quinta-feira, 14 de julho de 2011

Percebi que não era de Esquerda

(Nota: todos os factos relatados no presente remontam a maio de 2005)

Aos 53 anos, Maria José Nogueira Pinto foi reconduzida à frente da Santa Casa, um império com 500 anos, que factura, anualmente, 24% das receitas dos jogos sociais e possui mais de 1 300 prédios urbanos e mais de 1 200 hectares de prédios rústicos.

Figura de relevo da Direita, é militante do CDS-PP, dirigiu a Maternidade Alfredo da Costa e foi subsecretária de Estado da Cultura mas também viveu num campo de refugiados, na África do Sul, de onde fugiu com o marido, depois de se ter feito passar por doente...

VISÃO: "A Thatcher, ao lado dela, é de chocolate", disse, num depoimento à VISÃO, há sete anos, a sua irmã Maria João Avillez. Assenta-lhe bem, esta definição?

MARIA JOSÉ NOGUEIRA PINTO: Sou uma pessoa determinada e gosto de autoridade.

Já era assim "mandona", em pequenina, em família e com as suas irmãs?

Nasci numa família com muitas mulheres. Além das minhas duas irmãs e da minha mãe, havia a minha tia, a minha avó (uma mulher com uma fé muito grande em Deus, que vivia o Evangelho até às últimas consequências) e o meu pai. Era um microcosmos onde a mulher nunca esteve num plano de desigualdade. O clima sempre foi, todo ele, no sentido de estimular estas personalidades fortes.

São as mulheres que mandam no casarão do Campo Grande, onde reside, com a sua família?

Exactamente, embora a figura masculina seja muito respeitada nisso somos muito conservadoras. Hoje, ainda assistimos a essa discussão caricata sobre se as mulheres têm importância intelectual...

Ainda se assiste?

Sim, veja o debate sobre as quotas, o acesso das mulheres aos centros de decisão, as mulheres nos partidos políticos. Nada disso fez parte da minha formação as mulheres eram preponderantes, no sentido de preservarem a sua personalidade, as suas escolhas profissionais. Por exemplo, lembro-me de a minha tia ir vender cortiça para a Uniao Soviética e sapatos para os Estados Unidos. A minha bisavó, que já não conheci, teve o primeiro side-car que existiu em Lisboa! Sendo eu uma mulher de Direita e de uma família conservadora, tive essa parte toda que normalmente, por cliché, não se associa à Direita: muita fantasia, muita imaginação, um sentido muito lúdico da vida, muita discussão.

Quando foi construída, aquela casa?

É anterior ao terramoto. Foi uma casa que nos deu muito sentido estético e ético. As coisas não estão lá por acaso, estão lá porque cada geração lutou para as manter. Esta ideia de que somos elos de uma cadeia, talvez seja a coisa mais interessante de uma família antiga.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

O PS Pós-Sócrates

Já várias pessoas notaram que a campanha para a liderança do PS está muito mortiça. O desinteresse dos media e do público é talvez compreensível, tendo em conta a ressaca universal pós-Sócrates, mas nem os socialistas se mostram muito entusiasmados com a escolha do herdeiro. Pacheco Pereira, que tende a intelectualizar as coisas, culpa a desertificação a que o ex-PM votou o partido pela indigência do debate interno. Eu, que sou um cínico, acho que o problema é outro: toda a gente vê o próximo secretário-geral do PS como um líder de transição. Mal ou bem, há a percepção geral de que a coligação de direita está para durar e que, portanto, o PS vai fazer nos próximos tempos a sua travessia do deserto seja quem for o camelo que o leva às costas (sem ofensa).

É pena, porque as democracias só funcionam realmente bem quando a oposição representa uma alternativa ao Governo. Isto, que constitui uma evidência de la Palisse, ainda é mais evidente e mais lapalissiano em tempos de crise. Um PS em estado comatoso nos próximos anos não é uma boa notícia para ninguém. Não é para o Governo, que precisa mais do que nunca de um interlocutor válido no Parlamento, e não é para o país, que precisa mais do que nunca de quem fiscalize o Governo. A bem de todos, esperemos que haja vida depois de Sócrates.


por Pedro Picoito
http://cachimbodemagritte.com/

Dica sobre o momento político americano

"The fact that we are here today to debate raising America’s debt limit is a sign of leadership failure. It is a sign that the U.S. Government can’t pay its own bills. It is a sign that we now depend on ongoing financial assistance from foreign countries to finance our Government’s reckless fiscal policies."

Retirado do discurso do Senador Barack Obama em 2006,
antes de votar contra o aumento do limite do endividamento.

in http://cachimbodemagritte.com/

Sudão do Sul

Sudão do Sul: finalmente independente

Primeiro país em reconhecer a nova nação foi o próprio Sudão

ROMA, terça-feira, 12 de julho de 2011 (ZENIT.org) – Em uma atmosfera quase de estádio de futebol – com gente até tocando vuvuzelas –, o Sudão do Sul viveu, no último dia 9, o tão esperado dia da sua independência do Sudão, tornando-se oficialmente o 54º país do continente africano e o 193º do mundo.

Na solene cerimônia, realizada na capital Juba, no mausoléu do líder independentista John Garang, que morreu em um acidente de helicóptero em julho de 2005, participaram dezenas de milhares de pessoas, formando, segundo a Neue Zürcher Zeitung (9 de julho), a mais numerosa concentração humana jamais vista na cidade situada às margens do Nilo Branco.

A celebração começou com as orações lidas por dois líderes religiosos, um muçulmano e outro cristão, Dom Paulino Luduku Loro. “Que Deus dê alegria a todo o nosso povo”, rezou o arcebispo católico de Juba, que quis recordar todos os que “nos expressaram sua solidariedade durante os longos anos de guerra” e pediu, além disso, um “novo entendimento” entre o Norte e o Sul (Agence France-Presse, 9 de julho).

O cume do evento chegou quando se recolheu a bandeira sudanesa e se içou a da República do Sudão do Sul, que, depois de Eritreia (1993), é a segunda nação africana nascida de uma secessão. A independência de Juba foi precedida por uma longa e sanguinária guerra civil entre o Norte muçulmano e o Sul animista e cristão que, explodindo em 1955, durou (com uma pausa de 1972 a 1983) até a assinatura do Acordo Geral de Paz (CPA), que se realizou em 9 de janeiro de 2005, na capital do Quênia, Nairóbi, entre o presidente sudanês, Omar Hassan al-Bashir, e os rebeldes do Movimento/Exército Popular para a Libertação do Sudão (SPLA/M) de Garang.

Calcula-se que a segunda fase da guerra civil – a mais cruenta – causou quase 2 milhões de vítimas e mais de 4 milhões de deslocados. “Nossos mártires não morreram em vão”, destacou o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir Mayardit, dirigindo-se à multidão (BBC, 9 de julho). “Esperamos mais de 56 anos até este dia. É um dia que ficará gravado em nossos corações e em nossas mentes”, continuou o ex-chefe rebelde, que usava seu já característico chapéu preto de cowboy.


"Crise é consequência da perda da dignidade humana"

"Resposta à crise econômica: “Humanae Vitae” e “Populorum progressio”

"ROMA, terça-feira, 12 de julho de 2011 (ZENIT.org) – Na origem da crise econômica mundial, existe uma evolução negativa sobre a concepção da dignidade do homem: do homem centro da criação progressivamente se passou ao homem produtor, consumidor, ao câncer da sociedade, homem inútil e custoso, como os idosos.

"Esta é uma das reflexões que surgiram sobre o tema “Consequência da crise econômica”, no evento realizado no último dia 6 de julho, na embaixada da Itália junto à Santa Sé.

"Intervieram o professor Gotti Tedeschi, presidente do IOR (Instituto das Obras de Religião); o vice-presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Maurizio Lupi; o administrador na Itália do Santander Private Banking, Stefano Boccadoro; e o embaixador da Italia na Santa Sé, Francesco Maria Greco.

"O presidente do IOR sugeriu o que se pode ler nas entrelinhas da encíclica Caritas in Veritate. “Bento XVI nos diz que não temos que colocar a culpa nos instrumentos quando na verdade somos nós que os usamos mal. Não são os instrumentos que devem mudar, mas o homem. A medicina, a economia etc., são instrumentos; o que os torna mais ou menos éticos é como o homem os usa.”

"O bancário italiano indicou que, na introdução da encíclica, o Papa explica que a origem da crise está no niilismo dominante e na perda progressiva dos valores, e em não ter levado em consideração duas encíclicas anteriores.

"Em outras palavras, “na origem desta crise está o fato de não ter respeitado inteiramente a vida e a dignidade do homem (a Humanae Vitae) e o tipo de progresso que o homem deve seguir, um progresso ideal (a Populorum Progressio)”.

"Gotti Tedeschi considerou que a crise nasce da paulatina perda de consciência da dignidade da pessoa humana, o que, no final das contas, se reduz a um problema: “se o homem é filho de Deus ou se é a evolução de uma bactéria. E se o fim justifica os meios e, por conseguinte, a vida não tem sentido. A diferença está em que, na visão laicista, a vida não tem um sentido sobrenatural”.

"Por outro lado, centrando-se diretamente no âmbito econômico, o vice-presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Maurizio Lupi, afirmou que é necessário fugir do pensamento “mais regras, mais estado e menos mercado”.

"“Esta é uma tentação que não pode ser considerada, especialmente se entendemos que é a pessoa quem é capaz de sair da crise. O problema não é colocar mais regras, mas solicitar o melhor da pessoa.”

"Ele considerou, além disso, que existe um desafio educativo. Não se trata somente de leis ou de ajudas econômicas, mas de ter uma concepção própria da pessoa, da família e da empresa, elementos que dão vida ao próprio fundamento da ação."

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Daqui: HenriCartoon

terça-feira, 12 de julho de 2011

Nova Campanha de Marketing da Cerveja Cintra

Se Sousa Cintra tem impulsionado uma campanha de marketing deste género em Portugal, às tantas não tinha passado por um processo de insolvência...

Hospitais devem retirar objectos alusivos à infância

Segundo o Diário de Noticias, o IGAS (inspecção geral das actividades em saúde), recomendou que todos os consultórios médicos em hospitais públicos onde são realizadas consultas de IVG (interrupção voluntária da gravidez) ou de acompanhamento psicológico e social das intervenientes, devem remover todos os objectos visíveis nestes consultórios que interfiram com a escolha das mulheres. Especificamente estes consultórios não poderão ter quaisquer objectos relativos à infância ou de cariz religioso. 

