terça-feira, 15 de novembro de 2011

Determinado a não facilitar

Otelo parece entusiasmado com os tumultos na Grécia. E ressuscitou no seu pior. Diz que não gosta de ver militares na rua, mas ameaça com uma saída dos quartéis. Desta vez, diz que até pode ser mais fácil organizar um golpe que derrube o poder político do que foi em 74. Bastam 800 homens.

Na Madeira, Alberto João Jardim não prepara a revolução, mas parece. Com a "troika" a exigir-lhe poupança, decidiu dar folga aos funcionários do seu Estado para o ouvirem discursar. Como se eles tivessem ouvido outra coisa nos últimos 30 anos.

Em Lisboa, Juncker, o presidente do Eurogrupo, encontrou-se com Passos Coelho, em S. Bento, à hora em que Jardim discursava. E não terão ouvido em directo a enésima insolência do político madeirense, que, ao tomar posse – mais uma vez – festejou à dívida contraída porque agora ela não seria possível.

Visto de fora, Portugal tem sol, é ameno, simpático e conta, para já, com um primeiro-ministro que se reafirma determinado a não facilitar na correcção das dívidas. Mas quem aterrasse ontem em Lisboa e ouvisse Otelo e Jardim bem podia lembrar-se do desabafo do general romano que um dia terá constatado: há na parte mais ocidental da Ibéria um povo muito estranho que não se governa nem se deixa governar.

Ângela Silva
http://www.rr.pt/

O Presidente do Conselho, Van Rompuy, elogiou as raízes cristãs da Europa

Roma,14 de Novembro, 2011 (ZENIT.org) - Durou todo o sábado a visita a Roma de Herman Van Rompuy, Presidente do Conselho da Europa. Na parte da manhã, Van Rompuy foi recebido em audiência pelo Papa Bento XVI, tendo com o pontífice um colóquio que durou uns vinte minutos.

"Vivemos uma época de crises", começou o Papa em seu discurso ao euro dirigente belga. "Europa tem grandes problemas", acrescentou o Santo Padre, com particular referência à crise económica. Van Rompuy, em seguida, apresentou sua esposa e o resto da sua delegação ao Papa.

De acordo com o que foi referido pela Sala de imprensa da Santa Sé, a reunião foi realizada "em uma atmosfera de cordialidade" que permitiu "uma troca útil de pontos de vista sobre a situação internacional e sobre a contribuição que a Igreja católica deseja oferecer à União Europeia".

O Presidente do Conselho Europeu deu ao Papa o livro Europe epure du dessin ("Europa esboço de um projeto"), enquanto Bento XVI homenageou Van Rompuy e a sua delegação com a medalha do seu pontificado.

Após a reunião com o Papa, Van Rompuy foi recebido pelo Secretário de Estado vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone, e pelo Secretário para as Relações com os Estados, monsenhor Dominique Mamberti.

Posteriormente, o Presidente do Conselho Europeu visitou a Comunidade de Santo Egídio, onde ficou para o almoço, discutindo ainda sobre Europa, sobre a crise econômica e sobre o compromisso da União Europeia no Norte da África, depois da Primavera árabe.

Van Rompuy, por fim, participou da conferência Viver juntos na Europa de hoje, hospedado pela Pontifícia Universidade Gregoriana, durante à qual defendeu as raízes cristãs do velho continente.

O Presidente do Conselho da Europa citou o historiador belga Jacques Pirenne, que disse: "A Europa é um verdadeiro caos, formada por antigos povos romanos, cuja civilização tem origens milenárias, e por novos povos que incluem todos os graus de barbárie e semi-barbárie. A Igreja, unindo-os no cristianismo, cria a Europa. Não será uma entidade política, nem uma entidade econômica, essa será exclusivamente uma comunidade cristã".

O cristianismo foi um "elemento constitutivo” que “marcou profundamente as estruturas” do velho continente, acrescentou o ex-primeiro ministro belga.

A Europa como projecto político "foi a resposta para a guerra, para o horror". Essa está “fundada sobre esta rejeição e sobre esta escolha, pelo homem, contra a barbárie e o totalitarismo ", disse Van Rompuy.

A união dos valores que deveriam unir as nossas comunidades não deverá ser apenas a "solidariedade", conceito que "para não ser demasiado estéril, implica uma noção de partilha e de amor". É justo o amor, de acordo com Van Rompuy, o elemento fundamental: um amor "gratuito no sentido do dom".

O amor é uma "força transcendente", sem, no entanto, ser "abstracta". "Ele precisa, também, de concretização – continuou o euro dirigente -. O amor, como também a fé, está morto se não se traduz em obras".

Depois de prestar homenagem à Companhia de Jesus e ao grande legado religioso, cultural e cívico da congregação de Santo Inácio de Loyola, Van Rompuy concluiu com um elogio à cidade de Roma, citando uma frase do Papa Pio XII: "Roma, a geradoura, a anunciadora, a tutora da civilização e dos eternos valores de vida".

