No próximo domingo haverá eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe, sendo possível que seja necessária uma segunda volta que, a confirmar-se, deverá ter lugar três semanas depois. Naturalmente, as hipóteses de sucesso não estão distribuídas de forma igual pelos dez candidatos presentes na disputa eleitoral, mas mesmo assim o resultado final é imprevisível.
Estas eleições presidenciais são cruciais para o futuro do primeiro-ministro, Patrice Trovoada. Tendo vencido as eleições legislativas em Agosto de 2010, a Acção Democrática Independente (ADI), por si liderada, foi incapaz de estabelecer um governo de coligação e acabou por formar um executivo minoritário. Ora, desde a transição para a democracia não houve um único governo - maioritário ou minoritário, de coligação ou de um só partido político - que vigorasse toda a legislatura. Em média, a partir de 1991, os governos duraram menos de dois anos, sendo evidente que existe um grave problema de instabilidade política em São Tomé e Príncipe.
Tendo em conta a natureza estrutural da instabilidade política, bem como a natureza minoritária do governo de Patrice Trovoada, não é muito arriscado vaticinar que o actual primeiro- -ministro, tal como os seus antecessores, terá muita dificuldade em manter--se no cargo durante toda a legislatura. Tudo se tornará ainda mais difícil se for eleito um novo Presidente da República oriundo, ou próximo, do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), o partido que mais tempo ocupou o poder político desde a transição para a democracia, derrotado em Agosto de 2010 pela ADI e actualmente a maior força política na oposição.
Isto dito, seja qual for o desfecho das eleições presidenciais, a instabilidade política vivida nas últimas duas décadas impõe que se proceda a ajustes de natureza sistémica. Trovoada defende a presidencialização do regime, uma solução que satisfazia as suas pretensões políticas. Julgo que o caminho a seguir deverá ser em sentido contrário, i.e. a parlamentarização do regime. Independentemente dos méritos de cada uma das soluções - um debate que não cabe neste espaço -, num ponto todos estarão de acordo: a estabilidade política é fundamental, uma vez que sem ela dificilmente haverá crescimento económico.
Uma última nota para registar que, no último ano, Patrice Trovoada veio três vezes a Portugal. Em nenhuma delas foi solicitada oficialmente qualquer audiência com o Presidente da República, o primeiro-ministro, ou o ministro dos Negócios Estrangeiros. As primeiras impressões confirmam-se: o distanciamento político de Trovoada - em claro contraste com o anterior primeiro-ministro e, em geral, com as lideranças anteriores do MLSTP/PSD - em relação a Portugal é indisfarçável.
Perante o reajuste a que procedeu Patrice Trovoada na relação de São Tomé com Portugal, é legítimo que o seu homólogo português, Pedro Passos Coelho, proceda de igual modo e reavalie também a relação de Lisboa com São Tomé. A seu tempo, ainda com Trovoada ou já com o seu sucessor, as relações bilaterais voltarão seguramente a conhecer um novo ciclo de cumplicidade política. Afinal, as lideranças políticas são efémeras, mas os laços históricos são duradouros.
por Paulo Gorjão,
Director do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS)
Publicado no "i" em 12 de Julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
E agora Moody's?
Lagarde alerta para a necessidade dos EUA aumentarem nível da dívida
Em entrevista à estação norte-americana ABC, Lagarde disse esperar que os dois partidos cheguem a um compromisso até à data – 2 de Agosto – que a Casa Branca deu como limite para o Congresso aumentar o tecto máximo do endividamento dos EUA, que chegou ao seu limiar a 16 de Maio.
Apesar do impasse nas negociações, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, assegurou hoje que o país não deixará de cumprir os seus compromissos financeiros. “Os Estados Unidos não entrarão em default” (incumprimento da dívida), reforçou.
De acordo com o que já dissera, os Estados Unidos terão esgotado, a 2 de Agosto, os recursos que lhe têm garantido sobreviver sem ultrapassar o máximo de 14,3 biliões (milhões de milhões) de dólares de dívida atingida em Maio.
Ao afirmar que “os dirigentes do Congresso compreendem” o que está em causa, Geithner tenta pressionar a oposição republicana (em maioria na Câmara dos Representantes) para fazer aprovar o aumento desse tecto máximo – que corresponde a 93 por cento do Produto Interno Bruto previsto para este ano. Mas ainda ontem John Boehner, o republicano que preside à Câmara dos Representantes, rejeitou em comunicado chegar a acordo com a Casa Branca.
Neste quadro, Christine Lagarde alertou para as “consequências devastadoras” que uma eventual entrada dos Estados Unidos em incumprimento teria a nível mundial, dizendo mesmo que não quer imaginar sequer um cenário desses.
Fonte: Publico
Em entrevista à estação norte-americana ABC, Lagarde disse esperar que os dois partidos cheguem a um compromisso até à data – 2 de Agosto – que a Casa Branca deu como limite para o Congresso aumentar o tecto máximo do endividamento dos EUA, que chegou ao seu limiar a 16 de Maio.
Apesar do impasse nas negociações, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, assegurou hoje que o país não deixará de cumprir os seus compromissos financeiros. “Os Estados Unidos não entrarão em default” (incumprimento da dívida), reforçou.
De acordo com o que já dissera, os Estados Unidos terão esgotado, a 2 de Agosto, os recursos que lhe têm garantido sobreviver sem ultrapassar o máximo de 14,3 biliões (milhões de milhões) de dólares de dívida atingida em Maio.
Ao afirmar que “os dirigentes do Congresso compreendem” o que está em causa, Geithner tenta pressionar a oposição republicana (em maioria na Câmara dos Representantes) para fazer aprovar o aumento desse tecto máximo – que corresponde a 93 por cento do Produto Interno Bruto previsto para este ano. Mas ainda ontem John Boehner, o republicano que preside à Câmara dos Representantes, rejeitou em comunicado chegar a acordo com a Casa Branca.
Neste quadro, Christine Lagarde alertou para as “consequências devastadoras” que uma eventual entrada dos Estados Unidos em incumprimento teria a nível mundial, dizendo mesmo que não quer imaginar sequer um cenário desses.
Fonte: Publico
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Paulo Novais
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
«Nada me faltará» Sl 23, 1
«Acho que descobri a política - como amor da cidade e do seu bem - em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia.
«Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizemos desde então uma família, com os nossos filhos - o Eduardo, a Catarina, a Teresinha - e com os filhos deles. Há quase quarenta anos.
«Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais - Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções.
«Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz - como repetiu João Paulo II - "não tenhais medo". Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios, nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida, nem na morte. Suportei as rodas baixas da fortuna, partilhei a humilhação da diáspora dos portugueses de África, conheci o exílio no Brasil e em Espanha. Aprendi a levar a pátria na sola dos sapatos.
«Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou -mesmo quando faltava tudo.
