quarta-feira, 13 de abril de 2011

Portugal não precisava de ajuda externa e agências de "rating" têm de ser travadas

O sociólogo Robert Fishman escreve no "The New York Times" sobre o "desnecessário resgate de Portugal" e acusa as agências de notação financeira de distorcerem a percepção que os mercados tinham da estabilidade do País.
«Portugal não precisava deste resgate. Foi sobretudo a especulação que precipitou o País para o pedido de ajuda externa. O culpado não foi o governo, mas sim a pressão das agências de “rating”. É esta a opinião de Robert Fishman, professor de Sociologia na Universidade de Notre Dame, num artigo hoje publicado no jornal “The New York Times”.
Na opinião de Fishman - que escreveu, em conjunto com Anthony Messina, o livro intitulado “The Year of the Euro: the cultural, social and political import of Europe’s common currency” -, a solicitação de ajuda externa à UE e ao FMI por parte de Portugal deverá constituir um aviso para as democracias de todo o mundo.
A crise que teve início no ano passado, com os resgates da Grécia e da Irlanda, agravou-se, constata o professor. “No entanto, este terceiro pedido nacional de ajuda não tem realmente a ver com dívida. Portugal teve um forte desempenho económico na década de 90 e estava a gerir a sua retoma, depois da recessão global, melhor do que vários outros países da Europa, mas sofreu uma pressão injusta e arbitrária por parte dos detentores de obrigações, especulações e analistas de “rating” da dívida que, por razões ideológicas ou de tacanhez, conseguiram levar à queda de um governo democraticamente eleito e levaram, potencialmente, a que o próximo governo esteja de mãos atadas”, salienta Robert Fishman no seu artigo de opinião publicado no jornal norte-americano.
O sociólogo adverte que “estas forças do mercado, se não forem reguladas, ameaçam eclipsar a capacidade de os governos democráticos – talvez até mesmo o norte-americano – fazerem as suas próprias escolhas em matéria de impostos e despesa pública”.


"Crise em Portugal é completamente diferente"

Apesar de as dificuldades de Portugal se assemelharem às da Grécia e da Irlanda, uma vez que os três países aderiram ao euro, cedendo assim o controlo da sua política monetária, o certo é que “na Grécia e na Irlanda, o veredicto dos mercados reflectiu profundos problemas económicos, facilmente identificáveis”, diz Fishman, realçando que “a crise em Portugal é completamente diferente”.
Em Portugal, defende o académico, “não houve uma genuína crise subjacente. As instituições económicas e as políticas em Portugal, que alguns analistas financeiros encaram como irremediavelmente deficientes, tinham alcançado êxitos notáveis antes de esta nação ibérica, com uma população de 10 milhões de pessoas, ser sujeita a sucessivas vagas de ataques por parte dos operadores dos mercados de obrigações”.
“O contágio de mercado e os cortes de ‘rating’ , que começaram quando a magnitude das dificuldades da Grécia veio à superfície em inícios de 2010, transformou-se numa profecia que se cumpriu por si própria: ao elevarem os custos de financiamento de Portugal para níveis insustentáveis, as agências de ‘rating’ obrigaram o País a pedir ajuda externa. O resgate confere poderes, àqueles que vão “salvar” Portugal, para avançarem com medidas de austeridade impopulares”, opina Robert Fishman.
“A crise não resulta da actuação de Portugal. A sua dívida acumulada está bem abaixo do nível de outros países, como a Itália, que não foram sujeitos a avaliações [de ‘rating’] tão devastadoras. O seu défice orçamental é inferior ao de vários outros países europeus e tem estado a diminuir rapidamente, na sequência dos esforços governamentais nesse sentido”, refere o professor, que fala ainda sobre o facto de Portugal ter registado, no primeiro trimestre de 2010, uma das melhores taxas de retoma económica da UE.
Em inúmeros indicadores – como as encomendas à indústria, inovação empresarial, taxa de sucesso da escolaridade secundária e crescimento das exportações -, Portugal igualou ou superou os seus vizinhos do Sul e mesmo do Ocidente da Europa, destaca o sociólogo.


Porquê os "downgrades?"