Eu pergunto, relativamente a esta questão. Vão também tomar medidas semelhantes em consultórios que atendam, por exemplo, mulheres que têm cancro de peito e vão remover um peito? Por exemplo, proibir que sejam atendidas por médicas e enfermeiras com trajes ousados ou atributos que interfiram com a escolha da paciente?

Eu pergunto ainda, relativamente a esta questão. Os consultórios que o IGAS verificou apenas fazem consultas de IVG? Se não, e então os direitos das outras pessoas. Os direitos de quem sofre de cancro e utiliza os mesmo consultórios de apoio psicológico e social e que acredita e tem fé? E daquelas mulheres que não podem ter filhos, que são acompanhadas nestes consultórios em preparação para IA (inseminação artificial)? A estas pessoas, a privação da presença de objectos alusivos à infância ou de cariz religioso não tem efeitos contrários aos das mulheres que recorrem à IVG? Então porque é que os direitos de umas são mais importantes do que de outras?

Eu pergunto ainda, relativamente a esta questão. Vão também proibir e fechar igrejas e lojas de artigos infantis nas proximidades destes locais? Vão obrigar a médica ou a enfermeira a esconder a cruz que têm no fio ao pescoço? Não poderão ter estes profissionais, fotos visíveis dos seus filhos, por exemplo nos telemóveis ou smartphones?  O que vão proibir a seguir. A presença de mulheres grávidas ou de crianças nas instalações destes hospitais, por exemplo na sala de espera das consultas que tantas vezes são comuns ou adjacentes.

Isto não tem outro nome senão sectarismo ideológico. É um assunto da moda e não importa atropelar os direitos dos outros para extrapolar a importância deste método anticoncepcional.

Já agora só mais uma pergunta. Para quando o pagamento de taxas moderadoras respectivas a quem recorre à IVG. Pelo menos, às quem o fazem por mais do que uma vez! Isto não recomenda o IGAS. Talvez não faça parte das suas (in)competências.

Fonte: Diário de Noticias

A Europa e Portugal ficaram mais pobres

Público 2011-07-11
Otto von Habsburg simbolizava um mundo liberal e democrático, conservador e aristocrático, a que a I Guerra pôs termo

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"Otto von Habsburg morreu na passada segunda-feira, com 98 anos. Não muito conhecido entre nós, foi, no entanto, uma figura de referência na Europa. Simbolizava um mundo liberal e democrático, conservador e aristocrático, a que a I Guerra pôs termo, com a parcial excepção da Inglaterra e dos povos de língua inglesa. Mas ele insistiu em manter-se fiel a essa nobre tradição, desafiando os populismos revolucionários da direita e da esquerda.

"Otto era o príncipe-herdeiro do Império Austro-Húngaro, filho do imperador Carlos I e da imperatriz Zita de Bourbon-Parma. Mas o império desagregou-se com a I Guerra e a nova república austríaca, muito zelosa dos seus imaginários pergaminhos igualitários, baniu os Habsburgos dos seus títulos nobiliárquicos. A família exilou-se na Madeira, onde o antigo imperador morreu em 1922.

"Otto permaneceu toda a vida católico, liberal, democrata e europeísta, além de atlantista. Admirava a monarquia constitucional inglesa e a tradição gradualista dos povos de língua inglesa, incluindo a República americana. Mas, se foi possível importar para o continente europeu os princípios constitucionais da língua inglesa, não foi possível replicar no continente o sentido de humor, o horror ao fanatismo e o espírito de compromisso e moderação dos ingleses. A Europa do século XX caiu vítima de líderes ordinários de sinal contrário: Hitler e Mussolini de um lado, Lenine e Staline do outro, competiram entre si na manipulação de massas ululantes, de braço estendido ou de punho erguido, com trajes de mau gosto.

"Otto denunciou com horror os dois totalitarismos de sinal contrário. Recusou-se a cumprimentar Hitler na sua Áustria natal - que em breve iria acolher de bandeja a anexação pelo cabo Hitler. Otto foi condenado à morte pelo III Reich e exilou-se em França, de onde escapou das tropas germânicas para novo exílio nos EUA.

"Após a II Guerra, Otto regressou à Europa e, com Winston Churchill, encabeçou os movimentos favoráveis à reunificação europeia e à reconciliação franco-alemã. Presidiu à União Pan-Europeia, entre 1973 e 2004, e foi deputado ao Parlamento europeu, pelo partido social-cristão da Baviera, entre 1979 e 1999. Em 1960, aderira à Mont-Pélerin Society, um clube euro-americano de liberais, fundado em 1946 por Friedrich A. Hayek e Karl Popper, entre outros.

"Tive o privilégio de o conhecer, ainda que fugazmente, quando discursou na Universidade Católica em Lisboa, em 2005, a convite do reitor, Manuel Braga da Cruz. Foi uma intervenção memorável, em defesa da liberdade, da democracia, da dimensão cristã da civilização europeia, e da nova União Europeia alargada aos países da Europa central e oriental.

"Otto von Habsburg era um dos últimos grandes representantes de uma nobre tradição liberal e aristocrática europeia, de que Winston Churchill foi líder no século XX. Ambos aceitavam - e defenderam com vigor - a democracia moderna, sem contudo se renderem às modas igualitárias e às vulgaridades ideológicas. Conta-se que um dia, em Bruxelas, quando alguém lhe disse que ia assistir a um jogo de futebol, Otto terá perguntado "entre quem?". "A Áustria e a Hungria", foi a resposta. Ao que ele terá ripostado: "Contra quem?"

"A notícia da morte de Otto von Habsburg colheu-nos na mesma semana em que duas personalidades marcantes nacionais faleceram prematuramente: Maria José Avillez Nogueira Pinto e Diogo Vasconcelos.

"Conheci mais de perto o Diogo, que foi meu aluno num dos primeiros programas de mestrado do IEP-UCP, em 1997-98. Era um jovem brilhante, cheio de energia e espírito empreendedor, com uma larga visão e uma grande ambição para Portugal.

"Conheci Maria José sobretudo através do marido, Jaime Nogueira Pinto, e de sua filha Teresa, que também foi aluna do IEP. Mas todos conhecíamos a sua personalidade pública, afirmativa e inspiradora, de uma grande senhora.(...)"

A promiscuidade tira a vontade

"O que é a experiência?

"Nada. É o número dos donos que se teve. Cada amante é uma coronhada. São mais mil no conta-quilómetros. A experiência é uma coisa que amarga e atrapalha. Não é um motivo de orgulho. É uma coisa que se desculpa. A experiência é um erro repetido e re-repetido até à exaustão. Se é difícil amar um enganador, mais difícil ainda é amar um enganado.

"Desengane-se de vez a rapaziada. Nenhuma mulher gosta de um homem «experiente». O número de amantes anteriores é uma coisa que faz um bocadinho de nojo e um bocadinho de ciúme. O pudor que se exige às mulheres não é um conceito ultrapassado — é uma excelente ideia. Só que também se devia aplicar aos homens. O pudor valoriza. 0 sexo é uma coisa trivial. É por isso que temos de torná-lo especial. Ir para a cama com toda a gente é pouco higiénico e dispersa as energias. Os seres castos, que se reprimem e se guardam, tornam-se tigres quando se libertam. E só se libertam quando vale a pena. A castidade é que é «sexy». Nos homens como nas mulheres. A promiscuidade tira a vontade.

"Uma mulher gosta de conquistar não o homem que já todas conquistaram, saquearam e pilharam, mas aquele que ainda nenhuma conseguiu tocar. O que é erótico é a resistência, a dificuldade e a raridade. Não é a «liberdade», a facilidade e a vulgaridade. Isto parece óbvio, mas é o contrário do que se faz e do que se diz. Porque será escandaloso dizer, numa época hippificada em que a virgindade é vergonhosa e o amor é bom por ser «livre», que as mulheres querem dos homens aquilo que os homens querem das mulheres? Ser conquistador é ser conquistado. Ninguém gosta de um ser conquistado. O que é preciso conquistar é a castidade."

Miguel Esteves Cardoso,
in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa'

São Tomé: eleições presidenciais

No próximo domingo haverá eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe, sendo possível que seja necessária uma segunda volta que, a confirmar-se, deverá ter lugar três semanas depois. Naturalmente, as hipóteses de sucesso não estão distribuídas de forma igual pelos dez candidatos presentes na disputa eleitoral, mas mesmo assim o resultado final é imprevisível.

Estas eleições presidenciais são cruciais para o futuro do primeiro-ministro, Patrice Trovoada. Tendo vencido as eleições legislativas em Agosto de 2010, a Acção Democrática Independente (ADI), por si liderada, foi incapaz de estabelecer um governo de coligação e acabou por formar um executivo minoritário. Ora, desde a transição para a democracia não houve um único governo - maioritário ou minoritário, de coligação ou de um só partido político - que vigorasse toda a legislatura. Em média, a partir de 1991, os governos duraram menos de dois anos, sendo evidente que existe um grave problema de instabilidade política em São Tomé e Príncipe.

Tendo em conta a natureza estrutural da instabilidade política, bem como a natureza minoritária do governo de Patrice Trovoada, não é muito arriscado vaticinar que o actual primeiro- -ministro, tal como os seus antecessores, terá muita dificuldade em manter--se no cargo durante toda a legislatura. Tudo se tornará ainda mais difícil se for eleito um novo Presidente da República oriundo, ou próximo, do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), o partido que mais tempo ocupou o poder político desde a transição para a democracia, derrotado em Agosto de 2010 pela ADI e actualmente a maior força política na oposição.

Isto dito, seja qual for o desfecho das eleições presidenciais, a instabilidade política vivida nas últimas duas décadas impõe que se proceda a ajustes de natureza sistémica. Trovoada defende a presidencialização do regime, uma solução que satisfazia as suas pretensões políticas. Julgo que o caminho a seguir deverá ser em sentido contrário, i.e. a parlamentarização do regime. Independentemente dos méritos de cada uma das soluções - um debate que não cabe neste espaço -, num ponto todos estarão de acordo: a estabilidade política é fundamental, uma vez que sem ela dificilmente haverá crescimento económico.

Uma última nota para registar que, no último ano, Patrice Trovoada veio três vezes a Portugal. Em nenhuma delas foi solicitada oficialmente qualquer audiência com o Presidente da República, o primeiro-ministro, ou o ministro dos Negócios Estrangeiros. As primeiras impressões confirmam-se: o distanciamento político de Trovoada - em claro contraste com o anterior primeiro-ministro e, em geral, com as lideranças anteriores do MLSTP/PSD - em relação a Portugal é indisfarçável.