«Regressada a Portugal, concluí o meu curso e iniciei uma actividade profissional em que procurei sempre servir o Estado e a comunidade com lealdade e com coerência.
«Gostei de trabalhar no serviço público, quer em funções de aconselhamento ou assessoria quer como responsável de grandes organizações. Procurei fazer o melhor pelas instituições e pelos que nelas trabalhavam, cuidando dos que por elas eram assistidos. Nunca critérios do sectarismo político moveram ou influenciaram os meus juízos na escolha de colaboradores ou na sua avaliação.
«Combatendo ideias e políticas que considerei erradas ou nocivas para o bem comum, sempre respeitei, como pessoas, os seus defensores por convicção, os meus adversários.
«A política activa, partidária, também foi importante para mim. Vivi--a com racionalidade, mas também com emoção e até com paixão. Tentei subordiná-la a valores e crenças superiores. E seguir regras éticas também nos meios. Fui deputada, líder parlamentar e vereadora por Lisboa pelo CDS-PP, e depois eleita por duas vezes deputada independente nas listas do PSD.
«Também aqui servi o melhor que soube e pude. Bati- -me por causas cívicas, umas vitoriosas, outras derrotadas, desde a defesa da unidade do país contra regionalismos centrífugos, até à defesa da vida e dos mais fracos entre os fracos. Foi em nome deles e das causas em que acredito que, além do combate político directo na representação popular, intervim com regularidade na televisão, rádio, jornais, como aqui no DN.
«Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé.
«Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor.
«Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará.»
por Maria José Nogueira Pinto
In DN, Quinta-feira, 7 de Julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
"Cidadãos portugueses" usam site da Moody's para mensagem provocatória
This is Afonso Henriques, our first King
On your website... PRICELESS!
Afonso ranked your website as Z- -
WIS SWORD WILL BE SHOVED UP YOUR ASS
Sincerly,
Portuguese Citizens
Uma página no site da agência Moody’s exibe uma mensagem provocatória em favor de Portugal. É o resultado da exploração de uma pequena falha informática.Fonte: Publico
A página alterada mostra a esfera armilar e uma foto da estátua de D. Afonso Henriques, em Guimarães. No texto, assinado por "cidadãos portugueses", lê-se, numa tradução livre: “A Moody's tem orgulho em anunciar que Portugal é agora um país classificado com AA+. Aqui na Moody’s somos pagos para dizer aquilo que os nossos amigo$ querem”.
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Paulo Novais
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Trichet: medidas extra são «muito, muito boas»
O presidente do Banco Central Europeu elogiou esta quinta-feira o anúncio de medidas do Governo português que vão além do acordado com a troika (FMI, BCE e UE).
«No caso do governo português sublinho que foi muito, muito bom que alguma decisões tenham sido tomadas pelo Governo que vão alem do que é o programa [da troika]», disse Jean-Claude Trichet aos jornalistas na habitual conferência após a reunião mensal do conselho de governadores.
«Por exemplo, a lista de privatizações vai mais longe que o programa e isso é algo que considero positivo. Temos também uma decisão que não está no programa, que é a taxação do subsídio de Natal», sublinhou Trichet.
O BCE decidiu esta quinta-feira que suspender o valor mínimo para aceitar dívida pública como colateral para os empréstimos bancários, uma medida de «excepção» para Portugal.
Esta foi, justificou Trichet, «em certa medida, uma resposta imediata» às agências de rating, principalmente à Moody`s que, há dois dias, colocou a nota da República portuguesa em «lixo».
Se a S&P, Fitch e a canadiana DBRS decidirem pelo mesmo caminho, as obrigações portuguesas deixariam de servir como garantia nos empréstimos de emergência aos bancos, já por si num momento de difícil acesso ao financiamento.
Assim, o anúncio hoje do BCE determina que, mesmo que as agências cortem a notação de Portugal, a instituição vai continuar a aceitar dívida pública nacional como colateral.
www.agenciafinanceira.iol.pt/m
«No caso do governo português sublinho que foi muito, muito bom que alguma decisões tenham sido tomadas pelo Governo que vão alem do que é o programa [da troika]», disse Jean-Claude Trichet aos jornalistas na habitual conferência após a reunião mensal do conselho de governadores.
«Por exemplo, a lista de privatizações vai mais longe que o programa e isso é algo que considero positivo. Temos também uma decisão que não está no programa, que é a taxação do subsídio de Natal», sublinhou Trichet.
O BCE decidiu esta quinta-feira que suspender o valor mínimo para aceitar dívida pública como colateral para os empréstimos bancários, uma medida de «excepção» para Portugal.
Esta foi, justificou Trichet, «em certa medida, uma resposta imediata» às agências de rating, principalmente à Moody`s que, há dois dias, colocou a nota da República portuguesa em «lixo».
Se a S&P, Fitch e a canadiana DBRS decidirem pelo mesmo caminho, as obrigações portuguesas deixariam de servir como garantia nos empréstimos de emergência aos bancos, já por si num momento de difícil acesso ao financiamento.
Assim, o anúncio hoje do BCE determina que, mesmo que as agências cortem a notação de Portugal, a instituição vai continuar a aceitar dívida pública nacional como colateral.
www.agenciafinanceira.iol.pt/m
"Era uma mulher muito clara na afirmação das suas convicções"
O deputado e antigo presidente do CDS-PP José Ribeiro e Castro afirmou hoje que a morte de Maria José Nogueira Pinto foi uma “grande perda para Portugal”, enaltecendo o seu exemplo de “coragem” e “verticalidade”.
“A morte da Maria José Nogueira Pinto é uma grande perda para Portugal, para o nosso tempo. É também, no meu caso pessoal, a perda de uma amiga que vai fazer muita falta aqueles que lhe são mais próximos, à sua família e aqueles que tiveram a sua companhia e o seu conselho durante muitos anos”, afirmou Ribeiro e Castro.
O antigo presidente democrata-cristão sublinhou que Maria José Nogueira Pinto “foi uma mulher de intensa intervenção pública, de grande sentido cívico, e que marcou muito os últimos anos da vida portuguesa, em diferentes áreas onde interveio”.
“Foi um exemplo e uma inspiração ver como já afetada pela doença manteve um combate político como candidata e fazendo-se reeleger deputada”, afirmou, referindo também a atividade como colunista, na imprensa, que continuou a desenvolver.
“Mostrou nestes últimos meses, nesta última etapa difícil da sua vida, a coragem que foi talvez um dos traços mais característicos da sua presença na vida portuguesa, assim como uma enorme verticalidade”, disse Ribeiro e Castro, numa declaração emocionada aos jornalistas, no Parlamento.
O deputado democrata-cristão evocou Maria José Nogueira Pinto como “uma pessoa que pelo sentido forte da sua intervenção” dificilmente receberia “unanimidade naquilo que foi o seu testemunho”.
