quarta-feira, 11 de julho de 2012

Vocês querem ver que o Passos Coelho também é 1º ministro em Espanha!!

Espanha sobe o IVA, suspende subsídio de Natal na função pública e baixa subsídio de desemprego

O Governo Espanhol vai subir o IVA, cortar o subsídio de Natal aos funcionários públicos e reduzir o montante do subsídio de desemprego, no âmbito de um conjunto de medidas anunciadas hoje pelo primeiro-ministro no Congresso de Espanha.

Publico

segunda-feira, 9 de julho de 2012

E agora? Ninguém fala?


Era de esperar, mesmo havendo apenas suspeitos neste caso, que todos aqueles socialista tão ligeiros a apontar tudo e mais alguma coisa à oposição, viessem também eles agora bradar contra esta suspeita de corrupção na TUB em Braga.
Eu, como sempre, vou deixar que a justiça se prenuncie. Inocente até prova em contrário. É o meu lema.
Mas tão depressa defendo este lema para uns como para outros. Mas gostava de ver algumas das "bocarras" incendiárias socialistas, alguns até que apoiaram recentemente um dos suspeitos, vir também agora dar azo à sua indignação.
Onde estão eles agora?

sexta-feira, 6 de julho de 2012

E pergunta muito bem. Mas que "puta" de igualdade é esta?


A ADSE e a CGA são constitucionais?

Agora que o Tribunal de Contas decretou que o corte nos subsídios dos funcionários públicos é inconstitucional, por ferir o princípio da igualdade, é ocasião de nos perguntarmos se a ADSE e a Caixa Geral de Aposentações (CGA) não serão também inconstitucionais.
A ADSE discrimina os cidadãos do sector privado nos cuidados de saúde e a CGA dá reformas aos funcionários públicos em condições muitíssimo mais favoráveis do que no sector privado? Não serão estes casos também flagrantes exemplos da violação do princípio da igualdade? Não serão inconstitucionais?

Cachimbo de Magritte

O corte dos subsídios...

quarta-feira, 4 de julho de 2012


Governo francês anuncia aumento de impostos depois de prometer nunca o fazer

O Governo francês anunciou hoje um aumento de impostos “concentrado em 2012 e 2013”, que deverá permitir ao Estado arrecadar mais de 13 mil milhões de euros, e revelou ainda que congelará 1,5 mil milhões de euros de despesas.

Conheço uns quantos "socialistas" cá no burgo que vão engolir muitos sapos.


Isto é só o principio.... para quem prometeu nunca aumentar os impostos.

Uns não têm a sorte de outros ao ver as investigações "abafadas"


Se aqui foi assim «... Um dos motivos invocados pelo Ministério Público para não ser possível estabelecer o nexo de causalidade entre o enriquecimento e qualquer facto ilícito é a falta de colaboração de outras entidades. A Inspecção-Geral de Finanças afirmou que não tinha meios para analisar a informação recolhida relativamente ao presidente da Câmara de Braga, enquanto a Inspecção-Geral da Administração do Território recusou a colaboração por não ter competência para investigar ilícitos criminais...» já no caso de Macário Correio as investigações foram a até ao fim e a «...sentença do Supremo Tribunal Administrativo (STA), condenou a perda de mandato, por violação dos regulamentos de urbanismo e ordenamento do território enquanto presidente da câmara de Tavira...».
Aqui não faltaram meios para o ministério publico, ir inclusive, até ao supremo tribunal.

Como aliás deve ser. Quem deve julgar, culpado ou inocente, devem ser os tribunais. Mas MM preferiu, talvez, jogar pelo seguro e não arriscar a que os tribunais tivessem acesso ás provas, ou mesmo, à falta delas. Nunca saberemos. O que diz tudo.



quarta-feira, 9 de maio de 2012

¿Por qué no te callas?

1986 - Soares é fixe, o Freitas que se lixe!
2012 - Soares é fixe, a Troika que se lixe!


Fonte: algures online

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Vitória por contágio

Ou é de mim ou os socialistas portugueses festejaram a vitória do Holland mais do que os próprios socialistas franceses. Isso é que são saudades.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Mesquita Machado concessiona ética e moral


por Francisco Peres Filipe Mota

Na passada sexta-feira, decorreu a Assembleia Municipal de Braga, onde mais uma vez o grupo municipal do CSD-PP demonstrou claras divergências políticas com o Partido Socialista. Para nós, é fundamental que os agentes políticos tenham, mais do que nunca, um sentido de solidariedade geracional nas políticas a adoptar, não podendo estar, constantemente, a hipotecar o nosso futuro, como se depois deles não houvesse mais nada. Este foi um dos argumentos políticos que afastou os jovens centristas da posição assumida pelo executivo socialista relativamente à concessão dos parquímetros.

Penso que será claro que o intuito desta posição por parte do Eng.º Mesquita Machado será única e exclusivamente para o amealhar de dinheiros que sustentem as obras megalómanas e eleitoralistas para 2013, significando isto que com o adiantar de cerca de 3milhões € estará a comprometer as gerações vindouras e a própria sustentabilidade dos recursos públicos da autarquia.

A defesa, através de uma intervenção política vigorosa relativamente a esta matéria fez com que o PS demonstrasse desespero nas contra-respostas ao CDS-PP. Pois será claro para qualquer bracarense que, rapidamente, a bancada socialista se esvaziou de um raciocínio claro e objectivo passando para a incoerência do discurso, bem como para o apontar de baterias em todas as áreas de intervenção da CMB, nomeadamente para as questões sociais.

Como Marcelino Pires, líder da bancada do PS, não estava a dar conta do recado, Mesquita Machado, presidente da Câmara Municipal de Braga, parte em seu auxílio, respondendo ao jovem autarca do CDS-PP de uma forma incomodada, ultrapassando os limites da discussão política.

Com efeito, no final da sua intervenção, o Eng.º Mesquita Machado referiu que o deputado municipal do CDS-PP, por experiência própria era conhecedor dos apoios prestados pela empresa municipal Bragahabit. Esta afirmação evidencia que o Eng.º Mesquita Machado, na falta de argumentos políticos, não hesita em recorrer ao ataque pessoal, colocando a nu a vida privada e as suas vicissitudes como arma de arremesso político.

Do ponto de vista ético e moral, o Eng.º Mesquita Machado ultrapassou todas as barreiras, demonstrando não ter qualquer pejo em usar e abusar do cargo que detém há mais de 36 anos, obtendo junto da Bragahabit, informações para o uso político, configurando assim um comportamento, de todo, inaceitável. Pois, na verdade, os beneficiários de ajudas socioeconómicas não são de acesso público e geral, constituindo uma informação de sigilo para os intervenientes.

O ainda líder do PS em Braga, demonstrou ainda descriminação sobre todos aqueles que são beneficiários de ajuda por parte do município, ou seja, com um ar petulante dirigiu-se a estes como sendo uma desonestidade, usufruir de um apoio que procura ser positivo na forma e no conteúdo.
Com isto quero dizer que, nada nem ninguém poderá impedir estas pessoas de subirem a pulso na vida através do mérito, da responsabilidade e da competência.

