sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Eu só quero mais um... mandatozito.

Afinal também gostas!!! 
Mas falas dos outros.


A nova proposta de alteração dos estatutos da Ordem dos Advogados elimina o artigo que impõe uma limitação de mandatos do bastonário, permitindo assim a Marinho Pinto, que termina o segundo mandato no final do ano, recandidatar - se pela terceira vez. Advogados ouvidos pelo CM falam num "golpe à Chávez" confirmando que com o desaparecimento dessa condição o bastonário deixa de estar limitado a dois mandatos de três anos. Caso o diploma seja aprovado este ano, Marinho poderá ainda beneficiar dessa alteração.

Onde se lia "não é admitida a reeleição do bastonário para um terceiro mandato consecutivo", no número 2 do artigo 10, lê-se agora "só são reelegíveis para mandato consecutivo dois terços dos membros dos órgãos", sem especificar.

Palhaços

Ora aqui está um exemplo dos jovens estudantes sem emprego que se manifestaram no ISCTE contra o Ministro Miguel Relvas.

A ex-assessora do PCP na AR e a ex-assessora do Bloco de esquerda entre os "indignados" do ISCTE?


Daqui

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Que atire a primeira pedra...

Li agora o artigo do Hugo Soares no Correio do Minho. De facto em termos de currículo os candidatos são incomparáveis, obviamente Ricardo Rio é, pelo menos em tese, muito melhor preparado do que Vitór Sousa. Não sei se o currículo do candidato do PS estava completo ou se alguma coisa foi esquecida, mas sei que não chegará perto do de Ricardo Rio. Agora há uma coisa que não posso deixar de dizer, porque a verdade deve ser reta e não sinuosa conforme as nossas conveniências. O Hugo Soares tem razão quanto à insinuação que faz do carreirismo político de Vitor Sousa... mas ele próprio é, hoje, um produto da política...com todo o mérito...mas é uma realidade. Acho que foi a coisa certa dita pela pessoa errada...e mais uma vez digo que não é por aí que devemos trilhar o caminho do combate. Não pela arrogância intelectual atirando pedras por cima dos nossos próprios telhados de vidro...acho que é pela diferença, pela afirmação positiva das nossas diferenças e pela crítica de projecto e pelas verdades em todos os momentos. Há muito mais Ricardo Rio para alem do currículo...e, provavelmente, muito menos socialismo para alem do currículo de Vitor Sousa!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Bombeiros retiram cartazes de protesto contra estacionamento pago



Em Braga, pois claro. Não podiam esperar para segunda-feira e atribuir a tarefa aos trabalhadores da câmara, como seria de esperar.

É BOM VIVER NUMA CIDADE EM QUE ATÉ OS BOMBEIROS FAZEM O SERVIÇO DA CÂMARA MUNICIPAL.

Os Bombeiros Sapadores de Braga foram, este sábado, chamados a retirar cartazes contra o alargamento da zona de estacionamento pago no centro da cidade.
A ordem partiu da Câmara Municipal, depois de manifestantes terem colocado cartazes onde protestavam contra a decisão camarária, de alargar a área de parcómetros instalados na zona urbana.
Os bombeiros deslocaram para o local vários elementos e viaturas, procedendo à remoção dos cartazes.

Jornal de Noticias

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

ehehehe, com uma oposição destas...


Costa exige a Seguro defesa das opções económicas do governo Sócrates

Três horas de mais uma reunião em busca da unidade socialista e nada de fumo branco. António José Seguro e António Costa ainda não chegaram a acordo sobre o documento comum que pretendem levar à Comissão Nacional do partido no domingo. Um dos pontos essenciais da discussão – e que Costa quer ver vertido no acordo – passa por exigir à direcção do PS que assuma de vez o legado do governo Sócrates, nomeadamente a defesa activa da sua actuação perante a crise.
ionline

Diálogo...



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Se isto não é o Mesquita Machado a enterrar o Vítor Sousa, não sei o que é...

Do Comunicado da Câmara Municipal de Braga sobre Serviço Público de Lugares de Estacionamento na Via Pública da Cidade de Braga

"Neste mandato não haverá mais aumento da área de parcómetros" - Neste mandato? Neste, que acaba daqui a meia dúzia de meses? Isto quer dizer que se o PS voltar a ganhar a Câmara levamos com as 90 ruas, não agora como estava previsto, mas no fim do ano? Ou será que Mesquita já está a fazer o programa para 2017?

Puuumbaaa, toma Vítor! Vai buscá-la! Com amigos como Mesquita Machado, o candidato socialista precisa de inimigos?


Mais Serviço Público Rua do Souto: Editais 15.2013 e 16.2013 (alterações ao Regulamento de Utilização de Zonas de Estacionamento de Duração Limitada Controladas por Meios Mecânicos)

Edital 15/2013

Edital 16/2013 (contém o Regulamento original)

Concurso Rua do Souto: Escolha as fotografias que melhor retratam as mentiras de Mesquita Machado e habilite-se a duas horas grátis num parquímetro à sua escolha! (1)

Mentira de tipo 1. A mentira inocente ou a mentira-"surpresaaaaaa!": No concurso público de concessão da exploração de parquímetros, ou seja, na hora de os privados oferecerem massa, Mesquita disse aos concorrentes que o objecto da concessão eram 1172 lugares. Mas na altura de assinar contrato, ou seja, na altura de o concessionário começar a receber as moedinhas... "SURPRESAAAA! Afinal ainda é capaz de chegar a 2000 lugares!"

Como é uma mentirinha fofinha, vamos retratá-la assim?

FOTO A1



Ou assim?

FOTO B1


Escolha a fotografia que melhor define esta mentira de Mesquita Machado e habilite-se a duas horas de parquímetro grátis em qualquer local de Braga à sua escolha! Uma oferta exclusiva Rua do Souto, com o patrocínio "BRITALAR - toda a experiência na arte de rebocar".

Afinal Mesquita Machado mentiu aos bracarenses.