“Então, por que motivo é que a dívida soberana portuguesa foi cortada e a sua economia levada para a beira do precipício?”, questiona-se Fishman.
Na sua opinião, há duas explicações possíveis. Uma prende-se com o cepticismo ideológico do modelo económico misto de Portugal, com o apoio aos empréstimos concedidos às pequenas empresas, de par com umas quantas grandes empresas públicas e um forte Estado Providência, explica.
A outra explicação está na “inexistência de perspectiva histórica”. Segundo Fishman, os padrões de vida dos portugueses aumentaram bastante nos 25 anos que se seguiram à Revolução dos Cravos, em Abril de 1974, tendo havido na década de 90 um acelerado aumento da produtividade laboral, do investimento de capital por parte das empresas privadas, com a ajuda do governo, e um aumento dos gastos sociais. No final do século, Portugal tinha uma das mais baixas taxas de desemprego da Europa, sublinha também o professor.
Mas, realça, o optimismo dos anos 90 deu origem a desequilíbrios económicos e a gastos excessivos. “Os cépticos em torno da saúde económica de Portugal salientam a sua relativa estagnação entre 2000 e 2006. Ainda assim, no início da crise financeira mundial, em 2007, a economia estava de novo a crescer e o desemprego a cair. A recessão acabou com essa recuperação, mas o crescimento retomou no segundo trimestre de 2009”, refere.
Assim, no seu entender, “não há que culpar a política interna de Portugal. O primeiro-ministro José Sócrates e o PS tomaram iniciativas no sentido de reduzir o défice, ao mesmo tempo que promoveram a competitividade e mantiveram a despesa social; a oposição insistiu que podia fazer melhor e obrigou à demissão de Sócrates, criando condições para a realização de eleições em Junho. Mas isto é política normal, não um sinal de confusão ou de incompetência, como alguns críticos de Portugal têm referido”.


Europa poderia ter evitado o resgate

E poderia a Europa ter evitado este resgate?, questiona-se. Na sua opinião, sim. “O BCE poderia ter comprado dívida pública portuguesa de forma mais agressiva e ter afastado a mais recente onda de pânico”.
Além disso, Fishman afirma que é também essencial que a UE e os EUA regulem o processo utilizado pelas agências de “rating” para avaliarem a qualidade da dívida de um país. “Ao distorcerem as percepções do mercado sobre a estabilidade de Portugal, as agências de notação financeira – cujo papel na aceleração da crise das hipotecas ‘subprime’ nos EUA foi extensamente documentado – minaram a sua retoma económica e a sua liberdade política”, acusa o académico.
“No destino de Portugal reside uma clara advertência a outros países, incluindo os Estados Unidos. A revolução de 1974 em Portugal inaugurou uma vaga de democratização que inundou o mundo inteiro. É bem possível que 2011 marque o início de uma vaga invasiva nas democracias, por parte dos mercados não regulados, sendo Espanha, Itália ou Bélgica as próximas vítimas potenciais”, conclui Fishman, relembrando que os EUA não gostariam de ver no seu território o tipo de interferência a que Portugal está agora sujeito – “tal como a Irlanda e a Grécia, se bem que estes dois países tenham mais responsabilidades no destino que lhes coube”.»

É uma perspectiva da coisa...

Olha. Esta "besta terrorista" acha que é dono da democracia em Portugal

Otelo: Se soubesse como o país ia ficar, não fazia a Revolução

Fonte: Publico

O país aos quadradinhos - 2



A sua máxima atenção para esta noticia

Se tem uma empresa, se é profissional liberal, ou simplesmente se está "à rasca" de massas, então leia esta noticia e tire as suas conclusões. É preferível pois eu sou suspeito.

Fonte: Publico

"Mudar de vida"

"O pedido de ajuda de Portugal à União Europeia acabou por acontecer, como era de esperar. Também era de esperar o frenesim de comentários e debates sobre o tema, a atribuição de responsabilidades, e as acusações mútuas. O apelo de 47 personalidades a um compromisso nacional, divulgado no passado sábado, foi uma excepção inspiradora no actual clima nacional.

"Não creio que haja muito mais a dizer sobre tudo isto. A trajectória que nos conduziu à humilhação presente não começou com a queda do Governo, nem com esta ou aquela peripécia. Começou na última "década perdida" - como justamente tem sido chamada -, em que Portugal não teve praticamente crescimento económico e voltou a afastar-se da média europeia.

"Não haverá qualquer solução duradoura para a nossa aflição orçamental, se não forem enfrentadas as causas da estagnação económica da última década. Essas causas são relativamente simples e têm sido mencionadas pela generalidade da imprensa de qualidade internacional, com particular destaque para The Economist e The Wall Street Journal. No entanto, elas não parecem dominar a nossa atenção.

"Esta dissonância cognitiva entre o que é dito lá fora e o que é dito cá dentro é, ela mesma, expressão das origens profundas da nossa "década perdida". Essas origens radicam numa cultura política dominante extremamente avessa ao empreendimento, ao risco, à inovação, ao mérito, em suma, à criação de riqueza.