“Era uma mulher muito clara na afirmação das suas convicções, mas decerto colherá unanimidade de todos nós nesta casa a forma extremamente digna como viveu a esteve sempre presente nos trabalhos parlamentares e na vida política nestes últimos meses da sua vida”, afirmou.
Ribeiro e Castro lembrou igualmente a sua faceta de “católica” e “cristã empenhada”, que “procurou sempre viver na companhia de Deus, que é uma coisa difícil”.
Maria José Nogueira Pinto morreu hoje, aos 59 anos, vítima de doença prolongada.
Foi deputada entre 1995 e 1999, eleita pelo CDS-PP, e depois entre 2009 até à data, pelo PSD.
Na actual legislatura, esteve presente nas duas primeiras sessões plenárias, referentes à eleição da presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, não tendo já comparecido à discussão do Programa do Governo, quinta e sexta-feira da semana passada.
@LUSA
“A morte da Maria José Nogueira Pinto é uma grande perda para Portugal, para o nosso tempo. É também, no meu caso pessoal, a perda de uma amiga que vai fazer muita falta aqueles que lhe são mais próximos, à sua família e aqueles que tiveram a sua companhia e o seu conselho durante muitos anos”, afirmou Ribeiro e Castro.
O antigo presidente democrata-cristão sublinhou que Maria José Nogueira Pinto “foi uma mulher de intensa intervenção pública, de grande sentido cívico, e que marcou muito os últimos anos da vida portuguesa, em diferentes áreas onde interveio”.
“Foi um exemplo e uma inspiração ver como já afetada pela doença manteve um combate político como candidata e fazendo-se reeleger deputada”, afirmou, referindo também a atividade como colunista, na imprensa, que continuou a desenvolver.
“Mostrou nestes últimos meses, nesta última etapa difícil da sua vida, a coragem que foi talvez um dos traços mais característicos da sua presença na vida portuguesa, assim como uma enorme verticalidade”, disse Ribeiro e Castro, numa declaração emocionada aos jornalistas, no Parlamento.
O deputado democrata-cristão evocou Maria José Nogueira Pinto como “uma pessoa que pelo sentido forte da sua intervenção” dificilmente receberia “unanimidade naquilo que foi o seu testemunho”.
“Era uma mulher muito clara na afirmação das suas convicções, mas decerto colherá unanimidade de todos nós nesta casa a forma extremamente digna como viveu a esteve sempre presente nos trabalhos parlamentares e na vida política nestes últimos meses da sua vida”, afirmou.
Ribeiro e Castro lembrou igualmente a sua faceta de “católica” e “cristã empenhada”, que “procurou sempre viver na companhia de Deus, que é uma coisa difícil”.
Maria José Nogueira Pinto morreu hoje, aos 59 anos, vítima de doença prolongada.
Foi deputada entre 1995 e 1999, eleita pelo CDS-PP, e depois entre 2009 até à data, pelo PSD.
Na actual legislatura, esteve presente nas duas primeiras sessões plenárias, referentes à eleição da presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, não tendo já comparecido à discussão do Programa do Governo, quinta e sexta-feira da semana passada.
@LUSA
NATO: "Jogo terminou" para Kadhafi
Os aviões da NATO inutilizaram mais de 600 tanques e peças de artilharia líbios e destruíram mais de 800 depósitos de munições desde o início da campanha na Líbia, anunciou hoje em Bruxelas o secretário-geral da Aliança.
Anders Fogh Rasmussen também confirmou um encontro em 13 de Julho, na sede da NATO, com uma delegação do Conselho Nacional de Transição líbio (CNT) liderado pelo seu responsável diplomático Mahmud Jibril.
O secretário-geral da NATO disse que os cerca de 100 dias de campanha aérea também garantiram outros resultados significativos, incluindo o bloqueio dos esforços das forças leais a Muammar Kadhafi para controlar as zonas do país ocupadas pelos rebeldes.
"A actual situação é desfavorável a Kadhafi, a sua capacidade económica para manter a guerra está a diminuir, os seus generais e ministros estão a desertar, a comunidade internacional voltou-se contra ele", referiu em conferência de imprensa. "Para Kadhafi, o jogo terminou", garantiu.
Rasmussen confirmou alguns avanços das forças da oposição nas últimas semanas no oeste do país, mais reconheceu que ainda não ser possível garantir a amplitude do seu progresso.
As observações do líder da NATO surgem num momento em que vários participantes na campanha aérea já admitiram uma progressiva redução do seu envolvimento. De início, a campanha militar aliada tinha por objectivo desferir um golpe devastador e que permitisse à oposição uma rápida conquista do poder.
www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1899302&seccao=%C1frica&page=-1
Anders Fogh Rasmussen também confirmou um encontro em 13 de Julho, na sede da NATO, com uma delegação do Conselho Nacional de Transição líbio (CNT) liderado pelo seu responsável diplomático Mahmud Jibril.
O secretário-geral da NATO disse que os cerca de 100 dias de campanha aérea também garantiram outros resultados significativos, incluindo o bloqueio dos esforços das forças leais a Muammar Kadhafi para controlar as zonas do país ocupadas pelos rebeldes.
"A actual situação é desfavorável a Kadhafi, a sua capacidade económica para manter a guerra está a diminuir, os seus generais e ministros estão a desertar, a comunidade internacional voltou-se contra ele", referiu em conferência de imprensa. "Para Kadhafi, o jogo terminou", garantiu.
Rasmussen confirmou alguns avanços das forças da oposição nas últimas semanas no oeste do país, mais reconheceu que ainda não ser possível garantir a amplitude do seu progresso.
As observações do líder da NATO surgem num momento em que vários participantes na campanha aérea já admitiram uma progressiva redução do seu envolvimento. De início, a campanha militar aliada tinha por objectivo desferir um golpe devastador e que permitisse à oposição uma rápida conquista do poder.
www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1899302&seccao=%C1frica&page=-1
Maria José Nogueira Pinto
«Do Falatório da RTP ao Encontro Marcado da SIC-Mulher, calculo que tenha feito qualquer coisa como 250 a 300 entrevistas de vida com gente de todos quadrantes, de todas as áreas profissionais, de todas as idades. Aprendi com todas. Mas quem anda nestas andanças sabe que, por melhor que nos corra cada trabalho, temos sempre uns filhos mais queridos que outros. Neste caso, entrevistas que recordamos com maior carinho e gosto – porque nos surpreenderam, porque foram mais longe do que esperávamos, às vezes por razões aparentemente menores (como descobrir que uma pessoa que julgávamos assim, era afinal assado...).
«Dessa pequena lista de momentos especiais faz parte a primeira entrevista que fiz a Maria José Nogueira Pinto, na RTP, em directo, no dia 9 de Fevereiro de 1998 (um dia destes deixo aqui um clip). Não a conhecia pessoalmente, e tinha dela a imagem de uma mulher dura, por vezes áspera, séria e pouco dada ao humor. Ao fim de 50 minutos, a mulher que eu entrevistara tinha-se revelado doce, irónica, divertida, cheia de um apurado e refinado sentido de humor e, apesar de levar a sério as convicções, as ideias e o seu trabalho, nem por isso estava acima de si própria. Rendi-me.