Mesquita Machado age, hoje, de uma forma ditatorial como sendo detentor da vida pública em Braga, senão vejamos, que nenhum órgão de comunicação social bracarense fez notícia deste comportamento reprovável do presidente da Câmara Municipal de Braga, passando ao de leve como se nada se tivesse passado.
Em suma, os bracarenses poderão ficar a saber que nada nem ninguém, muito menos Mesquita Machado, irá demover o CDS-PP de opinar e de apresentar alternativas na gestão do município

in Correio do Minho de 24 de Abril

segunda-feira, 23 de abril de 2012

COMUNICADO

A Rua do Souto comunica o seguinte:

1- Não estará presente nas comemorações oficiais do 25 de Abril.


2 - Porque irá para a praia (nem que chova).

Recomendamos ainda a leitura de:

A democracia tem limites, pá!

Blasfémias

Se já está estão servidos... pronto!

Era uma vez em Portugal

Este fim-de-semana Carlos e Patrícia quiseram levar o seu filho, Sérgio de 13 anos e deficiente profundo que para além de um atraso mental, não anda e não fala, a passear.
Mas o passeio tornou-se num pesadelo de 3 horas. Chegados ao outlet de Vila do Conde, dos 10 lugares disponíveis para deficiente e próximos da entrada do edifício,  não havia nenhum disponível e o parque estava cheio. Dos lugares ocupados, apenas 2 tinham o dístico (obrigatório por lei) que permite às viaturas portadoras aparcarem nesses lugares.
Carlos foi primeiro ao balcão de informação da superfície comercial, onde pretendia que anunciassem aos altifalantes o pedido de remoção das viaturas ilegalmente estacionadas, mas foi informado que nada podiam fazer pois o parque é publico. Chamou então a GNR.
Quase 1 hora depois, um dos "anormais" que ocupava um lugar saiu e permitiu que Carlos estacionasse então a viatura que transportava o filho. A GNR chegou ao local nessa mesma altura e como verificaram que a viatura de Carlos já estava estacionada disseram: "Se já está estão servidos... pronto!"
E retiraram-se do local sem multar os restantes infractores.
Aos protestos do país de Sérgio pela inoperância perante tantas violações à lei, responderam que teriam que ir ao posto apresentar queixa.

Para terminar e apesar de não ser relevante para a noticia, gostava de salientar que as deficiências de que Sérgio é portador são consequência de negligência médica do Hospital Maria Pia.

Jornal de Noticias

Aí está uma noticia que os esmerados socialistas não realçam.

Juros de Portugal caem a pique há cinco dias

 Os investidores estão de novo a comprar obrigações do Tesouro e a retirar pressão vendedora sobre os títulos de dívida nacional.

Há muito tempo que as obrigações do Tesouro não vivam dias assim. Sobretudo numa altura em que tanto as obrigações do Tesouro espanhol, italiano e grego continuam a ser despejadas no mercado pelos investidores, atirando a ‘yield' dos títulos para novos máximo.

Além disso, também não deixa de ser relevante os investidores estarem de novo a comprar obrigações do Tesouro de Portugal dias depois da Morgan Stanley, um dos maiores operadores do mercado de dívida, ter tonado público que detém uma posição curta de 100 milhões de euros sobre a dívida nacional e que não rejeita a necessidade de Portugal pedir um segundo pacote de ajuda em Setembro e venha a reestruturar a sua dívida.

Económico

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Como era aquela polémica em torno da maçonaria?

«José Conde Rodrigues e Paulo Saragoça da Matta, indicados pelo PS e pelo PSD, respectivamente, para ocuparem as funções de juízes do Tribunal Constitucional (TC) pertencem ao Grande Oriente Lusitano, a corrente maçónica mais influente em Portugal.»

E que eu pensava que à esquerda não existiam maçons. Que o PSD e a direita tinha, já todos sabíamos. Agora o partido socialista?
Confesso que fiquei escandalizado. Muito menos que faziam "lobby" por tachos na administração publica ou de justiça.

Publico

terça-feira, 17 de abril de 2012

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Fumar ou pagar, eis a questão!!


Fui fumador durante mais de metade da minha vida. Já não fumo há cerca de 6 anos.
No entanto não posso concordar com esta guerra paranoica contra o consumo de tabaco. Que se restrinja o consumo de tabaco nos moldes em que é feito actualmente concordo. Até que se acabe com zonas de fumadores em locais que possam afectar funcionários que aí laboram.

Mas dentro de espaços pequenos fechados?
O que é para o governo um espaço pequeno fechado? Um carro? E uma sala ou quarto de 10/12 metros quadrados, cheia de cortinas, alcatifas, camas ou sofás? E quem restringe a casa dos fumadores? E quem protege lá as crianças? Ou melhor, como fiscalizariam isso?

Toda esta perseguição se faz a coberto da fragilidade do SNS. Muito bem. Concordo que temos que tomar medidas preventivas que obstem situações potenciadoras de gerar doenças no futuro, caso do tabaco, continuem a ocorrer e a honorar um sistema de saúde já de si muito frágil.

Então persiga-se também com a mesma dureza e inflexibilidade a venda e consumo de bebidas alcoólicas e estupefacientes.  Já para não falar do açúcar, gorduras alimentares e todos os alimentos que potenciam, pelo seu consumo, doenças graves futuras.
Principalmente o álcool, que começa já hoje a ser consumido pelos nosso jovens a partir dos 13/14 anos.

Porque se o problema é realmente não sobrecarregar o sistema nacional de saúde com comportamentos de risco que venham num futuro a tornar-se numa despesa para este mesmo serviço, porque não se cria então uma taxa adicional, ao exemplo da nova taxa de segurança alimentar, sobre o consumo e venda de produtos potencialmente perigosos para a saúde.
Isso sim, era ter tomates de tomar medidas eficazes e dissuasoras do consumo e venda de tabaco, álcool e outros.

Henricartoon

Para onde vão os meus impostos - I



60 mil recebem rendimento mínimo e não mexem uma palha!




A Segurança Social detetou 60 mil beneficiários do Rendimento Social de Inserção sem inscrição no centro de emprego. A ideia "é capacitá-los para uma procura ativa", disse fonte governamental.


São 60 mil beneficiários, em idade ativa, isto é, entre os 18 e os 65 anos, que recebem esta prestação social, mas não fazem parte da estatística do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Segundo fonte governamental, "são indivíduos sem qualquer incapacidade, sem pessoas a seu cargo, que não estão a trabalhar, nem a estudar".

Jornal de Noticias

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Uma das mais emblemáticas barbearias de Braga fechou hoje as portas - País - Notícias - RTP

Uma das mais emblemáticas barbearias de Braga fechou hoje as portas - País - Notícias - RTP

Parque Escolar "é um exemplo de boa prática de gestão"... socialista!!!!



Maria de Lurdes Rodrigues não perdeu os tiques do governo Socrático.

Uma mentira repetida muitas vezes pode tornar-se, segundo eles, numa verdade.
Para não dizer que não via uma palhaçada de um audição parlamentar como esta há muito tempo.
Ou seja, desta vez o Partido Socialista já não concorda com o Tribunal de Contas.
Pois, não admira. Não é nada contra o governo de Passos Coelho...

Fraquinha, mesmo muito fraca esta oposição do maior partido do anterior governo.
E pensam, os coitados, lá porque perderam as eleições, que já não têm responsabilidades nenhumas na situação em que o país se encontra, e que podem até por em causa as medidas negociadas e acordadas com a troika pelo próprio partido socialista.
Está visto que não se pode ter mais lata nem menos vergonha na cara.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Para que serve a Polícia Municipal?


por Francisco Peres Filipe Mota

O executivo socialista da Câmara Municipal de Braga surpreende-nos mais uma vez com o seu desvaneio, pois agora querem privatizar os paquímetros da cidade. Já não bastava os condicionalismos pedonais da cidade agravados com os parques dos privados a serem mais baratos do que os próprios parques camarários, os bracarenses veem-se agora a braços com esta ideia completamente descabida de Mesquita Machado.  

