quarta-feira, 22 de junho de 2011

Bom S. João


Ó meu S.João da Ponte
A vossa Capela cheira
Cheira a cravo, cheira à rosa
Cheira à flor da Laranjeira

S.João vem cá abaixo
Que tu chegas cá num ai
No céu nem fazes ideia
Do que cá por Braga vai

Festa de São João em Braga
S. JOÃO EM BRAGA

Estagiária de Hillary Clinton vira actriz pornográfica

In Jornal de Noticias

Spades Sammie, ex-estagiária da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, desistiu de construir um futuro na política para se aventurar no mundo pornográfico.

A agora actriz pornográfica conta que, no passado, "teve planos para ser advogada, tendo mesmo trabalhado como assistente judiciária". Mas, devido a dificuldades financeiras, foi obrigada a abandonar os seus sonhos, "depois de descobrir que no mundo pornográfico podia ganhar muito mais dinheiro".

Cá para nós que ninguém nos ouve, se tem sido antes estagiária do marido da secretária de Estado americana, a agora porno-actriz teria com certeza mais experiência na área e estranhado menos a mudança de local de trabalho.

Silêncio!

Passos Coelho viaja amanhã de avião para Bruxelas. Hoje, o primeiro-ministro mandou trocar as cinco reservas na TAP, de executiva para económica.

Admire-se que o governo tomou posse à 2 dias e apenas falam dele  5 minutos nos telejornais. E mesmo assim tiveram que repetir noticias de dias anteriores.

O novo Governo de Pedro Passos Coelho vai pôr os secretários distritais transitoriamente na gestão dos governos civis, até à sua completa extinção, que faz parte do programa do executivo de coligação PSD/CDS-PP.


Cada vez gosto mais dele(s).

Esquerda à deriva ( V )

Miguel Portas "A renovação do Bloco tem de passar pela saída dos quatro fundadores"

Miguel Portas é político há muito tempo. Defende que tudo tem a sua época e o Bloco de Esquerda precisa de lideranças novas. Fala das declarações de Ana Gomes sobre o irmão Paulo. Não esconde que o cancro lhe mudou a vida e garante que é preciso uma renovação da esquerda.

Como comenta a saída do Rui Tavares do grupo do Parlamento Europeu onde está o Bloco na sequência de uma polémica com Francisco Louçã?

Registo com tristeza a saída dele da delegação e do grupo onde sempre votou livremente na condição de independente. De qualquer modo, na minha opinião, existe uma clara desproporção entre o motivo invocado e a consequência da decisão. A decisão dele não vai facilitar a discussão no interior do Bloco. Mas da nossa parte há vontade de manter uma relação de trabalho com ele no parlamento.

Estás arrependido de o ter convidado?

Boa pergunta [silêncio]. A história não se faz com "ses". Não esperava a decisão e é com tristeza que a vejo.

Não acha que para uma derrota em que o Bloco perdeu metade dos votos e deputados, é pouco aquilo que a Mesa Nacional propõe como discussão?

Acho que não é curto, porque não é uma solução que encerra o debate. Tem a característica de ser uma discussão que é interna, mas também pública. Nesta fase, antes de férias, realizar-se-ão assembleias de aderentes por todo o país. São encontros para ouvir, não para se dizer o que devem pensar. Depois o espaço de debate vai abrir na internet para toda a gente. Vai-se realizar um debate com convidados que não são do BE sobre os caminhos de convergência e recomposição da esquerda portuguesa. Acho que nos permitirá uma recolha de opiniões muito vasta e é em função disso que a Mesa Nacional de Setembro decidirá se se avança ou não para uma convenção ordinária antecipada.

Não está excluída à partida a realização de uma convenção?

É uma consequência possível do debate, defendida por muita gente, que não decorre exclusivamente dos resultados eleitorais. Deve responder à questão de qual deve ser a táctica e a estratégia do Bloco neste novo quadro político.

Ao não marcar já uma convenção, a direcção do BE não está a desresponsabilizar-se dos resultados eleitorais? Não seria necessário, como defende o Daniel Oliveira, a direcção ser confrontada com uma convenção?