«A Câmara Municipal de Braga já aprovou a colocação de parcómetros em mais de uma centena de ruas da cidade. A decisão acaba de ser publicitada sob a forma de Edital assinado pelo presidente da autarquia, o que confere à deliberação do executivo força de lei. O Edital assinado por Mesquita Machado foi publicado no final de
semana e é acompanhado de outros documentos que não só antecipam a possibilidade de serem aprovadas mais ruas de estacionamento pago, como também colocam nas mãos da empresa privada que vai explorar os parcómetros, o poder de fiscalizar o estacionamento pago e de instaurar processos de contra-ordenação...»
«O Edital que coloca em crise a garantia dada por Mesquita Machado no dia 31 de Janeiro  de que este ano só seriam instalados parcómetros em 27 novas ruas, foi publicado no dia seguinte ao da promessa feita aos bracarenses.»
Ou seja, quando proferiu estas afirmações, Mesquita Machado sabia já que estava a mentir com o intuito de enganar os bracarenses, e ganhar algum tempo para deixar arrefecer um assunto escaldante, que movimenta neste momento vários bracarenses no sentido de contrariar esta decisão.


Diário do Minho

Noticias completas em PDF publicadas hoje no Diário do Minho
Decisão está introduzida no regulamento municipal de estacionamento 
Câmara de Braga já aprovou colocação de parcómetros em mais de 100 ruas da cidade

Afirma líder da coligação Juntos por Braga 
Garantia dada por Mesquita Machado «não tem qualquer valor face à lei»



sábado, 2 de fevereiro de 2013

Serviço Público Rua do Souto - Documentação do processo de concessão da exploração de parquímetros em Braga (2)

Código de Exploração da Concessão

Critérios de Classificação dos Concorrentes

Minuta do Contrato de Concessão aprovada em reunião de Câmara no dia 17 de Janeiro de 2013

Pedido de autorização da BRITALAR para a cessão de posição contratual a favor da E.S.S.E., aprovado em reunião de câmara no dia 17 de Janeiro de 2013

Edital n.º 11/2013, de 24.01.2013, que alarga o estacionamento controlado por parquímetros a 27 novas ruas.

NOTA: No Rua do Souto sempre acreditámos que os cidadãos têm o direito de saber como são tomadas as decisões que os afectam e em que consistem. A publicação destes documentos teve origem num desafio que ontem deixei no Facebook a todos os políticos bracarenses, para que divulgassem a documentação que está na origem do recente alargamento das zonas de estacionamento pago à superfície na cidade de Braga para mais 27 ruas (e do projecto de alargamento a outras 63 ruas). Fico feliz pelo facto de o Ricardo Rio ter respondido de imediato ao apelo, numa demonstração cabal de transparência e de respeito pelos seus eleitores (no caso, por mim), que não podia deixar de saudar aqui. A ele, em especial, o meu muito obrigado. 


Serviço Público Rua do Souto - Documentação do processo de concessão da exploração de parquímetros em Braga (1)



Anúncio de procedimento n.º 1885/2012

Programa do Concurso

Caderno de encargos do Concurso Público

Mapa de lugares de parquímetros 1

Mapa de lugares de parquímetros 2

Mapa de lugares de parquímetros 3

Mapa de lugares de parquímetros 4

Mapa de lugares de parquímetros 5

Mapa de lugares de parquímetros 6

Mapa de lugares de parquímetros 7

Mapa de lugares de parquímetros 8

Mapa de lugares de parquímetros 9

Mapa de lugares de parquímetros 10

Mapa de lugares de parquímetros 11

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Adivinhe o que estas ruas em breve terão em comum.

Rua Andrade Corvo
Rua Damião de Góis
Rua Dr. Rocha Peixoto
Rua Santiago
Rua dos Bombeiros Voluntários
Rua do Matadouro
Rua Frei Caetano Brandão
Rua Gonçalo Pereira
Carandá (envolvente do Centro de Saúde)
Rua Américo Ferreira Carvalho
Praceta Cândido Costa Pires
Rua Dr. Francisco Duarte
Rua Bernardo Sequeira
Rua de Diu
Rua 25 de Abril
Rua dos Chãos
Rua Santo André
Praceta Mouzinho de Albuquerque
Rua de S. Gonçalo
Rua das Oliveiras
Praceta da Faculdade de Filosofia
Rua do Raio
Rua do Sardoal
Rua Gabriel Pereira de Castro
Rua do Carvalhal
Rua Prof. Altiva Vieira
Rua do Caíres

A rua onde mora ou trabalha consta desta lista? Não?
Não se preocupe que em breve constará da lista das restantes 63 que são passiveis de receber a mesma receita.


JN

Quase tantos como os votos que Mário Soares teve na ultima corrida presidencial


A petição de Mário Soares que desafia Passos Coelho a demitir-se, se não mudar de políticas, recolheu quatro mil assinaturas e deu entrada no Parlamento na terça-feira.

Sol

Pergunta do ano:

Um doce a quem adivinhar

Quantos parquímetros mais vão ser instalados em 90 ruas de Braga para encher os cofres da Britalar? 
Nota: não são aceites respostas de funcionários da CMB, Britalar, ESSE ou empresas associadas. Nem familiares de Mesquita Machado. 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Petição contra a introdução de parcómetros em novas artérias da cidade de Braga



Para:
Câmara Municipal de Braga; Assembleia Municipal de Braga;

Por decisão da Câmara Municipal de Braga, a gestão e exploração do estacionamento pago na via pública foi, há alguns meses, entregue a privados, em regime de concessão, por um prazo de 15 anos, podendo ser prorrogável em igual período.
De acordo com o caderno de encargos da concessão, e o próprio código de exploração, a concessionária – uma empresa do Grupo Britalar – pode alterar as zonas de estacionamento pago, bem como proceder à introdução de parcómetros em novas artérias da cidade de Braga, dependendo isso de autorização da autarquia.
Estranhamente, ou talvez não, o Presidente da Câmara Municipal de Braga, poucos dias depois da assinatura do contrato de concessão, decidiu alargar sigificativamente as ruas em que o estacionamento será pago.
O despacho do Presidente da Câmara Municipal de Braga (primeira consequência da privatização do estacionamento nas ruas da cidade) que determina a criação imediata de novas zonas de estacionamento de duração limitada, controladas por parcómetros, em 28 ruas e praças da cidade de Braga, (e a possibilidade hoje tornada pública de essa decisão se alargar a mais sessenta outras ruas) constitui um duro golpe na dinâmica do centro da cidade, assim como uma inqualificável benesse à concessionária.
Ademais, a concessão a privados do estacionamento na via pública comporta ainda um agravamento de custos para as populações, residentes e comerciantes.
Com esta decisão, a Câmara de Braga agrava ainda mais a já penosa situação dos comerciantes da cidade, que perante a inexistência de lugares de estacionamento não pago, assistirão à contínua fuga dos seus clientes para as grandes superfícies comerciais, nas quais o estacionamento é gratuito.
Com esta decisão, e perante a ausência de uma estratégia integrada de mobilidade para a cidade, assente numa ampla, eficaz e de baixo custo rede de transportes públicos, a Câmara de Braga contribui decisivamente para o agravamento das condições económicas dos bracarenses, que ficam agora sem qualquer alternativa de estacionamento não pago na cidade, incluindo os moradores nas ruas afectadas.
Face a esta situação, os signatários: 
Exigem a revogação do despacho do Presidente da Câmara Municipal de Braga, publicado no Edital nº11/2013, anulando assim a introdução de parcómetros em mais 28 artérias da cidade; 
Rejeitam a intenção de alargar ainda a mais sessenta ruas o pagamento de estacionamento na cidade de Braga; 
- Reclamam da Câmara Municipal de Braga a adopção de políticas de mobilidade ajustadas a um modelo de cidade sustentável, baseadas num sistema de transportes públicos alargado e acessível a todos. 