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Capitão Desassisado



Outro Ponto de Vista


Acácio de Brito
in DM de 11/11/11 

“O nosso conhecimento só pode ser finito, enquanto a nossa ignorância tem necessariamente de ser infinita” (Karl Popper)

A propósito do frenesim provocado pela presença, ou não, da selecção portuguesa de futebol no europeu da bola chutada pelos pés, uma reflexão: o futebol, enquanto prática desportiva, transformou-se, para bem e para mal, numa indústria de entretenimento que move milhões. Milhões de pessoas e de dinheiro! Os seus actores principais, os jogadores, transformam-se em autênticos deuses do Olimpo. Idolatrados por multidões, têm responsabilidades acrescidas. Significam para muitos, nomeadamente, os mais jovens, modelos que procuram seguir. Recordamos o exemplo de jogadores como António Simões, Coluna, Humberto Coelho, Fernando Gomes, Jordão, Nené, José Augusto e, por que não, Nuno Gomes, Rui Costa ou Messi, como modelos de bom comportamento. Queremos, ou procuramos esquecer, exemplos de outros e de um conjunto de indivíduos, capitaneados não sabemos por quem que, na celebração de uma vitória, que nós devemos parabenizar, a estragam completamente. Sempre visto, do palanque da vitória, o gozo é o insulto ordinário e gratuito. Só não é trágico porque é cómico. As acções caracterizam bem os seus autores. Contudo, não podemos permitir que alguns, sem qualquer formação cívica
e moral, se permitam, de forma leviana, insultar tantos que gostam de futebol e até são adeptos de clubes diferentes. Bem sei que a culpa não é só dos que aparecem, mas isto não deve constituir um factor de desculpabilização. Estes, os que aparecem, têm a responsabilidade acrescida de quem é visto como modelo. Sabemos que muitos dos ídolos têm pés de barro. Os exemplos, tanto no mercado doméstico como no exterior, são abundantes, desde um Vítor Baptista a Best, ou mesmo a Diego Maradona. Mas alguns parecem que nunca aprendem...
O problema, se calhar, pode ser outro: termos alguns dirigentes que, usando e abusando da mais fina ironia, julgam mesmo que são intocáveis! Quão efémeros são os poderes temporais! Às vezes, quando nos apercebemos desta iniludível realidade, o nosso tempo já passou!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

São Martinho

A Comissão Política Concelhia do CDS-PP/Braga, convida todos os seus militantes e simpatizantes a participar num magusto/convívio que se realizará na sede no dia 12 de Novembro pelas 17:00.

A conta que o PS deixou por pagar aos portugueses

Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

Análise da Proposta de Lei do Orçamento de Estado para 2012


A Comissão Política Concelhia de Braga do CDS-PP reuniu na passada sexta-feira, em conferência aberta com os militantes do concelho, para análise e discussão da proposta de lei do OE2012. Presidida por Henrique Borges, a reunião contou a presença interessada e motivada dos militantes que se quiseram questionar sobre este importante documento e que marcará, de forma indelével, a vida nacional no próximo ano. Desta reunião saíram as seguintes notas, que visam responder a duas perguntas essenciais:

Porque é que este Orçamento é mais exigente do que o acordado no memorando de entendimento com a Troika internacional?

1- O Orçamento de Estado para 2012 (OE) é um dos mais exigentes orçamentos para o pais na era democrática, quer na sua configuração inicial, quer na previsível difícil execução, que exigirá de todos uma atitude de esforço, rigor e determinação excepcionais à altura das circunstancias, também elas excepcionais, em que o pais se encontra.

2- Para a sua perfeita compreensão ter-se-á de entender o quadro da situação económica e financeira em que nos encontramos, ie, a constatação que este é um orçamento que vai além do esforço imposto pelo plano de assistência financeira internacional ao nosso país encontra a sua explicação não na livre opção política do actual governo, mas antes sim no facto que quadro financeiro com verdade apurado é, significativamente, diferente daquele que está na base do acordo celebrado com a troika internacional. Finalmente o país começa a conhecer, com verdade, a sua real situação financeira e é a essa realidade que este Orçamento responde. Não é mais tempo de enganos e de malabarismos de contabilidade. Este é um Orçamento de verdade.

3- A execução orçamental nos primeiros meses de 2011 revelou um desvio substancial do previsto, o que resultou da evidente incapacidade do Governo do Partido Socialista em aplicar as medidas com que se tinha comprometido e que, consequentemente, obriga o actual Governo tomar medidas não previstas, nem antecipadas para 2012. Só nos primeiros meses de 2011 foi consumido 70% do Orçamento, isto em meses em que não houve sequer o pagamento dos subsídios de férias e de Natal da função pública. Percentagem que corresponde à totalidade do valor do Orçamento disponível para este ano. Vamos todos ter de nos governar nos 12 meses de 2012 com igual valor daquilo que o Governo socialista gastou só em 6 meses.

4- Sem uma proposta de orçamento para 2012 que previsse um ajustamento drástico na despesa e na receita fiscais não seria possível respeitar o limite para o défice acordado no programa de assistência internacional e assumido para que Portugal pudesse continuar a cumprir com compromissos quer com os seus fornecedores quer com os trabalhadores da função pública, quer nos apoios sociais, o que, consequentemente, implicaria a paralisação do Pais e a colocação dos economicamente mais débeis numa situação insustentável.

5- A expressão popularizada de que “Há mais vida para além do défice” é uma enorme falácia: sem umas finanças públicas saudáveis não é possível o imprescindível financiamento da economia e, consecutivamente, a potenciação do crescimento económico do País e a geração de riqueza. Neste sentido, falhar as metas traçadas para o défice público é falhar a possibilidade de um crescimento económico no curto prazo.