O Daniel levantou duas questões fundamentais partilhadas também pela tendência mais à esquerda do BE (a Ruptura): a ideia que um mau resultado equivale a uma convenção extraordinária que deve conduzir à demissão da direcção. O Daniel apresenta uma proposta já com resultado consumado. Não me parece curial convocar uma convenção que antes de reunir já tem um resultado anunciado. Dito isso, o problema político existe: não há uma questão de legitimidade da actual direcção, ela foi eleita três semanas antes das eleições, mas há um problema de credibilidade política do núcleo dos fundadores do Bloco. Sobre isso não tenho dúvida nenhuma. Este núcleo fundador sempre foi o centro das decisões do BE.

Está a falar dos quatro (Louçã, Fazenda, Rosas e Portas)?

Destes e de mais um círculo de dirigentes muito próximos. Este núcleo, da mesma maneira que tem o mérito de ter levado o Bloco a 10% e 11 % no espaço de uma década, também tem uma pesada responsabilidade de o ter trazido para 5%, isso é iniludível, e desse ponto de vista é muito positivo que o BE tenha feito imediatamente três coisas. Reconheceu a derrota e atribuiu a mesma não só a factores externos mas também a factores internos: a erros ao longo dos últimos dois anos. E finalmente marcou um debate público e aberto que não se restringe aos militantes.


terça-feira, 21 de junho de 2011

Cadeiras de sonho


In Record

«... a grande estima de Pinto da Costa é direcionada para AndréVillas-Boas. “Tem uma vantagem. Para além da paixão pelo futebol, é tão portista como eu”, insistiu, comparando com Mourinho: “Não era portista, nasceu em Setúbal numa altura em que ainda nem havia portistas em Setúbal”».

Fonte: Record

Cavaco pede “solidez, consistência e durabilidade” ao novo Governo

Cavaco Silva avisou ainda que o novo Governo vai enfrentar uma crise económica e financeira em que vão ser pedidos aos portugueses “os maiores sacrifícios desde que foi instaurada a democracia”. Por isso, aconselhou Pedro Passos Coelho a “compromissos alargados", além da coligação PSD-CDS em que assenta o Executivo.

Num discurso que se seguiu à tomada de posse de Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro e dos seus onze ministros e secretários de Estado, Cavaco Silva pediu ao novo executivo que “enfrente de imediato e com determinação os grandes desafios que lhe são colocados no plano económico e social”, considerando que a sua principal missão será cumprir o memorando de entendimento com a troika, por ser esse o “caminho que melhor serve o interesse nacional nos próximos anos”.

Cavaco afirmou ainda que a posse de um Executivo com “apoio maioritário permite reunir as condições de governabilidade necessárias para um tempo que vai exigir grandes sacrifícios dos cidadãos e um enorme sentido de responsabilidade patriótica”.

Um dia depois do falhanço na eleição de Fernando Nobre para presidente da Assembleia da República, Cavaco Silva disse que competirá ao novo Executivo, “aos dirigentes dos dois partidos”, garantir que “a coligação governativa tenha solidez, consistência e durabilidade”. E acrescentou que “Portugal não está em condições de viver crises políticas consecutivas”, prometendo uma “cooperação activa” com o Governo. “Nunca faltei com a minha palavra e com a minha lealdade a um executivo”, assegurou.

O Presidente avisou ainda que o novo Executivo não se esgota apenas no cumprimento do programa de resgate da troika. Há outras preocupações, como “atenuar os elevados custos sociais” das medidas que vão ser tomadas. “É prioritário garantir uma repartição equilibrada dos sacrifícios e uma utilização muito criteriosa dos recursos públicos, com vista a ajudar os cidadãos efectivamente mais carenciados”, afirmou.

Sintonia entre Cavaco Silva e o novo primeiro-ministro existe quanto à impossibilidade de o país falhar. “Portugal não pode falhar”, afirmou Passos. “Não podemos falhar”, disse, por seu turno, Cavaco Silva, “sob pena de a situação [do país] se tornar economicamente irreversível e socialmente insustentável”.

Por Romana Borja-Santos, Nuno Simas
http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/cavaco-pede-solidez-consistencia-e-durabilidade-ao-novo-governo_1499616

Esquerda à deriva ( IV )

Rui Tavares abandona BE e passa a eurodeputado independente

Depois da guerra de palavras e acusações entre Rui Tavares e o líder do Bloco de Esquerda, o eurodeputado passa a independente e abandona o Bloco de Esquerda.
Numa nota à imprensa divulgada em Bruxelas, Rui Tavares, independente que havia sido eleito em 2009 para o Parlamento Europeu integrado nas listas do Bloco de Esquerda, diz que perdeu a «confiança pessoal e política no coordenador nacional» do partido, tornando-se assim «impossível» continuar integrado na delegação bloquista, pelo que passou à condição de independente integrado no grupo dos Verdes europeus.