A idiotice agora a implantar acarreta consequências gravosas para a gestão municipal, desde logo a impossibilidade nos próximos 15 anos de qualquer executivo camarário de gerir o próprio espaço público de acordo com as necessidades do município, ou seja, se porventura se quiser retirar espaços a pagar para incentivo ao comércio ou à mobilidade estaremos reféns de um grupo privado. Com isto apercebemo-nos que as prioridades da CMB é tudo menos contribuir e incentivar para a resolução dos problemas socioeconómicos que o concelho atravessa, pois quando nos deparamos com uma cidade deserta de pessoas e de comércio, a onde a atitude deveria ser desbloquear os condicionalismos taxativos, o PS caminha precisamente em sentido contrário, criar ainda mais bloqueios e dificuldades aos comerciantes e à economia local, bem como aos munícipes.

Por outro lado, o partido socialista acaba por passar um atestado de incompetência completa à Polícia Municipal, quando procura com isto acarretar 3milhões € paras os cofres da autarquia. Lembramo-nos ainda à bem pouco tempo de uma proposta da Juventude Popular para colocar a polícia municipal a patrulhar as imediações da Universidade do Minho, como forma dissuasora para os crimes lá ocorridos, o presidente da CMB assumiu a sugestão como descabida. Mas afinal de contas para que serve a Polícia Municipal? Confirmando-se esta privatização, teremos uma entidade pública, a fiscalizar gratuitamente para um privado? A desorientação deste executivo leva dia a pós dia a hipotecar o futuro de Braga e dos Bracarense.

Mesquita Machado terá que abandonar apenas fisicamente a presidência municipal nas próximas autárquicas, porque as facturas que deixa para pagar aos munícipes irá mante-lo ligado, infelizmente, durante muito tempo aos destinos futuros de Braga. Com certeza que o sentimento de todos são o mesmo que o meu, Outubro de 2013 deveria ser já amanha. Acrescendo ainda um sentimento reforçado de mudança urgente, porque a culpa não é apenas do velho autarca, mas de toda uma equipa incapaz, irresponsável e incompetente.

in Correio do Minho 10 de Abril

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Carro onde seguia Mário Soares apanhado a 199 km/hora e nós é que vamos pagar a multa

Vale a pena perceber o que pensa da crise em Portugal, um dos que é considerado um exemplo para a democracia.
Se o que se pode ler em baixo fosse protagonizado por qualquer outro politico, digamos, Cavaco Silva, fazia-se já uma petição para exigir que ele passasse a andar de eléctrico.
Não se esqueçam que este senhor ainda ontem veio a publico dizer que a actual classe de políticos é fraca.
Como vai a merda deste país!


Segundo fonte da GNR ao jornal, Mário Soares reagiu mal e chegou a afirmar que «o Estado é que vai pagar a multa».
O carro, um Mercedes-Benz S350 4 Matic, é propriedade da Direcção-Geral do Tesouro e das Finanças e seguia no sentido sul-norte quando foi mandado parar numa estação de serviço. Os guardas garantiram ao CM que o histórico socialista foi «bastante mal-educado».
 In Sol

terça-feira, 27 de março de 2012

Olha que pena!!!!

Árbitros ameaçam parar na jornada 26 da Liga
É desta que temos árbitros estrangeiros?

Jornal Record

Parque Escolar - um roubo aos portugueses


por Francisco Peres Filipe Mota

Nos últimos tempos Portugal e as famílias portuguesas têm sido asfixiados diariamente por um tema: crise e crise e mais crise.

O abismo a que nos trouxe o partido socialista, faz com que os agentes políticos de hoje sejam os mais corajosos na maneira como agarraram a causa nacional, assumindo os destinos do país de uma forma suprapartidária e com uma capacidade de olhar, olhos nos olhos os portugueses, sem rodeios e sem botox.

Contudo nestes últimos dias constatamos que afinal de contas a maior crise que Portugal atravessa, não é uma crise económica ou financeira, mas sim uma crise de valores e de prioridades.

É arrepiante a forma delével como o PS aborda a questão do Parque Escolar, aquilo que foi um roubo aos contribuintes portugueses. Foi uma bandeira do governo socratista, e não pondo em questão a importância da modernização da rede escolar, teve um desvaneio completo do seu governo.

Hoje temos boas estruturas educativas, mas seria necessário ou estratégico para uma melhor qualidade no ensino que as escolas fossem revestidas de material caríssimo? De que forma é que troneiras de porcelana nos WC, contribuí para a excelência dos nossos alunos? Ou então pedras vindas do Brasil para colocarem no exterior das escolas? O desvaneio foi tanto que importamos material em que existiam empresas de ponta em Portugal que produziam esse mesmo material.

Não podemos conceber que num momento em que o país e as famílias já passavam por grandes dificuldades, o PS andasse a brincar com os dinheiros públicos e que agora tente sacudir a água do capote. É inaceitável que o Tribunal de Contas tenha detectado despesas e pagamentos ilegais na ordem dos 270 e 250 milhões de euros, para além de confirmar uma derrapagem de 444% no custo das intervenções. Não podemos permitir que quem saqueou os portugueses saia impune desta situação, o actual governo deve e tem que procurar responsabilizar os responsáveis por esta gestão danosa do bem público.

Mais uma vez deparamo-nos que as manias megalómanas dos socialistas resultaram numa factura demasiado cara para todos nós pagarmos. Temos a obrigação de desmantelar a ideia de que são bons políticos aqueles que fazem grandes obras, pois se endividarmos o estado, que por sinal somos todos nós, para a concretização dos mega projectos, ou seja gastarmos mais do que aquilo que temos, a factura no futuro quem a paga são os portugueses, as famílias, as empresas, no fundo cada um de nós que assim fica refém de um empréstimo que em nada contribuiu para o adquirir.

Infelizmente, estamos inseridos numa sociedade que apenas aprende com os erros, esperamos que este seja um exemplo daquilo que não deve ser feito quando se assume os destinos cargos públicos. Por outro lada todo este processo deve ser investigado de uma forma transparente, de forma a esmiuçar ao máximo as razões que levaram ao caos na Parque Escolar.

in Correio do Minho

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Limite ao endividamento deve ser inscrito na Constituição


"É do interesse de Portugal e de Espanha que seja por uma via preferencialmente constitucional como diz o projecto do tratado" diz Paulo Portas.


"A regra de ouro não é uma regra nem de direita nem de esquerda, é uma regra de bom senso, que nos protege a todos de crises como estas que temos vivido".

Negócios Online

domingo, 22 de janeiro de 2012

Drago, a burguesinha


A deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago foi na passada segunda-feira a Guimarães num carro com motorista da Assembleia da República, a uma iniciativa do ‘Parlamento dos Jovens’.

A deslocação de Ana Drago indignou alguns deputados da Comissão de Educação, uma vez que não há verbas previstas para este género de despesas e todos têm pago as suas viagens. 