Os signatários

Aqui

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Assalto ao bolso dos bracarense a favor dos privados. Mais uma vez.

in Braga Maior

Parcómetros em mais 90 ruas de Braga

Segundo o jornal Diário do Minho, a Câmara Municipal de Braga prepara-se para proceder à privatização do estacionamento automóvel em quase todas as ruas do casco urbano. 

Além dos espaços já sujeitos a estacionamento pago, o executivo socialista tem em curso um processo que visa a colocação de parcómetros em quase 90 novas ruas, avenidas, praças, pracetas e largos da cidade

Os parcómetros vão passar a estar, não apenas nas ruas do centro histórico, mas vai alargar-se a artérias bem distantes do centro, numa decisão muito difícil de engolir.

Braga Maior
Diário do Minho

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Só pode ser estúpido!

“Daqui a pouco vêm aí outra vez os três reis magos, um do Banco Central Europeu, outro da Comissão Europeia e o mais escurinho, o do FMI, e já se fala em mais medidas de austeridade”.

São palavras do novo líder da CGTP, Arménio Carlos, ao referir-se ao ao etíope Abebe Selassie, representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) na troika.

Se fosse alguém de referência da direita portuguesa a fazer este comentário, seria logo apelidado de criminoso e racista, de "skinned" e, não esquecer Salazarista.

O Bloco de Esquerda criava logo uma comissão de inquérito parlamentar e sugeria de imediato, a realização de um referendo para saber se os portugueses acham mesmo que Abebe Selassie tem uma cor de pele escurinha.

O Partido Socialista viria imediatamente dizer já tinha proposto, em tempos, um decreto lei para regulamentar a classificação de tons de pele em Portugal.

Resumindo, tratando-se de uma afirmação feita por um "comunista", só pode ser por ser estúpido.

Correio da Manhã

domingo, 27 de janeiro de 2013

Morreu um grande português. Um anti-comunista.

28 de Maio de 1936 –  27 de Janeiro de 2013

Jaime Alberto Gonçalves das Neves

Durante o 25 de Novembro de 1975, Jaime Neves liderava o regimento de Comandos da Amadora, uma das unidades militares que pôs fim à influência da esquerda militar radical e conduziu ao fim do PREC. Foi Jaime Neves que liderou o ataque dos comandos ao quartel da Calçada da Ajuda, em Lisboa, onde obteve a rendição das chefias da Polícia Militar.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Palavras para quê, é um minhoto, com certeza.


in Corta-fitas
João Afonso Machado

Ex.mo Senhor:
Dr. António José Seguro
Largo do Rato - Lisboa

Ex.mo Senhor: Era, de Aquiles, o ponto fraco o seu calcanhar. (Nós, minhotos, como se aperceberá, somos ainda muito ledores do Camões épico). E, de V. Ex.cia, inócuas, as sobrancelhas. Esse arquear indiciador de ciência e evidência, quase uma ogiva por onde pretende fluam argumentos irrebatíveis, um imenso saber académico, litradas de bom-senso. Como se o quotidiano político fosse uma mesa-redonda a abarrotar de retórica. E é, mas não é só. Assim o vão ensinando os seus próprios correligionários.
«Qual é a pressa?» - indagava V. Ex.cia, ontem ainda, sentindo-se ultrapassado por quantos dos seus foram à frente e cavalgam já a monção benéfica.
É, V. Ex.cia descurou o histórico episódio do Samorim de Calecute. E vê-se, repentinamente, entre a parede e o punhal da traição. Aturdido pela surpresa, repete a interrogação - «qual é a pressa?». Mesmo sentido picar-lhe no externo o aço frio e conspirativo, insiste ainda - «qual é a pressa?». Com alguma dose de heroísmo, reconheça-se. E não menos propensão para mártir às mãos dos de Mafoma.
Por tudo, será o lugar que a História lhe reservará: o das vítimas inocentes, crédulas, quiçá inuteis. Decididamente, não pérfidas. Mas, santo Deus, não arqueie mais as sobrancelhas: antes abra bem os olhos.
E veja quem o cerca...

De V. Ex.cia,
um evidentíssimo e leal opositor que já não sorri, mas lamenta,
sempre ao dispor de V. Ex.cia,
atento e respeitador,

JAM

Ouvido no elevador



Impressionante como o rating do PS desce na proporção da sua exposição mediática.

31 da Armada

E o burro sou eu?


Correio da Manhã

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

És outro Pinóquio, António José


JMF in Blasfémias

É difícil imaginar um exercício de maior mistificação do que o protagonizado por Seguro na conferência de imprensa de reacção à reunião do eurogrupo.
O PS anda há mais de um ano a pedir um alívio da austeridade (isto é, mais despesa pública) que seria possível com “mais tempo” (para a consolidação orçamental) e “mais dinheiro” (o que obrigaria a um novo resgate).
Vem agora dizer que teve sempre razão. É falso.
Primeiro, porque o “mais dinheiro” que vem aí não é verdadeiramente mais dinheiro: é apenas o efeito da evolução da taxa de câmbio entre o euro (em que recebemos o dinheiro) e o dólar (em que o FMI concede os seus empréstimos). Ninguém pediu mais dinheiro e qualquer dinheiro a mais que venha é sempre dívida (com os seus juros futuros), algo que o líder do PS parece esquecer.
Depois, porque não há “mais tempo” no sentido que ele lhe dá, isto é, não haverá mais tempo para realizar a consolidação orçamental. O que significa que continuará a ser difícil cortar na despesa pública para atingir as metas acordadas com a troika, mas falar de redução dos gastos do Estado é algo de que o PS foge como o diabo da cruz.

