"O presidente do Supremo Tribunal anulou e mandou destruir as escutas entre Sócrates e Vara. Infelizmente, Noronha Nascimento não anulou nem destruiu as dúvidas do país sobre o conteúdo dessas escutas.
"O problema, longe de ser legal, é agora político: pode um primeiro-ministro sobreviver ao clima de desconfiança que paira sobre ele? Um clima onde ‘tráfico de influências’ e ‘conspiração contra o Estado de Direito’ fazem parte da suspeição? A pergunta responde-se a ela própria: se Sócrates não esclarece coisa alguma; e se o Presidente junto do PGR, não parece interessado em avaliar a insanidade do regime, pondero seriamente se os jornalistas não deviam fazer serviço público e, caso as tivessem, que publicassem as conversas em falta. Seria um crime? Ainda que fosse, a história ensina que há crimes necessários para evitar crimes maiores."
João Pereira Coutinho, Colunista
(in Correio da Manhã, 15.11.2009)
Não Nuno. Que ideia!
ResponderEliminarSe realmente houvesse um pingo de honestidade nestas pessoas, deveriam ser as primeiras a permitir a divulgação publica das escutas.
Afinal, começando por um curso que não se sabe se tem, uns projectos feitos por outros e assinados sem o poder fazer, umas possíveis luvas e tráfico de influências no Freepport e agora mais esta das sucatas...
Sinceramente! Quem não deve não teme.
E o primeiro-ministro deve, e repito, deve obrigação aos portugueses de esclarecer, ou contribuir para o fazer, de todas as duvidas, infundadas ou não, sobre a sua honorabilidade.
Ele é um cidadão como qualquer outro. Tem direitos como todos os cidadãos. A diferença é, estando e ocupando o lugar que ocupa, as obrigações sobrepõem-se de muitas formas aos seus direitos.
E qualquer pessoa num cargo destes o sabe.
Portanto só tem duas coisas a fazer. Ou, de uma vez por todas esclarece para lá de qualquer duvida, todas as questões em que se tem visto envolvido, ou assume que os seus direitos são superiores aos seus deveres e DEMITE-SE.
E então passa a ser tratado como qualquer outro cidadão (mas daqueles com muitos conhecimentos e influências).
Mas para isso é preciso ter, eu diria, "cojones".
Paulo,
ResponderEliminarque tal aproveitarmos a vinda do Rui à terra, para reunirmos a malta deste blog à volta duns canecos e fazermos um ponto de situação deste anarco-blog?