Perante o reajuste a que procedeu Patrice Trovoada na relação de São Tomé com Portugal, é legítimo que o seu homólogo português, Pedro Passos Coelho, proceda de igual modo e reavalie também a relação de Lisboa com São Tomé. A seu tempo, ainda com Trovoada ou já com o seu sucessor, as relações bilaterais voltarão seguramente a conhecer um novo ciclo de cumplicidade política. Afinal, as lideranças políticas são efémeras, mas os laços históricos são duradouros.

por Paulo Gorjão,
Director do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS)
Publicado no "i" em 12 de Julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

Ainda a Moody's

E agora Moody's?

Lagarde alerta para a necessidade dos EUA aumentarem nível da dívida

Em entrevista à estação norte-americana ABC, Lagarde disse esperar que os dois partidos cheguem a um compromisso até à data – 2 de Agosto – que a Casa Branca deu como limite para o Congresso aumentar o tecto máximo do endividamento dos EUA, que chegou ao seu limiar a 16 de Maio.

Apesar do impasse nas negociações, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, assegurou hoje que o país não deixará de cumprir os seus compromissos financeiros. “Os Estados Unidos não entrarão em default” (incumprimento da dívida), reforçou.

De acordo com o que já dissera, os Estados Unidos terão esgotado, a 2 de Agosto, os recursos que lhe têm garantido sobreviver sem ultrapassar o máximo de 14,3 biliões (milhões de milhões) de dólares de dívida atingida em Maio.

Ao afirmar que “os dirigentes do Congresso compreendem” o que está em causa, Geithner tenta pressionar a oposição republicana (em maioria na Câmara dos Representantes) para fazer aprovar o aumento desse tecto máximo – que corresponde a 93 por cento do Produto Interno Bruto previsto para este ano. Mas ainda ontem John Boehner, o republicano que preside à Câmara dos Representantes, rejeitou em comunicado chegar a acordo com a Casa Branca.

Neste quadro, Christine Lagarde alertou para as “consequências devastadoras” que uma eventual entrada dos Estados Unidos em incumprimento teria a nível mundial, dizendo mesmo que não quer imaginar sequer um cenário desses.

Fonte: Publico

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Standard & Poor's contraria Moody's e não baixa rating a Portugal



Fonte: RTP, TVI24

Aí está, pura e dura, a herança socialista! - II

Fonte: HenriCartoon

«Nada me faltará» Sl 23, 1



«Acho que descobri a política - como amor da cidade e do seu bem - em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia.

«Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizemos desde então uma família, com os nossos filhos - o Eduardo, a Catarina, a Teresinha - e com os filhos deles. Há quase quarenta anos.

«Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais - Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções.

«Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz - como repetiu João Paulo II - "não tenhais medo". Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios, nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida, nem na morte. Suportei as rodas baixas da fortuna, partilhei a humilhação da diáspora dos portugueses de África, conheci o exílio no Brasil e em Espanha. Aprendi a levar a pátria na sola dos sapatos.

«Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou -mesmo quando faltava tudo.

«Regressada a Portugal, concluí o meu curso e iniciei uma actividade profissional em que procurei sempre servir o Estado e a comunidade com lealdade e com coerência.

«Gostei de trabalhar no serviço público, quer em funções de aconselhamento ou assessoria quer como responsável de grandes organizações. Procurei fazer o melhor pelas instituições e pelos que nelas trabalhavam, cuidando dos que por elas eram assistidos. Nunca critérios do sectarismo político moveram ou influenciaram os meus juízos na escolha de colaboradores ou na sua avaliação.

«Combatendo ideias e políticas que considerei erradas ou nocivas para o bem comum, sempre respeitei, como pessoas, os seus defensores por convicção, os meus adversários.

«A política activa, partidária, também foi importante para mim. Vivi--a com racionalidade, mas também com emoção e até com paixão. Tentei subordiná-la a valores e crenças superiores. E seguir regras éticas também nos meios. Fui deputada, líder parlamentar e vereadora por Lisboa pelo CDS-PP, e depois eleita por duas vezes deputada independente nas listas do PSD.

«Também aqui servi o melhor que soube e pude. Bati- -me por causas cívicas, umas vitoriosas, outras derrotadas, desde a defesa da unidade do país contra regionalismos centrífugos, até à defesa da vida e dos mais fracos entre os fracos. Foi em nome deles e das causas em que acredito que, além do combate político directo na representação popular, intervim com regularidade na televisão, rádio, jornais, como aqui no DN.

«Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé.

«Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor.

«Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará.»


por Maria José Nogueira Pinto
In DN, Quinta-feira, 7 de Julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

"Cidadãos portugueses" usam site da Moody's para mensagem provocatória

This is Afonso Henriques, our first King
On your website... PRICELESS!
Afonso ranked your website as Z- -
WIS SWORD WILL BE SHOVED UP YOUR ASS
Sincerly,
Portuguese Citizens


Uma página no site da agência Moody’s exibe uma mensagem provocatória em favor de Portugal. É o resultado da exploração de uma pequena falha informática.
A página alterada mostra a esfera armilar e uma foto da estátua de D. Afonso Henriques, em Guimarães. No texto, assinado por "cidadãos portugueses", lê-se, numa tradução livre: “A Moody's tem orgulho em anunciar que Portugal é agora um país classificado com AA+. Aqui na Moody’s somos pagos para dizer aquilo que os nossos amigo$ querem”.
Fonte: Publico

Trichet: medidas extra são «muito, muito boas»

O presidente do Banco Central Europeu elogiou esta quinta-feira o anúncio de medidas do Governo português que vão além do acordado com a troika (FMI, BCE e UE).

«No caso do governo português sublinho que foi muito, muito bom que alguma decisões tenham sido tomadas pelo Governo que vão alem do que é o programa [da troika]», disse Jean-Claude Trichet aos jornalistas na habitual conferência após a reunião mensal do conselho de governadores.

«Por exemplo, a lista de privatizações vai mais longe que o programa e isso é algo que considero positivo. Temos também uma decisão que não está no programa, que é a taxação do subsídio de Natal», sublinhou Trichet.

O BCE decidiu esta quinta-feira que suspender o valor mínimo para aceitar dívida pública como colateral para os empréstimos bancários, uma medida de «excepção» para Portugal.

Esta foi, justificou Trichet, «em certa medida, uma resposta imediata» às agências de rating, principalmente à Moody`s que, há dois dias, colocou a nota da República portuguesa em «lixo».

Se a S&P, Fitch e a canadiana DBRS decidirem pelo mesmo caminho, as obrigações portuguesas deixariam de servir como garantia nos empréstimos de emergência aos bancos, já por si num momento de difícil acesso ao financiamento.

Assim, o anúncio hoje do BCE determina que, mesmo que as agências cortem a notação de Portugal, a instituição vai continuar a aceitar dívida pública nacional como colateral.

www.agenciafinanceira.iol.pt/m

"Era uma mulher muito clara na afirmação das suas convicções"

O deputado e antigo presidente do CDS-PP José Ribeiro e Castro afirmou hoje que a morte de Maria José Nogueira Pinto foi uma “grande perda para Portugal”, enaltecendo o seu exemplo de “coragem” e “verticalidade”.

“A morte da Maria José Nogueira Pinto é uma grande perda para Portugal, para o nosso tempo. É também, no meu caso pessoal, a perda de uma amiga que vai fazer muita falta aqueles que lhe são mais próximos, à sua família e aqueles que tiveram a sua companhia e o seu conselho durante muitos anos”, afirmou Ribeiro e Castro.

O antigo presidente democrata-cristão sublinhou que Maria José Nogueira Pinto “foi uma mulher de intensa intervenção pública, de grande sentido cívico, e que marcou muito os últimos anos da vida portuguesa, em diferentes áreas onde interveio”.

“Foi um exemplo e uma inspiração ver como já afetada pela doença manteve um combate político como candidata e fazendo-se reeleger deputada”, afirmou, referindo também a atividade como colunista, na imprensa, que continuou a desenvolver.

“Mostrou nestes últimos meses, nesta última etapa difícil da sua vida, a coragem que foi talvez um dos traços mais característicos da sua presença na vida portuguesa, assim como uma enorme verticalidade”, disse Ribeiro e Castro, numa declaração emocionada aos jornalistas, no Parlamento.

O deputado democrata-cristão evocou Maria José Nogueira Pinto como “uma pessoa que pelo sentido forte da sua intervenção” dificilmente receberia “unanimidade naquilo que foi o seu testemunho”.

“Era uma mulher muito clara na afirmação das suas convicções, mas decerto colherá unanimidade de todos nós nesta casa a forma extremamente digna como viveu a esteve sempre presente nos trabalhos parlamentares e na vida política nestes últimos meses da sua vida”, afirmou.

Ribeiro e Castro lembrou igualmente a sua faceta de “católica” e “cristã empenhada”, que “procurou sempre viver na companhia de Deus, que é uma coisa difícil”.

Maria José Nogueira Pinto morreu hoje, aos 59 anos, vítima de doença prolongada.

Foi deputada entre 1995 e 1999, eleita pelo CDS-PP, e depois entre 2009 até à data, pelo PSD.

Na actual legislatura, esteve presente nas duas primeiras sessões plenárias, referentes à eleição da presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, não tendo já comparecido à discussão do Programa do Governo, quinta e sexta-feira da semana passada.

@LUSA

NATO: "Jogo terminou" para Kadhafi

Os aviões da NATO inutilizaram mais de 600 tanques e peças de artilharia líbios e destruíram mais de 800 depósitos de munições desde o início da campanha na Líbia, anunciou hoje em Bruxelas o secretário-geral da Aliança.

Anders Fogh Rasmussen também confirmou um encontro em 13 de Julho, na sede da NATO, com uma delegação do Conselho Nacional de Transição líbio (CNT) liderado pelo seu responsável diplomático Mahmud Jibril.

O secretário-geral da NATO disse que os cerca de 100 dias de campanha aérea também garantiram outros resultados significativos, incluindo o bloqueio dos esforços das forças leais a Muammar Kadhafi para controlar as zonas do país ocupadas pelos rebeldes.

"A actual situação é desfavorável a Kadhafi, a sua capacidade económica para manter a guerra está a diminuir, os seus generais e ministros estão a desertar, a comunidade internacional voltou-se contra ele", referiu em conferência de imprensa. "Para Kadhafi, o jogo terminou", garantiu.

Rasmussen confirmou alguns avanços das forças da oposição nas últimas semanas no oeste do país, mais reconheceu que ainda não ser possível garantir a amplitude do seu progresso.