Continuar a ler aqui no Blasfémias

sábado, 19 de janeiro de 2013

Olha. Os socialistas também mentem!!! Mas isso já sabíamos.


São este os defensores do estado social à segunda-feira e em acabar com ele ao domingo.

Segunda-feira, dia 14

Carlos Zorrinho desmentiu nesta segunda-feira, em Viseu, o coordenador do PS para a área da saúde, Álvaro Beleza, afirmando que o partido não é a favor da extinção do subsistema de saúde ADSE.

Domingo, dia 19

A proposta de extinguir a ADSE que António José Seguro e Carlos Zorrinho descartaram esta semana, desautorizando o dirigente do PS responsável pela área da Saúde, vai estar de novo em cima da mesa, domingo, em Coimbra. E com ela outras medidas do grupo coordenado por Álvaro Beleza, no Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal (LIPP), para revolucionar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e assegurar a sua sustentabilidade.

Mais ainda, a revisão da lista de medicamentos comparticipados, o corte de pagamentos a prestadores privados e a exclusividade dos médicos e de outros profissionais de saúde que trabalham no sector público, são mais alguns dos assuntos a discutir no seio do PS.


Publico
Sol

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

ATT: Tozé



Et tu, Brute.

François Hollande retribuiu a aproximação, salientando que os “difíceis esforços que Portugal está a fazer estão a dar frutos”, apesar dos "custos sociais elevadíssimos". “Tenho confiança no regresso de Portugal aos mercados”, disse.

Publico

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Olha! Pensei que só no governo é que diziam uma coisa de manhã e outra à tarde. Ou será que foi para sentir o pulso à opinião publica?



O líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, garante que o partido "não é a favor da extinção da ADSE", ao contrário da posição assumida ao JN, pelo coordenador socialista para a área da Saúde, Álvaro Beleza.


Em Viseu, onde decorrem as jornadas parlamentares dos socialistas, Zorrinho considerou que a posição assumida por Beleza, em entrevista ao JN, "é pessoal e não do PS".

Apesar da insistência dos jornalistas, Zorrinho recusou-se, no entanto, a afirmar se a direção do partido mantém a confiança em Beleza como coordenador na área da Saúde.

JN

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A Pepa e o Zico ou a futilidade e o bom senso


In Publico
MIGUEL GASPAR

Quem acredita que as redes sociais nos tornam mais inteligentes e democráticos fazia melhor em dedicar o seu tempo a pensar em malas Chanel ou nos sentimentos de cães que matam crianças.

É revelador constatar como uma campanha da Samsung, que é apenas fútil, gerou uma onda de indignação tão generalizada a ponto de a marca ter sido obrigada a retirar os vídeos que se tornaram virais.

E, ao mesmo tempo, dezenas de milhares de pessoas estão dispostas a encontrar “motivos” que justifiquem que um cão tenha matado uma criança de 18 meses, acusando a família de negligência e pedindo uma segunda oportunidade para o animal.

Dito de outra maneira, é censurável que uma blogger de moda, chamada Pepa sonhe com malas Chanel, mas é pensável que um cão chamado Zico possa ser desculpado por uma morte.

Os dois casos mostram como as redes sociais são férteis em desencadear correntes que desafiam o bom senso e a racionalidade.

A Samsung ficou incomodada com o efeito negativo da sua campanha, que foi vítima do preconceito social contra as "queques" e as "pseudoqueques" que falam "à tia". Esse preconceito é profundamente moralista e autoritário: é crime sonhar com uma mala Chanel em tempos de crise.

Mesmo que continue a haver pessoas que sonham com malas Chanel ou outra futilidade qualquer, é preciso pôr a máscara e dizer que se tem piedade dos pobrezinhos ou se é contra o capitalismo.

Por isso, a única coisa censurável que a Samsung fez foi retirar a sua campanha e ceder a uma pressão pública que num certo sentido é uma forma de censura.

Mas se queremos falar em piedade, é igualmente estranho que, em vez de ser a morte de uma criança de 18 meses a suscitar pena, seja o cão que a matou a ser objecto de uma campanha de solidariedade.

O animal não é condenado, é abatido por ser um perigo público. No entanto, os subscritores desse abaixo-assinado agem como se o animal devesse ser absolvido em nome de valores morais.

Há qualquer coisa estranha quando tratamos a futilidade com uma fúria quase animal e tratamos a fúria de um animal como se fosse uma causa humanitária.

Correcção Pepa é blogger de moda e não modelo.

Publico

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Estou farto deste jornalismo de merda.