O conflito entre Tavares e Louçã começou quando o coordenador do BE colocou uma mensagem no Facebook em que culpa Rui Tavares por ser fonte em duas notícias nas quais estava escrito que os quatro fundadores do Bloco foram Luís Fazenda, Miguel Portas, Francisco Louçã e Daniel Oliveira, quando ao invés deste último deveria estar o nome de Fernando Rosas. «Explicou depois o jornalista que tinha sido levado ao engano por uma informação de uma conversa com Rui Tavares», escreveu Louçã na mensagem.

Rui Tavares, eurodeputado pelo BE, reagiu com uma nota de imprensa na qual exige um pedido de desculpas a Louçã. «Como é evidente, nunca disse a qualquer jornalista, ou a qualquer pessoa, em privado ou em público, que Daniel Oliveira fosse um dos quatro fundadores do Bloco de Esquerda, e jamais omitiria o nome de Fernando Rosas para o substituir fosse por quem fosse».

SOL com Lusa

Um Bispo com 42 anos

El obispo Novell habla sobre su vocación, la familia, sexo y amor y las ideologías en la Iglesia

El prelado de Solsona vuelve a sorprender con sus respuestas llenas de espíritu evangélico y la audacia propia de quien vive y sueña con la nueva evangelización.

-Lo suyo con Cristo, ¿fue un flechazo?
-Me atraía su manera de vivir y me hice una propuesta: «De este, ¡yo me fío!».

-En esta sociedad laica, no se estila.
-Hoy no es noticia que en todas las Iglesias de España haya diez mil jóvenes que reciban al Espíritu Santo. Ni que un joven decida hacerse sacerdote, o ingresar en un convento.

-Sí son noticia los escándalos de abusos sexuales perpetrados por miembros de la Iglesia.
-No tiene interés que un perro muerda a un señor, y tiene interés mediático que un señor haya mordido a un perro. Dinámica de la hiperinformación.

-¿Hay ovejas descarriadas en el rebaño?
-Algunas. Todos, un poco, somos un poco descarriados y todos tenemos que volver cada día al redil, y renovar nuestra fidelidad a Cristo.

-¿Por qué hombre muerde a perro en la Iglesia?
-Eso no es una oveja descarriada. Eso es terrible. Un pastor, a quien el Señor le ha confiado una misión, se aprovecha para algo terrible: abusar de un niño. Eso es muy grave y tiene que ser extirpado de la Iglesia con toda claridad y contundencia.

-¿Vivimos con la muerte en los talones?
-Vivimos en una sociedad más de muerte que de vida. Catastrófica. Con una cantidad de abortos que hacen temblar. Se frivoliza sobre lo más sagrado: la vida. Vivimos heridos por el pecado.

-¿El pecado y el vicio han derrotado al amor?
-Hay gente que ama de un modo bellísimo, y matrimonios que son ejemplos de amor sincero. Pero es verdad también que se ha prostituido el amor de un modo tal que es difícil para un joven, hoy, llegar a comprender que el amor es algo realmente bello.

-¿Quién ha prostituido el amor?
-Hay una pulsión en el género humano, el deseo sexual, que si uno no lo humaniza pues es fácil que empiece por el derrotero de intentar descubrir qué es el placer venéreo, el placer sexual, y que le sepa a poco porque, en el fondo, el placer sexual, cuando no va unido al amor verdadero, siempre deja como vacío. El primer día quizás, no sé, debe ser cosa extraordinaria, pero por lo que he escuchado, me han contado, me han explicado, eso deriva a probar otras cosas porque no llena. Lo sexual habla del amor, y sin amor lo sexual queda como vacío.

-¿Quién destruye la familia?
-Una sociedad de libertad a ultranza sin objetivo. El querer «ser libre y hacer lo que me da la gana».

-¿El celibato es una gracia y una bendición?
-Así lo vivo, así lo he visto en tantísimos compañeros y sacerdotes mayores, que me han precedido. El celibato religioso o sacerdotal en la iglesia latina es, en gran parte, lo que explica la capacidad misionera inmensa, y también explica que la iglesia ortodoxa se haya quedado estancada y en recesión muy fuerte en sus mismos países de origen.