As observações do líder da NATO surgem num momento em que vários participantes na campanha aérea já admitiram uma progressiva redução do seu envolvimento. De início, a campanha militar aliada tinha por objectivo desferir um golpe devastador e que permitisse à oposição uma rápida conquista do poder.

www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1899302&seccao=%C1frica&page=-1

Maria José Nogueira Pinto

«Do Falatório da RTP ao Encontro Marcado da SIC-Mulher, calculo que tenha feito qualquer coisa como 250 a 300 entrevistas de vida com gente de todos quadrantes, de todas as áreas profissionais, de todas as idades. Aprendi com todas. Mas quem anda nestas andanças sabe que, por melhor que nos corra cada trabalho, temos sempre uns filhos mais queridos que outros. Neste caso, entrevistas que recordamos com maior carinho e gosto – porque nos surpreenderam, porque foram mais longe do que esperávamos, às vezes por razões aparentemente menores (como descobrir que uma pessoa que julgávamos assim, era afinal assado...).

«Dessa pequena lista de momentos especiais faz parte a primeira entrevista que fiz a Maria José Nogueira Pinto, na RTP, em directo, no dia 9 de Fevereiro de 1998 (um dia destes deixo aqui um clip). Não a conhecia pessoalmente, e tinha dela a imagem de uma mulher dura, por vezes áspera, séria e pouco dada ao humor. Ao fim de 50 minutos, a mulher que eu entrevistara tinha-se revelado doce, irónica, divertida, cheia de um apurado e refinado sentido de humor e, apesar de levar a sério as convicções, as ideias e o seu trabalho, nem por isso estava acima de si própria. Rendi-me.

«Dez anos depois, voltei a entrevistá-la na SIC-Mulher. Quando nos cumprimentámos, ela sorriu e exclamou: mas ficou alguma coisa para me perguntar desde a ultima vez?! E rimos os dois. É essa memória que vou guardar de Maria José Nogueira Pinto: a da mulher que sabia o momento de rir, sem nunca perder a seriedade das suas convicções.»

Pedro Rolo Duarte
Publicado no "i" em 06 de Julho de 2011

Vinicius dizia: “Viver não é para amadores”.

Música. O Brasil não se faz só de Gal e Caetano

São dois nomes emergentes na música brasileira e estão em Portugal para o Cool Jazz Fest, em Cascais. Pierre Aderne abriu o concerto de Madeleine Peyroux, ontem, e tem um novo disco, o terceiro, "Água doce". O concerto de Céu é amanhã. Falaram os dois da sua história e da próxima geração Brasil

Céu
01. Sempre quis cantar?
Desde menina. Tenho uma família de músicos, o meu pai era maestro. Isso incentivou-me desde criança.

02. Como foi o início da sua carreira?
Trabalhosa. É difícil e é preciso paixão e amor. Aos 15 anos tive aulas de canto lírico e depois de piano. É preciso autodisciplina. Aos 18 pus a mochila às costas e fui para os EUA. Era fã das cantoras de jazz e blues, o processo foi muito bom e estou a gostar do resultado.

03. Como é que classifica a sua música?
Sou cantora de MPB, acho. É muito abrangente e não faço ideia como é que o público me classifica.

04. O que quer trazer de novo para a música brasileira?
A música é um espírito livre, e podemos misturar as nossas raízes com outros géneros. Vivo em São Paulo. Quero fazer uma linguagem mais... ‘metropolitana’?!

05. Viver na época de Chico Buarque ou Caetano Veloso é uma inspiração ou uma barreira?
É sorte. Sou fã. Pode ser um obstáculo, mas a geração que os ouviu começou a fazer algo novo e isso é bom.

06. Que expectativas tem para a sua estadia em Portugal?
Tenho muito carinho por Portugal e gostava de conhecer mais.


Paulo Macedo perde 34 mil euros por mês

Salário de Paulo Macedo parece condenado a concentrar atenções mediáticas. Em 2004 porque ganhava demais. Agora porque vai ganhar muito menos.

O "Jornal de Negócios"dá especial destaque ao salário de Paulo Macedo, agora que vai para o Governo. Quando em 2004 assumiu o cargo de Director-Geral dos Impostos (DGCI), Paulo Macedo deu nas vistas pelo salário. Encontrando-se numa situação confortável no BCP, o seu local de origem, foi ganhar uma soma interdita a qualquer outro dirigente público de topo na altura. Quatro anos depois de ter regressado ao banco privado volta ao Estado e, de novo, com o salário a cativar as atenções mediáticas. Mas, desta vez, não está em causa quanto vai ganhar, mas a exorbitância que vai perder.

http://www.dn.pt, 6/7/2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Braga 2012: Capital Europeia da Juventude

Brevemente numa cidade perto de si!



Morreu Maria José Nogueira Pinto

Maria José Nogueira Pinto morreu nesta quarta-feira, de cancro no pâncreas, aos 59 anos. Era deputada à Assembleia da República eleita como quinta candidata na lista pelo círculo de Lisboa do PSD.

Embora já gravemente debilitada pela doença, participou ainda na sessão parlamentar que elegeu a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, a 21 de Junho.

Nascida em Lisboa, a 23 de Março de 1952, Maria José Pinto da Cunha de Avillez Nogueira Pinto, era filha de Luís Maria de Avilez de Almeida de Melo e Castro e de Maria José de Melo Breyner Pinto da Cunha e irmã da jornalista Maria João Avillez e da especialista em moda e imagem Maria Assunção Avillez. Era casada, desde 1972, com o jurista Jaime Nogueira Pinto, que conheceu na Faculdade de Direito, e mãe de três filhos, um rapaz e duas raparigas.

Jurista de formação, Maria José Nogueira Pinto destacou-se na vida política como figura de Estado e dirigente partidária. Entrou para a política pela mão de Cavaco Silva, de quem foi uma entusiasta apoiante até ao fim, tendo integrado a comissão de honra da sua recandidatura a Presidente da República, na campanha eleitoral do final do ano passado, altura em que já sabia estar doente.

Foi em 1991 que Maria José Nogueira Pinto entra na política activa e logo pela porta da governação, como subsecretária de Estado da Cultura. Acaba por demitir-se em 1993, em ruptura com Pedro Santana Lopes, então secretário de Estado e por causa do conhecido “Caso da Pala do Sporting”, em que se sente desautorizada.

Isto porque, depois de ela ter interditado o Estádio de Alvalade para servir de palco a concertos musicais, por insegurança da estrutura, nomeadamente da “pala” de uma bancada, Santana entra em acordo com o Clube. O Sporting compromete-se a fazer obra e os espectáculos são autorizados.

Logo então se percebe que Maria José Nogueira Pinto não teme a ruptura política, preza a sua autonomia e não se submete a directivas partidárias com que não concorda. Regressa à vida civil como Consultora da Fundação Gulbenkian (1993-95) e transitando depois para presidente da Fundação para a Saúde. O regresso a uma área de actuação que conhecera entre 1988 e 1991, ao presidir à administração da Maternidade Alfredo da Costa.

Passados três anos, nas legislativas de Outubro de 1995, é eleita deputada independente por Lisboa nas listas do CDS, então já liderado por Manuel Monteiro. Faz parte de um grupo de personalidades que inovam e refundam o partido.

Polémica sobre o aborto

É neste mandato parlamentar, que cumpre até 1999, que se distingue na vida parlamentar e política, sobretudo nos dois últimos anos, em que lidera a bancada do CDS. O seu estilo culto e contundente, a sua agilidade política e a forma educada mas desassombrada como dirigia o grupo parlamentar e se relacionava com os outros partidos, marcaram então os trabalhos parlamentares. Destacou-se então o protagonismo com que desempenhava o cargo e as relações que desenvolvia com todos, desde o presidente da Assembleia, António de Almeida Santos, ao líder parlamentar do PCP, Octávio Teixeira.

Foi nesse mandato parlamentar que se jogou o seu maior protagonismo político. E aconteceu em torno das discussões sobre a despenalização do aborto e nomeadamente no contexto da campanha do primeiro referendo, realizado em 1998. Foi Maria José Nogueira Pinto a primeira subscritora de um projecto lei que acabou por chumbar, mas que condicionou todo o debate posterior: o projecto de lei que propunha o reconhecimento pelo Estado da Entidade Jurídica do Embrião.

A questão não era tanto a de saber se um feto podia tirar bilhete de identidade, como foi ironizado à época, mas a de lançar o debate sobre quando começa a vida humana. Ou seja, dar argumentos morais e culturais aos defensores do “não” à despenalização. Por isso, Maria José Nogueira Pinto foi vista então como uma das grandes vencedoras da vitória do “não” no referendo.

Ruptura com o CDS

Mas se o sucesso parlamentar foi marcante, o mesmo não aconteceu no CDS, a que aderiu em 1996. Quando Manuel Monteiro sai, em 1998, Maria José Nogueira Pinto disputa a liderança com Paulo Portas, num congresso em que começou por garantir que até ganhava “ao Rato Mickey” e que acabou por perder, depois de acessos debates e rupturas, como a que teve com Lobo Xavier, a quem disse do palco do Congresso a famosa e ainda hoje enigmática frase: “Você sabe que eu sei que você sabe que eu sei…”A eleição de Paulo Portas como líder leva ao seu afastamento do CDS. Com novo Governo de maioria do PSD e do CDS, liderado por Durão Barroso, Maria José Nogueira Pinto volta aos cargos públicos na área social, em 2002, indo dirigir a Misericórdia de Lisboa, de que fora adjunta da Mesa e Provedora interina entre 1986-88. Um mandato que faz, também aqui de forma destacada, criando projectos inovadores no acompanhamento de idosos e no acolhimento de crianças.

O seu rompimento definitivo com o CDS virá mais tarde. Em 2005 aceita deixar a Misericórdia para se candidatar pelo CDS à Câmara de Lisboa. É eleita vereadora ficando responsável pela Habitação Social.

Mas mais uma vez a sua relação com Paulo Portas atravessou-se na sua relação com o CDS. O regresso de Portas à liderança do CDS leva à ruptura. O clima de agressividade que a ruptura atingiu, leva-a mesmo a acusar o deputado do CDS, Hélder Amaral, de a ter agredido fisicamente. Depois diria que provavelmente entendeu mal o gesto que olhou como agressão como um simples agarrar de braço que então a magoou.

A ruptura com o CDS aproxima-a de novo do PSD. Em 2009, é convidada pela então líder, Manuela Ferreira Leite, para se candidatar pelo PSD em Lisboa. Maria José Nogueira Pinto volta ao Parlamento e logo de início volta a marcar com o seu estilo assertivo e contundente, de quem não teme afrontar adversários. Num famoso debate na Comissão de Saúde vira-se para o deputado do PS, Ricardo Gonçalves, acusando-o de “palhaço” e de “deputado inimputável”.

Reeleita pelo PSD no passado dia 5 de Junho, cumpriu, enquanto conseguiu o seu mandato.

www.publico.pt/

Duas centenas de mortos em naufrágio ao largo do Sudão

Perto de 200 pessoas morreram afogadas depois de a embarcação que os transportava do Sudão para a Arábia Saudita se incendiou em pleno mar, nesta terça-feira.