6- Neste quadro adverso é notável que, em resultado da renegociação do Programa da Troika, se tenha corrigido algumas situações de flagrante justiça social e que assim, apesar de previstas no plano não serão executadas: o subsídio de desemprego, o subsídio de doença, os abonos de famílias e outras prestações sociais não serão sujeitos a tributação em sede de IRS.

7- É pois o actual quadro de verdade que justifica, cabalmente, as medidas adicionais que este Governo preconiza e não uma qualquer vontade masoquista de impor aos Portugueses medidas ainda mais exigentes do que aquelas assumidas internacionalmente. Este é um Orçamento extremamente exigente porque é um Orçamento de verdade, realista e de prudência.

Este é um Orçamento socialmente justo e que prepara Portugal para o futuro?

1- Portugal precisa de um Orçamento que alie a consolidação orçamental à reestruturação da nossa economia. É neste equilíbrio que se joga a nossa sobrevivência enquanto Estado soberano.

2- Ao gastarmos menos do que aquilo que vamos receber, para além de provar que conseguimos viver de acordo com as nossas possibilidades, vai-nos permitir uma real redução do défice público. Este é um bom caminho. A meta traçada é a de conseguir reduzir o défice 2/3 pelo lado da redução da despesa e 1/3 pelo aumento da receita. Consecutivamente, ao termos um Estado menos gastador, temos um Estado que vai libertar os recursos financeiros essenciais para o financiamento da economia.

3- Todas as medidas de redução de despesa deixam intactos os trabalhadores da função pública que auferem o salário mínimo e afectam primariamente as pessoas elevados rendimentos, nomeadamente através da taxa acrescida de solidariedade social. Passam também significativamente pela redução das despesas correntes de funcionamento da máquina administrativa, onde a implementação do programa PREMAC já permitiu a extinção/fusão de mais de 100 organismos. A suspensão dos subsídios de férias e Natal é essencial para evitar os despedimentos na função pública, permitindo-se desta forma menos gravosa que a necessária redução das despesas com pessoal se faça com o movimento normal das aposentações. Não fosse o desvio herdado e esta não teria sido uma medida necessária.

4- Da mesma forma, as medidas de aumento da receitam preservam a taxa reduzida do IVA no cabaz de bens essenciais, assim como a restrição de benefícios fiscais afecta sobretudo os escalões de maior rendimento, atendendo-se à dimensão do agregado familiar através da majoração das deduções para as famílias com mais filhos. Nota especialmente positiva para a taxa intermédia para os sectores essenciais de produção nacional como a vinicultura, a agricultura e as pescas.

5- Finalmente, uma nota muito positiva e uma importante marca CDS neste Orçamento: receita adicional de IVA será alocada ao financiamento do Programa de Emergência Social, aumentando os recursos destinados ao auxílio das famílias portuguesas em situação de exclusão ou carência social.

6- Por último, quanto à reestruturação da economia, será fundamental a redimensionar o sector empresarial do Estado, cujo nível de endividamento junto dos bancos nacionais constitui uma das razões de peso do estrangulamento do crédito à economia.

7- O grande desafio da política orçamental para 2012 será cumprir a meta para o défice público de 4,5% do PIB imposta pelo Memorando de Entendimento, conciliando este esforço com o estímulo à actividade económica e uma vincada equidade social.

Pensamos que este é o Orçamento necessário, ditado pelas circunstâncias, o Orçamento possível, numa tentativa de minorar os efeitos recessivos e o Orçamento socialmente justo, repartindo o esforço de consolidação das finanças públicas de forma transversal na sociedade portuguesa mas com um forte enfoque nos mais ricos, preservando os mais débeis.


Braga, 6 de Novembro de 2011

A Comissão Política Concelhia do CDS-PP/Braga

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Passos promete redução da despesa pública para 43% até 2015

Na abertura da discussão do Orçamento do Estado, o primeiro-ministro anunciou que Governo pretende fazer uma diminuição da despesa pública “sem precedentes”.

Numa intervenção que sublinhou, recorrentemente, o diálogo político e partidário em torno da proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2012 (“somos um exemplo para os nossos parceiros europeus”), o primeiro-ministro deu a conhecer ao Parlamento uma das metas definidas pelo Executivo em relação à despesa pública: “Caminhamos rapidamente para a redução da despesa pública para 43% e esta será uma redução sem precedentes”, afirmou, garantindo que o objectivo será alcançado até ao final da legislatura, em 2015.

Esta previsão está mais ou menos em linha com o delineado nas Grandes Opções do Plano 2012-2015, que aponta para um corte da despesa pública para os 43,5%. A confirmar-se, representará uma diminuição de cerca de seis pontos percentuais do PIB, visto que, em 2011, a despesa pública ronda os 49,3%.

Ao abrir o debate parlamentar sobre o OE, Passos Coelho insistiu, por diversas vezes, em classificar o documento como “duradouro”, “sustentável” e “equitativo”, apontando ainda a sua “robustez”, “equilíbrio” e “realismo”. Considerando que as propostas inscritas no OE traduzem o início da “estabilização da economia portuguesa”, o chefe do Governo não deixou de lançar alguns elogios implícitos ao PS, que irá abster-se na votação na generalidade e na votação final global, notando que, nas últimas semanas, Portugal “evidenciou-se” pelo consenso e discussão política”.