-¿Los ortodoxos viven como rajás?
-Una chica rumana me dijo: «Los curas en Rumanía, ¡qué gorrones! Las mejores casas, cochazos... ¿Por qué?». Le dije que cuando se tienen que mantener tres o cuatro hijos hay que «recoger» para no pillarse los dedos. «¿Quieres casarte?, pues paga tanto, ¿quiéres que te bendiga la casa?, pues paga tanto...». En cambio, el sacerdocio celibatario da una libertad y una pobreza, que permite la presentación de una Iglesia mucho más evangélica.

-¿Qué ideología tiene la Iglesia?
-Ninguna. Custodia a una persona que es capaz de cambiar los corazones de la gente.

-¿Qué sintió cuando unos chicos a los que usted les dio catequesis le invitaron a conocer su casa?
-Una gran tristeza. Tras recibir la confirmación, esos chicos no habían cambiado nada, y de un modo obsceno y provocador me desafiaban mostrándome un antro cutre donde insinuaban que allí tenían sus primeras experiencias sexuales.

-¿Cuál es el futuro de esa generación?
-El trabajo educa. Y las experiencias verdaderas de amor. Me temo que muchos se quedarán en la cuneta. El único que tiene solución verdadera es Cristo.

Ingeniero de la Iglesia
Xavier Novell i Gomà (Montfalcó d´Agramunt, 1969) es el prelado más joven de España. Ingeniero técnico agrícola, fue ordenado sacerdote en 1997 y trabajó como docente en la Facultad de Teología de Cataluña. Doctor en Teología por la Universidad Gregoriana de Roma, desde diciembre de 2010 está al frente de la diócesis de Solsona. En «Carta a los jóvenes» (Espasa) invita a avanzar hacia una vida creyente con la aspiración de despertar en quienes no creen el interés por la propuesta cristiana. Lleva veinte años trabajando con los jóvenes.

http://www.religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=16138

PSD vai propor Assunção Esteves à presidência da AR

Assunção Esteves é a nova candidata do PSD para a presidência da Assembleia da República, depois de ontem o nome de Fernando Nobre ter sido chumbado por duas vezes, adianta o Público.

Assunção Esteves já foi eurodeputada e juíza do Tribunal Constitucional, tendo sido eleita deputada pelo círculo eleitoral de Lisboa.

Se for eleita, Assunção Esteves será a primeira mulher a desempenhar o cargo.


O PSD viu-se obrigado a apresentar outro candidato depois de Fernando Nobre ter sido ontem vetado por duas vezes, não reunindo votos sificientes para ser eleito.

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=270532, 21-06-2011

Nuno Crato

Mais exames nacionais. O novo ministro da Educação, do Ensino Superior e da Ciência considera que os professores devem ser avaliados com base na evolução dos resultados dos alunos nos exames nacionais, propondo por isso a realização destas provas no final de todos os ciclos de ensino. Esta foi uma das ideias defendidas por Nuno Crato no Fórum Portugal de Verdade, organizado pelo PSD em 2009.

Crato defende que os professores devem ser “avaliados com base nos resultados” dos alunos e criticou repetidamente o facilitismo nos exames nacionais. “Só há uma maneira de fazer isto que não signifique inflação nas notas. Uma avaliação externa” das provas, afirmou.

O novo ministro defende também mudanças na estrutura do Ministério da Educação, com a extinção, por exemplo, do GAVE (Gabinete de Avaliação Educacional), tornando-o um gabinete independente. Nuno Crato sugere que poderá ser tutelado por uma empresa privada, à semelhança do que acontece nos EUA, ou por uma universidade, como em Inglaterra. “Não são precisos muitos decretos para fazer isto, não é preciso muita coisa. É preciso um ministro que tenha a coragem de chegar e dizer ‘o gabinete de avaliação educativa está encerrado’”, assegurava o novo ministro no mesmo fórum.

Os programas escolares não devem ser feitos pelo Ministério da Educação, acredita ainda Nuno Crato, que diz que o ministério só deve dar indicações-padrão: objectivos concretos relativos ao que cada aluno deve ficar a saber no final de cada ciclo. O ministro defende uma maior autonomia das escolas e acredita que o ministério não pode ter “a educação como sua pertença”. A passagem para as aulas de 90 minutos foi dada como exemplo por Crato, que defende que os horários escolares devem ser geridos pelas próprias escolas: “Não percebo como nenhum partido disse ‘o que é que o Ministério da Educação tem a ver com isso?’”.