«Dez anos depois, voltei a entrevistá-la na SIC-Mulher. Quando nos cumprimentámos, ela sorriu e exclamou: mas ficou alguma coisa para me perguntar desde a ultima vez?! E rimos os dois. É essa memória que vou guardar de Maria José Nogueira Pinto: a da mulher que sabia o momento de rir, sem nunca perder a seriedade das suas convicções.»
Pedro Rolo Duarte
Publicado no "i" em 06 de Julho de 2011
«Dessa pequena lista de momentos especiais faz parte a primeira entrevista que fiz a Maria José Nogueira Pinto, na RTP, em directo, no dia 9 de Fevereiro de 1998 (um dia destes deixo aqui um clip). Não a conhecia pessoalmente, e tinha dela a imagem de uma mulher dura, por vezes áspera, séria e pouco dada ao humor. Ao fim de 50 minutos, a mulher que eu entrevistara tinha-se revelado doce, irónica, divertida, cheia de um apurado e refinado sentido de humor e, apesar de levar a sério as convicções, as ideias e o seu trabalho, nem por isso estava acima de si própria. Rendi-me.
«Dez anos depois, voltei a entrevistá-la na SIC-Mulher. Quando nos cumprimentámos, ela sorriu e exclamou: mas ficou alguma coisa para me perguntar desde a ultima vez?! E rimos os dois. É essa memória que vou guardar de Maria José Nogueira Pinto: a da mulher que sabia o momento de rir, sem nunca perder a seriedade das suas convicções.»
Pedro Rolo Duarte
Publicado no "i" em 06 de Julho de 2011
Vinicius dizia: “Viver não é para amadores”.
Música. O Brasil não se faz só de Gal e Caetano
São dois nomes emergentes na música brasileira e estão em Portugal para o Cool Jazz Fest, em Cascais. Pierre Aderne abriu o concerto de Madeleine Peyroux, ontem, e tem um novo disco, o terceiro, "Água doce". O concerto de Céu é amanhã. Falaram os dois da sua história e da próxima geração Brasil
Céu
01. Sempre quis cantar?
Desde menina. Tenho uma família de músicos, o meu pai era maestro. Isso incentivou-me desde criança.
02. Como foi o início da sua carreira?
Trabalhosa. É difícil e é preciso paixão e amor. Aos 15 anos tive aulas de canto lírico e depois de piano. É preciso autodisciplina. Aos 18 pus a mochila às costas e fui para os EUA. Era fã das cantoras de jazz e blues, o processo foi muito bom e estou a gostar do resultado.
03. Como é que classifica a sua música?
Sou cantora de MPB, acho. É muito abrangente e não faço ideia como é que o público me classifica.
04. O que quer trazer de novo para a música brasileira?
A música é um espírito livre, e podemos misturar as nossas raízes com outros géneros. Vivo em São Paulo. Quero fazer uma linguagem mais... ‘metropolitana’?!
05. Viver na época de Chico Buarque ou Caetano Veloso é uma inspiração ou uma barreira?
É sorte. Sou fã. Pode ser um obstáculo, mas a geração que os ouviu começou a fazer algo novo e isso é bom.
06. Que expectativas tem para a sua estadia em Portugal?
Tenho muito carinho por Portugal e gostava de conhecer mais.
São dois nomes emergentes na música brasileira e estão em Portugal para o Cool Jazz Fest, em Cascais. Pierre Aderne abriu o concerto de Madeleine Peyroux, ontem, e tem um novo disco, o terceiro, "Água doce". O concerto de Céu é amanhã. Falaram os dois da sua história e da próxima geração Brasil
Céu
01. Sempre quis cantar?
Desde menina. Tenho uma família de músicos, o meu pai era maestro. Isso incentivou-me desde criança.
02. Como foi o início da sua carreira?
Trabalhosa. É difícil e é preciso paixão e amor. Aos 15 anos tive aulas de canto lírico e depois de piano. É preciso autodisciplina. Aos 18 pus a mochila às costas e fui para os EUA. Era fã das cantoras de jazz e blues, o processo foi muito bom e estou a gostar do resultado.
03. Como é que classifica a sua música?
Sou cantora de MPB, acho. É muito abrangente e não faço ideia como é que o público me classifica.
04. O que quer trazer de novo para a música brasileira?
A música é um espírito livre, e podemos misturar as nossas raízes com outros géneros. Vivo em São Paulo. Quero fazer uma linguagem mais... ‘metropolitana’?!
05. Viver na época de Chico Buarque ou Caetano Veloso é uma inspiração ou uma barreira?
É sorte. Sou fã. Pode ser um obstáculo, mas a geração que os ouviu começou a fazer algo novo e isso é bom.
06. Que expectativas tem para a sua estadia em Portugal?
Tenho muito carinho por Portugal e gostava de conhecer mais.
Paulo Macedo perde 34 mil euros por mês
Salário de Paulo Macedo parece condenado a concentrar atenções mediáticas. Em 2004 porque ganhava demais. Agora porque vai ganhar muito menos.
O "Jornal de Negócios"dá especial destaque ao salário de Paulo Macedo, agora que vai para o Governo. Quando em 2004 assumiu o cargo de Director-Geral dos Impostos (DGCI), Paulo Macedo deu nas vistas pelo salário. Encontrando-se numa situação confortável no BCP, o seu local de origem, foi ganhar uma soma interdita a qualquer outro dirigente público de topo na altura. Quatro anos depois de ter regressado ao banco privado volta ao Estado e, de novo, com o salário a cativar as atenções mediáticas. Mas, desta vez, não está em causa quanto vai ganhar, mas a exorbitância que vai perder.
http://www.dn.pt, 6/7/2011
O "Jornal de Negócios"dá especial destaque ao salário de Paulo Macedo, agora que vai para o Governo. Quando em 2004 assumiu o cargo de Director-Geral dos Impostos (DGCI), Paulo Macedo deu nas vistas pelo salário. Encontrando-se numa situação confortável no BCP, o seu local de origem, foi ganhar uma soma interdita a qualquer outro dirigente público de topo na altura. Quatro anos depois de ter regressado ao banco privado volta ao Estado e, de novo, com o salário a cativar as atenções mediáticas. Mas, desta vez, não está em causa quanto vai ganhar, mas a exorbitância que vai perder.
http://www.dn.pt, 6/7/2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Morreu Maria José Nogueira Pinto
Maria José Nogueira Pinto morreu nesta quarta-feira, de cancro no pâncreas, aos 59 anos. Era deputada à Assembleia da República eleita como quinta candidata na lista pelo círculo de Lisboa do PSD.