Numa referência à situação europeia, nomeadamente na zona euro, Passos frisou que as dificuldades “não são apenas económicas e financeiras, mas também políticas”. Pelo que, sustentou, os tempos exigem mais e melhor discussão política: “Mesmo na adversidade não podemos deixar de pensar no futuro.”

Numa altura em que o Governo, juntamente com a troika, está a negociar alguns ajustamentos no programa de assistência financeira, Passos assegurou que esta negociação não corresponde a uma alteração nas metas definidas no memorando. “Não o fizemos e nunca o faremos”, asseverou, “porque o compromisso é agir e decidir nas condições que existem e que muitas vezes não dependem das nossas escolhas”.

Por Maria José Oliveira
http://www.publico.pt/

Presidente do Eurogrupo satisfeito com medidas do Governo português

Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, mostrou-se satisfeito com as medidas adoptadas em Portugal para consolidar as contas públicas e disse que o desastre grego não se compara com as dificuldades de Portugal.

"Não há comparação possível entre a Grécia e Portugal, entre as características do desastre grego e as dificuldades momentâneas portuguesas. Por isso tudo deve ser feito em 2011 e 2012 para atingir os objectivos orçamentais que foram definidos", afirmou Juncker, que se diz satisfeito com os esforços feitos por Portugal.

http://noticias.portugalmail.pt

A economia volta a crescer em 2013

Previsões da Comissão Europeia apontam para uma contracção mais forte que o estimado pelo Governo no próximo ano. Em 2013 Portugal estará a crescer acima de 1%, mas em 2012 terá a recessão mais forte da Zona Euro, com a economia a encolher 3%.

A Comissão Europeia estima que o PIB português vai registar uma contracção de 3% no próximo ano. Uma estimativa mais pessimista que a inscrita pelo Governo no Orçamento do Estado de 2012, que antevê uma queda do PIB de 2,8%.

De acordo com as previsões de Outono, Portugal e Grécia serão os únicos países da zona euro e da União Europeia com uma contracção tanto em 2011 como em 2012, estimando Bruxelas que a economia grega recue 5,5% este ano e 2,8% em 2012.

A confirmarem-se as previsões de Bruxelas, Portugal será assim a economia da Zona Euro com a recessão mais forte no próximo ano. Uma expectativa que reflecte o impacto das medidas de austeridade a implementar no próximo ano, para que o país consiga cumprir a meta de redução do défice.

As previsões anteriores de Bruxelas para Portugal apontavam para uma contracção de 1,8% no PIB português em 2012. Quanto para este ano, Bruxelas manteve a previsão de uma queda de 1,9% no PIB.

No que diz respeito às estimativas para a Zona Euro, foram revistas em baixa para 0,5% em 2012, sendo que a Comissão Europeia não descarta um cenário de recessão na região, que continua a ser castigada pela crise da dívida.

Desemprego em alta e economia volta a crescer em 2013

Para 2013 a Comissão Europeia, nas previsões de Outono hoje divulgadas, estima que o PIB português irá crescer 1,1%.

Quanto aos restantes indicadores macro-económicos, a Comissão Europeia projecta que o desemprego se situe este ano nos 12,6%, aumentando um ponto percentual em 2012, de acordo com as previsões de outono hoje reveladas pelo executivo comunitário.

A Comissão Europeia estima que Portugal irá cumprir as metas de défice público para 2011 e 2012, prevendo mesmo um valor ligeiramente mais optimista que o Governo português para este ano, ao antecipar um valor de 5,8% do PIB. A meta definida no memorando de entendimento entre o Estado português e a 'troika' é de 5,9 %, e prevê um défice de 4,5 por cento para 2012, o objectivo traçado no quadro do programa de assistência.

Quanto à dívida pública, a Comissão Europeia prevê que chegue a 101,6% do PIB este ano e registe um aumento para 111,6% em 2012.

Já a inflação em Portugal será de 3,5% este ano, e registará um abrandamento de meio ponto percentual, para 3%, em 2012.

http://www.jornaldenegocios.pt/

Estrela por direito próprio

Depois de um ano fantástico, Nani espera atingir a 50ª internacionalização por Portugal em grande estilo frente à Bósnia e Herzegovina, esta sexta-feira, na primeira mão do "play-off" de qualificação para o EURO UEFA 2012 agendado para Zenica.

O extremo estreou-se na selecção principal em Setembro de 2006, mas apenas saiu da sombra de Cristiano Ronaldo no Manchester United FC em 2009, quando o compatriota assinou pelo Real Madrid CF. Nani alinhou em todos os jogos do Grupo H de qualificação para o UEFA EURO 2012 e está determinado em continuar a brilhar com a camisola das "quinas".

Na época passada, o antigo jogador do Sporting revelou-se figura de destaque na conquista do 19º título da Premier League por parte do United, registo recorde em Inglaterra, o seu terceiro em quatro anos. Com nove golos e 18 assistências, viu também reconhecida a influência na equipa de Alex Ferguson ao ser eleito jogador do ano de 2010/11 pelos jogadores dos "red devils".