A formação de novos professores é uma aposta “fundamental”, segundo o novo governante, que defende um exame de acesso à profissão. Matemático e professor universitário, Nuno Crato tem para já “expectativas positivas”por parte do Sindicato Nacional do Ensino Superior e as reticências da Fenprof: “Não é um nome que nos descanse”, afirmou ao i o secretário-geral, Mário Nogueira.

http://www.ionline.pt/conteudo/131471-o-que-pensavam-os-novos-ministros-quando-nao-sabiam-do-futuro

Paulo Macedo

Do conjunto de independentes do novo elenco, é o que menos divulgou o que pensa sobre o sector que vai tutelar. Sabe--se apenas que o ex-homem forte dos impostos, e que foi administrador da seguradora Médis, quer que os portugueses deduzam menos despesas de saúde em sede de IRS. Defendeu-o em Fevereiro numa conferência na Universidade Católica. Para um aumento da receita fiscal, Macedo propunha uma redução dos benefícios fiscais e das deduções. Mas essa será uma tarefa nas mãos do ministro das Finanças e que está prevista no acordo com a troika. A diminuição das deduções em saúde foi um dos cavalos de batalha de Passos Coelho nas negociações com o governo para a aprovação do Orçamento de 2010.
Sendo um homem de números, Macedo tem apresentado mais propostas relacionadas com as Finanças. Para pôr a casa em ordem aconselhou uma prestação de contas por ministério, fazendo depender o aumento da competitividade da redução de custos com pessoal e juros.

http://www.ionline.pt/conteudo/131471-o-que-pensavam-os-novos-ministros-quando-nao-sabiam-do-futuro

Vitor Gaspar

Vítor Gaspar é o principal ministro do governo PSD/CDS – e aquele sobre o qual os portugueses menos sabem. É um economista e académico puro, cuja carreira de duas décadas teve um objectivo central: o euro. Ohomem que tem por missão cumprir a mais dura consolidação orçamental para evitar o risco de uma saída forçada de Portugal da moeda única é um defensor radical da mesma – é, na Europa, dos economistas mais comprometidos com o projecto.

“Com uma carreira à volta da integração monetária europeia eu não reclamo um ponto de vista de espectador imparcial”, disse há um ano numa intervenção no Porto, citada pelo blogue Massa Monetária. “Recentemente fiz um discurso na Reserva Federal de Dallas com o título ‘A segunda década do euro: o sucesso continua!’ O organizador estava bem ciente da minha parcialidade.”

O agora ministro acompanhou as negociações portuguesas no âmbito do Tratado de Maastricht, criou e liderou o departamento de investigação do Banco Central Europeu e liderou o grupo de conselheiros económicos do Presidente da Comissão Europeia. (Vítor Gaspar não foi reconduzido no cargo no segundo mandato de Durão Barroso por ter sido considerado demasiado teórico, apurou o i – a recomendação terá vindo de António Nogueira Leite e não de Barroso).

O percurso de Portugal com a moeda a que o novo ministro das Finanças dedicou a carreira tem sido muito difícil. O novo ministro das Finanças reconheceu isso mesmo há cerca de um ano na apresentação de um livro publicado pelo Banco de Portugal. Vítor Gaspar, tal como o seu colega na pasta da Economia (ver texto ao lado), reconhece o desequilíbrio orçamental português, mas enquadra-o num contexto mais amplo. Nessa mesma apresentação – feita com rigor e subtil sentido de humor – Gaspar deu a sua opinião sobre os maiores desafios da economia portuguesa: “Crescimento da produtividade e competitividade”, “crescimento sustentado e criação de emprego”, “correcção dos desequilíbrios macroeconómicos fundamentais” e “reforço e generalização da concorrência e transformação da estrutura produtiva”. Muitas destas áreas são da responsabilidade de Álvaro Santos Pereira, que tem uma visão semelhante dos problemas – resta saber qual a opinião de Gaspar sobre a reestruturação de dívida (mal encarada pelo BCE, onde Gaspar tem um percurso significativo), vista como inevitável pelo seu novo colega. Certo é que ambos os ministros são uma opção coerente com o rigor e a agenda liberal impostas pelo programa da troika: defensores de mais concorrência, mais flexibilidade no trabalho e maior responsabilização individual.