O presidente da Comissão de Educação, Ribeiro e Castro, diz não querer fazer comentários sobre o assunto em concreto, mas confirma que "as viagens para o ‘Parlamento dos Jovens' não têm neste momento cabimento orçamental".

Correio da Manhã

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Lei do Byte ou gamanço Socialista

O Partido Socialista pretende aprovar uma lei, chamada "lei da cópia", que impõe uma taxa de "direitos de autor" (para compensar eventuais cópias piratas, dizem) sobre o preço de todos os suportes de armazenamento e impressão digitais, tais como, discos de computador, telefones e smartphones, consolas de jogos, pens USB, CD's e DVD's, cartões de memória, impressoras, fotocopiadores, etc, etc.

Ou seja, para o PS, todos somos prevaricadores e todos "comemos" pela mesma medida. Até empresas, que necessitem destes equipamentos para o seu funcionamento, escolas, hospitais, enfim, tudo.

E claro, tem o reverso da medalha. Reverso esse que é: se já paguei um imposto adiantado, então posso copiar à vontade que já está coberto.

E depois temos a questão do comércio. Porque é que eu hei-de pagar mais 30/40 euros por um disco externo para o meu computador, quando o posso comprar no Ebay ou Amazon e não pagar imposto nenhum. Ou dar um saltinho ali à vizinha Espanha.
Quem se vai tramar será mais uma vez o comércio português.

Uma lei sem pés nem cabeça. Completamente. E que está a levantar uma onda de protesto enorme na sociedade e que se tem manifestado na Internet.

Esta lei não é mais do que um imposto encapotado que reverte a favor da Sociedade Portuguesa de Autores, que eu muito respeito, mas a quem digo: façam pela vida como todos nós.

Outros blogues que falam nisso, aqui, aqui, aqui...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Jornalismo de merda é:

E repor a verdade é dizer isto.


Isto escrito no Publico, por seu lado, é informação tendenciosa e enganadora, com o objectivo único de destabilizar e descredibilizar o actual governo. É desonestidade. Não tem outro nome.
Pena é, que pessoas ligadas ao partido socialista, de memória curta, venham agora, quais anjinhos, criticar o governo pelas nomeações efectuadas.
Para memória futura, a Rua do Souto é da opinião generalizada, de que a maioria dos cargos agora em causa não deveria ser sujeito a nomeações, mas devia ser por contrato publico, contrato esse por objectivos. Tirando umas poucas dezenas, todos estes cargos em questão, nada tem de políticos e nunca deveriam estar à disposição dos governos, para mais nada do que não seja satisfazer a "boyzada" toda dos seus partidos. Sejam ele quais forem, da direita à estrema esquerda do Bloco de Esquerda.
Daqui, Corta-fitas

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Novidades Rua do Souto

O blogue nasceu está a fazer anos, três para ser mais preciso; e como todo o que cresce, também amadurece.
Ao crescer perdemos dentes, ganhamos "pintelhos", deixamos os Legos, volta-mos-nos para a Playboy, esquecemos a Branca de Neve, mas tomamos consciência, de que também nós fazemos parte de uma história que é escrita todos os dias.
E que todos somos personagens, ás vezes simples figurantes, desta mesma história. Pois acontece também aqui na rua. Alguns dentes vão caindo, muitos pintelhos vão crescendo.

A rua pretende neste novo ano que se avizinha, promover algumas mudanças. E nessa sequência perdeu alguns dos seus colaboradores e está a efectuar novas aquisições. Vamos virar-nos também para a juventude. Porque afinal também eles estão a iniciar a sua participação nesta história de todos nós, que é a história de vida.

A Rua do Souto continuará a ser um blogue democrata, que dará ouvidos a todos; e a todos permite total liberdade de expressão. Mas assume aquilo que toda a gente sabe, somos um blogue de direita.

A Rua do Souto não aderiu ao acordo ortográfico. Não evitará que os seus autores o façam, mas somos portugueses e um facto é um facto. O fato veste-se, merda.

Este ano iniciará, com toda a certeza, mais uma batalha politica pela conquista da câmara municipal de Braga, já em 2013. E sem pretensiosismo, com o devido respeito, a Rua do Souto será um local que espelhará a ânsia de tantos milhares de bracarenses: a tão desejada mudança.

Já todos sabemos que desta vez haverá uma grande mudança; pelo menos à liderança do actual partido no poder. Que levará também, à mudança do candidato desse partido à liderança da câmara. Os candidatos já se conhecem: António Braga, que de Braga só tem o nome, e Vítor de Sousa ou Hugo Pires.
Sim, o Hugo Pires. Porque apesar da aliança para a concelhia do PS em Braga, que este promove com o actual vice-presidente da câmara como candidato a essa mesma concelhia, logo como provável candidato a candidato, cheira-nos, aqui na rua, que estamos tão perto do edifício camarário, que por lá o cozinhado pode ser outro. Podemos ter como prato de entrada, Vítor de Sousa à concelhia e, como prato principal, Hugo Pires a presidente da câmara.
Assim uma espécie de: coças-me a costas que eu coço-te as tuas.

Independentemente destas lutas internas do partido no poder camarário, a luta que nos toca a nós é muito maior e muito mais complicada. E complicada porque o PS está na câmara e com maioria. E nós, oposição, nada mais temos feito nestes últimos anos, do que vindo a ser um ligeiro incomodo à sua governação. O partido socialista continua na senda da sua gestão ruinosa para a cidade, quer no plano económico, pois Braga não possui nenhuma referência nesta área que catapulte a região para a importância e o peso que merecia e devia ter a nível nacional, até mesmo europeu; quer também com o velho problema do urbanismo e ordenamento territorial que transformou esta cidade num verdadeiro conjunto de guetos habitacionais, que não proporcionam nenhuma qualidade de vida às pessoas que neles vivem, e que neles investiram muitas vezes, o fruto de vidas de trabalho.

Está na hora de fazer mais; está na hora de fazer melhor. Já sabemos que a oposição ao candidato socialista à câmara, quer pela coligação ou pelo PSD sozinho, terá uma vez mais Ricardo Rio como rosto. Cabe-lhe desta vez o ónus de combater a candidatura do PS à câmara municipal, e não menos, também um novo candidato. Se será melhor? Estará o PS mais fragilizado assim? Sabemos que está divido neste momento pelo apoio aos já assumidos candidatos a candidatos, mas isso será história antiga, logo após as eleições para a concelhia. Por isso, o PS pode apresentar-se com toda a sua força e toda a experiência de uma vigência de mais de 35 anos de poder. E quando falamos de poder...
Estará talvez na altura de começar a limpar os fúsis.

O nosso painel de autores: Contactos

Tudo em nome da ciência


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Outro ponto de vista


Faltas ao trabalho foram equivalentes a 125 anos em 2010


Os funcionários de uma câmara municipal minhota faltaram em 2010 o equivalente a 125 anos de trabalho.

Segundo a CCDRN, a câmara de Guimarães lidera a região do Minho com 45666 dias de faltas, logo seguida da câmara de Braga com 41533 dias de falta. De salientar que juntas, somam quase 250 anos de faltas ao trabalho.
Em terceiro lugar ficou a câmara de Famalicão com 28320 dias de faltas, sendo que a nível individual se destacou a câmara de Valença com mais de 50 dias de faltas por cada um dos seus funcionários.

