candidatura de que se fala, não é forçosamente uma candidatura associada a um movimento alternativo da direita. Apesar de o hipotético candidato estar assente sobre os postulados da direita, conserva uma equidistância natural o que lhe proporciona livre arbítrio sobre os chavões dessa mesma direita, associando-se sobretudo às boas ideias, venham elas de que lado vierem. Não é à toa que é um liberal… Como tal, poderá cativar muita malta da esquerda;
3. Nas passadas autárquicas, houve uma taxa de abstenção superior 32%. Como tal, haverá muita gente que não se identifica com os protagonistas da actual bipolarização. E uma nova candidatura poderá preencher os intentos de muitos abstencionistas, levando-os às urnas;
4. Numa situação de bipolarização, é saudável que exista um elemento catártico para equilibrar uma congeminência bipolar.
Há mais para dizer, mas fica para depois.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Ricardo Rio: chegou a hora de mostrar que é diferente
Tenho acompanhado com a atenção possível a polémica em torno da notícia do Diário do Minho e resposta de Ricardo Rio (disponível aqui) e, ao contrário de muitos, parece-me que está aqui uma oportunidade de ouro que Ricardo Rio não pode dar-se ao luxo de desperdiçar, se quer mesmo mostrar que é diferente, para melhor, do que quem (ainda) nos governa.
Antes de mais, conheço o Ricardo Rio, tive o prazer de conviver com ele durante alguns anos e acho que ele é um homem sério, honesto, trabalhador e inteligente. Mas isso não me basta nem interessa nada aos bracarenses, pelo que devo também sublinhar que, muito para além disso, as explicações que ele deu sobre o parecer encomendado pela Câmara Municiapl de Vila Nova de Famalicão são absolutamente claras e coerentes, quer no que diz respeito à alteração dos timings para a apresentação do parecer, quer quanto ao modo de pagamento (absolutamente comum), quer ainda quanto ao quadro legal decorrente da lei que regula a contratação pública.
Mas, ao contrário de muita opinião que sobre este assunto tenho lido, também devo frisar o seguinte: não me parece que esta notícia tenha qualquer semelhança com a pulhice (e acreditem que estou a usar uma palavra suave) que o Costa Guimarães lhe fez, há quatro anos, no Correio do Minho. Peço desculpa, mas as situações em causa são completamente diferentes.
Assim:
Há quatro anos o Correio do Minho imputou a Ricardo Rio a prática de um crime de peculato de uso, em virtude da circunstância de aparecer o nome Casa da Música no campo "Autor" das "Propriedades" de um ficheiro Word enviado em anexo a um e-mail, do qual constava um comunicado da Coligação. Alegadamente, segundo o "jornalista", tal provava que o referido e-mail tinha sido enviado da Casa da Música, pelo que havia peculato de uso, com direito a transcrição do Código Penal e tudo. Ora, para além da total irrelevância da questão, sucede que a circunstância de aparecer o nome "Casa da Música" como autor de um documento Word nas "Propriedades" deste não significa absloutamente nada. No meu portátil aparece "cliente", e eu nem me chamo "cliente", nem trabalho para uma empresa chamada "cliente", nem tão pouco sou "cliente" de mim próprio. E garanto-vos que sou dono do meu portátil, mas para o Microsoft Word - esse programa genial só comparável em genialidade ao genial Costa Guimarães - quem manda é o "cliente". Ou seja, o que Costa Guimarães fez há quatro anos, além de uma pulhice (que simpático que eu estou hoje) foi pura e simplesmente uma cagada em três actos.
Muito diferente é o que se passa agora.
Em primeiro lugar, não há qualquer razão para suspeitar do jornalista que escreveu a notícia. Salvo erro, é o mesmo que nos informou sobre o que se passou no Colégio dos Órfãos, facto que muito lhe devo agradecer, como cidadão, e que deveria ser suficiente para motivar algum tento na língua aos que agora querem, sem provas, colá-lo a um qualquer cargo de "vice-director do departamento de comunicação da CMB" ou algo do género. O jornalista em questão tem um estilo próprio, gosta de polémicas e não se exime de fornecer ao leitor a sua interpretação do factos de forma clara. Pode gostar-se mais ou gostar-se menos do estilo (eu gosto, sobretudo porque não é de meias-tintas), mas a verdade é que não colhe a desculpa de que ele possa ter feito um frete.
Em segundo lugar, e muito mais importante, aqui podemos estar perante uma verdadeira notícia. É que o Ricardo Rio provavelmente sabe - e, se não sabe, tinha obrigação de saber - que em Braga não se contam apenas histórias sobre o património de Mesquita Machado ou sobre os almoços no Expositor do Miguel Brito. Sim, também se dizem coisas sobre o Ricardo Rio!
E, nomeadamente (para não virem dizer que não fui clarinho como água) um dos boatos que circulam sobre o Ricardo Rio pretende sustentar que a imensa disponibilidade e as inúmeras horas dispendidas na construção de uma alternativa ao mesquitismo teriam um suporte financeiro que seria fruto do contributo de todos nós, e que chegaria aos bolsos do Ricardo Rio por intermédio de avenças e adjudicações (por ajuste directo, com não podia deixar de ser) de serviços de consultadoria económico-financeira e pareceres sobre as mais diversas matérias em Cãmaras Municipais governadas por autarcas do PSD. Já ouvi falar da Póvoa de Lanhoso, de Famalicão e do Fundão, apenas para dar três exemplos. Estes rumores têm um significado muito claro - o trabalho de Ricardo Rio na Coligação estara a ser financiado por "tachos" arranjados via PSD - pelo que quaisquer factos (verdadeiros, claro) que o possam indiciar têm interesse público inegável, devem ser notícia e o candidato deve ser confrontado com eles. Ponto final.
Ora, eu sempre gostei de ter mais do que uns rumores para apontar um dedo acusador, e continuo a acreditar firmemente que, ao mesmo tempo que conseguiu tornar-se o melhor líder da oposição que Braga teve nos últimos trinta anos, o Ricardo Rio também trabalhou, como todos nós, e sustentou-se a si e aos seus com os frutos do seu labor e da sua competência técnica. Mas não é por eu acreditar nisto que o assunto deixa de ser uma questão política.
Aliás, por o assunto constituir uma questão política muitíssimo relevante é que eu acho que o Ricardo Rio tem aqui uma oportunidade de ouro para mostrar que é diferente de Mesquita Machado e que, sendo sério (como é), não quer deixar que fique nas pessoas qualquer dúvida sobre a sua seriedade: por isso, o desafio que Ricardo Rio deveria abraçar de imediato era o de divulgar a lista de todos as avenças e de todos os demais contratos de prestação de serviços celebrados com Câmaras Municipais, Institutos Públicos e Empresas Públicas entre 2004 e 2009, mostrando assim que o discurso sobre a ética e a transparência se concretiza, antes de mais limitações e incompatibilidades, em atitudes de ética e de transparência.