Embora já gravemente debilitada pela doença, participou ainda na sessão parlamentar que elegeu a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, a 21 de Junho.
Nascida em Lisboa, a 23 de Março de 1952, Maria José Pinto da Cunha de Avillez Nogueira Pinto, era filha de Luís Maria de Avilez de Almeida de Melo e Castro e de Maria José de Melo Breyner Pinto da Cunha e irmã da jornalista Maria João Avillez e da especialista em moda e imagem Maria Assunção Avillez. Era casada, desde 1972, com o jurista Jaime Nogueira Pinto, que conheceu na Faculdade de Direito, e mãe de três filhos, um rapaz e duas raparigas.
Jurista de formação, Maria José Nogueira Pinto destacou-se na vida política como figura de Estado e dirigente partidária. Entrou para a política pela mão de Cavaco Silva, de quem foi uma entusiasta apoiante até ao fim, tendo integrado a comissão de honra da sua recandidatura a Presidente da República, na campanha eleitoral do final do ano passado, altura em que já sabia estar doente.
Foi em 1991 que Maria José Nogueira Pinto entra na política activa e logo pela porta da governação, como subsecretária de Estado da Cultura. Acaba por demitir-se em 1993, em ruptura com Pedro Santana Lopes, então secretário de Estado e por causa do conhecido “Caso da Pala do Sporting”, em que se sente desautorizada.
Isto porque, depois de ela ter interditado o Estádio de Alvalade para servir de palco a concertos musicais, por insegurança da estrutura, nomeadamente da “pala” de uma bancada, Santana entra em acordo com o Clube. O Sporting compromete-se a fazer obra e os espectáculos são autorizados.
Logo então se percebe que Maria José Nogueira Pinto não teme a ruptura política, preza a sua autonomia e não se submete a directivas partidárias com que não concorda. Regressa à vida civil como Consultora da Fundação Gulbenkian (1993-95) e transitando depois para presidente da Fundação para a Saúde. O regresso a uma área de actuação que conhecera entre 1988 e 1991, ao presidir à administração da Maternidade Alfredo da Costa.
Passados três anos, nas legislativas de Outubro de 1995, é eleita deputada independente por Lisboa nas listas do CDS, então já liderado por Manuel Monteiro. Faz parte de um grupo de personalidades que inovam e refundam o partido.
Polémica sobre o aborto
É neste mandato parlamentar, que cumpre até 1999, que se distingue na vida parlamentar e política, sobretudo nos dois últimos anos, em que lidera a bancada do CDS. O seu estilo culto e contundente, a sua agilidade política e a forma educada mas desassombrada como dirigia o grupo parlamentar e se relacionava com os outros partidos, marcaram então os trabalhos parlamentares. Destacou-se então o protagonismo com que desempenhava o cargo e as relações que desenvolvia com todos, desde o presidente da Assembleia, António de Almeida Santos, ao líder parlamentar do PCP, Octávio Teixeira.
Foi nesse mandato parlamentar que se jogou o seu maior protagonismo político. E aconteceu em torno das discussões sobre a despenalização do aborto e nomeadamente no contexto da campanha do primeiro referendo, realizado em 1998. Foi Maria José Nogueira Pinto a primeira subscritora de um projecto lei que acabou por chumbar, mas que condicionou todo o debate posterior: o projecto de lei que propunha o reconhecimento pelo Estado da Entidade Jurídica do Embrião.
A questão não era tanto a de saber se um feto podia tirar bilhete de identidade, como foi ironizado à época, mas a de lançar o debate sobre quando começa a vida humana. Ou seja, dar argumentos morais e culturais aos defensores do “não” à despenalização. Por isso, Maria José Nogueira Pinto foi vista então como uma das grandes vencedoras da vitória do “não” no referendo.
Ruptura com o CDS
Mas se o sucesso parlamentar foi marcante, o mesmo não aconteceu no CDS, a que aderiu em 1996. Quando Manuel Monteiro sai, em 1998, Maria José Nogueira Pinto disputa a liderança com Paulo Portas, num congresso em que começou por garantir que até ganhava “ao Rato Mickey” e que acabou por perder, depois de acessos debates e rupturas, como a que teve com Lobo Xavier, a quem disse do palco do Congresso a famosa e ainda hoje enigmática frase: “Você sabe que eu sei que você sabe que eu sei…”A eleição de Paulo Portas como líder leva ao seu afastamento do CDS. Com novo Governo de maioria do PSD e do CDS, liderado por Durão Barroso, Maria José Nogueira Pinto volta aos cargos públicos na área social, em 2002, indo dirigir a Misericórdia de Lisboa, de que fora adjunta da Mesa e Provedora interina entre 1986-88. Um mandato que faz, também aqui de forma destacada, criando projectos inovadores no acompanhamento de idosos e no acolhimento de crianças.
O seu rompimento definitivo com o CDS virá mais tarde. Em 2005 aceita deixar a Misericórdia para se candidatar pelo CDS à Câmara de Lisboa. É eleita vereadora ficando responsável pela Habitação Social.
Mas mais uma vez a sua relação com Paulo Portas atravessou-se na sua relação com o CDS. O regresso de Portas à liderança do CDS leva à ruptura. O clima de agressividade que a ruptura atingiu, leva-a mesmo a acusar o deputado do CDS, Hélder Amaral, de a ter agredido fisicamente. Depois diria que provavelmente entendeu mal o gesto que olhou como agressão como um simples agarrar de braço que então a magoou.
A ruptura com o CDS aproxima-a de novo do PSD. Em 2009, é convidada pela então líder, Manuela Ferreira Leite, para se candidatar pelo PSD em Lisboa. Maria José Nogueira Pinto volta ao Parlamento e logo de início volta a marcar com o seu estilo assertivo e contundente, de quem não teme afrontar adversários. Num famoso debate na Comissão de Saúde vira-se para o deputado do PS, Ricardo Gonçalves, acusando-o de “palhaço” e de “deputado inimputável”.
Reeleita pelo PSD no passado dia 5 de Junho, cumpriu, enquanto conseguiu o seu mandato.
www.publico.pt/
Embora já gravemente debilitada pela doença, participou ainda na sessão parlamentar que elegeu a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, a 21 de Junho.
Nascida em Lisboa, a 23 de Março de 1952, Maria José Pinto da Cunha de Avillez Nogueira Pinto, era filha de Luís Maria de Avilez de Almeida de Melo e Castro e de Maria José de Melo Breyner Pinto da Cunha e irmã da jornalista Maria João Avillez e da especialista em moda e imagem Maria Assunção Avillez. Era casada, desde 1972, com o jurista Jaime Nogueira Pinto, que conheceu na Faculdade de Direito, e mãe de três filhos, um rapaz e duas raparigas.