Segundo a agência sudanesa SMC, que cita fontes oficiais, a embarcação transportava 200 imigrantes ilegais oriundos de países vizinhos, tendo naufragado no mar Vermelho, ainda em águas territoriais sudanesas. Apenas três ocupantes terão sobrevivido.

Contactado pela AFP, um porta-voz da polícia sudanesa recusou-se a comentar o balanço, adiantando não ter ainda todos os pormenores do incidente. Confirmou, contudo, que o barco saiu do porto de Tokar, 150 quilómetros a sul de Port Sudan e já perto da Eritreia. Quatro iemenitas, suspeitos de ser proprietários da embarcação, terão sido entretanto detidos.

As autoridades sudanesas adiantam ainda que um outro barco, com 247 pessoas a bordo – sobretudo da Somália, Eritreia e Chade – tentou sair da mesma região, mas foi interceptado pela polícia.

http://www.publico.pt/Mundo/duas-centenas-de-mortos-em-naufragio-ao-largo-do-sudao_1501585

terça-feira, 5 de julho de 2011

Até 2013. Afinal nunca concorri às autárquicas.

Deixou bilhetes às vítimas que roubou

Um indivíduo que assaltou pelo menos três mulheres, sob ameaça de arma, nos últimos dias, em Braga, escreveu bilhetes, a duas delas, a pedir desculpa pelos roubos.
Os roubos aconteceram entre 30 de Junho e o passado dia 2 de Julho e o indivíduo já foi identificado pela Polícia de Segurança Pública (PSP).Pelo ‘modus operandi’, trata-se do mesmo suspeito que assaltou, na madrugada da última sexta-feira, uma estudante de 21 anos, em Nogueiró, a quem exigiu o cartão multibanco e o respectivo código, conforme noticiou o ‘Correio do Minho’, na edição de 2 de Julho.Horas antes, ocorreu um roubo com as mesmas características: o alvo foi uma mulher, também na zona da cidade de Braga, a quem roubou também o cartão, exigindo o código.Nos doisroubos, o cartão bancário foi o alvo e o assaltante ameaçou as vítimas com o que parecia uma arma de fogo.Nas duas situações foi efectuado pelo menos um levantamento, antes do cancelamento do cartão.A uma terceira vítima, apesar da ameaça, não chegou a roubar nada, tendo-lhe devolvido a carteira pois não continha nenhum cartão bancário.A duas das vítimas, o alegado assaltante deixou depois bilhetes, junto à porta - onde ocorreram dois dos assaltos - a pedir desculpa pelos roubos, apurou o ‘Correio do Minho’.


E esta hein?

As famílias constroem-se à mesa

Terça-feira, 21 de Junho de 2011
Público, Entrevista Claude Kaufman

O sociólogo francês Jean-Claude Kaufman, investigador no Centre National de la Recherche Scientifique, em Paris, dedicou toda a sua vida a estudar as relações entre as pessoas através das tarefas domésticas, do lavar a roupa ao passar a ferro. Há quem lhe chame o sociólogo dos detalhes. Esteve em Portugal, a convite do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, para falar de comida e explicar porque é que é à mesa que se constrõem as famílias, tema do seu livro, não traduzido em português, Casseroles, amour et crises (que poderá traduzir-se por Tachos, amor e crises). A sua última paixão são as bolsas das mulheres e a forma como o seu interminável conteúdo revela a vida das suas proprietárias, mas essa era outra conversa.

Porquê este seu fascínio por detalhes?

Não há coisas pequenas na vida. Se escavarmos em profundidade conseguimos explicar toda uma sociedade por gestos tão simples que nem nos passam pela cabeça. Por exemplo, em casa quando se acorda, ninguém pensa "onde está a minha caneca do pequeno-almoço?", só esticamos a mão, mas cada objecto tem um lugar que não é igual em cada família e tudo isto é uma cultura profunda. A família é fabricada com as mãos e não podia viver sem toda esta organização: a limpeza, a lavagem das roupas. A cozinha é a parte ainda mais rica porque é ali que se prepara um momento que vai ser muito importante na vida familiar, que nem sempre corre bem, mas que é muito importante.

"Diz-me como comes em casa e digo-te como vai a tua família?" Esta frase é uma boa forma de avaliar a saúde da família?

As famílias de hoje não são simples, são cheias de contradições. As refeições contam-nos histórias. Há conflitos com os miúdos e, às vezes, liga-se a televisão para aliviar a tensão, para evitar o face-a-face, funciona como um convidado suplementar; ou, quando os filhos já mais velhos, saem de casa, há um regresso ao casal que não é simples, é preciso alimentar a convivência a dois e a televisão pode voltar porque anula a angústia. O silêncio assinala que não temos grande coisa a dizer.

Tem-se medo do silêncio à mesa?

Dantes, aceitava-se o silêncio. Hoje, quando dura muito tempo, mete muito medo: sinaliza que não há nada a dizer neste momento de vida familiar. Em França, uma em cada duas refeições é passada com a televisão. Mas as pessoas que não vêem televisão são muito rápidas a julgar a televisão como má. Em certas famílias, o difícil é não a ter, e, a um primeiro nível, não é mau haver televisão: ela pode alimentar a conversa, discute-se um concurso, um membro da família apoia um concorrente, outro tem outro, e cada um tem a sua justificação e vão-se conhecendo os valores, uns dos outros, por esta via. Mas é verdade que a televisão tem uma lógica devoradora, ela tenta engolir tudo e há sinais de quando se passou a linha vermelha: quando o volume é mais alto e substitui a conversa ou quando as cadeiras abandonam o face-a-face e se viram para a televisão.

São Tomé / Presidenciais

Número de candidatos é o maior de sempre da história do país

As eleições presidenciais do próximo dia 17 em São Tomé e Príncipe são as mais concorridas de sempre, com nove candidatos a disputar a sucessão de Fradique de Menezes, impedido constitucionalmente de concorrer a um terceiro mandato.


Dos nove candidatos, cinco têm fortes ligações aos dois partidos mais votados nas legislativas de há um ano, a Acção Democrática Independente, agora no governo, e o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe-Partido Social Democrata, na oposição, presumindo-se que a disputa presidencial reabra a luta política de há um ano.

Os restantes quatro candidatos, o jurista Filinto Costa Alegre, e os economistas Jorge Coelho, Manuel de Deus Lima e Hélder de Barros, sem apoio expresso partidário, surgem neste escrutínio como sendo os que têm menos possibilidades de passarem à segunda volta, caso nenhum candidato alcance já mais de metade dos votos no dia 17.

Destes quatro candidatos, Filinto Costa Alegre, de 59 anos, é o que apresenta um histórico de empenho mais ativo na luta pela independência.

Em 1974 liderou a Associação Cívica Pró-MLSTP, que lançou as bases para a organização do que viria a ser a força política que liderou os destinos do país, entre 1975, com a declaração de independência, e 1991, com o fim do regime de partido único.

Com a abertura democrática, integra o grupo de fundadores do PCD, vencedor do primeiro escrutínio pluralista, mas viria a afastar-se deste partido por discordar da estratégia política entretanto prosseguida.

Um segundo candidato é Manuel de Deus Lima “Minho”, economista de 52 anos, atual embaixador são-tomense no vizinho Gabão, liderou por escassos meses, em 2008, o Movimento Democrático Força da Mudança, partido inspirado na figura do Presidente Fradique de Menezes.

Antes, na sequência das legislativas de 2006, ocupou a pasta dos Recursos Naturais do governo de coligação MDFM/PCD, resultante daquelas eleições.

Em 2002, quando era administrador do Banco Central de São Tomé e Príncipe pagou com a prisão um crime de peculato.

Outro candidato, Hélder Barros, 59 anos, foi ministro da Coordenação Económica, entre julho e outubro de 1994, no governo de iniciativa presidencial liderado por Evaristo Carvalho, que também concorre às presidenciais.

Atualmente trabalha para as Nações Unidas e mantém em São Tomé e Príncipe uma fundação ligada a atividades para a juventude.

Apresenta-se como candidato independente, embora tenha tido filiação partidária na ADI.

O último candidato, Jorge Coelho, 53 anos, foi presidente do conselho de administração da Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea (ENASA).

Titular de dois mestrados, Economia e Sistema de Informação Digital, ambos feitos na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mantém uma cátedra na Universidade Estatal do Ohio, também nos Estados Unidos.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
05 | 07 | 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Aborto proíbido na Polónia

El parlamento polaco aprueba un histórico proyecto de ley que prohíbe todo aborto. 600.000 firmas respaldan la iniciativa

In Religión Confidencial


La cámara baja del parlamento polaco ha aprobado por 254 votos a favor frente a 151 en contra una iniciativa popular que consagra la protección plena de los niños en el seno materno. Los defensores del proyecto debían recoger 100.000 firmas en 3 meses, pero han conseguido 600.000 en sólo dos semanas. Los obispos apoyan la iniciativa.

El proyecto ha sido promovido por la Fundación PRO de Varsovia, apoyada por un comité parlamentario pro-vida.

El aborto fue impuesto en Polonia por los nazis y, posteriormente, por los soviéticos. “Este proyecto constituye una oportunidad para rechazar completamente la herencia del nazismo y el comunismo, con los que llegó el aborto a Polonia”, ha declarado a Lifesitenews-Notifam Jacek Sapa, de la Fundación PRO. “Fueron Hitler y Stalin quienes impusieron esto a los polacos, y ya es hora de que nos disociemos claramente de estas ideologías de muerte”.

El arzobispo de Cracovia, cardenal Stanislaw Dziwisz, ha señalado que “la Iglesia enseña claramente que es obligación para los católicos lograr una completa protección de la vida. Yo apoyo todos los esfuerzos dirigidos en ampliar la protección para la vida humana”.

Desde que los comunistas fueron derrotados en 1989, Polonia se ha esforzado en recuperar su herencia cultural y religiosa. Como parte de este proyecto, en 1993 el país aprobó una de las leyes de aborto más restrictivas del mundo. Desde entonces la tasa de abortos ha disminuido de 82.000 en 1989 a unos 500 en 2008.

Bajo la ley actual, se puede abortar en Polonia cuando al niño se le diagnostica un defecto o enfermedad grave, la madre tiene un problema de salud, o el embarazo se da como resultado de “un acto ilícito”.

El proyecto de ley elimina las tres causas que despenalizan el aborto. Si el texto es aprobado también en la cámara alta del parlamento, los médicos que practiquen abortos se enfrentarán a penas de hasta 8 años de cárcel si el niño era viable. Las mismas condenas serán aplicables a toda persona que presione o ayude a una mujer a abortar. La madre, en cambio, no se enfrentará a ningún cargo.