In Corta-fitas
José Mendonça da Cruz


Estou farto da informação reaccionária e terrorista, que, em vez de estudar e explicar os assuntos, os submerge no que proclama serem as fatais e inevitáveis consequências. Farto de ver medidas graves e sérias como as que o FMI propõe para a redução da despesa serem descartadas, sofrerem como tratamento serem despejadas sobre elas as sentenças grosseiras e retrógradas do comunista de serviço. Estou farto da parcialidade e da preguiça.
Estou farto de directores e editores cheios de narrativas pré-fabricadas na cabeça, destituídos de capacidade ouvinte, despidos de curiosidade além do próprio e indigente pré-juízo, apostados em afogar os factos nas suas pobres certezas.
Estou farto da esperteza saloia dos rebanhos redactoriais, da sua presunção ilegítima de que o seu poder vale mais que o voto. Farto do engraçadismo que extravasou das croniquetas para malformar as notícias, farto das reprimendas em off por aquilo que os políticos «só não disseram», farto de remoques pessoais e ressentimentos pedantes.
Estou farto desta manipulação descarada, boçal e presumida que treslê relatórios, que omite os factos que contrariem o preconceito, que falsifica discursos feitos em português de lei sob o pretexto de que eram «herméticos». Estou farto desses medrosos, desses cadáveres, que pintam tudo de negro e suspiram pelo imobilismo.
Estou farto do catastrofismo com que pintam as notícias, farto dos que choram por causa da dívida pública, por causa do excesso de betão, por causa da ruína da paisagem, e, mal virada a esquina, choram que haja arrefecimento na construção civil. Farto de ver reportagens inteiramente direccionadas para a obtenção de queixas públicas, e de ver as mesmas reportagens concluir pelo desastre quando, nas entrevistas de rua, foram unanimente desmentidas. Estou farto de ver um aumento de 5 cêntimos nos táxis promovido a suplício do povo.
Estou farto de agentes políticos (que ninguém quiz na política) mascarados de jornalistas, a promoverem as suas especiais crenças e as dos amigos, a promoverem os aldrabões que lhes subscrevam os pontos de vista. Estou farto de jornais que espezinham as mínimas regras deontológicas, e logo vêm, inexplicavelmente ufanos, proclamar-se «de referência». Farto de incúria e desonestidade impunes.
Estou farto dos desgraçados que se sonham contrapoder enquanto vão baixando a sua audiência e as suas tiragens, e depois alucinam que a culpa é da crise e da austeridade.
Estou farto de ver como certos fora que são ilhas de inteligência, refúgios onde gente que estudou e pensou debate com serenidade e inteligência, de ver como desses fora não transpira uma gota de bom senso, de trabalho, de seriedade para as notícias.
Estou farto dos manipuladores que entendem que o «contraditório» consiste em dedicar 5 segundos a uma fonte do governo e fazê-la seguir de 10 minutos de opinião do Bloco e do PCP ou do primeiro sociólogo que consigam colher na rua.
Estou farto de imbecis com carteira de jornalista a fazerem dos noticiários um rol de opiniões tontas, farto de ver noticiar, não as greves e seus motivos ou falta deles, mas as «emoções» de passageiros frustrados e os dichotes alarves da Inter.
Estou farto da ignorância e do populismo que presidem à hierarquização das notícias, farto do fogo ou do acidente que precedem um evento muito menos espectacular mas de consequências muito mais gravosas.
Estou farto desse jornalismo de pacotilha que alega que é modernidade o que não passa de falta de formação, critério e cultura. Farto de ver pôr no mesmo patamar os rabiscos pintalgados por alguma deputada pinceleira e as obras e o percurso de grandes escritores e artistas.
Não me farto de deslocar-me à cabina de voto. Mas fartei-me de me deslocar às bancas. Não me cansa ser jornalista. Mas cansa-me este jornalismo de merda.

Corta-fitas

Eu se tivesse sido deputado do PS na anterior legislatura, também precisava de um copito para esquecer.


A deputada do PS Glória Araújo foi detida por condução com taxa-crime de álcool numa operação stop em Lisboa, a 4 de Janeiro, dia em que celebrou o seu 37º aniversário.
Fez o teste do balão onde acusou uma taxa de 2,41 g/l e pode incorrer numa pena de 120 dias de multa a 1 ano de prisão e ficar sem carta por um período até três anos.
Já para não dizer que  segundo o Código da Estrada, é penalizada a taxa de álcool igual ou superior a 0,5 g/l (contraordenação grave); e 0,8 g/l (muito grave). Uma taxa igual ou superior a 1,20 g/l já é crime previsto no Código Penal.
Ou seja, esta deputada ficará obrigatoriamente com um registo criminal. E continuará a ser deputada da republica.

Correio da Manhã

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Gostava de ver os socialistas cá do burgo indignados com esta noticia. Só para serem coerentes e manterem alguma aparência.

Brisa paga fortuna a amigo de assessor de Sócrates


O mandatário de Artur Penedos à Câmara de Paredes, em 2009, recebeu da Brisa 500 mil euros por um terreno avaliado em 9600 euros. Pelo dobro da área a concessionária só pagou 35 mil euros a um vizinho.

Domingos Barros é o dono da Fibromade, empresa de madeiras de Paredes que viu a concessionária do Estado, Autoestradas Douro Litoral (AEDL), representada pela acionista Brisa, expropriar-lhe uma faixa de 953 metros quadrados do logradouro da sua fábrica para alargar o nó da A41 com a A4 (Porto-Amarante).

Como todos os proprietários, este ex-militante do PSD que passou a apoiar o PS, foi notificado da expropriação "urgente" em fevereiro de 2009. A proposta de aquisição amigável foi de 9600 euros, verba que incluía "a valorização de todas as benfeitorias e árvores existentes na parcela", segundo a carta da Brisa.

JN

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

CEJ Braga apenas superou as expectativas daqueles que achavam que a CEJ devia ser uma festa de garagem de um grupo de amigos



Ricardo Rio
in RUM
2013-01-03


Um “fracasso” feito por um conjunto de “meninos mimados” da juventude socialista. Foi esta a forma encontrada por Ricardo Rio para adjectivar Braga 2012: Capital Europeia da Juventude.

O líder da Coligação Juntos por Braga foi duro nas palavras na hora do balanço provisório da CEJ, uma vez que o definitivo apenas poderá ser feito daqui a um ano, quando se perceber o real impacto do evento para a cidade.

Ricardo Rio diz que Braga 2012 apenas superou as expectativas daqueles que achavam que a CEJ devia ser uma festa de garagem de um grupo de amigos.

“Devo dizer que a minha expectativa não era de que a Capital Europeia da Juventude fosse uma realização de um grupo de amigos que resolve fazer umas festas de garagem e juntar os colegas para fazer uma coisa divertida. Se fosse essa a minha expectativa, eu diria que a CEJ teria superado as minhas expetativas. De facto, o grupo de amigos que se juntou e de correligionários partidários que se juntou à volta da organização da CEJ conseguiu superar esse limiar, mas superou esse limiar de uma forma verdadeiramente atabalhoada”.

Ricardo Rio diz mesmo que a Fundação Bracara Augusta, que assumiu a Capital Europeia da Juventude não estava preparada para realizar o evento.

“Superou de uma forma atabalhoada porque como nós enfatizamos desde a primeira hora, o PS de Braga e a JS de Braga, que tomou de assalto a coordenação da CEJ, recebeu nas mãos um presente para o qual, aparentemente não estava preparada. Recebeu uma proposta de realização de um evento de dimensão europeia, recebeu um conjunto de propostas de iniciativas que poderiam ser concretizadas durante este ano, recebeu um conjunto de sugestões de investimentos que deveriam ser concretizados também durante este ano, e a partir daí fechou-se sobre si própria”.

