quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Limite ao endividamento deve ser inscrito na Constituição


"É do interesse de Portugal e de Espanha que seja por uma via preferencialmente constitucional como diz o projecto do tratado" diz Paulo Portas.


"A regra de ouro não é uma regra nem de direita nem de esquerda, é uma regra de bom senso, que nos protege a todos de crises como estas que temos vivido".

Negócios Online

domingo, 22 de janeiro de 2012

Drago, a burguesinha


A deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago foi na passada segunda-feira a Guimarães num carro com motorista da Assembleia da República, a uma iniciativa do ‘Parlamento dos Jovens’.

A deslocação de Ana Drago indignou alguns deputados da Comissão de Educação, uma vez que não há verbas previstas para este género de despesas e todos têm pago as suas viagens. 

O presidente da Comissão de Educação, Ribeiro e Castro, diz não querer fazer comentários sobre o assunto em concreto, mas confirma que "as viagens para o ‘Parlamento dos Jovens' não têm neste momento cabimento orçamental".

Correio da Manhã

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Lei do Byte ou gamanço Socialista

O Partido Socialista pretende aprovar uma lei, chamada "lei da cópia", que impõe uma taxa de "direitos de autor" (para compensar eventuais cópias piratas, dizem) sobre o preço de todos os suportes de armazenamento e impressão digitais, tais como, discos de computador, telefones e smartphones, consolas de jogos, pens USB, CD's e DVD's, cartões de memória, impressoras, fotocopiadores, etc, etc.

Ou seja, para o PS, todos somos prevaricadores e todos "comemos" pela mesma medida. Até empresas, que necessitem destes equipamentos para o seu funcionamento, escolas, hospitais, enfim, tudo.

E claro, tem o reverso da medalha. Reverso esse que é: se já paguei um imposto adiantado, então posso copiar à vontade que já está coberto.

E depois temos a questão do comércio. Porque é que eu hei-de pagar mais 30/40 euros por um disco externo para o meu computador, quando o posso comprar no Ebay ou Amazon e não pagar imposto nenhum. Ou dar um saltinho ali à vizinha Espanha.
Quem se vai tramar será mais uma vez o comércio português.

Uma lei sem pés nem cabeça. Completamente. E que está a levantar uma onda de protesto enorme na sociedade e que se tem manifestado na Internet.

Esta lei não é mais do que um imposto encapotado que reverte a favor da Sociedade Portuguesa de Autores, que eu muito respeito, mas a quem digo: façam pela vida como todos nós.

Outros blogues que falam nisso, aqui, aqui, aqui...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Jornalismo de merda é:

E repor a verdade é dizer isto.


Isto escrito no Publico, por seu lado, é informação tendenciosa e enganadora, com o objectivo único de destabilizar e descredibilizar o actual governo. É desonestidade. Não tem outro nome.
Pena é, que pessoas ligadas ao partido socialista, de memória curta, venham agora, quais anjinhos, criticar o governo pelas nomeações efectuadas.
Para memória futura, a Rua do Souto é da opinião generalizada, de que a maioria dos cargos agora em causa não deveria ser sujeito a nomeações, mas devia ser por contrato publico, contrato esse por objectivos. Tirando umas poucas dezenas, todos estes cargos em questão, nada tem de políticos e nunca deveriam estar à disposição dos governos, para mais nada do que não seja satisfazer a "boyzada" toda dos seus partidos. Sejam ele quais forem, da direita à estrema esquerda do Bloco de Esquerda.
Daqui, Corta-fitas

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Novidades Rua do Souto

O blogue nasceu está a fazer anos, três para ser mais preciso; e como todo o que cresce, também amadurece.
Ao crescer perdemos dentes, ganhamos "pintelhos", deixamos os Legos, volta-mos-nos para a Playboy, esquecemos a Branca de Neve, mas tomamos consciência, de que também nós fazemos parte de uma história que é escrita todos os dias.
E que todos somos personagens, ás vezes simples figurantes, desta mesma história. Pois acontece também aqui na rua. Alguns dentes vão caindo, muitos pintelhos vão crescendo.

A rua pretende neste novo ano que se avizinha, promover algumas mudanças. E nessa sequência perdeu alguns dos seus colaboradores e está a efectuar novas aquisições. Vamos virar-nos também para a juventude. Porque afinal também eles estão a iniciar a sua participação nesta história de todos nós, que é a história de vida.