Jurista de formação, Maria José Nogueira Pinto destacou-se na vida política como figura de Estado e dirigente partidária. Entrou para a política pela mão de Cavaco Silva, de quem foi uma entusiasta apoiante até ao fim, tendo integrado a comissão de honra da sua recandidatura a Presidente da República, na campanha eleitoral do final do ano passado, altura em que já sabia estar doente.
Foi em 1991 que Maria José Nogueira Pinto entra na política activa e logo pela porta da governação, como subsecretária de Estado da Cultura. Acaba por demitir-se em 1993, em ruptura com Pedro Santana Lopes, então secretário de Estado e por causa do conhecido “Caso da Pala do Sporting”, em que se sente desautorizada.
Isto porque, depois de ela ter interditado o Estádio de Alvalade para servir de palco a concertos musicais, por insegurança da estrutura, nomeadamente da “pala” de uma bancada, Santana entra em acordo com o Clube. O Sporting compromete-se a fazer obra e os espectáculos são autorizados.
Logo então se percebe que Maria José Nogueira Pinto não teme a ruptura política, preza a sua autonomia e não se submete a directivas partidárias com que não concorda. Regressa à vida civil como Consultora da Fundação Gulbenkian (1993-95) e transitando depois para presidente da Fundação para a Saúde. O regresso a uma área de actuação que conhecera entre 1988 e 1991, ao presidir à administração da Maternidade Alfredo da Costa.
Passados três anos, nas legislativas de Outubro de 1995, é eleita deputada independente por Lisboa nas listas do CDS, então já liderado por Manuel Monteiro. Faz parte de um grupo de personalidades que inovam e refundam o partido.
Polémica sobre o aborto
É neste mandato parlamentar, que cumpre até 1999, que se distingue na vida parlamentar e política, sobretudo nos dois últimos anos, em que lidera a bancada do CDS. O seu estilo culto e contundente, a sua agilidade política e a forma educada mas desassombrada como dirigia o grupo parlamentar e se relacionava com os outros partidos, marcaram então os trabalhos parlamentares. Destacou-se então o protagonismo com que desempenhava o cargo e as relações que desenvolvia com todos, desde o presidente da Assembleia, António de Almeida Santos, ao líder parlamentar do PCP, Octávio Teixeira.
Foi nesse mandato parlamentar que se jogou o seu maior protagonismo político. E aconteceu em torno das discussões sobre a despenalização do aborto e nomeadamente no contexto da campanha do primeiro referendo, realizado em 1998. Foi Maria José Nogueira Pinto a primeira subscritora de um projecto lei que acabou por chumbar, mas que condicionou todo o debate posterior: o projecto de lei que propunha o reconhecimento pelo Estado da Entidade Jurídica do Embrião.
A questão não era tanto a de saber se um feto podia tirar bilhete de identidade, como foi ironizado à época, mas a de lançar o debate sobre quando começa a vida humana. Ou seja, dar argumentos morais e culturais aos defensores do “não” à despenalização. Por isso, Maria José Nogueira Pinto foi vista então como uma das grandes vencedoras da vitória do “não” no referendo.
Ruptura com o CDS
Mas se o sucesso parlamentar foi marcante, o mesmo não aconteceu no CDS, a que aderiu em 1996. Quando Manuel Monteiro sai, em 1998, Maria José Nogueira Pinto disputa a liderança com Paulo Portas, num congresso em que começou por garantir que até ganhava “ao Rato Mickey” e que acabou por perder, depois de acessos debates e rupturas, como a que teve com Lobo Xavier, a quem disse do palco do Congresso a famosa e ainda hoje enigmática frase: “Você sabe que eu sei que você sabe que eu sei…”A eleição de Paulo Portas como líder leva ao seu afastamento do CDS. Com novo Governo de maioria do PSD e do CDS, liderado por Durão Barroso, Maria José Nogueira Pinto volta aos cargos públicos na área social, em 2002, indo dirigir a Misericórdia de Lisboa, de que fora adjunta da Mesa e Provedora interina entre 1986-88. Um mandato que faz, também aqui de forma destacada, criando projectos inovadores no acompanhamento de idosos e no acolhimento de crianças.
O seu rompimento definitivo com o CDS virá mais tarde. Em 2005 aceita deixar a Misericórdia para se candidatar pelo CDS à Câmara de Lisboa. É eleita vereadora ficando responsável pela Habitação Social.
Mas mais uma vez a sua relação com Paulo Portas atravessou-se na sua relação com o CDS. O regresso de Portas à liderança do CDS leva à ruptura. O clima de agressividade que a ruptura atingiu, leva-a mesmo a acusar o deputado do CDS, Hélder Amaral, de a ter agredido fisicamente. Depois diria que provavelmente entendeu mal o gesto que olhou como agressão como um simples agarrar de braço que então a magoou.
A ruptura com o CDS aproxima-a de novo do PSD. Em 2009, é convidada pela então líder, Manuela Ferreira Leite, para se candidatar pelo PSD em Lisboa. Maria José Nogueira Pinto volta ao Parlamento e logo de início volta a marcar com o seu estilo assertivo e contundente, de quem não teme afrontar adversários. Num famoso debate na Comissão de Saúde vira-se para o deputado do PS, Ricardo Gonçalves, acusando-o de “palhaço” e de “deputado inimputável”.
Reeleita pelo PSD no passado dia 5 de Junho, cumpriu, enquanto conseguiu o seu mandato.
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Duas centenas de mortos em naufrágio ao largo do Sudão
Perto de 200 pessoas morreram afogadas depois de a embarcação que os transportava do Sudão para a Arábia Saudita se incendiou em pleno mar, nesta terça-feira.
Segundo a agência sudanesa SMC, que cita fontes oficiais, a embarcação transportava 200 imigrantes ilegais oriundos de países vizinhos, tendo naufragado no mar Vermelho, ainda em águas territoriais sudanesas. Apenas três ocupantes terão sobrevivido.
Contactado pela AFP, um porta-voz da polícia sudanesa recusou-se a comentar o balanço, adiantando não ter ainda todos os pormenores do incidente. Confirmou, contudo, que o barco saiu do porto de Tokar, 150 quilómetros a sul de Port Sudan e já perto da Eritreia. Quatro iemenitas, suspeitos de ser proprietários da embarcação, terão sido entretanto detidos.
As autoridades sudanesas adiantam ainda que um outro barco, com 247 pessoas a bordo – sobretudo da Somália, Eritreia e Chade – tentou sair da mesma região, mas foi interceptado pela polícia.
http://www.publico.pt/Mundo/duas-centenas-de-mortos-em-naufragio-ao-largo-do-sudao_1501585
Segundo a agência sudanesa SMC, que cita fontes oficiais, a embarcação transportava 200 imigrantes ilegais oriundos de países vizinhos, tendo naufragado no mar Vermelho, ainda em águas territoriais sudanesas. Apenas três ocupantes terão sobrevivido.