Tal atitude corajosa seria uma bofetada de luva branca aos que agora se rebolam a rir com as notícias.
Mais do que isso, seria uma oportunidade única de mostar que é de facto diferente, para melhor.
Oxalá ele tenha esse rasgo, ao invés de cair - como parece que já caiu - na tentação fácil de culpar o jornalista. O que não deixa de ser - apesar da validade de todas as explicações dadas quanto ao caso concreto - uma forma de assobiar para o lado.
Antes de me debruçar a sério sobre o tema quente do momento (outro ponto de ordem ao blogue)...
1.
Pergunta: Que mudança pode justificar que eu deixe de achar que a melhor alternativa a MM é RR?
Resposta: A(s) mudança(s) que justificam bláblábá é(são): ...................................................
2.
Pergunta: Se isto vai ser entre MM e RR, porque é que um gajo que quer que isto mude não há-de votar RR?
Resposta: Ainda que isto seja entre MM e RR, um gajo que blábláblá pode querer votar nos independentes porque: ......................................................................
3.
Pergunta: Neste quadro de bipolarização, porque é que uma nova candidatura à direita não há-de ser vista como um favor a MM?
Resposta: Mesmo num contexto de forte bipolarização, a nova candidatura não deve ser vista como um favor a MM pela(s) seguinte(s) razão(ões): .......................................................
4.
Pergunta: Onde está a "bondade" deste novo projecto político?
Resposta: Este novo projecto político é bom porque .................................................
5.
Pergunta: Que razões é que os independentes dão às pessoas de Braga para quererem votar neles?
Resposta: As que se seguem: ................................................................
A gerência agradece
Graçolas de oportunidade*
A grande questão das próximas eleições autárquicas bracarenses é esta: preferem ter a presidente um gajo de Famalicão que se governa em Braga ou um gajo de Braga que se governa em Famalicão? :)
* título do post roubado ao 31 da armada
terça-feira, 14 de julho de 2009
800 11 10 09
“Ligou para a linha do Provedor do Leitor do ruadosouto.blogspot.com. Seleccione umas das seguintes opções:- pressione 1 no seu teclado para: dar uma sugestão ao provedor;
- pressione 2 no seu teclado para: colocar uma questão ao provedor;
- pressione 3 no seu teclado para: discordar do provedor;
- pressione 4 no seu teclado para: concordar com o provedor;
- pressione 9 no seu teclado para: dar um abraço ao provedor;
- pressione 0 no seu teclado para: ouvir de novo as opções;
...obrigado pela sua escolha” (imaginem tudo isto dito pela voz sensual de uma morena, ok).
Em primeiro lugar pressionei a tecla 9. Aqui vai um abração, meu caro Rui. Deste canto à beira-mar plantado e onde espero rever-te dentro de pouco mais de 1 mês. Folgo saber-te atarefado. Embora o custo de tanto trabalho seja a tua menor disponibilidade para dar uma volta na rua. Dito isto, agora vais levar porrada...
De seguida pressionei a tecla 3. Meu caro Provedor (abertas as hostilidades acabou-se o tu-cá-tu-lá). Em jeito de resposta à sua intervenção, infelizmente, sim. Muita coisa mudou. E muda todos os dias. Vivemos num mundo de mudanças. Onde a certeza de ontem é a duvida de hoje. Por isso temos uma capacidade que nos distingue dos outros seres vivos. A de pensar. E podermos julgar as coisas por nós e dos adaptar ás circunstâncias que a vida nos vai colocando. Por exemplo, o projecto que ontem nos oferecia a maior das certezas, hoje deixa-nos hoje, pelo menos, meditabundos. A mim pelo, menos. Embora seja totalmente critico a campanhas pessoais, que são muitas vezes injuriantes, mentirosas e traiçoeiras (como aliás temos uma experiência recente) a verdade é que esta questão da assessoria do Ricardo Rio à câmara de V. N. Famalicão, será aos olhos de muitos uma nódoa na sua honorabilidade e, muito para além disso, a possível ruptura com a postura de diferença com o candidato Mesquita Machado. E agora imaginem a satisfação de MM e do PS. Devem estar neste momento a dar pulos de alegria. Para eles a cereja em cima do bolo, seria agora uma decisão definitiva favorável (ao MM claro) da procuradoria em relação ao famoso “caso Mesquita Machado”.
Imaginem neste momento reverterem-se as posições. E que Ricardo Rio se arrisca a ser crucificado pelo MM e pelo PS aos olhos da opinião publica em vésperas das eleições.
Por isso as coisas mudam. Daí talvez, a nossa atenção ás alternativas (ou talvez não).
Quanto à utilidade do voto, essa já nos trouxe muitas surpresas no passado. No meu ponto de vista, o nosso voto só pode ser útil se pensar-mos que estamos a utilizá-lo correctamente. E não oportunamente. Mas este é o meu ponto de vista.
Quanto à colagem de qualquer outra possível candidatura no quadrante politico da coligação a um possível favor ao Partido Socialista, meu caro provedor, esse foi o argumento que figuras proeminentes do PPD/PSD lançaram logo após a derrota de Miguel Brito à concelhia do CDS/PP e, que todos nós logo catalogamos na hora, como uma facada pelas costas, um golpe baixo antecipado por forma a matar à partida qualquer alternativa que o Miguel Brito pudesse vir a significar. Agora, pergunto eu, o que mudou desde então?
Quanto ao quadro de bipolarização das autárquicas de Outubro. Bem, para além de um atestado de incompetência e de pouca inteligência a todas as outras forças presentes (e das poderão aparecer) à corrida de Outubro, parece-me no mínimo promiscuo. Pois se a esquerda em Braga pensar da mesma forma (pouco provável, mas...), nesse caso morrem logo à nascença quaisquer hipótese que a coligação pudesse ter. Como dizia o famoso politico (só por isto, enfim), neste caso é só fazer as contas.
Além de que muitos outros cidadãos, até do quadrante politico da coligação, podem não se rever nela. E existem muitos, mas muitos bracarenses apartidários, adversos a partidos. E talvez esses se revejam noutras propostas que possam surgir. E talvez também a pensar nestes valha também a pena propor algo para além da famigerada bipolarização.
Ou, mais simplesmente, porque é disso que falamos quando exercemos a democracia.
Quanto a bondade e politica. Bem meu caro provedor, estas são a meu ver, duas palavras que se devem evitar na mesma frase. Já tenho idade suficiente para não acreditar no... bem... pode ser no Pai Natal (ia dizer Sócrates...). Não sejamos hipócritas. Não agora. Não nunca.
Claro que argumentos satisfatórios e que façam eventualmente sentido dependem das propostas que possam surgir na corrida de Outubro. E também é bem verdade que satisfeitos e convencidos depende de cada um de nós. Pois o que pode ser um factor de decisão para mim, pode não passar de um simples pormenor para qualquer outra pessoa.