Noticias de Guimarães

sábado, 31 de dezembro de 2011

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo



Para o PCP, com muito amor

«Não, o problema não é o PCP dar condolências ao povo norte-coreano pela morte do ditador que mantinha a Coreia do Norte num transe colectivo. O problema está no facto de vivermos num país onde os jornalistas têm medo de associar a palavra "ditador" à palavra "comunismo". Li e ouvi várias referências à morte do "líder" ou "presidente" da Coreia do Norte, e não li ou ouvi referências à morte do ditador do regime mais enlouquecido da galeria comunista. Ao pé daquele sujeito, Fidel Castro é um menino. Comparado com aquele comunismo oriental, o comunismo cubano é um spa tropical. Portanto, se as redacções não conseguem dizer que Kim jong-il era um "ditador", vão dizer o quê quando Castro morrer? Que era um notável líder? Um brilho celeste tristemente bloqueado pela canzoada yankee?

Não, o problema não é o humor involuntário do PCP. O problema é continuarmos a viver numa cultura que ainda não aceita críticas impiedosas ao comunismo, que ainda não aceita a equivalência moral entre comunismo e fascismo. O problema é continuarmos a viver cultura que é completamente estranha à narrativa deste filme de Peter Weir. Sim, a estória (isto é, a espessura das personagens durante a fuga do gulag) não nos agarra, mas a História do filme tem um peso que fala por si. Partindo de uma perspectiva polaca, Rumo à Liberdade diz-nos algo que continua a ser tabu: a II Guerra Mundial começou com uma dupla invasão da Polónia; os alemães invadiram pela esquerda e os soviéticos invadiram pela direita. Os comunistas de Estaline também iniciaram a II Guerra.

Peter Weir relembra na tela algo que Norman Davies já tinha carimbado no papel: a Europa não é sinónimo de Europa ocidental. Os agressores e as vítimas da história europeia não estão apenas na Europa ocidental. A Europa oriental também conta. Devemos, portanto, desenterrar esse pormaior: em 1939, comunistas e fascistas invadiram - ao mesmo tempo e em conluio - a Polónia. A URSS não entrou na II Guerra em 1941, mas sim em 1939. Aliás, a segunda agressão da guerra pertence à URSS: a esquecida invasão da Finlândia, em Novembro de 1939. Depois, enquanto a Alemanha já oferecia os habituais tabefes à França, a URSS anexou os Estados bálticos. Não acreditam? Então inquiram um estónio ou um lituano sobre este assunto, e depois reenviem a resposta ali para o "Avante".»

Henrique Raposo (www.expresso.pt)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Você que até é um bocado socialista achava que Sócrates até tinha sido simpático com os mais pobres e que este governo é que lhes está a dar forte e feio?


Austeridade comparada

    Você que até é um bocado socialista achava que Sócrates até tinha sido simpático com os mais pobres e que este governo é que lhes está a dar forte e feio? Pois, desengane-se, quem tem razão são os que estão à sua esquerda: Sócrates deu forte e feio nos mais pobres - e Passos ainda está a dar mais. Uma verdadeira carnificina, incomparável na Europa. Uma vergonha. Até na Grécia, um país institucionalmente mais fraco do que Portugal, as coisas passaram-se de outra forma. O que aliás ajuda a perceber a confusão nas ruas: afinal aquilo era para não se lhes ir mais ao bolso. Esta última dedução não está, mas as conclusões acima estão num estudo recente sobre os efeitos das medidas de austeridade levadas a cabo nos 6 países europeus que mais as fizeram desde 2009. São eles: Estónia, Irlanda, Grécia, Espanha, Portugal e RU. O estudo reporta-se ao que foi feito até Junho de 2011 e por isso para Portugal ele diz respeito apenas ao governo do Eng. Sócrates. Mas como sabemos que de lá para cá as coisas pioraram...mas já lá vamos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Justiça à "tuga"!!!



Onde arranjo um tio magistrado do MP? É que o meu vizinho faz um barulho desgraçado com o portão da garagem às tantas da madrugada. Queria obrigá-lo a meter o carro até às 21h.


O dono de uma pastelaria de Braga queixou-se hoje de “perseguição”, depois de ter sido detido 16 vezes em três meses pela GNR por alegadamente se encontrar dentro do estabelecimento uns minutos para além do horário de funcionamento.

“Basta ultrapassar o horário em dois minutos e já tenho a GNR à porta, é uma coisa verdadeiramente incrível”, disse Sérgio Lima.
Acrescentou que sempre que isso acontece é detido e levado no carro da GNR até ao posto da GNR no Sameiro, onde passa “à volta de uma hora” no preenchimento do auto de notícia.
Aquela pastelaria, situada na cidade de Braga, foi alvo de uma providência cautelar, interposta por um morador no prédio, magistrado do Ministério Público, que se queixou de excesso de ruído. 
O tribunal aceitou a providência e decidiu encurtar o horário de funcionamento da pastelaria, que era das 7h00 às 24h00 e passou para das 9h00 às 21h00.
A partir daí, como assegura Sérgio Lima, a GNR “não larga a porta”, seja de manhã seja à noite, para controlar a hora de abertura e de fecho. 

in Jornal Publico

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Outro ponto de vista


por Acácio de Brito

 “Dar e receber – o difícil e desejável equilíbrio (...) dar e receber, quando é feito com
o coração, é gratuito e gratificante”. (Maria José Quintela)

A época natalícia é sempre momento de reencontro connosco, com os outros e com a vida! Não obstante, é minha convicção que este momento de celebração da Vida está absolutamente adulterado, mormente, quando, no lugar do Menino, se coloca uma figura simpática, mas sem sentido – o pai Natal. Ora, se procuramos que este momento seja de autêntica festividade pelo sentido da mensagem do Deus Menino, não tem razão a natureza consumista que hoje, apesar do estado de crise, tem caracterizado esta época de Natal. Numa perspectiva mais intimista, mais próxima, recordo, com imensa saudade, o primeiro Natal que passei em Portugal, nos idos anos de 1976. Estava na capital do Império que tinha desabado, Lisboa, cidade imensa, que de todo não conhecia. Sentia-me, desse modo, profundamente só. Aliás, em nota de rodapé, confidencio que a minha aversão às castanhas assadas remonta a esse tempo pois associo-as
a esse momento de solidão. Todavia, tive então a melhor prenda de Natal da minha vida – a companhia de minha irmã Zezinha que, por si só, já bastava enquanto prenda, mas que me ofertou, com sacrifício imenso, um camisolão de flanela! Que lindo que era, que bem me soube!
A companhia, o sentido genuíno da oferta, tudo se conjugou para que recorde, com saudade imensa, um Natal,
o do ano de 1976, onde só aparenteN colaboração com o Outro. Não obstante, não nego o sentido agradável da prenda! Mas, poupem-nos... Mesmo em crise, chegámos ao exagero, ao limite. Não vale a pena! Hoje, num tempo com uma mundividência ávida do TER, muitas vezes nos esquecemos da dimensão autêntica e substantiva do SER.
A todos, os votos de um Santo e Feliz Natal em que o sentido da mensagem do Menino nos interpele sempre, tornando-nos desse modo, melhores com o Outro, nosso irmão.

in D.M. 23/12/2012

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Boas festas e um dos meus desejos para 2012

Estive quase para não ter tempo para escrever. E vou acabar por não escrever, porque o que queria dizer li aqui no Avatar e arriscava-me a ser acusado de plagiar, pois reflecte o meu pensamento desde há muito tempo. Sem mais demoras aqui fica por palavras deles um dos meus desejos de Natal.