Contactado pela AFP, um porta-voz da polícia sudanesa recusou-se a comentar o balanço, adiantando não ter ainda todos os pormenores do incidente. Confirmou, contudo, que o barco saiu do porto de Tokar, 150 quilómetros a sul de Port Sudan e já perto da Eritreia. Quatro iemenitas, suspeitos de ser proprietários da embarcação, terão sido entretanto detidos.
As autoridades sudanesas adiantam ainda que um outro barco, com 247 pessoas a bordo – sobretudo da Somália, Eritreia e Chade – tentou sair da mesma região, mas foi interceptado pela polícia.
http://www.publico.pt/Mundo/duas-centenas-de-mortos-em-naufragio-ao-largo-do-sudao_1501585
terça-feira, 5 de julho de 2011
Deixou bilhetes às vítimas que roubou
Um indivíduo que assaltou pelo menos três mulheres, sob ameaça de arma, nos últimos dias, em Braga, escreveu bilhetes, a duas delas, a pedir desculpa pelos roubos.
Os roubos aconteceram entre 30 de Junho e o passado dia 2 de Julho e o indivíduo já foi identificado pela Polícia de Segurança Pública (PSP).Pelo ‘modus operandi’, trata-se do mesmo suspeito que assaltou, na madrugada da última sexta-feira, uma estudante de 21 anos, em Nogueiró, a quem exigiu o cartão multibanco e o respectivo código, conforme noticiou o ‘Correio do Minho’, na edição de 2 de Julho.Horas antes, ocorreu um roubo com as mesmas características: o alvo foi uma mulher, também na zona da cidade de Braga, a quem roubou também o cartão, exigindo o código.Nos doisroubos, o cartão bancário foi o alvo e o assaltante ameaçou as vítimas com o que parecia uma arma de fogo.Nas duas situações foi efectuado pelo menos um levantamento, antes do cancelamento do cartão.A uma terceira vítima, apesar da ameaça, não chegou a roubar nada, tendo-lhe devolvido a carteira pois não continha nenhum cartão bancário.A duas das vítimas, o alegado assaltante deixou depois bilhetes, junto à porta - onde ocorreram dois dos assaltos - a pedir desculpa pelos roubos, apurou o ‘Correio do Minho’.E esta hein?
As famílias constroem-se à mesa
Terça-feira, 21 de Junho de 2011
Público, Entrevista Claude Kaufman
O sociólogo francês Jean-Claude Kaufman, investigador no Centre National de la Recherche Scientifique, em Paris, dedicou toda a sua vida a estudar as relações entre as pessoas através das tarefas domésticas, do lavar a roupa ao passar a ferro. Há quem lhe chame o sociólogo dos detalhes. Esteve em Portugal, a convite do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, para falar de comida e explicar porque é que é à mesa que se constrõem as famílias, tema do seu livro, não traduzido em português, Casseroles, amour et crises (que poderá traduzir-se por Tachos, amor e crises). A sua última paixão são as bolsas das mulheres e a forma como o seu interminável conteúdo revela a vida das suas proprietárias, mas essa era outra conversa.
Porquê este seu fascínio por detalhes?
Não há coisas pequenas na vida. Se escavarmos em profundidade conseguimos explicar toda uma sociedade por gestos tão simples que nem nos passam pela cabeça. Por exemplo, em casa quando se acorda, ninguém pensa "onde está a minha caneca do pequeno-almoço?", só esticamos a mão, mas cada objecto tem um lugar que não é igual em cada família e tudo isto é uma cultura profunda. A família é fabricada com as mãos e não podia viver sem toda esta organização: a limpeza, a lavagem das roupas. A cozinha é a parte ainda mais rica porque é ali que se prepara um momento que vai ser muito importante na vida familiar, que nem sempre corre bem, mas que é muito importante.
"Diz-me como comes em casa e digo-te como vai a tua família?" Esta frase é uma boa forma de avaliar a saúde da família?
As famílias de hoje não são simples, são cheias de contradições. As refeições contam-nos histórias. Há conflitos com os miúdos e, às vezes, liga-se a televisão para aliviar a tensão, para evitar o face-a-face, funciona como um convidado suplementar; ou, quando os filhos já mais velhos, saem de casa, há um regresso ao casal que não é simples, é preciso alimentar a convivência a dois e a televisão pode voltar porque anula a angústia. O silêncio assinala que não temos grande coisa a dizer.
Tem-se medo do silêncio à mesa?
Dantes, aceitava-se o silêncio. Hoje, quando dura muito tempo, mete muito medo: sinaliza que não há nada a dizer neste momento de vida familiar. Em França, uma em cada duas refeições é passada com a televisão. Mas as pessoas que não vêem televisão são muito rápidas a julgar a televisão como má. Em certas famílias, o difícil é não a ter, e, a um primeiro nível, não é mau haver televisão: ela pode alimentar a conversa, discute-se um concurso, um membro da família apoia um concorrente, outro tem outro, e cada um tem a sua justificação e vão-se conhecendo os valores, uns dos outros, por esta via. Mas é verdade que a televisão tem uma lógica devoradora, ela tenta engolir tudo e há sinais de quando se passou a linha vermelha: quando o volume é mais alto e substitui a conversa ou quando as cadeiras abandonam o face-a-face e se viram para a televisão.
Público, Entrevista Claude Kaufman
O sociólogo francês Jean-Claude Kaufman, investigador no Centre National de la Recherche Scientifique, em Paris, dedicou toda a sua vida a estudar as relações entre as pessoas através das tarefas domésticas, do lavar a roupa ao passar a ferro. Há quem lhe chame o sociólogo dos detalhes. Esteve em Portugal, a convite do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, para falar de comida e explicar porque é que é à mesa que se constrõem as famílias, tema do seu livro, não traduzido em português, Casseroles, amour et crises (que poderá traduzir-se por Tachos, amor e crises). A sua última paixão são as bolsas das mulheres e a forma como o seu interminável conteúdo revela a vida das suas proprietárias, mas essa era outra conversa.
Porquê este seu fascínio por detalhes?
Não há coisas pequenas na vida. Se escavarmos em profundidade conseguimos explicar toda uma sociedade por gestos tão simples que nem nos passam pela cabeça. Por exemplo, em casa quando se acorda, ninguém pensa "onde está a minha caneca do pequeno-almoço?", só esticamos a mão, mas cada objecto tem um lugar que não é igual em cada família e tudo isto é uma cultura profunda. A família é fabricada com as mãos e não podia viver sem toda esta organização: a limpeza, a lavagem das roupas. A cozinha é a parte ainda mais rica porque é ali que se prepara um momento que vai ser muito importante na vida familiar, que nem sempre corre bem, mas que é muito importante.
"Diz-me como comes em casa e digo-te como vai a tua família?" Esta frase é uma boa forma de avaliar a saúde da família?