Acho por isso que no fundo, tudo isto se resumirá ao que cada um de nós decidirmos. Aquilo que quisermos acreditar. Aquilo que achamos que vale a pena lutar. No mais pleno de uso da democracia.
Mas escutei com atenção as suas preocupações. E com aquelas que partilhamos, escutarei com toda a certeza a sua opinião no futuro.
Por fim pressionei na tecla 4. Meu caro provedor. Agora um aparte nada a propósito (é só para aproveitar a ligação). Também acho. É preciso ter tomates.
Nota: agora para me gabar. Vocês viram o meu trocadilho com o número do provedor? Hã? Hã? Quem é fino? Quem é? 800 11 10 09 (as autárquicas são dia 11 de Outubro de 2009). Digam lá que não é o máximo? Digam lá... não? Mas vejam lá o trocadi... não interessa nada? OK.
Duração da comunicação: 5m23s - em 15/07/2009.
A Provedoria do Leitor do ruadosouto.blogspot.com agradece as suas sugestões.
Meu caro Rui... sempre pertinente!!
Agora um aparte
segunda-feira, 13 de julho de 2009
O Provedor do Leitor (um ponto de ordem ao blogue)..
Por sua vez, o leitor Luís Xavier deixou-nos a seguinte observação: "Aparentemente todos estão de acordo que o Ricardo Rio é o melhor candidato para a gestão da Câmara de Braga e que é o melhor rosto que alguma vez se apresentou na oposição ao mesquita. (...) Ainda assim (...) acham que é legítima a apresentação de outras candidaturas na área da Coligação e até poderão apoiá-la. Sem discutir as questões da legitimidade democrática, ficam-me sérias dúvidas quanto à bondade política e aos reais anseios de tal opção."
Peço desculpa, mas, sem querer estragar o jogo de xadrez nem o conto de fadas a ninguém, e por maior que seja o respeito e admiração que tenha por todos, alguém precisa de dizer isto: os comentários destes dois leitores são, pelo menos nesta fase, absolutamente pertinentes!
Por isso, sem saber ao certo, ainda, se existe ou não um quebra-cabeças nas eleições autárquicas em Braga, e falando bom português, tenho a declarar o seguinte:
1. Posso ter cara de miúdo, mas já vou tendo alguma intervenção no espaço público vai para dez anos (é verdade, o tempo passa mesmo depressa). Sempre fui oposição ao poder autárquico socialista e sempre defendi que a coligação forte da direita democrática é imprescindível para o futuro da minha cidade. Não o fiz sozinho, mas com algumas pessoas com quem tive a honra de estar no CDS ao longo destes anos. Há algo de novo que nos faça mudar de ideias?;
2. Como bem observa o Ramiro neste post, o duelo autárquico que se avizinha em Braga não traz surpresas e dele sairá um vencedor: ou Ricardo Rio, ou Mesquita Machado. Se o Ricardo Rio é o rosto da mudança, não deveria ser apoiado por todos os que querem mudança?;
3. Neste quadro de bipolarização (que, verdadeiramente, existe pela primeira vez em Braga em mais de trinta anos), por que razão é que o eleitor não há-de olhar para o aparecimento de uma candidatura indepentente do lado da oposição como um favor ao PS?;
4. Assim sendo, onde está a "bondade" do aparecimento de um novo projecto político?;
5. Ou se quiserem, em palavras mais meigas, por que carga de água é que os bracarenses que querem uma mudança política (tirando os indefectíveis do PCP e do Bloco) hão-de querer votar em qualquer outro projecto que não o que é encabeçado pelo Ricardo Rio (ainda que ele leve atrás um ou dois emplastros do CDS que ninguém conhece ou, pior ainda, que já se teve o infortúnio de conhecer?);
Num ponto concordo com os nossos leitores: não me parece que haja o mínimo de razoabilidade num projecto político independente à direita do PS - qualquer que ele seja e seja quem for que o encabece - que não consiga explicar, no actual momento, a razão de ser da sua "bondade política".
Dito de outra forma: não acredito - nem quero acreditar - que apareça qualquer nova candidatura sem que exista, pelo menos, uma boa resposta para estas questões. Não digo que não haja respostas (boas, até), apenas faço notar que essas respostas estão, até ao momento, por dar.
Por isso mesmo, gostaria, tal como os nossos leitores, que alguém - pelo menos, algum dos meus companheiros de blogue - me conseguisse dar um resposta satisfatória - ou, pelo menos, uma que faça sentido - a estas e outras questões. Isto é absolutamente imprescindível.
Ah, e ainda antes do Provedor do Leitor, uma pergunta (aparentemente insignificante, mas só aparentemente)
Só mais uma coisinha antes de inaugurar o Provedor do Leitor...
O Rua do Souto inaugura uma nova rubrica intitulada: O Provedor do Leitor
De facto, cada vez mais pessoas lêem e comentam o Rua do Souto. E, nalguns casos, falam muito avisadamente e com assinatura, o que é sempre de louvar. É a dois desses leitores que hoje me dirijo (sobre as interessantes e variadas opções quanto ao modo como se processa a interacção entre os blogues e os seus leitores, esse é um tema muito interessante, que ficará para outro dia. Pessoalmente, opto por destacar os comentários assinados e que julgo pertinentes)
Alguém tem que fazer um ponto de ordem ao blogue. Vem já a seguir.
sábado, 11 de julho de 2009
O quebra-cabeças do momento

Neste momento paira um verdadeiro quebra-cabeças pela cidade. É com espanto - mas às tantas, e vistas bem as coisas, nem é assim tão espantoso – que aprecio o estado de “pânico” que a maioria das pessoas vê numa potencial candidatura independente ao nosso pequeno burgo. Provavelmente, esse “pânico” ou “estranheza”, deve-se ao facto de na prática, a aplicabilidade da genuinidade dos princípios democráticos nunca terem sido verdadeiramente postos em prática após o antigo regime, já que transitamos de um regime para outro. E andamos nisto há décadas… Causando inquietude uma hipotética candidatura de um Homem Livre.
O que vos leva às tremuras se existir outra candidatura? Será pelo facto de a pessoa de quem se tem falado ter potencial, ser capaz, e ser uma verdadeira mais-valia para a cidade?! E se é assim, por que raio foi abafado nas alturas em que devia ter sido utilizado todo o seu potencial e todos os seus atributos?
Outro motivo que vejo para este fenómeno, é excessiva relação umbilical – e digo umbilical para não ser deselegante com uns quando sujeitos - que há em torno da Bimby partidária, onde é só meter lá para dentro e sai o belo do repasto. É certo que isso é bem mais prático, bem mais rápido, e quase que não suja louça. Mas de que serve isso se depois ficam obesos, preguiçosos, e agarrados no sedentarismo? E ainda acrescento: e se a Bimby avaria, ou se falha a luz? Passam fome?!