A Rua do Souto continuará a ser um blogue democrata, que dará ouvidos a todos; e a todos permite total liberdade de expressão. Mas assume aquilo que toda a gente sabe, somos um blogue de direita.

A Rua do Souto não aderiu ao acordo ortográfico. Não evitará que os seus autores o façam, mas somos portugueses e um facto é um facto. O fato veste-se, merda.

Este ano iniciará, com toda a certeza, mais uma batalha politica pela conquista da câmara municipal de Braga, já em 2013. E sem pretensiosismo, com o devido respeito, a Rua do Souto será um local que espelhará a ânsia de tantos milhares de bracarenses: a tão desejada mudança.

Já todos sabemos que desta vez haverá uma grande mudança; pelo menos à liderança do actual partido no poder. Que levará também, à mudança do candidato desse partido à liderança da câmara. Os candidatos já se conhecem: António Braga, que de Braga só tem o nome, e Vítor de Sousa ou Hugo Pires.
Sim, o Hugo Pires. Porque apesar da aliança para a concelhia do PS em Braga, que este promove com o actual vice-presidente da câmara como candidato a essa mesma concelhia, logo como provável candidato a candidato, cheira-nos, aqui na rua, que estamos tão perto do edifício camarário, que por lá o cozinhado pode ser outro. Podemos ter como prato de entrada, Vítor de Sousa à concelhia e, como prato principal, Hugo Pires a presidente da câmara.
Assim uma espécie de: coças-me a costas que eu coço-te as tuas.

Independentemente destas lutas internas do partido no poder camarário, a luta que nos toca a nós é muito maior e muito mais complicada. E complicada porque o PS está na câmara e com maioria. E nós, oposição, nada mais temos feito nestes últimos anos, do que vindo a ser um ligeiro incomodo à sua governação. O partido socialista continua na senda da sua gestão ruinosa para a cidade, quer no plano económico, pois Braga não possui nenhuma referência nesta área que catapulte a região para a importância e o peso que merecia e devia ter a nível nacional, até mesmo europeu; quer também com o velho problema do urbanismo e ordenamento territorial que transformou esta cidade num verdadeiro conjunto de guetos habitacionais, que não proporcionam nenhuma qualidade de vida às pessoas que neles vivem, e que neles investiram muitas vezes, o fruto de vidas de trabalho.

Está na hora de fazer mais; está na hora de fazer melhor. Já sabemos que a oposição ao candidato socialista à câmara, quer pela coligação ou pelo PSD sozinho, terá uma vez mais Ricardo Rio como rosto. Cabe-lhe desta vez o ónus de combater a candidatura do PS à câmara municipal, e não menos, também um novo candidato. Se será melhor? Estará o PS mais fragilizado assim? Sabemos que está divido neste momento pelo apoio aos já assumidos candidatos a candidatos, mas isso será história antiga, logo após as eleições para a concelhia. Por isso, o PS pode apresentar-se com toda a sua força e toda a experiência de uma vigência de mais de 35 anos de poder. E quando falamos de poder...
Estará talvez na altura de começar a limpar os fúsis.

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Tudo em nome da ciência


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Outro ponto de vista


Faltas ao trabalho foram equivalentes a 125 anos em 2010


Os funcionários de uma câmara municipal minhota faltaram em 2010 o equivalente a 125 anos de trabalho.

Segundo a CCDRN, a câmara de Guimarães lidera a região do Minho com 45666 dias de faltas, logo seguida da câmara de Braga com 41533 dias de falta. De salientar que juntas, somam quase 250 anos de faltas ao trabalho.
Em terceiro lugar ficou a câmara de Famalicão com 28320 dias de faltas, sendo que a nível individual se destacou a câmara de Valença com mais de 50 dias de faltas por cada um dos seus funcionários.

Noticias de Guimarães

sábado, 31 de dezembro de 2011

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo



Para o PCP, com muito amor

«Não, o problema não é o PCP dar condolências ao povo norte-coreano pela morte do ditador que mantinha a Coreia do Norte num transe colectivo. O problema está no facto de vivermos num país onde os jornalistas têm medo de associar a palavra "ditador" à palavra "comunismo". Li e ouvi várias referências à morte do "líder" ou "presidente" da Coreia do Norte, e não li ou ouvi referências à morte do ditador do regime mais enlouquecido da galeria comunista. Ao pé daquele sujeito, Fidel Castro é um menino. Comparado com aquele comunismo oriental, o comunismo cubano é um spa tropical. Portanto, se as redacções não conseguem dizer que Kim jong-il era um "ditador", vão dizer o quê quando Castro morrer? Que era um notável líder? Um brilho celeste tristemente bloqueado pela canzoada yankee?