PSD confirma renuncia de Nobre ao cargo de deputado

Fernando Nobre, cabeça de lista do PSD por Lisboa, já enviou ao PSD a carta em que renuncia ao cargo de deputado, segundo informação do secretário da mesa da Assembleia da República, Duarte Pacheco.

O pedido de renúncia do cabeça de lista do PSD por Lisboa nas últimas legislativas foi enviado na sexta-feira e surge depois de o nome de Fernando Nobre ter sido vetado por duas vezes para a presidência da Assembleia da República.

O pedido de renúncia era já esperado pelo PSD.

http://www.dn.pt/

10 conselhos

LAS CLAVES PARA FORTALECER LAS RELACIONES FAMILIARES

Diez consejos para superar el individualismo en la familia este verano

Las vacaciones de verano son, por desgracia, uno de los periodos del año en el que más rupturas se producen. Sin embargo, son también la ocasión perfecta para vencer el individualismo en la familia.

Los expertos alertan de que el individualismo que azota a nuestra sociedad se introduce con sigilo en las familias: tener dos o más televisiones en casa, la desfamiliarización del ocio (uno de cada tres niños de diez años sale solo con sus amigos el fin de semana), considerar la habitación como una especie de apartamento privado, que el matrimonio sólo hable de los hijos, o que los miembros de la familia ya ni siquiera cenen juntos, son escenas cada vez más comunes en los hogares españoles. Por eso, el último número de la revista Misión aporta diez consejos para evitar que los cónyuges o los padres y los hijos sean perfectos desconocidos aun viviendo en el mismo techo:

1º Aprovechar el tiempo
En el reportaje Romper con el individualismo, la orientadora familiar Beatriz Londoño recomienda «aprender a “perder el tiempo” con las personas que amamos (cónyuge, hijos…) y a pasarlo bien juntos, haciendo algo que al otro le gusta o, simplemente, haciendo nada, ¡pero juntos!».

2º Comunicarse«Saber conversar con un bebé, con un niño de cuatro años o con uno de trece, con un adolescente, con un esposo cansado, irritado, tenso, o con una esposa cansada, hipersensible y necesitada de muestras de cariño. Y, sobre todo, saber escuchar para poder llegar a tener habitualmente diálogos de corazón a corazón», es la segunda pista que da Londoño.

3º Formarse bien
La orientadora anima a «querer saber cada día más sobre qué es la familia, cuáles son sus principios y leyes de funcionamiento. Leer y estudiar cómo se aborda cualquier gran proyecto».

4º Distinguir lo cambiable de lo no negociable«Hay que discernir qué se puede cambiar de las costumbres familiares que vivían nuestros mayores, y qué no es modificable. Aquello que toca los principios y esencia, no es negociable», recuerda Londoño.

5º Adquirir nuevas costumbres
La experta propone en el tema central de Misión «descubrir nuevas costumbres, que respondan a esos principios y valores esenciales, y que quizá nuestros antepasados no vivieron y aún están por descubrir».

6º Elaborar un Proyecto Familiar
En el reportaje Esas familias que hacen que las cosas sucedan, se propone un innovador método para que el matrimonio afiance los principios sobre los que construir su familia: el Proyecto Familiar. La orientadora Lourdes Arbeláez, explica que “hay que redactar una justificación, formular unos objetivos, seleccionar unos medios adecuados para alcanzarlos, planear etapas y delimitar unos procedimientos de evaluación”.

7º Corregir sin destruir
Recurrir a la crítica constructiva es más provechoso que el reproche. El reportaje ¿Existe la crítica constructiva? explica que, por ejemplo, cuando un niño está haciendo algo que le cuesta, no es tan efectivo decirle “es muy fácil” como: “No es fácil, ¿verdad? Pero seguro que puedes hacerlo”; o que mostrar las consecuencias de los actos es un buen sustituto del castigo: por ejemplo, si un niño se niega a merendar y luego tiene hambre, no darle nada hasta la cena para que se dé cuenta de su error, explicándoselo.

8º Recurrir a la Orientación Familiar
Para antes y después de las crisis familiares es el título del reportaje que propone recurrir a los Centros de Orientación Familiar como un acompañamiento a las familias, no sólo cuando tengan problemas entre el matrimonio o con los hijos, sino como una herramienta constante que aporta nuevas posibilidades para educar, ejercer la autoridad y entender mejor el amor en el matrimonio y en la familia.

9º Jugar con los hijos
Muchos padres ven el juego de sus hijos el momento en que pueden descansar de niños. No conocen la importancia de jugar en familia. Unir, favorecer la comunicación, cooperar, saber ganar y asumir la derrota, educar, disfrutar riendo y conocer a los miembros de la familia son algunos efectos de jugar con los hijos, que explica el reportaje ¿Jugamos juntos?

10º Aprovechar el verano
Como concluye el tema de portada de Misión, sin necesidad de hacer muchos planes ni espectaculares viajes, la llegada del verano es un momento idóneo para replantearnos nuestro proyecto de vida en familia y tomarle el pulso a nuestro matrimonio y a nuestra convivencia con los hijos, para hacer de nuestra vida en común un maravilloso camino de enriquecimiento mutuo.

www.revistamision.com
http://www.religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=10166

«Refrescar»

«Há um travo amargo na boca dos portugueses, deixado pela longa decadência do consulado Sócrates. Não é apenas a crise e os sacrifícios, mas o desprezo pelos políticos e funcionários e a suspeita das instituições. Portugal desconfia da sua democracia. Não falta quem diga que o país é mesmo mau e que há séculos não tem saída.

«Passos Coelho enfrentou a questão com um Governo jovem, caras novas e independentes em pastas decisivas. Assim rasgou a rotina e abriu uma janela de esperança. Foi uma decisão inteligente e natural, também seguida por Soares em 1976, Cavaco em 1985, Guterres em 1995 e até Sócrates em 2005. Como se vê, refrescamos as elites de dez em dez anos (note-se que desta vez passaram só seis).

«Mas isso não chega. É preciso que as caras novas aprendam a lidar com a velha máquina. Porque o país e o Estado não mudam com o novo ciclo político. Os grupos instalados são os mesmos e os aparelhos organizativos também. E não são maus. Defendem os seus interesses, como todos, e precisam de ser equilibrados para bem de todos. O país é bom; só falhou o Governo.

«O grande desafio do novo executivo é convencer Portugal de que o mal que nos trouxe a esta situação extrema não constitui um vício antigo que nos assola há décadas, não vem do país ou da democracia. Foi apenas um grupo de políticos interesseiros e mentirosos que conseguiu manter a sociedade refém durante uns anos. Isso não é comportamento típico de portugueses, democratas ou sequer socialistas. É uma coisa triste, que acontece nos melhores países e regimes.»

João César das Neves
DESTAK | 29 | 06 | 2011

«IRREVERSÍVEL, PORQUÊ?»

«Quase por acaso, a eventual alteração da lei que entre nós liberalizou o aborto foi abordada na recente campanha eleitoral. A uma hipotética e remota possibilidade de alteração dessa lei foi dada uma veemente resposta por muitos políticos: «podem tirar o cavalinho da chuva»; «a sociedade não volta para traz»; seria «um retrocesso civilizacional». Se os partidários da liberalização não pararam enquanto não convocaram um segundo referendo depois da derrota no primeiro, igual direito não é reconhecido aos adversários dessa liberalização quanto à eventual convocação de um terceiro referendo. Parece, assim, que estamos no domínio do intocável e do irreversível.

«Esta ideia de uma inexorável lei histórica choca, porém, com os princípios que regem as democracias e as sociedades abertas, onde, como também foi a propósito salientado, temas como este não podem ser “tabu”. «O futuro está aberto» - salientava Karl Popper quando contrapunha esses princípios à visão marxista de uma história fechada e pré-determinada.

«E essa suposta irreversibilidade também não é confirmada pela história recente. A Polónia tem hoje, e na sequência da queda do regime comunista, uma legislação que restringe acentuadamente o aborto, com reflexos efectivos na sua prática, depois de ter conhecido uma experiência de verdadeira banalização. A opinião pública dos Estados Unidos – confirmam-no os mais recentes estudos – aceita cada vez menos o status quo da liberalização do aborto - de que esse país foi pioneiro desde o longínquo ano de 1973 - e a tendência pró-vida é aí hoje quase maioritária. Por estes dias, discute-se na Rússia uma alteração legislativa, com motivações de ordem ética e demográfica, tendente à restrição do aborto (designadamente o fim do seu financiamento público), cuja prática chega actualmente aos 74 por cada 100 nascimentos.

«Quanto ao “retrocesso civilizacional”, uma ideia não deixa de me vir à mente.
No Império Romano, os primeiros cristãos distinguiam-se do comum das pessoas por não aderirem a uma prática então generalizada: a morte ou abandono de crianças recém-nascidas e não desejadas. Assim o afirma a célebre Carta a Dioneto, que traça um retrato desse grupo. Ilustres filósofos gregos e latinos aceitaram essa prática sem remorsos. Se hoje ela nos choca, devemo-lo às raízes judaico-cristãs da nossa cultura. Na tutela da vida, em especial das crianças, dos deficientes, dos mais débeis e indefesos, identificamos um sinal de autêntico progresso civilizacional.


«Progressos civilizacionais, encontramo-los no cada vez menos frequente recurso à pena de morte, ou à guerra como forma de resolução dos conflitos. É a cada vez mais acentuada tutela da vida humana que pode representar um progresso civilizacional. Não certamente o contrário. (...)»

Pedro Vaz Patto
Voz da Verdade, 3.7.2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Comer também é cultura.


Alô! Sim? Tá lá? Estes telemóveis...


Joaquim Benite "Canavilhas era uma terrorista. Viegas é uma pessoa culta"

(...)

Depois do 25 de Abril o teatro melhorou?

Nuns aspectos sim, noutros não, porque se tornou demasiado panfletário o que afastava as pessoas em vez de reunir. Deu origem a muitos oportunismos, pessoas que nunca lutaram pela revolução aparecerem por lá. O habitual oportunismo português, a razão pela qual estamos como estamos. Sabe qual é o problema? Na minha opinião é porque não temos elites. Preparam-se estes Sócrates, sem preparação. Raramente tivemos grandes homens de Estado, tivemos o Marques de Pombal, o Afonso Costa, o Salazar, dentro do seu projecto de direita. Somos governados por gente ignorante, analfabeta. Não quer dizer que não haja pessoas competentes, não há é uma escola.

O que acha do Ministério da Cultura ter sido reduzido a uma secretária de estado?