Já ouvi e li inúmeras teorias sobre os perigos que uma virtual candidatura independente. No entanto, e apesar de algumas delas terem cabimento, apenas alerto para o seguinte: a vida é um todo indivisível. E não é por se especular o que se supõe que o jogo está acabado. Pensem e olhem para além do óbvio! Num jogo de xadrez, assim como no famoso cubo de Rubik, para chegarmos ao final precisamos de temperança e de uma estratégia. Por isso, e obviamente sem descurar o tipo de caminho, o objectivo é o mesmo! Fazer de Braga a melhor das cidades! Espero eu que assim seja... E que me perdoem todos aqueles que não são bracarenses, mas eu quero que a minha cidade seja melhor que todas as outras.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Ele é candidato...DAH!!!!

Tal como já havia dito neste espaço, bem como em artigo publicado no Jornal Diário do Minho, Mesquita Machado anunciou a sua candidatura á Câmara Municipal de Braga, nas autárquicas 2009. DAH!!! Que novidade!!! O que mais me intriga é que ele conseguiu mesmo o impacto que pretendia...viram-se publicações em jornais locais a questionar a sua candidatura...eu disse logo na altura: Ele já é candidato desde 2005. A teia que criou á sua volta, os interesses, as dependências financeiras, os esquemas mal explicados mas que sustentam muitas famílias de Braga...grande parte dos quais anda a passear em grandes máquinas e a viver em grandes casas, não lhe permite colocar sequer a hipótese de não ser candidato. Já não é uma questão de querer...mas sim de poder. Este é o mandato que MM pretende que seja de limpeza...de reorganização porque certo é que em 2013 não poderá ser candidato e aí o inquilino da Praça do Município pode não ser do seu controle. Há que apagar os rastos, os vestígios...há que preparar a Câmara para uma transição inevitável...como disse...ele tem de ser candidato! Problema é se o povo o tira de lá já este ano...vamos por mãos á obra para que isso aconteça
sábado, 4 de julho de 2009
Dia Nacional da Luta Contra a Paramiloidose - 16 de Junho
Foi votado por unanimidade no parlamento e aprovada pelo Governo uma recomendação do grupo parlamentar do PCP, que visa instituir o dia 16 de Junho como o Dia Nacional da Luta Contra a Paramiloidose.
Não podia deixar de mencionar este facto. A institucionalização deste dia, permitirá uma forma de sensibilizar e divulgar uma doença rara, que afecta cerca de um milhar de famílias em Portugal e que permanece praticamente desconhecida, mesmo dentro da classe dos profissionais de saúde.
Ao grupo parlamentar do PCP os nossos agradecimentos pelo facto de apresentarem esta recomendação que permitiu que o pedido efectuado em Dezembro de 2008 na A.R. fosse desbloqueado e finalmente aprovado.
Ver mais.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Reabertura Pacha Ofir

quarta-feira, 1 de julho de 2009
Isto não é porreiro pá!
No mês do S. João de Braga a azáfama na cidade, sobretudo no seu coração faz sempre parte da festa. A decoração da Avenida da Liberdade e áreas adjacentes, a instalação das tradicionais diversões na zona exterior do Parque de Exposições de Braga, as farturas, o pão com chouriço e, como não podia deixar de ser, as barraquinhas de venda ambulante. É nestas últimas que reside o tema desta crónica.
Naturalmente, a cidade pede aos habitantes destas zonas mais centrais o sacrifício de suportarem uma movimentação e ruído fora do normal nesta época do ano, no fundo para que toda a cidade possa usufruir desta festa tão única e tradicional dos bracarenses. Cabe á Câmara Municipal de Braga a coordenação e definição territorial dos espaços e dos equipamentos instalados nos mesmos. Aquilo que aconteceu neste ano foi deveras exorbitante e ainda por cima, justificado pelo capricho do Sr. Presidente da Câmara de inaugurar o túnel nesta época. A tradição tem a sua importância e por isso mesmo, manda a tradição que as barraquinhas de venda ambulante sejam colocadas ao longo da Avenida da Liberdade porque lá é que se passa a festa, lá é que a multidão comemora o S. João, com ou sem túnel. A colocação das barraquinhas na Avenida central, dispersas e quase que despejadas de forma aleatória só aconteceu porque sua Excia. o Eng. Mesquita Machado continua a não distinguir as festas do S. João, do período de pré-campanha eleitoral. Pois, é que bastava ter tido o cuidado de planear a intervenção naquela zona com mais cuidado e mais preocupação com os bracarenses e menos com a sua reeleição e quando foi necessário o espaço para montar as referidas barraquinhas, ele estaria disponível e desimpedido. Não sei se o receio de que destruíssem as flores, ou apenas o ego incomensurável de alguém que há muito deixou de respeitar a coisa pública e passou a confundi-la com a coisa privada, sobretudo com a sua própria, levaram a que o caos fosse instalado nas festas mais tradicionais e míticas da cidade. Fica aqui a lição, exmos. Sr. Presidente da Câmara, lamento a desilusão que lhe vou criar mas Braga ainda não é o seu quintal...bem sei que ás vezes parece...mas não é.
Numa outra perspectiva e ainda relacionado com as barraquinhas, assistimos a uma situação realmente constrangedora para quem vive num estado de direito e que conta com as forças de segurança e fiscalização para garantir uma coisa que muitos não dão valor, mas cuja importância económica é vital: a marca.
Não é aceitável que se suba a avenida por um lado e se desça pelo lado oposto e se assista a um rol infindável de contrafacção á venda de forma desinibida, com as autoridades policiais ali á beira, como se nada fosse. A marca e os direitos de imagem são um património vital para as empresas e respectivo produtos. As economias paralelas, de cópias que não respeitam estes direitos básicos de quem cria, têm efeitos muitas vezes devastadores para as empresas que produzem e comercializam os produtos originais. Já para não falar na qualidade que coloca a marca num patamar muitas vezes incomparável.
Para que se perceba melhor eu passo a explicar. O processo que criação e fabrico de produtos custa muito dinheiro, faz parte do investimento suportado pelo empresário para se lançar no mercado e criar o seu próprio carácter distintivo da concorrência. Este património é um factor vital na economia, sobretudo nos dias de hoje com a concorrência feroz a que assistimos á escala global. Uma das apostas inequívoca dos governos, quer de direita quer de esquerda é a marca portuguesa. Claro que uns fazem-no com produtos obsoletos como o Magalhães...mas o princípio é o mesmo, a execução é que é diferente.