por Carlos Garcez Osório no Avatar


«Confesso que nunca fui simpatizante de greves. Nunca aceitei muito bem o poder negocial que se funda na capacidade de causar prejuízos. Nunca compreendi como podem os sindicatos vangloriarem-se de uma qualquer greve ter sido uma vitória quando esse triunfo se mede pela proporção do dano causado. E pior, não compreendo e não aceito quando esse dano é causado directamente à população em geral. Neste tipo de greves quem sofre não é o Conselho de Administração ou a Entidade Patronal que se quer antagonizar, mas o Povo.
Mais incompreensível é o facto de alguns objectivos que se pretendem alcançar com as greves serem, no mínimo, ilegítimos. Neste caso da CP, tentar através de uma acção de força sindical alterar o resultado de processos disciplinares que são pendências que, obviamente, devem ser decididas em sede disciplinar e eventualmente em sede judicial, constitui uma pressão inadmissível. A lei proíbe, manifestamente, qualquer tipo de coacção sobre quem tem o poder de julgar.
Nesta altura do campeonato em que todos devemos estar preocupados com o aumento da produtividade nacional, esta greve da CP é como ter no barco um “gajo” a remar para trás, de propósito e todo contente.
Ora uma greve que é feita durante toda a quadra natalícia e que impede as pessoas de viajarem de comboio e em muitos, mas mesmo muitos, casos vai impossibilitar aquela que é, por excelência, a oportunidade anual de estar com toda a Família, é asqueroso.
O meu primeiro desejo para 2012 é que depois de se ter vendido parte da EDP aos chineses, se venda a CP à Coreia do Norte (por mim até pode ser dada)! ».


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Feliz Natal


Boas Festas
e um
Próspero Ano Novo

são os votos de todos os editores da Rua do Souto

Outro ponto de vista


por Acácio de Brito

 “Poucos países fabricaram acerca de si mesmos uma imagem tão idílica como Portugal”. (Eduardo Lourenço)

Esta semana passaram 35 anos que cheguei a Portugal. Partindo de uma terra com uma temperatura de verão a rondar 40 graus, a chegada
à antiga capital do Império, com um frio de rachar, foi como que um baque ou corte radical de vida. Nesse tempo, 14 de Dezembro de 1976, eram ministros, entre outros, Medina Carreira e António Barreto, personalidades pelas quais nutro admiração intelectual. Não obstante, quando hoje opinam sobre o país e as vicissitudes por que passamos, podem suscitar, a quem chegou
a uma terra nova, da qual apenas tinha conhecimento pelos livros e pelo testemunho de quem por lá passava, algumas perplexidades. Sabemos que o que hoje vivemos é consequência de uma ausência de pensamento estratégico de décadas. Vivíamos, então, na base de um sonho em que tudo era gratuito. Aliás, a Constituição orientava-nos para termos
o céu na terra, de graça! Entretanto, em Braga, terra que adoptei como minha, e onde passei a residir
a partir de finais de 1977, acabava de ganhar as primeiras eleições autárquicas, na véspera da minha chegada a Lisboa, um jovem engenheiro. Braga, terra de que me enamorei là primeira vista. O que logo dela conheci, a zona do então Sabiá, tinha sido obra e rasgo de um verdadeiro Homem de governo, o Comendador Santos da Cunha. Passaram 35 anos! Muito tempo. Tempo de grandes transformações! Jovem adolescente, concluí no Sá de Miranda a minha formação secundária, entrecortando-a, por necessidades pessoais, com trabalhos de ocasião que me fortaleceram e ajudaram a perceber que nada se tem sem trabalho. Concluí a minha formação académica na Faculdade de Filosofia e, também, na UM, ambas na urbe bracarense. Nessa década de 70, acabado o forrobodó revolucionário, porque o dinheiro começou a escassear, dirigem-se os poderes de então para a ajuda externa, solicitando apoio ao FMI. Na década de 80, nova situação aflitiva, novo recurso ao FMI.
A culpa era sempre da conjuntura internacional. Nunca foi assumida como resultante da incompetência doméstica para o tratamento de assuntos de governação. Contudo, o apoio exterior solicitado na década de 80, considerado um sucesso, só o foi aparentemente, pois o seu final coincide com a chegada dos milhões da então CEE, referentes ao período de transição e, posteriormente, ao 1.o QCA. A eles se seguiram, nos últimos 25 anos, mais outros quatro apoios significativos que nos iriam transformar no paraíso da Europa. Não obstante, insistimos em não ouvir
o avisado desafio de Ernâni Lopes, ministro que concluiu, na madrugada de 28 de Março de 1985, o nosso processo de adesão, com palavras sábias por muitos não seguidas: “logo nessa madrugada disse que o mais fácil estava feito –
a partir daí é que iria começar o verdadeiro desafio para Portugal”. Aí está a génese moderna do nosso actual estado de coisa! Perante o desafio sério de procurarmos a autenticidade do verdadeiro saber, na única das áreas em que, de facto, nos podíamos diferenciar, a Educação, a opção foi para o facilitismo: formação profissional pensada na lógica de obtenção de fundos, obras faraónicas com importação maciça de tecnologia estrangeira
e a Educação, sector chave, entregue a quem pensava que o faz-de-conta conta alguma coisa no mundo real!
E chegámos ao que de onde, verdadeiramente, desde Abril de 1974, nunca conseguimos sair: à bancarrota, económica, financeira e social, que se resolve com mais ou menos, sacrifícios pecuniários. Contudo, o mais difícil encontra-se a um outro nível: nos valores que se perderam, que se insiste em continuar
a não valorizar. Portugal precisa de uma Educação que estimule a coragem de arriscar, ou se quisermos, uma curiosidade filosófica por coisas novas, que têm sido, grosso modo, pensadas como inúteis e desnecessárias. Enquanto as discussões permanecerem ao nível de uma pré-formatação dos mesmos actores, em papéis diferentes, ontem ministros, hoje opinadores, tudo ficará na mesma. Também por isso, em Braga, em 35 anos, o essencial não mudou, talvez porque “os portugueses (e os bracarenses) são marcados, desde há muito, pela noção de que, em Portugal, é ‘mesmo assim’, de que as coisas ‘são como são’ e nada muda ou pode mudar”. Não obstante, não tem que ser assim!

C.M. de 16/12/2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Rui Rio concorda com redução do número de freguesias no país

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, disse hoje concordar com uma redução do número de freguesias do país, em especial das urbanas, no âmbito da reorganização administrativa autárquica.


“Desde há muitos anos que tenho defendido uma redução do número de freguesias, especialmente das denominadas freguesias urbanas. Tenho-o feito em público e em privado”, observa o edil, numa carta a que a Lusa teve acesso.

Rio alerta que a “reforma administrativa em curso” lhe tem dado oportunidade de falar “múltiplas vezes” sobre o tema, tendo em todas elas defendido “a mesma posição de sempre, ou seja: a redução do número de freguesias”.

O autarca recorda ainda que o documento da Junta Metropolitana do Porto (JMP) por si redigido “defende essa mesma redução logo no segundo ponto” e que essa posição foi por si “formalmente defendida junto do Governo na reunião que a direção da JMP teve com o ministro Miguel Relvas”.