O líder da Coligação Juntos por Braga atirou que o programa da CEJ não tinha um fio estratégico condutor e que os jovens portugueses não se aperceberam da existência da Capital Europeia da Juventude.

“Nós podemos reconhecer que o site era muito atrativo, que o Facebook tinha muitas visitas, mas para quem sai das fronteiras de Braga nós ficamos a perceber que a Capital Europeia da Juventude passou completamente à margem da juventude portuguesa. Nem sequer os jovens nacionais tiveram consciência, na sua maioria, de que Braga era a cidade que acolhia este evento durante o ano 2012”.

Críticas de Ricardo Rio, apontando como desastrosa a forma como decorreu a Capital Europeia da Juventude, durante este ano na cidade de Braga. Uma Capital que, segundo o líder da Coligação Juntos por Braga, ficou por cumprir.

Mesquita Machado, o presidente da autarquia não perdeu tempo a responder à oposição. “Eu penso que num ano com fortes restrições financeiras, em termos globais, sem entrar em pormenores foi um evento com grande sucesso, embora haja sempre aquelas más linguas que gostam sempre de dizer mal de tudo e de todos e por melhor que fosse o programa estariam sempre a dizer mal. Já sabemos que há sempre as chamadas ‘carpideiras político-partidárias’ que gostam sempre de dizer mal mesmo quando as coisas são positivas”. Mesquita Machado a rebater as críticas feitas por Ricardo Rio à CEJ.

Ainda assim, o presidente da Câmara escusou-se a fazer um balanço do evento, até porque o mesmo será feito nos próximos dias por Hugo Pires, presidente da Fundação Bracara Augusta.

RUM

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Défice - um resultado brilhante



Passar o défice orçamental de 10 para 5,6% (5%, após decisão sobre a ANA) em ano e meio, em clima de paz social, é brilhante.
É pura e simplesmente brilhante. É brilhante e honra um povo, é brilhante e honra um governo.
Os miseráveis travestidos de jornalistas que rabiam e acham que não ou são cegos ou são estúpidos. E merecem cada vez menos público do pouco público que já têm.

José Mendonça da Cruz
In Corta-fitas

O partido "assim não" mas estamos prontos para governar.

«O PS vai ficar conhecido como o partido do "assim não": austeridade, sim, mas assim não; acordo de entendimento sim, mas assim não... Ora nós gostávamos de ter o partido socialista na oposição... mas assim não».

Bernardino Spoares
In AR 27/12/2012


terça-feira, 20 de novembro de 2012

¿Por qué no te callas?


Soares diz que o Executivo “anda pelas ruas da amargura” e que se devia demitir.
Quantas vezes pediu este senhor ao anterior governo socialista, que elevou a divida publica de 60% do PIB para 110%, para se demitir?

Alguém que o cale, ou pelo menos que lhe diga o quão ridículo é querer aparecer a qualquer custo.

Económico

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Resumindo e concluindo


Hoje foi dia de greve do geral dos comunistas. Jerónimo e Arménio hão-de ter esperado que essa fosse a notícia de abertura dos telejornais, com muitos números sobre se os transportes públicos conseguiram ou não impedir o resto do país de trabalhar.

Mas não. Em vez da greve do geral dos comunistas o tema principal dos telejornais foram as agressões de umas dezenas de manifestantes a polícias, e a carga da Polícia, feita após aviso, e após aguentar pacientemente 1 hora de agressões, pedradas, petardos e insultos.

Parabéns, agitadores internacionais em trânsito, marginais, trogloditas e idiotas úteis dos blocos desta vida. Sendo poucos, destruíram as boas intenções do PCP. Foram duas cajadadas: agora, toda a gente ficou a saber que um dia de greve do geral dos comunistas significa a) caixotes incendiados, montras partidas, pedradas, porcaria e mau cheiro; b) agressões contra a Polícia, seguidas de justo correctivo.

Corta-fitas

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Dia 14 de Novembro, eu trabalho!


Uma grande mulher que ousou dizer o "proibido".


in Expresso
Henrique Monteiro


A presidente do Banco Alimentar deu umas opiniões, anteontem à noite, na SIC Notícias. Ontem, durante todo o dia, foi simbolicamente queimada na fogueira das redes sociais; hoje segue o auto-de-fé em alguns jornais. Salvo algumas boas almas (de esquerda e de direita) que a tentaram compreender, o veredicto foi unânime: ela disse o que não se pode dizer.

Na sociedade atual, como no tempo da Inquisição, todos temos de andar com um credo na boca. Tal como o credo católico, também este se baseia em crenças e não em factos!

E o que disse Isabel Jonet? Enfim, disse o que pensa e isso hoje pode ser quase um crime.

Tanto bastou para os arautos do politicamente correto se porem em ação. Uns escreveram que não dão nem mais um quilo de arroz enquanto ela for presidente do Banco Alimentar; outros exigiram a sua demissão (da instituição privada que ela dirige há anos); uma série deles acusou-a de insultar os pobres (embora os próprios não sejam pobres sabem quando os pobres se sentem insultados) e um movimento ameaça-a de não sei o quê.

A obra de Isabel Jonet fala por si. Mas há uma certa categoria de gente para quem o importante são palavras. Para quem os pobres não são pessoas reais, com qualidades e defeitos, mas categorias político-filosóficas abstratas. Claro que nenhum daqueles que critica violentamente Isabel Jonet terá feito um centésimo do que ela fez no combate à pobreza e à fome em concreto. Mas a pessoas assim não interessam obras nem atos concretos. Apenas ideias e palavras.

E vivem iludidos com palavras a vida toda.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Chapéus há muitos...