É de facto ridículo que a ASAE que tanto aparato usa para, muitas vezes, fazer intervenções despropositadas e completamente empaladas, não tenha aqui uma intervenção de fundo. É que estes comerciantes alugam os espaços e não são sujeitos a qualquer inspecção dos produtos que vendem. Hoje em dia em Portugal fecham-se espaços a torto e a direito, arruínam-se negócios, aparecem senhores de metralhadora á porta das empresas para verificar tudo e mais alguma coisa e depois qualquer comerciante ambulante vai para a rua, instala-se, paga a licença e comercializa apenas produtos de contrafacção. Onde anda a ASAE? A fumar charutos nos casinos, a fechar espaços centenários ou apenas a dar espectáculo para inglês ver? Esta é uma situação completamente absurda e a Câmara Municipal de Braga que licencia os espaços tapa os olhos e finge que não é nada com ela...
Usando o vocabulário do Sr. Primeiro-Ministro...isto não é porreiro pá!
Ramiro Brito
In Diário do Minho de 30/06/2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
Efabular por aí

Estava a deliciar-me com as esplêndidas fábulas e contos dos meus ilustres e mui estimados amigos, quando após a “ingestão” das mesmas lembrei-me de um conto que pode ser útil para ambos. Não criem grandes expectativas por que não mete gajinhas da jota, nem capuchinhos vermelhos perdidos na floresta. O único capuchinho que mete é este ;)
Mas passando ao conto que me proponho rabiscar:
Era uma tarde nublada e fria e estavam algumas crianças a brincar sem preocupações junto a um lago.
De repente, o gelo quebrou-se e um dos miúdos caiu à água.
A outra criança ao deparar-se que seu amiguinho estava por debaixo do gelo, correndo o sério risco de se afogar, pegou numa pedra e começou a picar o gelo, e com todas as suas forças conseguiu quebrá-lo e salvar o seu amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que tinha acontecido, perguntaram à criança:
- Como conseguiste fazer aquilo?
É impossível que tenhas conseguido quebrar o gelo com essa pedra tão pequena e com essas mãozinhas tão miúdas.
Nesse instante apareceu um ancião e disse:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
-Como?
O ancião respondeu:
- Não havia ninguém à sua volta para lhe dizer que ele não seria capaz.
Abraços ;)
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Moral da história :)
Grande história, com todos os condimentos.
O meu problema é se, no fim de contas, o que fica gravado na cabeça das crianças é algo do género:
1. A festa foi fraquinha, a Branca de Neve não apareceu... Talvez para a próxima...
2. Quando é que sai a Revista Sim, para vermos as fotografias dos VIP's?
3. Quem era um esquilinho raquítico que lá andava e nunca ninguém o viu?
4. Aquele Lobo Mau não deixa escapar nada, come tudo o que lhe aparece à frente!
5. Parece que vai abrir um novo Shopping... e,
Last, but not least
6. Dizem que o Capuchinho Vermelho apanhou um pifo tão grande, mas tão grande, que até já achava que a Bruxa Má era boa!
Se bem conheço a floresta...
Um abraço
O Capuchinho Vermelho, o lobo mau, a bruxa má, a casinha de chocolate e o Baden Powel
Era uma vez uma floresta, densa e luxuriante, com todos os detalhes que possas imaginar, atravessada por um Rio,
com recantos e cascatas, onde facilmente todos se podem encontrar. Este é o lugar mais fácil da floresta.
Próximo do rio, num lugar sobranceiro onde se avista o mar, tem uma casinha de Madeira, construída pela Rusticasa, uma empresa que começou por vender”paus” para campanhas eleitorais para o “nosso PSD” e que se deu bem nos negócios.
A avozinha, respeitada na zona, tem sido sempre convidada para ser candidata à Junta, mas recusa sempre, mas anima a quermesse dos esquilos e faz compotas para o Estado! Foi condecorada, recebeu medalhas e os esquilos gabam-lhe as nozes!
O Capuchinho vermelho, disse sempre que ia ver a avó, mas ao certo ninguém sabe, há várias teses! O Capuchinho – tem é uma namorada na selva – diziam uns. Outros afiançavam, olha que não, ele é cauteloso, vê o cuidado que teve em deixar no caminho “smarties” de chocolate, para reconhecer o caminho de volta. Nunca se soube ao certo, há muitas teses e muitas verdades, uns acham que os caçadores andavam era à caça de marfim e estavam-se a marimbar para a avó! Outros, achavam que não, que os caçadores não andavam ao marfim e que eram homens bons, oriundos do mais genuíno associativismo empresarial. E havia, até quem aventasse a hipótese de pedofilia, que o Capuchinho Vermelho, dava ares de “Lolita” e que um dos caçadores não a largava!
Mais tarde, à chegada da autópsia – antes do Capuchinho Vermelho ser engolido – e com o lobo mau já com a avó no papo, instalou-se uma duvida. Como é possível o lobo ter um estômago com tanta elasticidade e a maior estranheza era que apareciam membros decepados de velhos amigos, como sentenciou na altura o médico legista, que à mingua de especialistas chamaram um dentista, ajudado por um enfermeiro, da mesma irmandade.
O Capuchinho vermelho, assustado e em pânico, olhou em redor e pediu um pediatra, que namorava a bruxa má e que naquela momento, entre consultas no Estado e na quermesse, tinha sempre tempo de dar uma malandrice com ela! Ninguém desconfiava dele e arranjou a desculpa perfeita, namorava a bruxa má, que reza a história, nunca conhecera homem, facto que é engano!
O pediatra, andava sempre com um senhor de barbas, que até na floresta arranjava maneira de fazer obras.
O lobo mau, não contava com este desfile. Caçadores de marfins, doutores, engenheiros e olhou com ternura para o Capuchinho Vermelho!
O caçador - o dito – ficou puto! Andei eu a mimá-lo e agora o Capuchinho em pânico põe-se a gritar: estavam lobos no rio, ai que me acudam!
Mas o Rio era sereno e nas margens ouviam-se pássaros e nem a proximidade da sede de um partido, alterava a acalmia, numa nova zona protegida pela existência de sete campânulas, a única coisa de betão que existia na selva.
A noite caiu e nas margens do Rio uma "party de vinil" convocava todos os bichinhos da selva. Apareceram todos, os “big five” e as borboletas, os mamíferos e as cobras, os lagartos e os ratos.
Na portaria uma boazona da jota, carimbava os convites. Com instruções precisas em não deixar entrar o lobo mau, foi enganada, porque este vestiu-se de caçador e fez uma imitação perfeita.
Havia várias cadeiras, lá se sentaram o enfermeiro, o dentista, o caçador mascarado, a avozinha e um esquilo de seis meses de idade mas que já roía nozes como um adulto, conforme o regulamento.
À porta, a bruxa má queria entrar, mas a porteira insistia que só pares. Com medo do escândalo, o pediatra afastou-se.
Ao fundo aproximou-se o Capuchinho vermelho, grande estilo, olha à esquerda, olha à direita, cumprimenta o lobo mau, reconhece o caçador e dá um “kiss” na porteira!