"O Nani fez uma época fantástica no ano passado", comentou Alex Ferguson, treinador do United, após ver o seu pupilo bisar na vitória da SuperTaça de Inglaterra, por 3-2, sobre o rival Manchester City FC, isto após a sua equipa ter estado a perder. "Só está na sombra do Ronaldo porque ser português. É a única ligação que vejo. Na minha cabeça ele nunca esteve na sombra. Sempre mostrou enorme potencial, mas há jogadores que precisam de mais tempo para amadurecer."

Nani afirmou-se definitivamente desde que Ronaldo deixou Old Trafford e realizou igualmente duas das suas melhores exibições pela selecção na ausência do antigo colega de clube, quando Portugal garantiu a qualificação para o Campeonato do Mundo de 2010 ao vencer os dois jogos do "play-off" ante a Bósnia e Herzegovina, por 1-0. Em Novembro de 2009, com Ronaldo lesionado, Nani esteve à altura da responsabilidade e fez as assistências para os golos decisivos de Bruno Alves, em Lisboa, e de Raul Meireles, em Zenica.

Foi mais uma declaração de independência de um jogador que não gosta de comparações. "Sou o Nani e não o Cristiano Ronaldo", afirmou a dada altura. "Não quero comparações porque o nosso estilo de futebol é diferente."

Portugal vai lutar no "play-off" pela quinta presença consecutiva na fase final do Campeonato da Europa e Nani espera poder voltar a ser decisivo. O atacante completa 25 anos dois dias depois da segunda mão em Lisboa e, após ter falhado o Mundial de 2010 devido a uma lesão numa clavícula, confia estar na idade certa para brilhar na Polónia e na Ucrânia.

"Pensei que seria o meu Campeonato do Mundo", lamentou no Verão passado. "Estava a treinar e a jogar bem, mas é a vida." Nani não parou de crescer como jogador e tem motivos para acreditar que finalmente chegou a sua hora.

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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Outro Ponto de Vista


 por Acácio de Brito

 “Quem procura na liberdade algo mais do que a própria liberdade é feito para servir.” (Alexis de Tocqueville)
Desde sempre considero a política uma das artes mais nobres do ser humano. Entendo-a, mesmo, como uma actividade que, na sua acção prática, sempre transfiguradora e configuradora, nos tende a aproximar de um limite próximo do infinito. Aos homens, intérpretes desta nobre arte, são exigidas qualidades que os devem diferenciar. Aliás, uma análise por mais superficial que seja, leva-nos sempre à constatação de que os líderes políticos, os verdadeiros anunciadores de uma realidade nova, são possuidores de qualidades diferenciadoras dos demais, pelo menos em tese. Não obstante este considerando,
o mundo de hoje parece-nos negar esta nossa convicção.
A política, hoje, parece mais um exercício do faz-de-conta para não fazer conta de nada. Relativismo total, com afirmações proclamadas com solenidade, desmentidas de imediato por uma realidade que teima em considerar-se outra coisa. Vejamos! Anunciaram, de forma solene, que
a carga fiscal tinha atingido o limite do “intolerável”!
A realidade nua e crua demonstra que, afinal, ou os políticos não sabiam o que se passava, o que é grave, ou então... com uma elegância que me imponho, remeto-me a um silêncio de palavras. Disseram-nos, ainda há relativamente pouco tempo, de forma desassombrada, que o problema se situava no âmbito do descontrolo das despesas intermédias. Com pompa e gráficos, ficámos, então, a saber que tudo seria facilmente resolúvel! Agora, nem se fala nas despesas ou gastos intermédios. Dizem-nos,
e com aparente convicção, que são irrelevantes. Hoje, já não são um escândalo, são uma consequência de reajustamentos do mercado em que estamos inseridos. Este faz-de-conta, este comportamento troca-tintas, não é fazer política. Política deve ser generosidade autêntica, mas aquela que não se altera ao sabor dos lugares que se vão ocupando.

Publicado em D.M. de 4/11/2011

"O Ministério não tolera indisciplina nas aulas"

O ministro da Educação, Nuno Crato, disse hoje que "não tolera indisciplina nas escolas", ao comentar um vídeo de uma aula na Escola Secundária Miguel Torga, em Monte Abraão, que decorre com várias perturbações, perante a passividade da professora.

De acordo com o jornal "Correio da Manhã" de hoje, o vídeo mostra que "um grupo de alunos monopoliza a aula sem que a professora exerça qualquer autoridade", sendo que um dos alunos, que é sempre o protagonista, levanta-se e filma, impedindo o normal decurso da lição.

Questionado esta noite sobre o episódio à margem de encontros com os sindicatos, o ministro da Educação, Nuno Crato, afirmou que o Ministério tomou "uma série de medidas em relação a isso", garantindo que um aluno da Escola Secundária Miguel Torga já foi suspenso.

"O Ministério não tolera que haja indisciplina nas aulas, não tolera que os professores possam ser maltratados verbalmente ou mesmo fisicamente, como em alguns casos tem acontecido. Queremos criar um clima de disciplina nas escolas, um clima de respeito pelo professor para que o professor possa cumprir a sua missão, que é ensinar os alunos", disse o governante. (...)

http://www.dn.pt/

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

[Sobre o niilismo (em português)]

As palavras de Bento XVI
Reflexão sobre a vida eterna

* * *

Queridos irmãos e irmãs!