O 'Memorando' contado ao Povo e lembrado ao Tozé

No fim de 2010, o último ano da governação de José Sócrates, o Partido Socialista legou aos Portugueses uma dívida pública de 173 mil milhões de euros, sendo que, só nesse ano, o défice público atingia 17 mil milhões de euros (défice ainda superado no ano anterior), mais do dobro dos 7,5 milhões do final de 2011, o que significa que, desde que o PS levou guia de marcha, o Estado alcançou já uma redução da despesa na ordem dos 10 mil milhões de euros.
Mas como António José Seguro gosta de se aproveitar da memória curta das pessoas, fazendo-lhes enganosamente crer que a austeridade é uma paixão do actual Governo e não uma consequência do Memorando de Entendimento que o seu Sócrates assinou há, apenas, ano e meio, vale bem a pena lembrar alguns compromissos que se encontram vertidos na versão original daquele documento, a bem da transparência e da verdade na política, para já não dizer da própria decência pública.
Assim, para além de todas as medidas de austeridade previstas para 2011 e 2012, só no que respeita à política orçamental de 2013, o PS assumiu, logo em Maio de 2011, compromisso de atingir “um défice das Administrações Públicas não superior a 5.224 milhões de euros em 2013.”
Para tanto, o PS comprometeu-se a reduzir no próximo ano as despesas, designadamente nas áreas de “funcionamento da administração central: 500 milhões de euros”; de “racionalização do sector da educação e da rede de escolas: 175 milhões de euros”; de alcançar um “decréscimo de 1% por ano no número de trabalhadores da administração central e de 2% no número de trabalhadores das administrações local e regional”; dos “sistemas de saúde para trabalhadores em funções públicas: 100 milhões de euros”; do “sector da saúde: 375 milhões de euros”, de “transferências para administrações local e regional: 175 milhões de euros”; de “custos com Serviços e Fundos Autónomos e com o Sector Empresarial do Estado: 175 milhões de euros”; de “despesas de capital: 350 milhões de euros”, tendo-se ainda obrigado a “obter uma redução nas despesas sociais de, pelo menos, 350 milhões de euros.”
Isto é capaz de cheirar a austeridade...
Do lado da receita, José Sócrates comprometeu os governos seguintes com a obtenção de “receitas adicionais”, através do “alargamento da base tributável em sede de IRC e redução de benefícios e de deduções fiscais: 150 milhões de euros”; da “redução de benefícios e deduções fiscais em sede de IRS: 175 milhões de euros”; do “englobamento de rendimentos, incluindo prestações sociais para efeitos de tributação em sede de IRS e convergência de deduções em sede de IRS no que se refere a pensões e rendimentos de trabalho dependente: 150 milhões de euros”; de “impostos especiais sobre o consumo: 150 milhões de euros”; e ainda de “actualizar o valor patrimonial matricial dos imóveis para efeitos de tributação, com o fim de aumentar a receita em, pelo menos, 150 milhões de euros em 2013.”
Isto também é capaz de significar austeridade...
PS: certa vez, ainda nos tempos de José Sócrates, um socialista, opositor interno ao então 'chefe máximo', disse-me que eu tinha de perceber que os dirigentes do PS não eram “gente séria”. Sinto vómitos só de pensar em quem mo disse.

Corta-Fitas

domingo, 4 de novembro de 2012

Cúmplice? Cúmplice de quem? CULPADO, isso sim!

PS não será cúmplice de um "Estado low cost"


Depois de colocar o país na ruína, o secretário-geral do PS, António José Seguro, avisou hoje o primeiro-ministro que o seu partido não será cúmplice na criação de um Estado low cost para os portugueses.
Deixa-me rir...

Expresso

Dêem as gotas ao homem!


Quando não as toma só diz asneiras.

Senão vejam o que disse aqui e o que vem este senhor dizer hoje aqui.

Enfim, para não se cair no esquecimento faz-se (diz-se) qualquer coisa.


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Uma cidade de Braga ainda mais limpa.

Porque, quer concordemos ou não com este ou aquele projecto, com esta ou aquela obra, a cidade de Braga será sempre mais bonita quando limpa.
Mais uma excelente iniciativa. Divulguem.

Correio do Minho

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Entrega de IVA ao Estado só depois de dinheiro em caixa

De vez em quando também é preciso ser positivo e realçar as boas noticias. E as boas medidas. Esta é uma medida antiga proposta pelo CDS/PP.


As empresas vão passar a entregar o IVA ao Estado apenas depois de receberem o que tiverem faturado. Ou seja, só depois de terem dinheiro em caixa.



As empresas passam a poder entregar o IVA ao Estado, apenas depois de receberem as quantias correspondentes às faturas emitidas, segundo consta da proposta do Governo para o Orçamento de 2013.

Por outras palavras, a partir do próximo ano, as empresas devem apenas ficar obrigadas a entregar o IVA depois de terem dinheiro em caixa, deixando de ter de pagar o imposto quando ainda nem receberam o valor da faturação como sucede até agora.

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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

SC Braga com lucros superiores a cinco milhões de euros


É o segundo ano consecutivo com lucros a ultrapassarem os cinco milhões de euros. Relatório e Contas da SAD foi, ontem, conhecido.

Pelo segundo ano consecutivo, a SAD do Sp. Braga, liderada por António Salvador, apresenta lucros superiores a cinco milhões de euros. O Relatório e Contas de 2011/2012 - ontem divulgado no site oficial do clube - dá conta de resultados positivos pelo terceiro ano consecutivo, o segundo com a fasquia a ultrapassar os cinco milhões: neste caso um resultado de 5,09 milhões (depois de 5,19 milhões da época transacta), valores que traduzem uma consolidação financeira aliada ao sucesso desportivo dos últimos anos.

Os parabéns ao Sporting Clube de Braga estão em ordem, claro.

Dito isto, cada vez menos se compreende este contrato entre o SC Braga e a CM Braga.

Os números a que o Diário do Minho teve acesso dão conta que a Câmara Municipal está a gastar mais de 400 mil euros  por ano com as despesas de manutenção do novo estádio municipal de Braga. A despesa média anual mais do que duplica a receita que os cofres municipais vão encaixar com a concessão da exploração do estádio ao Sporting Clube de Braga.
Pelos 30 anos em que vai vigorar o contrato de cedência do  equipamento desportivo, iniciado em 2005, o clube arsenalista vai pagar 180 mil euros. É um contrato “à medida” das parcerias público-privadas. O negócio do arrendamento, por 30 anos, do estádio Axa vai render 180 mil euros à Câmara de Braga. Mas impõe aos cofres públicos custos de 12 milhões de euros.