Para espanto da plateia, chega o Baden Powel e diz é preciso Mudar!
O Capuchinho Vermelho, pisca à esquerda e olha para o Salvador e dá aquele ar – se isto correr mal ainda vou para o bloco – e tem uma saída intelectual - concordo Baden Powel: é preciso mudar este mundo mudado!
O Rio pede-lhe para dançar e este confuso, com um par que o regulamento lhe impôs, apela a uma rodinha.
De mãos dadas, o caçador e o lobo mau juntam-se e o Capuchinho Vermelho, discordante e sempre a contra-corrente, dança uma musica do Michael Jackson e abandona o circo pela mão da porteira, numa cidade livre e que não acredita no lobo mau. Pela margem do rio segue o seu caminho, cruza-se com a bruxa má que lhe pisca o olho e comenta para si – a gaja não é assim tão má!
Ao fundo a casa de chocolate desfaz-se e dá lugar a um Centro Comercial.
Escrito num fôlego para o meu querido amigo Rui.
Miguel Brito
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Entretanto, na nossa Venezuela à beira-mar plantada...

A Manuela Moura Guedes vale mais que o Cristiano Ronaldo :)
Ou, se preferirem um trocadilho à Pacheco Pereira:
Isto é que foi um "Momento Chávez"!
Imagem gentilmente roubada ao 31 da Armada.


No mato, onde quer que seja, olha para para a cidade, avalia... e boa sorte!
Meu amigo:
Fizeste bem. Antes no mato do que numa latrina cujo odor há muito se tornou insuportável.
Mas no mato há perigos escondidos, animais ferozes e monstros de histórias infantis. Por isso te desejo a melhor sorte do mundo...
E desejo-te que os ruídos da floresta nunca te impeçam de escutar o pulsar da cidade. Que o chilrear de um passarinho mais próximo ou os gritos de qualquer outro bicho do mato não se façam ouvir mais alto do que o barulho das ruas ou a agitação da Arcada. Que consigas ver o rio que banha a cidade para além do riacho onde o teu reflexo brilha. Que os teus olhos se fixem no teu objectivo e não na floresta de equívocos e traições que te trouxe aqui.
Enfim, sê tu próprio no mato. Perspicaz, corajoso e apaixonado. Mas, sobretudo, avalia. A sedução da conquista vale a pureza de um amor verdadeiro? Tarefa difícil...
Mas eu confio em ti. E confiarei sempre, ainda que tu te enganes...
Um abraço,
Rui
quarta-feira, 24 de junho de 2009
O dia que fui para o Mato
Sou natural de Lourenço Marques e este facto é incontornável na minha vida, até nas convicções. Quando despertei para a política, com sobressalto e com discursos inflamados do Samora, com aviões jactos a sobrevoar os céus de Maputo, por ordem da Rodésia e soldados portugueses barbudos e cabeludos a despedirem-se da cerveja “Laurentina”, tinha doze anos, mas comecei a gostar da politica; cantava o hino da Internacional Socialista e as musicas do Zeca Afonso e marchava na Escola; mas eu era um branco e um português, católico e na minha casa, sem ser Salazarista era “portuguesa”, a inclíta geração eram os meus heróis, o “Gungunhana” um inimigo e os comunistas eram perigosos e os resistentes da Frelimo, que andavam no mato, eram os “Turras”!
De repente, acabou o sossego, acabaram os gelados italianos e proibiram as “chicletes”, porque eram símbolos do Imperialismo, com esta negação fui começando a simpatizar com o “Tio Sam”.
De repente, de um dia para o outro, a minha cidade segura, que percorria a pé, deixou de ser segura e a partir dai passei a dar um valor à segurança e à liberdade, que antes desconhecia.
De repente, a casa onde passava férias, foi ocupada, uma casa, feita tijolo a tijolo, pelas minha família era do Estado e a partir dai passei a dar outro valor à propriedade e a desconfiar do Estado/Proprietário.
De repente, havia filas para o pão e para os bens básicos – já não eram só as proibidas chicletes – faltava tudo e aquele esquema de produção colectiva, as machambas colectivas, parecia-me tudo precário e aquele sistema produtivo, colectivista e comunitário, mereceu-me desconfiança!
Quando cheguei a Portugal, no meio de novos símbolos, novos cheiros e novos hábitos, a minha opção política e depois partidária foi lógica.
Tinha um irmão mais velho do MIRN, que era simpático porque fazia umas festas e eu lembrava-me dos “partys” da minha adolescência; quando o MIRN começou em “porradas”, uns contra os outros, não tendo eu grande cabedal e sendo um pacífico por natureza, desconfiava daquilo.
De repente, a imagem do Prof. Freitas do Amaral, a forma como o Adelino Amaro da Costa falava e a inteligência do Prof. Lucas Pires, levaram-me a escolher o CDS. Era um partido não socialista (de quem desconfio desde pequenino), defendia a propriedade, a liberdade de expressão, os valores da vida e da família, valores essenciais para mim e os dirigentes, tinham pinta, eram professores universitários, tinham bom ar e não eram radicais!
A chegada do Prof Adriano que eu estimava foi confusa para o CDS, o grande intelectual começou a introduzir o elemento “popular” no CDS, não imaginado que este facto podia fazer resvalar aquela instituição para o “populismo”. Assim aconteceu, a ascensão de Manuel Monteiro, marca uma nova fase neste partido. Companheiro de Universidade de Paulo Portas, um e outro, mudam o CDS e o nome e o partido cresce.
Quando Monteiro fica e Portas sai e uns e outros se afastam, o CDS perdeu uma grande oportunidade de ser o maior partido de direita em Portugal.
Quando Portas chega, no Congresso de Braga, parece perceber este facto e faz do Partido a casa de todos e lembra-se da democracia cristã, para deixar as favas do populismo com o Manuel Monteiro!
Em Lisboa, no Congresso Portas/Monteiro, percebeu-se duas coisas, que a vocação se sermos um grande partido morreu e as “capelinhas” pessoais eram mais importantes que o Partido e que Manuel Monteiro, como Portas, ambos defendiam a Aliança Democrática e que afinal eram os dois talentosos.
O Partido começou nessa altura a converter-se no “Partido das palmas”, cesarista e laudatório.
A Jota do Partido que bate mais palmas que os outros, apareceu com mais força que nunca!
A passagem pelo Governo, as paradas militares e o olhar “esgueirado”, do Ministro da Defesa e do Mar, reforçou o partido das palmas.
O Ministro do Turismo que praticou actos lesivos do património do Estado, dias antes de ir embora e as trapalhadas de um governo de má memória, levaram-me a desconfiar do CDS.
Continuei no CDS, pessoas como José Ribeiro e Castro, Maria José Nogueira Pinto, Eng. Miguel Anacoreta Correia, davam-me confiança e conforto.