Ser secretaria de estado ou ministério não faz diferença, porque a secretaria de estado do Santana Lopes tinha mais dinheiro que o ministério da Canavilhas. Há duas hipóteses para a atitude do Primeiro-Ministro. A secretaria de estado pode significar que é ele próprio que se vai interessar pela cultura. Ou então, não se interessa nada e criou-a para resolver os problemas do teatro nacional. Se for esperto investe na cultura que dá muita propaganda e que não está nos acordos da Troika. Qualquer primeiro-ministro que governe Portugal está preso pela Troika e não pode fazer nada em todas as áreas, excepto a cultura. É esperar para ver.

Gosta do secretário de estado da cultura, Francisco José Viegas?

Pelo menos é uma pessoa interessada e culta e a Canavilhas, para mim, era uma terrorista, o ministério da cultura do Sócrates é uma espécie de invasão dos Hunos.

Porquê?

Destruiu tudo o que estava feito, mudava de opiniões e nomeou uma pessoa absolutamente inclassificável, sem preparação para director geral das artes, o João Aidos. A ex-ministra é uma boa pianista, fez um bom trabalho na Orquestra Metropolitana, mas tornou-se frívola e deslumbrou-se com ministério. Depois resolveu cortar nos subsídios das principais companhias. A mim tirou-me 150 mil euros e não posso perdoar a quem me tira esse dinheiro.

Como é a cultura tem sido tratada?

Portugal é um país onde não se acarinha a cultura, não é um país culto. Não percebemos uma coisa essencial: para desenvolver o país temos de investir na educação. A educação nos últimos 30 anos caiu numa bagunçada. Durante estes 10 anos, com Durão Barroso e Sócrates, quais foram as únicas coisas que trouxeram desenvolvimento? A ciência, com o Mariano Gago, e o futebol. Temos 500 jogadores profissionais em grandes clubes, somos a segunda potência a exportar jogadores e esses jogadores dão dinheiro ao Estado, porque as transferências pagam grandes impostos. A origem das coisas é a formação, a escola do Sporting, do Benfica, que deu Cristianos Ronaldos, Figos, e na ciência, Mariano Gago criou condições de apoio aos jovens cientistas. Nas outras áreas não se actuou. Somos o único país em que o Ministério da Cultura e Educação não têm ligação. Não se preparam as gerações do futuro.

A cultura é subsidiodepentente?

É ridículo falar disso num Estado que é subsidiodependente. As pessoas que dizem isso, o Graça Moura e o Barreto, sempre viveram do dinheiro do estado, como investigadores nas universidades. Não faz sentido.

O teatro não pode estar dependente das leis do mercado?

Na teoria geral economia é lei da oferta e procura. Na cultura é o contrário, tem de se suscitar a procura para haver oferta.

Na sua carreira foi distinguido com muitos prémios, é comendador, tem o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras, do governo francês...

Francês, espanhol, agora já me habituei faço colecção. Tenho uma certa irreverência natural, não ligo muito a isso. São distinções compensadoras. Sou comendador e cavaleiro de alguns países, às vezes gozo que nunca mais me mandam o cavalo.

Sente que vai ficar na história?

Os encenadores nunca ficam na história. Só os escritores, como o Shakespeare. Sabe, acho que vale a pena viver para nos divertirmos. Lutar por coisas, para cumprir missões, não. O teatro é um sinal de civilização que está na origem da sociedade. Até nos animais. Quando chego a casa o meu cão faz uma dança que parece egípcia, pá. São rituais de representação. Mas o teatro não tem missão nenhuma. É uma coisa que as pessoas fazem porque gostam e as outras vêem porque lhes dá prazer. Uma vez estava em Sines e dizia-me uma vereadora: "Não tem umas peças que ensinem os miúdos a lavar os dentes". O teatro não tem anda a ver com isso, só se fizéssemos uma peça sobre revoltar-se contra o lavar dos dentes.

[ a notícia toda em:
http://www.ionline.pt/conteudo/133832-joaquim-benite-canavilhas-era-uma-terrorista-viegas-e-uma-pessoa-culta ]

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Terrorismo

Delete. Governo Sócrates apagou informação dos computadores
Na semana que antecedeu a tomada de posse do novo governo, entre 13 e 17 de Junho, os funcionários dos gabinetes dos ministérios das Finanças e da Economia ficaram sem informação nos computadores com que trabalhavam, os emails profissionais deixaram de ter histórico ou lista de contactos e os discos rígidos foram limpos. "Foi como começar de novo, apesar de já trabalhar aqui há anos e de ir continuar a trabalhar aqui", disse ao i um funcionário de um gabinete do Ministério das Finanças. A ordem, tendo em conta testemunhos ouvidos pelo i, era a de não deixar qualquer informação nos computadores profissionais. "Um dia apareceu um técnico, perguntou-me se tinha guardado a informação de que precisava e fez uma limpeza total ao disco rígido, até instalou novamente o sistema operativo", explicou.

Esta operação de limpeza foi executada pelo Ceger, organismo responsável pela gestão da rede informática do governo (RiNG) e que está na dependência da presidência do Conselho de Ministros. Os emails profissionais dos funcionários estão armazenados na RiNG, que foi esvaziada de informação.

Fonte: Jornal i

Aí está, pura e dura, a herança socialista!

In Publico

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou hoje uma contribuição especial para o ajustamento orçamental, em sede de IRS, equivalente a 50 por cento do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional. Apenas vigorará este ano.

Programa do XIX Governo Constitucional

Discurso de apresentação do programa do Governo à Assembleia da Republica

quarta-feira, 29 de junho de 2011

PSP e GNR vigiam gratuitamente residências durante as férias

In Diário Digital

A PSP e a GNR iniciam na sexta-feira em todo o país um serviço gratuito de «especial vigilância» às residências que estão vazias por os donos estarem de férias.
Para tal, os proprietários das casas têm que fazer o pedido de vigilância pela Internet ou nos postos da GNR e esquadras da PSP.

O responsável pelos programas especiais da GNR, major Rogério Copeto, disse à agência Lusa que os pedidos pela Internet podem ser feitos 48 horas antes dos proprietários iniciarem as férias.

Numa iniciativa do Ministério da Administração Interna, a medida “Verão seguro – chave direta” visa assegurar de forma “direcionada e eficaz” a segurança das residências dos donos que aderirem a este programa através de um patrulhamento e uma vigilância “mais intensivos”.
A PSP e a GNR, que vão vigiar as casas entre 01 de Julho e 15 de Setembro, recebem a maioria dos pedidos nos postos ou esquadras.

No ano passado, as duas forças de segurança vigiaram gratuitamente um total de 8.240 residências nos meses de verão, referem dados da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Durão Barroso e Van Rompuy saúdam "voto de responsabilidade nacional" na Grécia

Bruxelas, 29 Junho (Lusa) - Os presidentes da Comissão Europeia, Durão Barroso, e do Conselho da União Europeia, Herman Van Rompuy, saudaram hoje a aprovação pelo parlamento grego do novo plano de austeridade, considerando que se tratou de um "voto de responsabilidade nacional".

Numa declaração conjunta divulgada em Bruxelas pouco depois do voto do parlamento grego, Durão Barroso e Van Rompuy afirmam que a Grécia deu "um importante passo em frente no necessário caminho da consolidação orçamental e das reformas estruturais" com vista ao crescimento, e um também "fundamental passo atrás" relativamente ao cenário de bancarrota que se avizinhava. (...)

De Luís Pedro Martins
LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
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O novo director da Fundação Konrad Adenauer para Espanha e Portugal, Thomas Stehling, promoveu em Lisboa, durante o fim-de-semana, a conferência regional anual daquela fundação alemã, dedicada à reflexão estratégica. Foi uma ocasião estimulante que permitiu ouvir sensibilidades diferentes, vindas sobretudo de responsáveis alemães, ingleses e espanhóis.

O tema central do encontro era a "Primavera árabe", mas o centro das interrogações estava sobretudo no futuro do euro. Paulo Portas falou na sessão de abertura, como novo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal. Foi a sessão mais concorrida, com uma vasta plateia de embaixadores estrangeiros. Esperava-se uma apresentação da nova política externa do novo Governo de Lisboa.

Paulo Portas fez um vigoroso discurso de política externa, e para ouvidos externos, mas não falou sobre a política externa portuguesa. Explicou que não devia fazê-lo, antes da apresentação do programa do novo Governo no Parlamento. Preferiu explicar a nova situação política portuguesa e enumerar as condições que vão permitir a Portugal cumprir o acordo com a troika. A impressão final, na audiência, foi a de que tinha sido convincente.

Portugal tem realmente condições invulgarmente favoráveis para enfrentar a situação financeira - que é invulgarmente desfavorável. Os partidos da nova coligação governamental dispõem de maioria parlamentar confortável e de maioria eleitoral. Existe significativa convergência programática entre os dois partidos. Existe também uma hierarquia eleitoral clara entre eles, o que desincentiva quezílias desnecessárias.

O novo Governo foi constituído em tempo recorde e apresentou caras novas, com sólidos currículos profissionais. Dispõe da confiança do Presidente da República. (...)

Acresce que o maior partido da oposição foi o promotor e primeiro subscritor do acordo com a troika. A extrema-esquerda sofreu um recuo eleitoral vincado e o Partido Comunista limita-se a resistir no declínio. Por outras palavras, Portugal tem uma esmagadora maioria parlamentar, eleitoral e social favorável à aplicação do acordo internacional de saneamento financeiro.

Raramente, nas últimas décadas - talvez desde os primeiros mandatos da coabitação entre as maiorias absolutas de Mário Soares, em Belém, e de Cavaco Silva, em São Bento -, teremos tido entre nós condições mais favoráveis a reformas políticas. É certo que o desafio é enorme e o risco de saída do euro é simplesmente brutal. Mas Portugal teve já duas experiências de sucesso com o FMI, e os portugueses estão obviamente convencidos de que não há alternativa ao plano de reformas.

É agora imprescindível que o novo Governo não interprete mal estas boas notícias. Elas simplesmente representam uma enorme responsabilidade para o executivo. Não há desculpas para falhar. E o preço do fracasso seria colossal.

É imperioso que a coligação mantenha os boys fora dos lugares de controlo e que os apetites das máquinas partidárias sejam implacavelmente dominados. As habituais clientelas, públicas e privadas, têm de ser submetidas a uma dose maciça de concorrência. E o queixume terceiro-mundista contra o capitalismo deve dar lugar a um clima de confiança na empresa livre, na poupança e no investimento. Talvez não seja impossível.

João Carlos Espada
Director do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa;
Público 27/6/2011

“Paradoxo ridículo” e “repelente”.

«Viva o aborto!