Era chegada a altura do contrato ser revisto e tirar do erário publico esta despesa, pelo menos em face de semelhante sucesso das contas do SC Braga.
Afinal em tempos de semelhantes apertos orçamentais e se tal sobrecarga das famílias, algum deste valor, os 12 milhões de euros que custa aos bracarenses o estádio Axa, podia ser convertido em descontos na taxa de IMI ou no apoio de renda de casa, para famílias com os 2 membros do casal desempregados e para uma ajuda extra na educação e saúde dos filhos de casais nestas condições.
Mas isto sou eu a falar. Que até nem sou braguista.

Diário do Minho
Correio do Minho


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Há alguns dias atrás, alguém sugeria que Portas se devia demitir.

Será que essas pessoas já imaginaram 
esta maioria apenas com o PSD?


Quem diria. O Bloco poupa, despede, fecha e manda trabalhar mais!


Em tempos de crise, Francisco Louçã, que perdeu oito dos dezasseis deputados, ficou também sem metade da subvenção anual de cerca de um milhão e meio de euros.
Além do mais, os antigos deputados que não conseguiram a reeleição também já não podem contribuir com uma parte do ordenado para o partido – uma tradição da extrema-esquerda parlamentar.
São menos 68 mil euros por mês de subvenção e menos 5 mil euros de ordenados mensais dos deputados a entrar nos cofres do partido, segundo as contas de um membro da organização bloquista.

Qual a solução do BE? Agir como uma qualquer empresa capitalista e despedir um quarto dos funcionários do partido, fechar sedes em diversas cidades, pressionar os órgãos concelhios a trazer mais receitas para o partido e ao mesmo tempo a gastar menos.

Ora aí está um "cheirinho" de patrão capitalista à moda do BE. Pois é, a crise chega a todos. E quando se vai a ver a receita é sempre a mesma. Cortar, poupar, produzir.

Afinal havia outro... não é só o Cavaco.

"O ordenado de deputado é só deste tamanho"

Paulo Campos, ex-secretário de estado das obras publicas de José Sócrates e responsável por assinar algumas das PPP's agora sob investigação, confessou ontem na Sic Noticias ao programa Negócios da Semana que a crise também o afectou.
Este ex-governante disse que o ordenado de deputado (3605,56€ para um deputado em regime de exclusividade) não lhe chega para as despesas necessárias para governar a família e que aos 47 anos ainda precisa da ajuda dos país para o conseguir fazer.

ver minuto 2m22s

Segredos à moda (do PS) de Braga

Os termos do contrato de arrendamento do novo estádio municipal de Braga vão custar pelo menos 12 milhões de euros aos cofres municipais e render apenas 180 mil euros.
Os valores para o contrato de 30 anos que o município celebrou com o Sporting Clube de Braga são calculados aos preços atuais e com base em informações prestadas pelos serviços de contabilidade da autarquia bracarense ao Supremo Tribunal Administrativo.

Os números a que o Diário do Minho teve acesso dão conta que a Câmara Municipal está a gastar mais de 400 mil euros  por ano com as despesas de manutenção do novo estádio municipal de Braga. A despesa média anual mais do que duplica a receita que os cofres municipais vão encaixar com a concessão da exploração do estádio ao Sporting Clube de Braga.
Pelos 30 anos em que vai vigorar o contrato de cedência do  equipamento desportivo, iniciado em 2005, o clube arsenalista vai pagar 180 mil euros. É um contrato “à medida” das parcerias público-privadas. O negócio do arrendamento, por 30 anos, do estádio Axa vai render 180 mil euros à Câmara de Braga. Mas impõe aos cofres públicos custos de 12 milhões de euros.

Os números a que o Diário do Minho teve acesso dão conta que a Câmara Municipal está a gastar mais de 400 mil euros por ano com as despesas de manutenção do novo estádio municipal de Braga.

A despesa média anual mais do que duplica a receita que os cofres municipais vão encaixar com
a concessão da exploração do estádio ao Sporting Clube de Braga.
Pelos 30 anos em que vai vigorar o contrato de
cedência do equipamento desportivo, iniciado em
2005, o clube arsenalista vai pagar 180 mil euros.
É um contrato “à medida” das parcerias público-privadas. O negócio do arrendamento, por 30 anos, do estádio Axa vai render 180 mil euros à Câmara de Braga. Mas impõe aos cofres públicos custos de 12 milhões de euros.

A despesa média anual mais do que duplica a receita que os cofres municipais vão encaixar com a concessão da exploração do estádio ao Sporting Clube de Braga.
Silêncio sobre custos de manutenção do Axa “traído” por informações ao Supremo Tribunal. Isso tendo por base o contrato de arrendamento em vigor, que estipula uma renda anual de 6.000 euros. No mesmo período de tempo, e descontando a inflação dos serviços que a edilidade está obrigada a prestar, os cofres municipais deverão ser chamados a suportar encargos na ordem dos 12 milhões de euros, se o atual nível de despesa não tiver uma oscilação significativa.

Embora o executivo chefiado por Mesquita Machado sempre se tenha escusado a avançar com o custo anual de manutenção do Axa para os cofres públicos, um documento que os serviços de contabilidade da Câmara Municipal de Braga fizeram chegar ao Supremo Tribunal Administrativo (STA) faz saber que, só nos dois primeiros anos de arrendamento do estádio, a autarquia teve de assumir custos de quase 830 mil euros, para cumprir as obrigações que resultam do contrato celebrado com o inquilino.
Depois de alertar que o Sporting de Braga esteve um ano a utilizar o novo estádio municipal sem qualquer contrapartida financeira para o município, o Supremo Tribunal revela que «a Divisão de Contabilidade da Câmara Municipal de Braga emitiu uma informação sobre as despesas de manutenção do novo estádio Municipal de Braga, com o valor global de 829.926,69 euros», pelos dois primeiros anos de contrato.

As informações prestadas ao Supremo Tribunal Administrativo deixam claro que os custos de manutenção foram progressivos e que, em 2006, a gestão de Mesquita Machado foi chamada a assumir mais 20 mil euros de encargos suportados no ano anterior. As responsabilidades municipais vão do  tratamento do relvado à reparação das máquinas usadas para tratar da relva, passando pelos custos das comunicações de banda larga, equipamento informático e de monitorização instalados no Axa. Mas são as obras anuais de reparação do estádio e as «despesas diversas» que levam a grande fatia dos dinheiros públicos.





É bom saber que os lideres da bancada da oposição são um exemplo e fazem exactamente aquilo que apregoam.