A chegada do poder do actual Presidente, tinha tudo do PREC e a forma como o ora Presidente Ribeiro e Castro foi saneado, deixou-me muito confuso.
É verdade, que tenho simpatia por figuras contraditórias e apreciava o Samora Machel e o Prof. Freitas do Amaral, mas vá lá, com as devidas proporções, não vamos pôr o Samora a falar da “separação de poderes” com a clareza das sebentas de Direito Administrativo e o Prof. Freitas a falar com emoção ao povo!
Ora o CDS de hoje tem um fato à medida do velho partido, fato de corte inglês, mas lá dentro um ditadorzeco Rosa Teixeira a tresandar a Estaline. Isso eu não podia tolerar mais.
Presidia a uma estrutura política local, quando um dirigente partidário entrou pela sala dentro de computador e com um assessor jurídico, certamente provindo sabe-se lá de que escola.
Aquilo cheirou-me a esturro. Soube que o dito militante, agora dirigente nacional, tinha criado num concelho próximo uma sensibilidade “sui generis”, o poder dos “Bombeiros” na politica, ou seja os militantes davam uma forcinha nos Bombeiros e os Bombeiros uma forcinha no Partido.
Neste cenário, sem referências, olhei para o retrato do Amaro da Costa e ele avisou-me: foge, a liberdade está lá fora!
O raio do homem – bombeiro – mas vestido de casaco azul, ameaçou-me com um processo disciplinar e há alturas que por mais criativo e condescendente que sejamos, temos que sair.
O Prof. Freitas do Amaral ainda me acenou com a hipótese dos Tribunais, mas eis que surge o Samora e diz-me ao ouvido: vai para o Mato e ganha a cidade!
Miguel Brito
terça-feira, 23 de junho de 2009
BOM S. JOÃO!!!

segunda-feira, 22 de junho de 2009
Intervenção Assembleia Municipal 19 de Junho 2009
Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Braga
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Braga
Exmos. Srs. E Sras. Vereadores
Digníssimos colegas da Assembleia Municipal
Minhas Senhoras e meu Senhores
Hoje participamos naquela que deverá ser a última Assembleia Municipal deste mandato. Esperar-se-ia que fizesse aqui balanços profundos daquilo que foi o mandato deste executivo, daquelas que foram as decisões, orientações e consequências das mesmas. Não o farei dessa forma, porque a oposição e a alternativa não se faz num só gesto, numa só acção. Deixo para a história e para as pessoas de boa memoria aquilo que aqui foi dito, sucessivas vezes, nos mais variados momentos, por mim e por outros face aos assuntos que foram surgindo, não nos últimos quatro anos mas sim, no que me toca, nos últimos oito.
Direi que entre a “pantanoracia bracarense”, aqui anunciada pelo meu amigo Rui Moreira, passando pela elasticidade económica de índole no mínimo duvidosa, paulatinamente explicada pelo carismático João Granja, não esquecendo as sempre acesas e efusivas intervenções do caríssimo deputado Raul Peixoto ou quem sabe o fato mais radical da esquerda aqui vestido pelo não menos memorável João Delgado, todos fizemos uma síntese daquilo que são os mais do que discutidos, divulgados e explorados erros desta gestão não socialista mas mesquitista que é sempre defendida, muitas vezes, com o embaraço típico de quem defende o indefensável, por ilustres membros desta assembleia como Marcelino Pires ou Pedro Sousa. A todos, a minha sincera homenagem porque essa é a essência da democracia.
Quanto a mim tudo se pode resumir a uma só frase: Braga precisa de novos horizontes, de novas ideias de um empenho que nada tem a ver com o socialismo, a social democracia, a democracia cristã ou até o comunismo, mas sim com a vontade abnegada de homens e mulheres que queiram, de facto, fazer a diferença, independentemente da sua filiação partidária, ou não. Por isso exige-se um discurso direccionado para o futuro.
Como disse, entrei nesta Assembleia como membro da bancada do CDS/PP que hoje se vê resumida a um único elemento, ao qual aproveito para dar as boas vindas e manifestar a esperança de que paute a sua acção pela qualidade das intervenções e pela genuinidade e utilidade das ideias que apresentará deste púlpito para a cidade.
Tornei-me independente pelas razões aqui já divulgadas a devido tempo. Entrei como opositor do poder instalado, opositor do Eng. Mesquita Machado e, apesar da minha condição partidária se ter alterado, chego hoje aqui na mesma condição essencial com que entrei...consciente de que pode ser feito melhor e com a certeza de que os interesses de Braga se sobrepõe a qualquer outro, mesmo que do partido se trate. Acredito com todas as minhas forças que Braga tem melhor por onde escolher, mas sei que em politica tal como qualquer outro produto de marketing, ou se vende ou não se vende. Há uma grande distancia entre aquilo que são as competências reais dos candidatos e a sua capacidade de serem eleitos. Aqui reside a diferença.
Hoje, como no passado, digo aqui com toda a frontalidade que esta gestão autárquica falhou. Falhou em muitos aspectos, mas num essencial...desenhou uma cidade desgovernada, desorientada e sem uma lógica urbanística definida com critérios rigorosos. Tudo o que veio depois ou são consequências desta falha vital, ou são os tais assuntos de índole duvidosa de que tanto se fala. Este é o erro...Braga precisa de rumo, precisa de um plano, precisa em suma de fazer sentido.
Este ano haverão eleições autárquicas e antes que se diga que os bracarenses terão oportunidade de escolher, eu direi que os rostos da oposição terão a oportunidade de mostrar que são a voz dessa mudança, que são os agentes desse sentido que é preciso dar á cidade, para que aí sim os bracarenses possam escolher. Estou confiante que essa mudança rumo a uma cidade com sentido poderá ser concretizada. Deixo para os eleitores a escolha do modelo de gestão que entendem mais adequado, porque em democracia há sempre mais do que duas saídas, esperando sempre a participação maciça de homens e mulheres que, ainda que não tenham acção politico-partidária possam integrar este processo tão vital para a cidade.
Termino cumprimentando por último, mas não com menos deferência a mesa da Assembleia na pessoa do seu Presidente.
Disse
Ramiro Brito
Deputado Independente
Links:
sábado, 20 de junho de 2009
No comment...
Eu fui... e não me arrependo!
Palavras para quê? Sempre fui um fã incondicional de Mariza, um ouvinte atento da poesia cantada por ela, da sonoridade da sua musica, da excelência da sua voz.Ontem fiquei deveras apaixonado pela sua interpretação da canção, pela alma do seu espectáculo.
Perante um 1º de Maio bem composto apesar da crise, como aliás a própria frisou, numa noite que fará talvez lembrar uma qualquer noite de uma Luanda lusitana (digo eu, não sei) em que imperou o calor, não só da voz, como do clima propriamente dito, Mariza encantou e levou ao rubro um publico (somos do Norte CARAGO) que sabe corresponder sempre da melhor forma.