Não, o problema não é o humor involuntário do PCP. O problema é continuarmos a viver numa cultura que ainda não aceita críticas impiedosas ao comunismo, que ainda não aceita a equivalência moral entre comunismo e fascismo. O problema é continuarmos a viver cultura que é completamente estranha à narrativa deste filme de Peter Weir. Sim, a estória (isto é, a espessura das personagens durante a fuga do gulag) não nos agarra, mas a História do filme tem um peso que fala por si. Partindo de uma perspectiva polaca, Rumo à Liberdade diz-nos algo que continua a ser tabu: a II Guerra Mundial começou com uma dupla invasão da Polónia; os alemães invadiram pela esquerda e os soviéticos invadiram pela direita. Os comunistas de Estaline também iniciaram a II Guerra.

Peter Weir relembra na tela algo que Norman Davies já tinha carimbado no papel: a Europa não é sinónimo de Europa ocidental. Os agressores e as vítimas da história europeia não estão apenas na Europa ocidental. A Europa oriental também conta. Devemos, portanto, desenterrar esse pormaior: em 1939, comunistas e fascistas invadiram - ao mesmo tempo e em conluio - a Polónia. A URSS não entrou na II Guerra em 1941, mas sim em 1939. Aliás, a segunda agressão da guerra pertence à URSS: a esquecida invasão da Finlândia, em Novembro de 1939. Depois, enquanto a Alemanha já oferecia os habituais tabefes à França, a URSS anexou os Estados bálticos. Não acreditam? Então inquiram um estónio ou um lituano sobre este assunto, e depois reenviem a resposta ali para o "Avante".»

Henrique Raposo (www.expresso.pt)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Você que até é um bocado socialista achava que Sócrates até tinha sido simpático com os mais pobres e que este governo é que lhes está a dar forte e feio?


Austeridade comparada

    Você que até é um bocado socialista achava que Sócrates até tinha sido simpático com os mais pobres e que este governo é que lhes está a dar forte e feio? Pois, desengane-se, quem tem razão são os que estão à sua esquerda: Sócrates deu forte e feio nos mais pobres - e Passos ainda está a dar mais. Uma verdadeira carnificina, incomparável na Europa. Uma vergonha. Até na Grécia, um país institucionalmente mais fraco do que Portugal, as coisas passaram-se de outra forma. O que aliás ajuda a perceber a confusão nas ruas: afinal aquilo era para não se lhes ir mais ao bolso. Esta última dedução não está, mas as conclusões acima estão num estudo recente sobre os efeitos das medidas de austeridade levadas a cabo nos 6 países europeus que mais as fizeram desde 2009. São eles: Estónia, Irlanda, Grécia, Espanha, Portugal e RU. O estudo reporta-se ao que foi feito até Junho de 2011 e por isso para Portugal ele diz respeito apenas ao governo do Eng. Sócrates. Mas como sabemos que de lá para cá as coisas pioraram...mas já lá vamos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Justiça à "tuga"!!!



Onde arranjo um tio magistrado do MP? É que o meu vizinho faz um barulho desgraçado com o portão da garagem às tantas da madrugada. Queria obrigá-lo a meter o carro até às 21h.


O dono de uma pastelaria de Braga queixou-se hoje de “perseguição”, depois de ter sido detido 16 vezes em três meses pela GNR por alegadamente se encontrar dentro do estabelecimento uns minutos para além do horário de funcionamento.