As leituras bíblicas da liturgia ordinária dominical nos convida a prolongar a reflexão sobre a vida eterna, iniciada em ocasião da Comemoração de todos os fiéis defuntos. Sobre este ponto é evidente a diferença entre quem acredita e quem não acredita, ou, poderíamos dizer, entre quem espera e quem não espera. De fato escreve São Paulo aos Tessalonicenses:"não queremos, porém,irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança." (1Ts 4,13). A fé na morte e ressurreição de Jesus Cristo marca, também neste campo, um divisor de águas decisivo. São Paulo sempre recorda aos cristãos de Éfeso que, antes de acolher a Boa Nova, estavam "sem esperança e sem Deus no mundo" (Ef2,12). Na verdade, a religião dos gregos, os cultos e mitos pagãos, não eram capazes de iluminar o mistério da morte, de fato uma antiga inscrição dizia: "In nihil ab nihilo quam cito recidimus", que significa: " No nada do nada logo cairemos". Se tiramos Deus, se tiramos Cristo, o mundo recai no vazio e na escuridão. E isso se reflete também nas expressões do niilismo contemporâneo, um niilismo muitas vezes inconsciente que infelizmente, destrói muitos jovens.

O Evangelho de hoje é uma palavra célebre, que fala de dez jovens enviadas à uma festa de casamento, símbolo do Reino dos Céus, da vida eterna(Mt 25,1-13). É uma imagem feliz, com a qual Jesus ensina uma verdade que nos coloca em discussão, de fato, daquelas dez jovens: cinco entraram na festa, porque, na chegada do esposo, tinham óleo para acender suas lâmpadas; enquanto as outras cinco ficam de fora, porque, tolas, não levaram óleo. O que representa este "óleo", indispensável para ser admitido no banquete nupcial? Santo Agostinho (disc 93,4) e outros autores antigos lêem como símbolo do amor, que não se pode comprar, mas se recebe como dom, se conserva no íntimo e se aplica na prática. Verdadeira sabedoria é aproveitar a vida mortal para realizar obras de misericórdia, porque, depois da morte, isso não será mais possível. Quando nos acordarmos para o juízo final, este será realizado na base do amor praticado na vida terrena(Mt 25,31-46). E este amor é dom de Deus, derramado em nós pelo Espírito Santo. Quem acredita em Deus-Amor leva dentro de si uma esperança invencível, como uma lâmpada com a qual atravessar a noite além da morte, é alcançar a grande festa da vida.

À Maria, Sedes Sapientiae, pedimos que nos ensine a verdadeira sabedoria, aquela que se fez carne em Jesus. Ele é a via que conduz à esta vida em Deus, ao Eterno. Ele nos mostrou a face do Pai, e assim nos deu uma esperança repleta de amor. Por isto, à Mãe do Senhor a igreja se dirige com as seguintes palavras: "Vita, dulcedo, et spes nostra". Aprendendo dela a viver e morrer na esperança que não desilude.

[Tradução: ZENIT. ©Libreria Editrice Vaticana]

Bento XVI na lista dos mais «poderosos» do mundo 2011, segundo a revista Forbes

Na sétima posição

Quien conoce un poco de prensa le resulta familiar el nombre de la revista Forbes, ampliamente conocida por ser una publicación especializada y con excelente acogida en el público al que principalmente está destinada: líderes de negocios y empresarios alrededor del mundo. La información que ofrece va enfocada a ese auditorio y de ahí su lema «Information for the World´s Business Leaders».

Una de sus secciones habituales son los rankeos que periódicamente hace sobre variadas áreas. La de inicios de noviembre de 2011 la ha dedicado, como es costumbre una vez al año, a las personalidades «más poderosas» del mundo. En la lista 2011 de las 70 personalidades aparece el Papa Benedicto XVI en la séptima posición, después del presidente de los Estados Unidos, que ocupa el primer lugar; de Vladimir Putin, primer ministro ruso (2º lugar); Hu Jintao, presidente chino (3er. Lugar); Angela Merkel, canciller alemana (4º lugar y la mujer mejor posicionada de toda la lista); Bill Gates (fundador de Microsoft, en el 5º lugar) y el rey saudita Abdulah bin Abdulaziz al Saud (en la sexta posición). (...)

Sobre el Papa Benedicto XVI refiere Forbes: «Es el líder espiritual de una sexta parte de la población mundial -1.2 mil millones de almas-; ofrece la última palabra en materia de aborto, matrimonio gay, mujeres sacerdotes y, más recientemente, se ocupa de Wall Street. En octubre el Vaticano II invitó a una autoridad supranacional para supervisar la economía global: "Para que funcione correctamente la economía se necesita la ética y no de cualquier tipo, sino una centrada en las personas"» (se puede consultar el perfil del Papa en Forbes aquí http://www.forbes.com/profile/pope-benedict-xvi/)....)

Los diez primero puestos de la revista Forbes.
Resulta interesante que uno de los criterios de elección sea la influencia moral que, en este caso concreto, tiene una persona sobre muchas otras (los temas están enunciados de hecho por Forbes misma). El «poder» del Papa no es económico, militar o tecnológico, sino moral. Y que sea una publicación de cariz económico-financiero-social la que lo recoja y reconozca es todavía más elocuente. De suyo destaca el énfasis puesto en el tema de la ética económica centrada en las personas y, aunque no lo cita explícitamente, es en Caritas in veritate, la encíclica «económico-social» de Benedicto XVi, donde él tocó personalmente los temas aludidos.