Como defensor do euro, Vítor Gaspar tem apontado para a necessidade do reforço da regulação e supervisão financeira (tarefas nas mãos de Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, que declinou o convite para as Finanças). Com este perfil é de esperar que o novo ministro das Finanças cumpra e aprofunde os mecanismos de transparência das contas públicas em Portugal. A dúvida? Se o teórico do euro será capaz de suportar a enorme pressão política da pasta das Finanças.

http://www.ionline.pt/conteudo/131471-o-que-pensavam-os-novos-ministros-quando-nao-sabiam-do-futuro

Santos Pereira

Álvaro Santos Pereira é um dos ministros menos conhecidos pelos portugueses – mas é o que mais claramente publicou em livros e blogues a sua opinião sobre aspectos-chave da pasta que irá liderar, a Economia. O novo ministro é uma escolha coerente com o programa liberal da troika, embora se distinga por algumas diferenças de opinião importantes, como a reestruturação da dívida ou a subida da carga fiscal.

Santos Pereira tem a dura tarefa de relançar o crescimento da economia, mas já admitiu que isso será difícil de conciliar com o pagamento integral da dívida pública. “O livro [“Portugal na Hora da Verdade”, publicado há um mês] mostra que as dívidas da economia nacional são de tal forma elevadas que será muito difícil evitar uma reestruturação a curto ou médio prazo”, afirmou ao “Expresso”. “Porém, tal reestruturação tem de ser devidamente negociada com os nossos credores e parceiros europeus e não deve ser feita de forma menos civilizada, como aconteceu em 1892.”

O novo ministro terá de trabalhar em articulação com as Finanças e deverá pressionar para cortes suplementares de despesa que permitam reduções dos impostos. “Espero bem que o próximo governo consiga renegociar [com a troika] o aumento de impostos sobre as famílias e as empresas”, afirmou há semanas em entrevista à Antena 1. A sua preferência vai para a dieta no Estado, onde recomenda uma redução drástica, por exemplo, do número de entidades públicas (“entre 30% e 50%”, disse à TVI24).
Para crescer defende que a desvalorização fiscal (corte na taxa social única) é das medidas mais importantes – também aqui quer uma descida “drástica, entre 10 e 15 pontos” da taxa (mais em linha com o FMI que com o PSD, que tem falado de 4 pontos), compensada com cortes na despesa e subida do IVA (“as taxas reduzidas devem subir”).

Também inevitáveis são as privatizações – na pasta da Economia e Obras Públicas terá nas mãos a TAP e os CTT –, embora admita que “há o risco de vender a preços de saldo” nesta altura. Sobre a Caixa Geral de Depósitos admitiu ao “Jornal de Negócios” que “a médio ou longo prazo, faz sentido equacionar uma privatização total da CGD”. O ministro é muito crítico da opção pelas parcerias público-privadas, várias das quais nos transportes, área sua.

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«Estranho dia o de ontem»

«Houve surpresa quando se viu Passos Coelho a insistir em Fernando Nobre. Não tanto por este ser bom ou mau para o cargo a que se candidatava, mas pela forte probabilidade daquilo poder dar para o torto.

«Ora, se podia dar para o torto, por que não procurar soluções alternativas? Neste assunto, eleição do presidente da Assembleia da República, o PSD tinha duas hipóteses: 1) insistir em Fernando Nobre, com o risco de não o eleger; e 2) arranjar outro candidato, como solução seguramente ganhadora: juntos, o PSD e o CDS têm 132 deputados, mais 16 do mínimo necessário para a eleição de um presidente de AR, vantagem confortável mesmo quando o voto é secreto.

«Mas, não, o PSD foi pela hipótese 1), arriscando-se à derrota que aconteceu. Há duas interpretações para a insistência. Perder aquela eleição era irrelevante; perde-se Nobre, vai-se para outro candidato e, dessa vez, junto ao CDS, ganha-se... Mas fica a dúvida: não se prejudicou, entretanto, a dinâmica de que o novo Governo precisa? A segunda interpretação: o PSD insistiu porque dera a palavra antes. Mas não valia mais contornar uma hipótese tão arriscada?