As famílias de hoje não são simples, são cheias de contradições. As refeições contam-nos histórias. Há conflitos com os miúdos e, às vezes, liga-se a televisão para aliviar a tensão, para evitar o face-a-face, funciona como um convidado suplementar; ou, quando os filhos já mais velhos, saem de casa, há um regresso ao casal que não é simples, é preciso alimentar a convivência a dois e a televisão pode voltar porque anula a angústia. O silêncio assinala que não temos grande coisa a dizer.
Tem-se medo do silêncio à mesa?
Dantes, aceitava-se o silêncio. Hoje, quando dura muito tempo, mete muito medo: sinaliza que não há nada a dizer neste momento de vida familiar. Em França, uma em cada duas refeições é passada com a televisão. Mas as pessoas que não vêem televisão são muito rápidas a julgar a televisão como má. Em certas famílias, o difícil é não a ter, e, a um primeiro nível, não é mau haver televisão: ela pode alimentar a conversa, discute-se um concurso, um membro da família apoia um concorrente, outro tem outro, e cada um tem a sua justificação e vão-se conhecendo os valores, uns dos outros, por esta via. Mas é verdade que a televisão tem uma lógica devoradora, ela tenta engolir tudo e há sinais de quando se passou a linha vermelha: quando o volume é mais alto e substitui a conversa ou quando as cadeiras abandonam o face-a-face e se viram para a televisão.
São Tomé / Presidenciais
Número de candidatos é o maior de sempre da história do país
As eleições presidenciais do próximo dia 17 em São Tomé e Príncipe são as mais concorridas de sempre, com nove candidatos a disputar a sucessão de Fradique de Menezes, impedido constitucionalmente de concorrer a um terceiro mandato.
Dos nove candidatos, cinco têm fortes ligações aos dois partidos mais votados nas legislativas de há um ano, a Acção Democrática Independente, agora no governo, e o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe-Partido Social Democrata, na oposição, presumindo-se que a disputa presidencial reabra a luta política de há um ano.
Os restantes quatro candidatos, o jurista Filinto Costa Alegre, e os economistas Jorge Coelho, Manuel de Deus Lima e Hélder de Barros, sem apoio expresso partidário, surgem neste escrutínio como sendo os que têm menos possibilidades de passarem à segunda volta, caso nenhum candidato alcance já mais de metade dos votos no dia 17.
Destes quatro candidatos, Filinto Costa Alegre, de 59 anos, é o que apresenta um histórico de empenho mais ativo na luta pela independência.
Em 1974 liderou a Associação Cívica Pró-MLSTP, que lançou as bases para a organização do que viria a ser a força política que liderou os destinos do país, entre 1975, com a declaração de independência, e 1991, com o fim do regime de partido único.
Com a abertura democrática, integra o grupo de fundadores do PCD, vencedor do primeiro escrutínio pluralista, mas viria a afastar-se deste partido por discordar da estratégia política entretanto prosseguida.
Um segundo candidato é Manuel de Deus Lima “Minho”, economista de 52 anos, atual embaixador são-tomense no vizinho Gabão, liderou por escassos meses, em 2008, o Movimento Democrático Força da Mudança, partido inspirado na figura do Presidente Fradique de Menezes.
Antes, na sequência das legislativas de 2006, ocupou a pasta dos Recursos Naturais do governo de coligação MDFM/PCD, resultante daquelas eleições.
Em 2002, quando era administrador do Banco Central de São Tomé e Príncipe pagou com a prisão um crime de peculato.
Outro candidato, Hélder Barros, 59 anos, foi ministro da Coordenação Económica, entre julho e outubro de 1994, no governo de iniciativa presidencial liderado por Evaristo Carvalho, que também concorre às presidenciais.
Atualmente trabalha para as Nações Unidas e mantém em São Tomé e Príncipe uma fundação ligada a atividades para a juventude.
Apresenta-se como candidato independente, embora tenha tido filiação partidária na ADI.
O último candidato, Jorge Coelho, 53 anos, foi presidente do conselho de administração da Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea (ENASA).
Titular de dois mestrados, Economia e Sistema de Informação Digital, ambos feitos na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mantém uma cátedra na Universidade Estatal do Ohio, também nos Estados Unidos.
Destak/Lusa | destak@destak.pt
05 | 07 | 2011
As eleições presidenciais do próximo dia 17 em São Tomé e Príncipe são as mais concorridas de sempre, com nove candidatos a disputar a sucessão de Fradique de Menezes, impedido constitucionalmente de concorrer a um terceiro mandato.
Dos nove candidatos, cinco têm fortes ligações aos dois partidos mais votados nas legislativas de há um ano, a Acção Democrática Independente, agora no governo, e o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe-Partido Social Democrata, na oposição, presumindo-se que a disputa presidencial reabra a luta política de há um ano.
Os restantes quatro candidatos, o jurista Filinto Costa Alegre, e os economistas Jorge Coelho, Manuel de Deus Lima e Hélder de Barros, sem apoio expresso partidário, surgem neste escrutínio como sendo os que têm menos possibilidades de passarem à segunda volta, caso nenhum candidato alcance já mais de metade dos votos no dia 17.
Destes quatro candidatos, Filinto Costa Alegre, de 59 anos, é o que apresenta um histórico de empenho mais ativo na luta pela independência.
Em 1974 liderou a Associação Cívica Pró-MLSTP, que lançou as bases para a organização do que viria a ser a força política que liderou os destinos do país, entre 1975, com a declaração de independência, e 1991, com o fim do regime de partido único.
Com a abertura democrática, integra o grupo de fundadores do PCD, vencedor do primeiro escrutínio pluralista, mas viria a afastar-se deste partido por discordar da estratégia política entretanto prosseguida.
Um segundo candidato é Manuel de Deus Lima “Minho”, economista de 52 anos, atual embaixador são-tomense no vizinho Gabão, liderou por escassos meses, em 2008, o Movimento Democrático Força da Mudança, partido inspirado na figura do Presidente Fradique de Menezes.
Antes, na sequência das legislativas de 2006, ocupou a pasta dos Recursos Naturais do governo de coligação MDFM/PCD, resultante daquelas eleições.
Em 2002, quando era administrador do Banco Central de São Tomé e Príncipe pagou com a prisão um crime de peculato.
Outro candidato, Hélder Barros, 59 anos, foi ministro da Coordenação Económica, entre julho e outubro de 1994, no governo de iniciativa presidencial liderado por Evaristo Carvalho, que também concorre às presidenciais.
Atualmente trabalha para as Nações Unidas e mantém em São Tomé e Príncipe uma fundação ligada a atividades para a juventude.
Apresenta-se como candidato independente, embora tenha tido filiação partidária na ADI.
O último candidato, Jorge Coelho, 53 anos, foi presidente do conselho de administração da Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea (ENASA).
Titular de dois mestrados, Economia e Sistema de Informação Digital, ambos feitos na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mantém uma cátedra na Universidade Estatal do Ohio, também nos Estados Unidos.
Destak/Lusa | destak@destak.pt
05 | 07 | 2011
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