por Francisco Peres Filipe Mota
Na passada sexta-feira, decorreu a Assembleia Municipal de Braga, onde
mais uma vez o grupo municipal do CSD-PP demonstrou claras divergências
políticas com o Partido Socialista. Para nós, é fundamental que os
agentes políticos tenham, mais do que nunca, um sentido de solidariedade
geracional nas políticas a adoptar, não podendo estar, constantemente, a
hipotecar o nosso futuro, como se depois deles não houvesse mais nada.
Este foi um dos argumentos políticos que afastou os jovens centristas da
posição assumida pelo executivo socialista relativamente à concessão
dos parquímetros.
Penso que será claro que o intuito desta posição por parte do Eng.º
Mesquita Machado será única e exclusivamente para o amealhar de
dinheiros que sustentem as obras megalómanas e eleitoralistas para 2013,
significando isto que com o adiantar de cerca de 3milhões € estará a
comprometer as gerações vindouras e a própria sustentabilidade dos
recursos públicos da autarquia.
A defesa, através de uma intervenção política vigorosa relativamente a
esta matéria fez com que o PS demonstrasse desespero nas
contra-respostas ao CDS-PP. Pois será claro para qualquer bracarense
que, rapidamente, a bancada socialista se esvaziou de um raciocínio
claro e objectivo passando para a incoerência do discurso, bem como para
o apontar de baterias em todas as áreas de intervenção da CMB,
nomeadamente para as questões sociais.
Como Marcelino Pires, líder da bancada do PS, não estava a dar conta do
recado, Mesquita Machado, presidente da Câmara Municipal de Braga, parte
em seu auxílio, respondendo ao jovem autarca do CDS-PP de uma forma
incomodada, ultrapassando os limites da discussão política.
Com efeito, no final da sua intervenção, o Eng.º Mesquita Machado
referiu que o deputado municipal do CDS-PP, por experiência própria era
conhecedor dos apoios prestados pela empresa municipal Bragahabit. Esta
afirmação evidencia que o Eng.º Mesquita Machado, na falta de
argumentos políticos, não hesita em recorrer ao ataque pessoal,
colocando a nu a vida privada e as suas vicissitudes como arma de
arremesso político.
Do ponto de vista ético e moral, o Eng.º Mesquita Machado ultrapassou
todas as barreiras, demonstrando não ter qualquer pejo em usar e abusar
do cargo que detém há mais de 36 anos, obtendo junto da Bragahabit,
informações para o uso político, configurando assim um comportamento, de
todo, inaceitável. Pois, na verdade, os beneficiários de ajudas
socioeconómicas não são de acesso público e geral, constituindo uma
informação de sigilo para os intervenientes.
O ainda líder do PS em Braga, demonstrou ainda descriminação sobre todos
aqueles que são beneficiários de ajuda por parte do município, ou seja,
com um ar petulante dirigiu-se a estes como sendo uma desonestidade,
usufruir de um apoio que procura ser positivo na forma e no conteúdo.
Com isto quero dizer que, nada nem ninguém poderá impedir estas pessoas
de subirem a pulso na vida através do mérito, da responsabilidade e da
competência.
Mesquita Machado age, hoje, de uma forma ditatorial como sendo detentor
da vida pública em Braga, senão vejamos, que nenhum órgão de comunicação
social bracarense fez notícia deste comportamento reprovável do
presidente da Câmara Municipal de Braga, passando ao de leve como se
nada se tivesse passado.
Em suma, os bracarenses poderão ficar a saber que nada nem ninguém,
muito menos Mesquita Machado, irá demover o CDS-PP de opinar e de
apresentar alternativas na gestão do município
in Correio do Minho de 24 de Abril