«"A habilidade em política consiste em dizer o que vai acontecer. E, de seguida, a habilidade de explicar porque é que tal não aconteceu..." A frase é cínica, mas é de alguém que merece ser ouvido e, aliás, tem admiradores no novo Governo: Winston Churchill.»

por FERREIRA FERNANDES
Hoje, http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1884102&seccao=Ferreira%20Fernandes&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

segunda-feira, 20 de junho de 2011

«Uma história portuguesa»

«Numa altura em que Pedro Passos Coelho e Paulo Portas se preparam para pedir ao país sacrifícios sem precedente, deviam olhar de quando em quando para esse mesmo país como ele na realidade é. E o que é não anima ninguém. Há uma história, em particular, que merecia meditação. O Centro de Estudos Judiciários (o CEJ), que foi fundado para formar juízes (que são um poder soberano) e magistrados do Magistério Público, descobriu que 137 candidatos tinham copiado num exame. Isto, que em outro qualquer sítio do mundo arrastaria a condenação e a vergonha de uma escola primária, não pareceu comover particularmente os directores do CEJ. Depois de maduras reflexões, chegaram estes cavalheiros à conclusão que a melhor saída para um embaraço tão comprometedor era "passar" os 137 prevaricantes com dez. Não queriam, segundo consta, que eles por acaso ganhassem fama de "malandros".

«Se Portugal se levasse a sério, como o levam a sério na oratória patriótica, outras soluções seriam evidentes. Na medida em que, para qualquer pessoa de carácter, copiar num exame constitui um roubo e uma fraude, o CEJ estava estritamente obrigado a promover a respectiva expulsão e a garantir que nenhum deles jamais poria um pé num tribunal. Mas, se a benevolência prevalecesse, como costuma prevalecer em Portugal, a repetição do exame, como propôs Boaventura Sousa Santos, presidente do Observatório da Justiça (bem gostava de saber o que por lá se observa), sempre abria uma escapatória, se não muito digna, pelo menos discreta. Infelizmente, até agora, a CEJ não marcou um novo exame. Espera por quê?

«Espera, como é óbvio, que o mundo inteiro se pronuncie. Alguns dos 137 "copiadores" já disseram que as circunstâncias (a informalidade da ocasião, a conversa livre e a "ausência de acompanhamento da prova") convidavam à cópia. A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), condenando o incidente, exige explicações pormenorizadas de um acto manifestamente sem explicação ou desculpa. Como, de resto, o Sindicato dos Magistrados do Magistério Público, para o qual a nota única (o célebre 10) "mancha a honra de todos" (e, de facto, não "mancha"?). O caso entretanto subiu ao Conselho Superior de Magistratura e chegou ontem ao Supremo Tribunal de Justiça. Não se consegue imaginar maior complicação para um caso tão simples. Pedro Passos Coelho e Paulo Portas começam hoje a reformar o irreformável.»

Vasco Pulido Valente
Público 18/6/2011

«Um governo é sempre um ovo Kinder»

«Não há muito tempo, um ex- -ministro de Durão Barroso, Nuno Morais Sarmento, a quem não é atribuída qualquer espécie de amizade e contemporização com Pedro Passos Coelho, menorizava as capacidades de liderança do primeiro-ministro indigitado, afirmando que Pedro Passos Coelho ainda era um "ovo Kinder". E de facto era. E é. Conseguiu o que muitos, mesmo no seu partido, julgaram impossível quase até à última hora - ser eleito primeiro-ministro com uma maioria confortável -, mas isto não faz dele, instantaneamente, um primeiro-ministro fantástico. Sobre as suas capacidades no cargo, continua tão ovo Kinder como antes. É a primeira vez, vai experimentar, vai ser testado num período terrível da vida nacional, tem de governar em coligação com um homem que o considera muito inferior a si próprio (Paulo Portas) e, no cenário catastrófico da Europa, ele pode ser um génio e correr tudo muito mal.

«Não é só Passos que é um ovo Kinder; em geral todos os governos são ovos Kinder. Este, ao ser constituído, na sua maioria, por estreantes, faz com que as dúvidas sobre as suas capacidades sejam ainda mais naturais. Isto para o bem (existe sempre um estado de graça no desconhecimento) e para o mal (as críticas imediatas que a falta de currículo numa altura destas suscita logo às primeiras). Muitos estreantes serão seguramente muito melhores do que alguns poços de experiência, mas só se percebe que brinde vem dentro do Kinder depois de o partir.

«Dito isto, resta saber como o novo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, vai gerir a pasta sob tutela exterior e qual é a sua verdadeira relação com o primeiro-ministro, essencial para que a coisa funcione. Espantosamente, numa altura decisiva da vida nacional, em que os apelos à participação dos "melhores" se propagam, dois dos "melhores" de Passos Coelho, Eduardo Catroga e Vítor Bento, resolveram dizer que não.