Desde luego que Forbes no ha hecho una apología del Papa pero es buena señal que se reconozca la labor de Benedicto XVI como voz de los que no la tienen en un periodo de crisis económica donde no pocos hombres y mujeres han quedado sin empleo.

http://www.religionenlibertad.com/

"Pode-se acreditar no ministro das Finanças?”

Marcelo Rebelo de Sousa pergunta se há motivos para dar credibilidade e acreditar em Vítor Gaspar, o ministro das Finanças.

Lembra o comentador da TVI que, primeiro, o ministro disse que era preciso cortar dois subsídios (de Natal e de férias) e que não havia folga orçamental, mas, afinal, agora, a pedido do PS, parece que já não é preciso. “As pessoas ficam a pensar”.

Diz Marcelo que, quer o primeiro-ministro, Passos Coelho, quer o ministro das Finanças, vieram garantir que a única solução era o corte dos dois subsídios. Afinal, a dúvida instala-se.

“É verdade? Enganaram-se nas contas ou aquilo não era exactamente assim? Era para exagerar ou meter medo? Ou a situação melhorou espectacularmente em termos orçamentais – e isso é boa notícia – ou então lança-se o balão para assustar o povo e depois recua-se um bocadinho”.

O antigo líder social-democrata acrescenta que a confirmar-se que, afinal, só vai haver um corte, isso são boas notícias para os portugueses.

http://rr.sapo.pt/

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Orgasmo pode causar amnésia

Sexo pode afectar a memória. A Universidade de Georgetown, nos EUA, publicou um estudo de caso interessante: uma mulher de 54 anos chegou ao hospital reclamando que não se lembrava de nada do que havia ocorrido nas últimas 24 horas. E tudo começou após um orgasmo, ao fazer sexo com seu marido.

Os autores da pesquisa dizem que ela sofreu amnésia temporária por conta do sexo, uma situação rara e que dificilmente ocorrerá novamente com a mesma pessoa. “Pode estar relacionada a alterações no fluxo sanguíneo que alimentam a formação de memórias do cérebro – uma consequência da circulação sanguínea que ocorre durante o sexo.”

Segundo os estudiosos, a tal amnésia ocorre apenas em 3 a 5 pessoas em cada 100.000. Com homens e mulheres, principalmente com mais de 50 anos.

in ABCNews

"Cidade mal planeada?"

Na última reunião de vereação, realizada um dia após o forte temporal que assolou Braga, Ricardo Rio acusou Mesquita Machado de uma "claríssima falha no planeamento da cidade". Acrescentando a isto, sublinhou a escassez de meios que a protecção civil dispõe no município, problema que já foi levantado em outras situações semelhantes.

A questão do planeamento urbano é oportuna e justificará, no futuro, uma análise mais aprofundada. Sendo a área do planeamento um parâmetro multi-disciplinar, exigiria a presença, não apenas de arquitectos ou geógrafos, mas também de arqueólogos, historiadores, sociólogos, bem como outras instâncias que se dedicam a aprofundar a natureza do tecido urbano bracarense ou que trabalham em projectos de vertente social. Se uma cidade não é construída tendo em atenção o seu contexto histórico, sociológico e urbanístico, então os decisores políticos, quaisquer que sejam, correrão o sério risco de cometer erros difíceis de corrigir. Talvez Braga esteja a começar a pagar o preço de um crescimento acelerado e, seguramente, pouco reflectido.

É uma pena que nas reuniões de Assembleia Municipal ou de Vereação não co-exista um esforço conjunto por pensar as linhas com que se traça uma cidade. Não basta alterações de PDM atempadas, mas é necessário que sejam bem discutidas e aprofundadas. Não pode ser de ânimo leve, que se deixa destruir edifícios referência na arquitectura da cidade, ou que se permite o desaparecimento de ruas e das respectivas comunidades, como entretanto já sucedeu. Não basta traçar avenidas e artérias com a régua e esquadro. Não chega permitir uma volumetria de construção suficiente para determinada área. É preciso ir mais longe! É necessário pensar nas pessoas que aí se irão concentrar. É preciso entender a história como parte integrante da própria cidade. É preciso perceber que tipo de estruturas são necessárias patrocinar para o serviço do conjunto de cidadãos que determinada área alberga. A falha nos espaços verdes e de lazer é, talvez, o maior pecado e evidência das últimas décadas de gestão autárquica.

Salvaguardo que em Braga nem tudo é falha e desorganização. Há bons exemplos de urbanismo. Pena é que haja também tão maus planeamentos efectuados..
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Que soluções poderemos adoptar para minorizar os efeitos de uma cidade, em parte, mal planeada? Seria este um tema tão pródigo para o futuro de Braga. Assim os 'nossos' políticos o queiram discutir...

por Rui Ferreira,
http://bragamaior.blogspot.com/

A bizarria de se chamar Seguro

António José Seguro, o novo líder do PS, dificilmente podia ter gerido pior a decisão sobre como votar o Orçamento do Estado mais odiado das últimas décadas.

Inseguro no partido, Seguro deixou-se empurrar para um estado de hesitação insuportável. Também aqui estamos com azar: uma oposição à altura faz sempre falta.