Acompanhada de músicos excepcionais, Mariza apresentou o seu novo álbum Terra e cantou alguns dos temas mais conhecidos da sua discografia.
Eu fui.
Paulo Novais
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Não resisto...
Segunda e Sexta-Feira - Diferenças
demais
Assembleia Municipal...a última do mandato!!!

Hoje realiza-se a última assembleia municipal deste mandato. Pontos de relevo é que o CDS/PP, depois de ver reduzido, aparentemente a zero deputados, encontrou a tábua de salvação...esse vulto da política bracarense...o único que se dispôs a ser líder dele próprio :):) De facto estamos sempre a aprender...em primeiro lugar sempre pensei que para haver grupo, teriam de existir pelos menos dois..."quesse dezer" ora grupo de um só é um bocado difícil, depois o dissidente dos dissidentes que já o era antes dos outro serem, volta a ser do partido para ser líder...de si próprio...de facto uma noticia nos jornais faz verdadeiros milagres á coluna das pessoas....lol....mas pronto...esperemos que outros temas de interesse surjam, sendo que vale sempre a pena acompanhar!!!
terça-feira, 16 de junho de 2009
Oração da manhã.
Sabia que nesse dia ia ter um mau dia pois tinha alguns problemas para resolver.
Como comigo resultou... aqui fica. Pode ser que ajude mais alguém.
SENHOR. Dai-me sabedoria e paciência para suportar algumas pessoas. Porque se me dais força... não garanto que não tenham que ir ao dentista.
Não sei onde li ou ouvi isto. No entanto foi este pensamento ao longo do dia que me ajudou.
Paulo Novais
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Algo totalmente diferente
Desde alguns anos que me tornei fã absoluto do chamado "Software Open Source", ou seja, programas para o computador de código fonte aberto e totalmente "GRÁTIS".
São programas desenvolvidos por comunidades de programadores e utilizadores online, em que cada um desempenha um pequeno papel (ou vários) e pode assim contribuir. Eu ajudo com algumas traduções, aqui e ali, e com teste de novas versões (chamadas versões Beta) dos programas que utilizo. E vou tentar desempenhar mais este. Divulgar. Porque é bom, é seguro, é intuitivo, é livre e grátis para utilização particular ou profissional.
Existem programas de código aberto para quase todos os gostos, com uma qualidade e fiabilidade tão boa, ou mesmo melhor, do que outras mais usadas e conhecidas do mercado.
Pessoalmente utilizo, desde o sistema operativo até ao simples "Media Player", programas grátis e de código aberto. São hoje, uma alternativa excelente para quem gosta de estar sempre com programas actualizados e não pretende gastar dinheiro nenhum.
E muito importante! São totalmente traduzidas para português e dispõem de documentação e suporte de fóruns online extraordinários. E têm actualizações automáticas grátis.
Hoje vou falar de dois deles, talvez os mais simples de utilizar e mais intuitivos para quem tem pouca experiência e utiliza já outras ferramentas.

O OpenOffice.org é um uma suite completa de escritório comparável com o actual Microsoft Office e que antes de se tornar uma ferramenta de código aberto (licença LGPL) era conhecido como StarOffice desenvolvido inicialmente pela StarDivision e posteriormente adquirida pela Sun Microsystems. O OpenOffice tem sofrido um grande desenvolvimento graças às contribuições que chegam, não só da Sun Microsystems, mas também de comunidades espalhadas pelo mundo. Actualmente o OpenOffice.org representa um excelente substituto ao Microsoft Office.
O OpenOffice suporta de raiz o formato aberto OpenDocument que permite aos utilizadores trocar documentos, folhas de cálculos, cartas, memorandos, bases de dados, entre muitos outros.
Grava, altera e lê ficheiros nos formatos mais conhecidos do mercado, nomeadamente das ferramentas do Microsoft Office. A compatibilidade em ficheiros de texto, folhas de calculo e apresentações é excepcional.
Veja mais em OpenOffice.org Portugal

O que é o Firefox?
O Firefox é um navegador de Internet semelhante ao Internet Explorer da Microsoft. É no entanto, consideravelmente mais rápido, mais seguro (mais bonito) e totalmente personalizável com pequenos extras que permitem que cada um tenha o navegador ao seu gosto e á medida das suas necessidades.
A lista de funcionalidades e capacidades deste navegador de Internet é enorme e merece que deêm uma vista de olhos.
Veja mais em Mozzila Europa - Portugal
Esperem que gostem. E sinceramente que comecem a utilizar estas ferramentas.
Em breve virei falar de mais algumas. E vão dando aqui, como comentário a este "post" a vossa opinião ou se quiserem coloquem as vossas dúvidas.
Paulo Novais
domingo, 7 de junho de 2009
O principio do FIM!!!!!


Espero sinceramente que seja o pronuncio do que espera o Partido Socialista nos próximos meses.
As minhas felicitações aos representantes da maior força politica nestas eleições, a abstenção.
sábado, 6 de junho de 2009
Democracy
Uma grande letra para uma excelente música e interpretada por um grande senhor da música.
O tema da letra mesmo a propósito do dia de amanhã.
NÃO FIQUE EM CASA. VÁ VOTAR.
VOTAR É UM DIREITO E UM DEVER CÍVICO.
Apliquem esta música a todo o mundo, não só aos USA.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Onde está o Wally?????
Para quem não conhece, pois tem sido raramente observado por estas bandas, este é o actual presidente da Comissão Politica Concelhia do CDS/PP de Braga, futuro candidato a vereador (não dá tacho acho que não) ou vice-presidente da Câmara de Braga (já dá tacho, com certeza que sim).Aos militantes do CDS/PP, aos seus simpatizantes ou simplesmente seus eleitores, aqui fica apresentado. Esta é a sua única e rara fotografia em mais e 6 meses de cargo. Mesmo assim, como podem ver, a aparição é tímida. Como é que ele se chama mesmo...
Estamos a poucos meses das autárquicas. Ou só vão aparecer nas vésperas, quais salvadores da pátria, de mangas arregaçadas pela árdua tarefa de tentar derrotar apenas um dos maiores dinossauros da politica em Portugal. Bem o trabalhinho estava quase todo feito. Afinal sempre querem os mesmos lugares "dos outros". Pode ser o segundo e o sexto!
Mas assim não chegam lá. E eu por mim falo. O meu "timing" para aguardar que aconteça algo que mereça a minha atenção está próximo.
Depois disso não sei. Mas acho que então o melhor é fazer pela vida e tentar mesmo derrotar o Mesquita. Seja lá o que isso significa. Espero que seja o que o coração me diz para fazer mas que a cabeça cada vez mais diz o contrário.
Huuummmm... vejamos.
Alguém com vontade de brincar aos polícias?