O comentário do edil surge num direito de resposta enviado hoje ao jornal Público e distribuído à Lusa a título de “esclarecimento”, a propósito de uma notícia onde se diz que “Rui Rio discorda da redução de freguesias”.


in: http://www.destak.pt

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Outro ponto de vista


por Acácio de Brito

 “A Liberdade é a liberdade de dizer que dois e dois são quatro. Uma vez que se reconheça isto, tudo o mais virá por acréscimo”(George Orwell)

Alguém que pretenda governar deve ter, pelo menos, duas características, entre muitas outras: a capacidade de previsão e de escolha. Prever, porque o que se exige a um governante é o anúncio de uma realidade diferente. É perscrutar uma ambiência a que se tende a ascender. Escolher, porque se deve optar entre várias propostas de caminho a seguir. Em Portugal o que tem acontecido, de facto e de direito, é o contrário! Não obstante, fomos país de marinheiros que, de mundos nunca antes alcançados, tornaram as viagens intercontinentais coisa de somenos! Contudo, hoje, governados por marinheiros de lago virtual, atentos às vicissitudes do mero dia-a-dia, perdemos a audácia de apontar para o sem-lugar. Impõe-se-nos a necessidade de eliminar feriados e, sem pensar em coisa nenhuma, julgo que por deficiência de formação, os detentores de um poder efémero por natureza, decidem pelo fim da comemoração do 1.o de Dezembro, que é só e apenas o dia da Restauração da nossa Independência. De lamentar, nomeadamente, a negação e a ausência de referências. Nesta actualidade “pantanosa”, não se prevê, constata-se, verifica-se. Não se faz coisa nenhuma! Limitamo-nos a fazer de conta! Logo, não se escolhe.
O caminho a trilhar é-nos imposto por entidades tecnocráticas, das quais nada se sabe. Com um ponto em comum, foram ou virão a ser quadros da Goldman Sachs. Parafraseando o banqueiro Fernando Ulrich, estamos na mão de homens de 5.a ou 7.a categoria, que se permitem, ou melhor dizendo, a quem permitimos que, do alto da sua falsa importância, debitem opiniões e condicionem os poderes democraticamente eleitos e escolhidos. Mundo pequeno, este nosso, reduzido que está ao que nos é imposto! Mas será que não existe uma alternativa a esta letargia? Temos a certeza que sim. Se a aposta for em quem defenda as virtualidades da pessoa, da realização autêntica do humano e da valoração humanizadora das dimensões económicas, sociais e políticas, conjugadas, sempre, com uma atitude próactiva, podemos prever um mundo melhor e um Portugal mais justo. Prever um Portugal mais competitivo e solidário implica a escolha de um outro caminho. A vereda, ou atalho, com que nos têm presenteado, já provou que nos conduz a nenhures!
O tempo é de chegar, a porto seguro. Mas atenção que, com os mesmos que nos vêm dizendo, de há muito, coisas diversas, análises abstractas de coisa nenhuma, projecções do óbvio e do nenhures, enfim, os mesmos que vão propalando e dizendo o que conseguem vislumbrar da margem do rio, os chamados navegadores de águas pouco profundas, não vamos lá! Os momentos que passamos, difíceis para quem tem de viver do seu suor, sempre foram complicados. O problema reside em algo mais profundo, civilizacional, direi mesmo.
O busílis pode ser encontrado na recente intervenção de Sócrates, “o parisiense”, quando, ainda hoje, nos querem falsamente habituar à ideia que tudo são rosas. Contudo, obstinadamente, elas, por sua mesma natureza, têm espinhos.

in D.M. 9 Dez. 2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Com todo o respeito


por Miguel Brito


O sapo e o escorpião

O sapo ia atravessar o rio que transbordava e o escorpião precisava de chegar
à outra margem e o escorpião diz ao sapo – por favor, leva-me para o outro lado do rio. O sapo espantado, responde: nem penses, já sei que me ferras com o teu veneno mortal e não quero morrer! És tolo – retorquiu  o escorpião! – Se o fizer também me afogo e não quero morrer!
O sapo ficou pensativo e julgou – de facto, o escorpião tem razão! Acho que posso arriscar – pensou o sapo.
Ok, anda daí – gritou o sapo.
No meio do trajecto, o escorpião disse não resisto vou te morder, não posso escapar à minha natureza!
E o resultado é que se afogaram os dois.
Agora imagine que o sapo é o Ministro da Saúde e o escorpião, o Presidente da Distrital do PSD ou do CDS, conforme preferir.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Obrigado!

Por razões sem grande expressão, interrompo por agora a minha colaboração com este blog. Há males que vêm por bem e penso que a minha mensagem já foi bem difundida.
Além disso, penso empenhar-me na nobre tarefa política de mudar a Câmara de Braga e vencer - no âmbito da Coligação Juntos por Braga - o PS nas próximas eleições autárquicas de 2013.

Mais do que tudo, queria agradecer ao Paulo, ao Rui, ao Ramiro e ao Sérgio por me terem deixado usar e abusar deste blog e, por fim, deixar o meu reconhecimento a todos os que tiveram a paciência e a gentileza de me lerem.

Obrigado a todos!

Nuno Oliveira Dias

Passos Coelho e Paulo Portas participam no Congresso do Partido Popular Europeu em Marselha

Os líderes do PSD, Pedro Passos Coelho, e do CDS-PP, Paulo Portas, participam no Congresso do Partido Popular Europeu que começa hoje em Marselha, juntando-se a outros líderes europeus como Durão Barroso, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel.

O encontro acontece na véspera do Conselho Europeu de quinta e sexta-feira e dias depois de o Presidente francês e a chanceler alemã terem afirmado esperar que, até março, os 17 países da Zona Euro cheguem a acordo sobre um novo tratado europeu que inclua "sanções automáticas" para aqueles que desrespeitarem o limite estabelecido para o défice, e em vésperas de mais um Conselho dos 27 em torno da dívida europeia e da situação económica da Europa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros e presidente do CDS-PP, Paulo Portas, vai intervir no congresso hoje de manhã, num espaço dedicado às recentes revoluções no mundo árabe. Nesta mesa redonda, intervirão também Youssef Amrani, secretário-geral para a União para o Mediterrâneo, e Franco Frattini, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália.

Paulo Portas irá a Marselha acompanhado por Luís Queiró, que tem o pelouro dos assuntos internacionais no partido, o secretário-geral António Carlos Monteiro, o porta-voz João Almeida, estando ainda presentes os eurodeputados Nuno Melo e Diogo Feio.

Já o primeiro-ministro e líder do PSD, Pedro Passos Coelho, deverá discursar no Congresso do PPE na quinta-feira ao início da tarde.

Por sugestão da UMP, o partido de Nicolas Sarkozy, e do presidente do PPE, Wilfried Martens, o XX congresso de líderes populares europeus vai discutir o documento "fazer avançar a Europa".

O PPE vai também, durante estes dias, realizar a sua cimeira ordinária de chefes de Estado e de Governo na preparação do Conselho Europeu.

O Presidente da Arménia, Serzh Sargsyan, é convidado especial no congresso.

http://www.ionline.pt

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A Natureza-Morta na Europa: Séculos XIX-XX (1840 - 1955)

A Perspectiva das Coisas. A Natureza-Morta na Europa
Segunda parte: Séculos XIX-XX (1840 - 1955)
21 de Outubro de 2011 a 8 de Janeiro de 2012
Galeria de Exposições da Sede da Gulbenkian, em Lisboa


Dando continuidade à exposição apresentada em 2010 sobre o tema da natureza-morta na Europa, a segunda parte será dedicada à modernidade do século XIX e às alterações fundamentais ocorridas na primeira metade do século XX.