Foram os socialistas que pediram ajuda externa, foram eles que negociaram com a “troika” os 70 mil milhões que nos livraram da insolvência. E foram eles que geriram o país nos anos que mais directamente nos conduziram aqui. Não foram eles, é certo, que fizeram o Orçamento que aí vem e ao qual não quererão ficar amarrados. Mas a saída airosa não exigia ser genial.

Bastava António José Seguro dizer: este é um mau Orçamento, não posso aprová-lo por discordar do seu conteúdo, mas a situação do país exige conjugação de esforços e, por isso, o PS abstém-se. E, quanto mais cedo o dissesse, mais ganhava com isso: descolava do conteúdo do pacote de horror que aí está, mas mostrava o sentido de Estado exigido ao segundo maior partido. E deixava-se de dúvidas existenciais.

Não foi capaz. Pressionado internamente pelas várias correntes à solta no PS – uns a pedir sangue, outros nem por isso – António José Seguro começou por dizer que só havia 0,0001% de hipóteses de chumbar o Orçamento. Mas foi a reboque do desastrado tiro de Cavaco Silva – que, se queria promover a concórdia, acabou a incendiar os ânimos. E, a poucos dias de ter que votar o Orçamento do Estado, o PS continua dividido e a alimentar um tabu que só fragiliza o seu líder.

Passos Coelho aproveita a fragilidade alheia e já avisou que se o PS tiver uma fórmula fantástica de fazer diferente do Governo, sem deixar de cumprir o que a “troika” lhe exige, ele pára para ouvir. Mas, até agora, do lado da barricada socialista, o silêncio é total. Alguém conseguirá explicar aos socialistas que não há eleições no horizonte?


por Ângela Silva,
http://rr.sapo.pt/opiniao, 27-10-2011

Último recurso de Isaltino foi recusado

O Tribunal Constitucional (TC) considerou transitado em julgado o seu acórdão de Outubro relativo ao caso do autarca de Oeiras Isaltino Morais, que pedira uma aclaração sobre uma decisão deste tribunal que lhe tinha sido desfavorável.

Um comunicado daquele tribunal superior refere que "na sessão de 31 de Outubro de 2011, a 2/a Secção do TC proferiu decisão em que (...) considerou transitado em julgado, nessa data, o seu acórdão de 11 de Outubro de 2011" relativo a um recurso de Isaltino Morais.

A defesa do presidente da Câmara Municipal de Oeiras tinha apresentado a 27 de Outubro um requerimento ao TC para que este esclarecesse o sentido da decisão desfavorável relativa ao recurso anteriormente apresentado pelo autarca.

A 12 de Outubro os juízes do TC decidiram por unanimidade não julgar inconstitucional o artigo da lei que impede o julgamento por tribunal de júri dos crimes de participação económica em negócio, de corrupção passiva para acto ilícito e de abuso de poder quando são cometidos por um membro de um órgão representativo de autarquia local.

Nesse dia, o advogado do autarca mostrou-se surpreendido com a "rapidez da decisão" do TC, proferida em menos de uma semana após a entrega do recurso.

Isaltino Morais foi condenado em 2009 a sete anos de prisão e a perda de mandato por fraude fiscal, abuso de poder e corrupção passiva para ato ilícito e branqueamento de capitais. Posteriormente, a pena foi reduzida para dois anos pelo Tribunal da Relação.

Em maio, o Supremo Tribunal de Justiça rejeitou um pedido de anulação da pena de dois anos de prisão efectiva e fez subir para o dobro a indemnização cível a que estava sujeito a pagar. Para que a decisão não transitasse em julgado, o autarca apresentou recurso ao TC, que agora foi chumbado.

Papandreou cada vez mais tremido

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, deve apresentar a sua demissão em breve ao Presidente Karolos Papoulios, avança a BBC online. Uma fonte do gabinete de Papandreou, no entanto, assegura à Reuters que este não se demitiu. E a televisão pública grega está a dizer que exclui essa possibilidade.

A televisão britânica diz que Papandreou deve oferecer-se para formar um governo de coligação, que seria liderado pelo ex-presidente do banco central Lucas Papademos como primeiro-ministro. Estas seriam as conclusões da reunião de emergência do conselho de ministros, que esteve a decorrer esta manhã, avança o site da emissora britânica, que cita fontes em Atenas não identificadas.

"O primeiro-ministro vai falar, como previsto, no Parlamento, mais tarde. Não há nenhuma demissão", disse fonte do gabinete de Papandreou à Reuters, face a estas notícias.

O ministro das Finanças,Evangelos Venizelos, tinha-se afastado de Papandreou esta manhã, após regressar de um encontro na cimeira do G20, em Cannes, opondo-se ao referendo. "A posição da Grécia na eurozona é uma conquista histórica do país que não pode ser posta em dúvida", afirmou.

A reunião de emergência do Conselho de Ministros é a de um Executivo dividido. Alguns deputados já tinham abandonado o grupo parlamentar, acabando com a maioria governamental socialista. Numa carta assinada por cerca de 30 parlamentares socialistas e também da oposição, era proposto o nome de Lucas Papademos, político muito respeitado na Grécia, para liderar um “governo de salvação nacional”.

http://economia.publico.pt/