«Há boas notícias, no entanto. Assunção Cristas também não percebia muito de macroeconomia antes de se ter tornado a deputada-revelação da última legislatura como porta-voz das Finanças do CDS - supõe-se que utilizará a mesma aplicação no Ambiente e na Agricultura. Nuno Crato tem passado os últimos anos a discorrer sobre políticas de educação - tem agora a sua hora. Paula Teixeira da Cruz é, na realidade, a pessoa que no PSD mais tem pensado sobre justiça desde o tempo da liderança de Marques Mendes - bem-vinda à acção.

«A saúde precisa de um bom gestor e Paulo Macedo poderá cumprir a tarefa - se não deitar fora o menino (os cortes a que está obrigado pela troika) com a água do banho, o Serviço Nacional de Saúde decente a que os portugueses se habituaram nos últimos 15 anos. Francisco José Viegas e Carlos Moedas são do melhor que o PSD conseguiu ir buscar nos últimos tempos. De resto, Aguiar-Branco será um competente ministro da Defesa e Portas um satisfeito MNE. O chocolate do Kinder é, pelo menos, aceitável.»

por Ana Sá Lopes,
Publicado no "i" em 18 de Junho de 2011

domingo, 19 de junho de 2011

Tesouros do meu baú


Volker Hartung & Cologne New Philharmonic
Tchaikovsky Nutcracker Suite nº 3 'Sugar Plum Fairy'

Acusado de conduzir bêbado e a fazer sexo no banco traseiro


« Um norte-americano está a ser acusado de ter provocado um acidente de viação numa via rápida do estado da Virgínia (EUA) quando o seu automóvel seguia a 85 milhas (137 quilómetros) por hora e estaria alcoolizado e a fazer sexo com uma mulher no banco traseiro».


Ora aí está uma acusação que devia passar a louvor. Eu imagino o que deve ser conduzir bêbado a 140 km/h. E nem faço ideia do que será conduzir a essa velocidade sentado no banco de trás a fazer sexo. Ora juntar as duas coisas, bêbado e a fazer sexo numa autoestrada a 140 km/h. Este gajo é o meu herói.
Então se ia a conduzir um Lamborghini...

Fonte: Correio da Manhã

Portugal conquista quatro medalhas nos Europeus de canoagem

Resultados das tripulações de Portugal nos Europeus de Belgrado

200 metros
K1 Teresa Portela – MEDALHA DE BRONZE.
K2 Leonel Correia/Filipe Duarte – meias-finais.
K2 Beatriz Gomes/Joana Vasconcelos – 7.º
C1 Hélder Silva – 6.º

500 metros
K1 Teresa Portela – 5.º
K2 João Ribeiro/Emanuel Silva – MEDALHA DE BRONZE
K2 Joana Sousa/Inês Esteves – meias-finais
K4 Helena Rodrigues/Teresa Portela/Joana Vasconcelos/Beatriz Gomes – 4.º
C1 Hélder Silva – 7.º

1.000 metros
K1 Fernando Pimenta – MEDALHA DE BRONZE
K2 Joana Sousa/Inês Esteves -7.º
K4 Fernando Pimenta/João Ribeiro/Emanuel Silva/David Fernandes – MEDALHA DE OURO.

5.000 metros
K1 Fernando Pimenta – desclassificado
K1 Joana Sousa – 11.º


Fonte: Publico 

sábado, 18 de junho de 2011

19º Governo Constitucional da Republica Portuguesa


Não me vou deter em grandes considerações sobre os ministros que compõem o governo que saiu das eleições de 5 de Junho. Está aqui, é este e tem uma longa luta pela frente.

Uma única nota para memória futura: nunca Portugal precisou tanto de um governo competente, sério, eficaz, destemido e merecedor do voto de confiança dado por mais de 50% dos eleitores nestas eleições. Nunca os portugueses precisaram tanto de acreditar nos políticos. Nunca tivemos um governo tão jovem em quem depositamos os destinos e futuro de todos. Cá estarei, cá estaremos os portugueses, para zelar que cumpram o que prometeram. E o que Portugal acordou com o BCE/CE/FMI.

Finalmente e para terminar, mesmo ainda antes de serem empossados. OBRIGADO.
Obrigado pela coragem de assumir um risco que sei ser grande, obrigado por travar esta batalha que não duvida seja sangrenta, obrigado pois vão assumir e sofrer por uma culpa que sei não ser vossa. 
É muito mais do que alguém pode pedir a alguém.
OBRIGADO e mãos ao trabalho. 
Boa sorte.

VIVA PORTUGAL.

Fonte: Publico