«Durante a guerra civil espanhola, a 12 de Outubro de 1936, na Universidade de Salamanca, durante um empolgado discurso de Francisco Maldonado, alguém, mais tarde secundado pelo general José Millán-Astray y Terreros, gritou “viva a morte!”. Miguel de Unamuno, que presidia à mesa da sessão, não se conteve e no comentário improvisado insurgiu-se contra aquele urro denominando-o “grito necrófilo e insensato”, “paradoxo ridículo” e “repelente”.

«Este episódio veio-me à memória no dia de ontem aquando da eleição de Assunção Esteves ao cargo de presidente da assembleia da república com a unanimidade dos deputados a ovacionarem-na de pé, a comentarem elogiosamente o seu percurso político, o seu elevado sentido de estado, o seu empenho aguerrido e obstinado a favor da liberalização do aborto, nos dois referendos sobre o mesmo, demonstrando assim estar ao lado do futuro. Como se não bastara a eficaz necrófila Maria de Belém exclamou que ela, Assunção, fora a primeira escolha do seu tétrico partido.

«Soube-se também, pela comunicação social, que o cds, o tal partido que se proclama pró vida, deu indicação de voto aos seus deputados para a elegerem e que o funesto presidente da república logo lhe telefonou a felicitá-la - só falta, mas não deverá tardar, a costumeira lisonja pública de alguns Bispos a personagens da mesma espécie. A própria dedicou (?) aquele momento de alegria “às mulheres políticas que (supõe-se, como ela) trazem para o espaço público o valor da entrega e a matriz do amor e “sobretudo às mulheres anónimas e oprimidas”. Como uma ungida compromete-se a “dignificar” o cargo “com sentido de missão” e a dedicar cada dia “à redenção histórica da … circunstância” das “mulheres” e tudo isto com uma “alegria cristã” pois a “política é … o exercício de virtude” (os itálico são meus). O Anticristo não se expressaria melhor.

«Tudo isto se poderia, a meu parecer, sintetizar no grito repugnante de “viva o aborto!”.

«Escrevi, numa pressa de emergência, há tempos uma ladainha pedindo a Deus que nos livrasse dos políticos católicos. Muitos acharam que eu estava a brincar e outros acusaram-me, inclusive, de blasfémia sacrílega. É verdade que nunca pedi a aprovação eclesiástica para a mesma. Por isso, não a mandei imprimir mas limitei-me a partilhá-la com os amigos habituais. Porém, devo confessar que, na minha opinião, essa oração é mais urgente que nunca. Mas eu não passo de um bisbórrias.»


Nuno Serras Pereira, 22. 06. 2011

“a Europa está [cá] para ajudar"

As próximas horas serão «decisivas» para a Grécia, mas também para a zona euro e para a economia mundial, considerou hoje o presidente da UE, Herman Van Rompuy.

“Há momentos decisivos e as próximas horas serão decisivas, fundamentais para o povo grego, mas não apenas para o povo grego, também para a zona euro e mesmo para a estabilidade da economia mundial”, afirmou Van Rompuy no Parlamento Europeu.

O Parlamento grego deve votar na quarta-feira um impopular plano de austeridade, que prevê cortes avaliados em 28,4 mil milhões de euros até 2015, e privatizações para angariar 50 mil milhões de euros.

O programa foi acordado na semana passada com os doadores internacionais da Grécia, que exigem a sua aprovação para desbloquear um empréstimo de 12 mil milhões de euros, que permitirá a Atenas cumprir o pagamento da dívida em julho.

Neste contexto, Van Rompuy apelou aos dirigentes políticos gregos para “assumirem as suas responsabilidades”.

O presidente da UE reconheceu que o programa de austeridade é “duro”, mas assinalou que “a Europa não é a fonte dos problemas”.

“Os problemas foram criados há 10 anos, por falta de [responsabilidade] política, por falta de vigilância” das contas do país, acusou, denunciando nomeadamente a “fraude fiscal maciça” no país.

Herman Van Rompuy assegurou que “a Europa está [cá] para ajudar, para que o país tenha tempo de recuperar o seu equilíbrio e para voltar ao caminho do crescimento”.

por Agência Lusa,
Publicado no "i" em 28 de Junho de 2011

terça-feira, 28 de junho de 2011

Mulher acorda no próprio velório e morre de susto

Fagilyu Mukhametzyanov, russa, de 49 anos, foi declarada morta por engano. Acordou no meio de seu próprio funeral, com parentes em volta, não aguentou e morreu de susto. Mas desta vez morreu de vez.

O Daily News relata que, ao acordar no caixão, Fagilyu começou a gritar por constatar que poderia ter sido enterrada viva. O stress e angústia ocasionou um enfarte. Ela foi levada novamente ao mesmo hospital em que havia sido declarada morta por engano. Mas não sobreviveu. Os médicos declararam - agora sim, com precisão - o óbito.

“Estou muito nervoso e quero respostas”, disse o marido, Fagili Mukhametzyanov. “Ela não estava morta quando me disseram, e poderiam tê-la salvado”. O hospital diz que irá investigar o caso.

Métodos naturais

Métodos naturais: revolução natural na saúde da mulher

Thomas Hilgers lidera caminho rumo à compreensão da fertilidade da mulher

OMAHA, sexta-feira, 24 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Como um jovem médico residente em 1968, o Dr. Thomas Hilgers estava preocupado com o tratamento de seus pacientes e se mantinha atualizado em relação aos progressos da medicina. Já como obstetra e ginecologista, bem como especialista em medicina reprodutiva e cirurgia, é o autor de "The NaProTechnology Revolution: Unleashing the Power in a Woman's Cycle" (A Revolução de NaProTecnologia: Liberando o poder do ciclo da mulher). O livro lembra o que o inspirou a fundar o Instituto Paulo VI para o Estudo da Reprodução Humana e desenvolver métodos de tratamento em uma ampla gama de questões ginecológicas, de acordo com os ensinamentos da Igreja Católica.

Em uma entrevista concedida a ZENIT, Hilgers explicou que o Creighton Model Fertility Care System é “um sistema único e, portanto, deve ter uma aplicação especial na saúde reprodutiva das mulheres". "Durante estes últimos 30 ou 35 anos - acrescentou -, investigamos continuamente isso e chegamos à Tecnologia Natural Procriadora (NaProTechnology)."

De acordo com Hilgers, NaProTechnology é muito mais do que uma forma avançada de planejamento familiar natural, trabalhando em cooperação com o ciclo das mulheres. "Na verdade, tornou-se uma nova ciência da saúde das mulheres", disse ele. A ciência da NaProTechnology tem três aspectos, disse: a forma médica, a forma pré-natal e a forma cirúrgica.

Em vez de simplesmente lidar com os problemas de fertilização, a NaProTechnology trabalha para resolver muitos dos problemas ginecológicos que as mulheres enfrentam. "É um giro de 180 graus na direção oposta de tecnologias de reprodução artificial", que, como explicado por Hilgers, são de supressão ou de destruição do potencial da vida humana, e não cooperativos com ele.

Ele diz que a NaProTechnology beneficia as mulheres que sofrem de uma variedade de problemas, incluindo - mas não limitado a - depressão pós-parto, cistos ovarianos, endometriose e ciclos irregulares; também pode ajudar a prevenir nascimentos prematuros, resultantes dos métodos reprodutivos artificiais.

"Há todo um departamento cirúrgico, com quase nenhuma cicatriz, que desenvolvemos - disse ele. Podemos operar e reconstruir os tecidos reprodutivos das mulheres como nunca foi feito antes." Ele acrescentou que muitas mulheres têm medo de cirurgia para cicatrizes graves, que causam mais problemas do que soluções. "Nós agora podemos operar de uma forma que não causa cicatrizes."

Hilgers disse que o tratamento pode variar de uma injeção de progesterona para aliviar a depressão pós-parto, a observação e tratamento de alterações do ciclo menstrual, com o fim de controlar a fertilidade, à cirurgia, tanto por via laparoscópica (fora do paciente) como tradicional.

Abusando da fertilidade

Hilgers debate, em seu livro, as consequências do surgimento da pílula, o número crescente de problemas médicos e sociológicos relacionados a isso, tais como: abortos, nascimentos fora do casamento, doenças sexualmente transmissíveis, várias formas de câncer, casos de abuso físico, aumento de divórcios, suicídios em adolescentes, bebês de baixo peso, mortes neonatais e o aumento do consumo de drogas, mais evidente nos últimos 40-50 anos.

"Vivemos fundamentalmente em uma cultura de abuso de fertilidade - disse Hilgers. As pessoas dão por descontada a sua fertilidade. Eliminam-na (com a pílula) ou a destroem (com) as diferentes formas de contracepção. E durante os anos da chamada ‘revolução sexual’, uma das coisas que alegaram é que não há vítimas. Mas eu acho que houve muito silêncio associado com a destruição da maioria das relações familiares e da epidemia de doenças sexualmente transmissíveis, que têm surgido como resultado disso."

"Os médicos falam dos benefícios para a saúde, mas não falam sobre os riscos para a saúde, exceto o que foi declarado pela Food and Drug Administration e que as pessoas não ouvem", disse ele. Explica que o uso da pílula contribui para a embolia pulmonar, coágulos de sangue, ataques cardíacos e infartos do miocárdio. Mulheres correm mais risco de câncer de mama devido ao uso da pílula, que também aumenta o risco de câncer do colo do útero, muitas vezes causado pela transmissão do vírus do papiloma humano (HPV).

O rápido crescimento

Quando Hilgers e sua equipe começaram a formar outros médicos em seus métodos, no começo dos anos 80, ele recorda que a resposta do âmbito médico não foi a que ele esperava inicialmente.

Em 1991, publicou um livro de medicina intitulado “A aplicação médica da planificação familiar natural: uma guia médica da NaProTechnology”, e a notícia se difundiu. “De repente, tínhamos 4 ou 5 médicos na aula, depois 10, depois 30”. No último mês de abril, o Instituto Paulo VI realizou um seminário de uma semana para 90participantes, a metade deles médicos, a outra metade instrutores de NaProTechnology e especialistas em cuidados reprodutivos.

Hilgers tem a esperança de que a sociedade comece a valorizar a vida humana e veja o caráter sagrado dos dons que Deus nos dá. “Nos próximos dez anos, veremos uma mudança, acho. Se prestarmos atenção, veremos que já houve uma mudança agora. Não é evidente, não é grande, mas acho que o potencial está aí - disse Hilgers, com esperança. É interessante pensar nisso.”


Na internet:
"The NaProTechnology Revolution": www.amazon.com/NaPro-Technology-Revolution-Unleashing-Womans/dp/0825306264

(Traci Osuna)