A renovação do interesse pela natureza-morta por parte dos artistas da vanguarda francesa será documentada através das obras dos Realistas e também da nova linguagem do Impressionismo. Em exposição estará uma peça-chave deste contexto, a Natureza-Morta de Claude Monet, que faz parte das colecções do Museu Calouste Gulbenkian. A natureza-morta foi, no final do século XIX, tema que interessou de sobremaneira os pintores Pós-Impressionistas como Cézanne, Van Gogh e Gauguin, que estarão representados através de obras de referência.

A exposição demonstrará como a natureza-morta, enquanto género pictórico, se transformou em veículo de uma experimentação ainda mais radical com Picasso, Braque e Matisse. Poder-se-á entender como permitiu a alguns artistas um olhar reflexivo sobre a sociedade contemporânea, enquanto outros se envolveram nas novas realidades da experiência subjectiva, como é o caso de Magritte e Dalí. A fragmentação e reinvenção da própria categoria de natureza-morta serão exploradas através da amostragem de peças escultóricas ou de objectos de uso corrente transformados em obras de arte.

Eis a viagem que é proposta através dos vários tempos e geografias da natureza-morta na pintura ocidental, ilustrada com obras maiores dos autores que mais reflectiram sobre este género. A natureza-morta foi sem dúvida pretexto para as indagações dos pintores e é hoje motivo de fascínio para o público em geral. A exposição será comissariada por Neil Cox, Professor da Universidade de Essex, especialista em arte francesa do século XX, com tese de doutoramento sobre Picasso e uma vasta obra publicada bibliografia.

http://www.museu.gulbenkian.pt/exposicoes.asp?lang=pt

Para andar para a frente.

Alemanha e França apresentam linhas de um acordo para salvar a moeda única.

Os líderes da Alemanha e de França chegaram ontem a um acordo genérico para regras orçamentais mais duras e punitivas na União Europeia, que entendem ser um dos passos para a resposta global à crise na zona euro. Angela Merkel e Nicolas Sarkozy apresentarão este acordo para aprovação dos restantes países europeus na cimeira da próxima sexta--feira, considerada crítica para a sobrevivência da moeda única. Num sinal de pressão adicional sobre a zona euro, a Standard&Poor’s, a maior agência de notação financeira do mundo, avisou ontem os seis países mais sólidos da zona euro que passa a haver 50% de probabilidades para um corte do rating.

Na cimeira os países do euro serão pressionados a aceitarem o acordo, de que a Alemanha não abdica para ceder a assistência temporária do Banco Central Europeu aos países em maiores dificuldades no mercado de dívida. Os restantes países do grupo dos 27 têm até sexta-feira para decidir se querem fazer parte do grupo com um Pacto de Estabilidade e Crescimento reforçado.

“Veremos se será com 17 ou com 27”, afirmou ontem Nicolas Sarkozy, ao lado de Angela Merkel, na conferência de imprensa conjunta em Paris. “Mas vamos em frente a todo o vapor para reestabelecer a confiança no euro e na zona euro”, acrescentou.

Por outras palavras, membros como o Reino Unido e a Polónia podem bloquear as mudanças no universo a 27 – fora do euro –, mas os estados da zona euro não têm margem para fazê-lo, o que colocará problemas aos governos da Irlanda e da Holanda, que poderão ser forçados pela pressão política interna a realizar um referendo (de resultado incerto). Os países fora do euro que aceitarem o acordo são livres de o fazer.

Ir “em frente a todo o vapor” significa alterar parte da arquitectura actual da zona euro, transferindo mais soberania para a Comissão Europeia e reforçando o carácter austeritário do antigo Pacto de Estabilidade e Crescimento. O acordo implica ampliar o poder de vigilância orçamental (retirando margem aos estados na política orçamental), instaurar um esquema de pesadas sanções automáticas para quem falhar os objectivos e pagar integralmente a dívida pública da região, sem partilha de riscos com os credores privados.

Os líderes das duas maiores economias europeias assumiram que na actual situação de emergência para o euro a aliança franco-alemã tem “importância estratégica”. França acabou por ceder na questão da vigilância orçamental e das sanções automáticas (embora tenha conseguido que o Tribunal Europeu de Justiça não ganhe poderes para rejeitar orçamentos nacionais). Os franceses cederam, também, na questão da emissão conjunta de dívida, as chamadas eurobonds – França e Alemanha não darão qualquer sinal nesse sentido na próxima sexta-feira.

A posição alemã cedeu na questão da obrigatoriedade da imposição de perdas aos credores privados nos casos de futuros resgates financeiros a países do euro. Esta partilha de risco era visto como um dos factores que alimentou o receio e a desconfiança dos mercados. “A Grécia é e será a excepção”, afirmou Merkel. “A mensagem para os investidores em todo o mundo é de que na Europa nós pagamos as nossas dívidas”, juntou Sarkozy.

As notícias da existência de um acordo e a aprovação no domingo de um pacote de austeridade em Itália (e de outro ontem na Irlanda) geraram ontem uma reacção positiva no mercado de dívida, com os juros de Itália a dez anos a caírem abaixo de 6%. A reacção positiva esmoreceu no final do dia, quando a S&P colocou a Alemanha, a França, a Holanda, a Áustria, a Finlândia e o Luxemburgo (os seis países do euro com nota máxima AAA) em vigilância negativa, citando como justificação o agravamento da crise na zona euro e a falta de previsibilidade e de progressos na sua resolução. Um corte dificultaria o financiamento de futuros pacotes de resgate europeus – afectando os juros suportados, por exemplo, por Portugal no empréstimo da troika.


http://www.ionline.pt/mundo/merkozy-ultimato-quem-quer-estar-no-clube-da-austeridade

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Com todo o respeito


por Miguel Brito

A tartaruga que viajou em classe executiva

Há notícias que me comovem.  No jornal da uma, conta-nos que uma tartaruga em vias de extinção e rara, proveniente do México, ia ser devolvida ao seu “habitat” natural.
Primeiro louvo o trabalho de quem trabalha com animais: logo com tartarugas!
Além dessa nobreza de os cuidar, alimentar e proteger, a tartaruga engordou vinte e tal quilos, o que me chamou atenção foi a viagem da tartaruga ter sido na TAP, uma companhia em vias de extinção e que ao contrário da tartaruga não foi encontrada abandonada, mas que se preparam para a abandonar!
A tartaruga foi em classe executiva para chegar bem ao seu destino, foi preciso desocupar o avião, tirar duas filas, para que a tartaruga fosse confortavelmente!
Ora, a missão da tartaruga está cumprida é para o seu habitat que ela tem que ir!
E a TAP? Para onde segue, para a Alemanha? Para Madrid?
E não aparece ninguém, como aquele tratador que cuidou a tartaruga como um filho e o levou para o seu destino?
Não aparece ninguém que arrume a TAP? Que tire e ponha lugares para que ela possa chegar a bom porto?
Ano 2060, foi hoje anunciado pela estação alemã que  A TAP (transportes aéreos portugueses) foi devolvida ao céu de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Macau e Brasil por um excêntrico coleccionador de relíquias de origem chinesa.