“Basta ultrapassar o horário em dois minutos e já tenho a GNR à porta, é uma coisa verdadeiramente incrível”, disse Sérgio Lima.
Acrescentou que sempre que isso acontece é detido e levado no carro da GNR até ao posto da GNR no Sameiro, onde passa “à volta de uma hora” no preenchimento do auto de notícia.
Aquela pastelaria, situada na cidade de Braga, foi alvo de uma providência cautelar, interposta por um morador no prédio, magistrado do Ministério Público, que se queixou de excesso de ruído. 
O tribunal aceitou a providência e decidiu encurtar o horário de funcionamento da pastelaria, que era das 7h00 às 24h00 e passou para das 9h00 às 21h00.
A partir daí, como assegura Sérgio Lima, a GNR “não larga a porta”, seja de manhã seja à noite, para controlar a hora de abertura e de fecho. 

in Jornal Publico

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Outro ponto de vista


por Acácio de Brito

 “Dar e receber – o difícil e desejável equilíbrio (...) dar e receber, quando é feito com
o coração, é gratuito e gratificante”. (Maria José Quintela)

A época natalícia é sempre momento de reencontro connosco, com os outros e com a vida! Não obstante, é minha convicção que este momento de celebração da Vida está absolutamente adulterado, mormente, quando, no lugar do Menino, se coloca uma figura simpática, mas sem sentido – o pai Natal. Ora, se procuramos que este momento seja de autêntica festividade pelo sentido da mensagem do Deus Menino, não tem razão a natureza consumista que hoje, apesar do estado de crise, tem caracterizado esta época de Natal. Numa perspectiva mais intimista, mais próxima, recordo, com imensa saudade, o primeiro Natal que passei em Portugal, nos idos anos de 1976. Estava na capital do Império que tinha desabado, Lisboa, cidade imensa, que de todo não conhecia. Sentia-me, desse modo, profundamente só. Aliás, em nota de rodapé, confidencio que a minha aversão às castanhas assadas remonta a esse tempo pois associo-as
a esse momento de solidão. Todavia, tive então a melhor prenda de Natal da minha vida – a companhia de minha irmã Zezinha que, por si só, já bastava enquanto prenda, mas que me ofertou, com sacrifício imenso, um camisolão de flanela! Que lindo que era, que bem me soube!
A companhia, o sentido genuíno da oferta, tudo se conjugou para que recorde, com saudade imensa, um Natal,
o do ano de 1976, onde só aparenteN colaboração com o Outro. Não obstante, não nego o sentido agradável da prenda! Mas, poupem-nos... Mesmo em crise, chegámos ao exagero, ao limite. Não vale a pena! Hoje, num tempo com uma mundividência ávida do TER, muitas vezes nos esquecemos da dimensão autêntica e substantiva do SER.
A todos, os votos de um Santo e Feliz Natal em que o sentido da mensagem do Menino nos interpele sempre, tornando-nos desse modo, melhores com o Outro, nosso irmão.

in D.M. 23/12/2012

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Boas festas e um dos meus desejos para 2012

Estive quase para não ter tempo para escrever. E vou acabar por não escrever, porque o que queria dizer li aqui no Avatar e arriscava-me a ser acusado de plagiar, pois reflecte o meu pensamento desde há muito tempo. Sem mais demoras aqui fica por palavras deles um dos meus desejos de Natal.

por Carlos Garcez Osório no Avatar


«Confesso que nunca fui simpatizante de greves. Nunca aceitei muito bem o poder negocial que se funda na capacidade de causar prejuízos. Nunca compreendi como podem os sindicatos vangloriarem-se de uma qualquer greve ter sido uma vitória quando esse triunfo se mede pela proporção do dano causado. E pior, não compreendo e não aceito quando esse dano é causado directamente à população em geral. Neste tipo de greves quem sofre não é o Conselho de Administração ou a Entidade Patronal que se quer antagonizar, mas o Povo.
Mais incompreensível é o facto de alguns objectivos que se pretendem alcançar com as greves serem, no mínimo, ilegítimos. Neste caso da CP, tentar através de uma acção de força sindical alterar o resultado de processos disciplinares que são pendências que, obviamente, devem ser decididas em sede disciplinar e eventualmente em sede judicial, constitui uma pressão inadmissível. A lei proíbe, manifestamente, qualquer tipo de coacção sobre quem tem o poder de julgar.
Nesta altura do campeonato em que todos devemos estar preocupados com o aumento da produtividade nacional, esta greve da CP é como ter no barco um “gajo” a remar para trás, de propósito e todo contente.
Ora uma greve que é feita durante toda a quadra natalícia e que impede as pessoas de viajarem de comboio e em muitos, mas mesmo muitos, casos vai impossibilitar aquela que é, por excelência, a oportunidade anual de estar com toda a Família, é asqueroso.
O meu primeiro desejo para 2012 é que depois de se ter vendido parte da EDP aos chineses, se venda a CP à Coreia do Norte (por mim até pode ser dada)! ».