"Portugal tem o mercado de trabalho mais rígido do mundo desenvolvido, como vem repetindo The Economist, e não tem um mercado de arrendamento. Em contrapartida, tem uma burocracia pesada que dificulta qualquer movimento, um Estado intrometido que favorece uns e desfavorece outros, uma carga fiscal ridiculamente elevada, um sector empresarial público totalmente desnecessário e perdulário. Numa palavra, somos uma democracia política europeia e ocidental com hábitos económicos orientais.

"Mas isto não pode ser dito entre nós. Imediatamente surge um coro de acusações contra o chamado "liberalismo selvagem". E o que se entende por "liberalismo selvagem"? Ninguém sabe ao certo, mas parece residir nas coisas mais triviais. Na asserção de que quem cria riqueza é a empresa privada, não as empresas públicas deficitárias. Na observação de que só a concorrência leva as empresas a terem de ter em conta o interesse público, isto é, o interesse dos seus clientes - e que, por isso, o Estado não deve favorecer empresas ou sectores em detrimento de outros, porque isso desvirtua a concorrência.

"Também é liberalismo selvagem observar que o meio mais efectivo de melhorar as condições de vida de todos reside uma vez mais na concorrência. É esta que introduz uma pressão constante para a baixa dos custos de produção e melhoria da qualidade de bens e serviços. É esta pressão para a baixa dos custos que torna acessíveis ao maior número de pessoas bens e produtos que outrora só eram acessíveis a poucos. Este foi o motor do crescimento das classes médias no Ocidente nos últimos dois séculos, e este tem sido o motor que nas últimas três décadas tem retirado da pobreza milhões de pessoas na Índia e na China, bem como, em regra, nos países pobres que abriram os seus mercados à troca global.

"Porque negámos estas observações elementares, tivemos na última década um crescimento irrelevante. Vamos agora pagar essa audácia, já começámos a pagá-la, com programas de austeridade que a década perdida tornou incontornáveis. Mas a austeridade não resolverá os problemas do país, se não for acompanhada de reformas estruturais que permitam a criação de riqueza.

"Numa palavra, precisamos, como se costuma dizer, de mudar de vida. O choque orçamental poderia ser o ponto de viragem para essa mudança. Mas isso teria de ser dito com frontalidade aos portugueses."

João Carlos Espada
Director do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa;
titular da cátedra European Parliament/Bronislaw Geremek in European Civilization no
Colégio da Europa, Campus de Natolin, Varsóvia
Público, 11.IV.2011

A liberdade de imprensa no seu máximo expoente.


A jornalista da agência Lusa, Sofia Brandão, foi demitida depois de se negar, em Fevereiro deste ano, a publicar uma frase de José Sócrates em resposta a Jerónimo Martins, a celebre frase que o mesmo proferiu no dia seguinte à imprensa "não basta ser rico para ser bem educado". Claro que a justificação é uma alegada quebra de confiança e que levou à demissão da jornalista.
Onde é que já vimos isto?

Fonte: Blasfémias

«A bancada parlamentar»

«Ontem o CDS aprovou em Conselho Nacional a quase totalidade dos seus candidatos a deputados à Assembleia da República. Foi um debate vivo e interessante em que um significativo número de conselheiros nacionais criticou os critérios e as escolhas apresentadas pelo Presidente do Partido. Não tanto pelos candidatos apresentados mas, sobretudo, pelos que para muitos, deveriam também ser chamados para os chamados lugares cinzentos ou de crescimento. Mesmo assim muitos dos que criticaram votaram a favor da proposta do Presidente, embora 10% do CN tenha mesmo votado contra. Mas se em relação às listas não houve consenso o ponto alto do Conselho Nacional foi o louvor que todo o Conselho Nacional quis prestar à bancada parlamentar. O responsável pelo trabalho tem um nome: Chama-se Luís Pedro Mota Soares e desenvolveu um extraordinário trabalho à frente da bancada parlamentar. Os números são impressionantes. Com uma bancada de apenas 21 deputados, o CDS foi o partido que mais iniciativas parlamentares e mais iniciativas legistativas apresentou. Com praticamente um quinto dos deputados do PS e um quarto dos deputados do PSD, os deputados do CDS foram os que, de longe, mais produziram ao ponto de se poder dizer que, em termos de produtividade parlamentar, um voto no CDS vale por sete votos votos no PS ou por seis votos no PSD.

«Também no campo da fiscalização do Governo o CDS foi o partido mais activo, sendo responsável por 44% das iniciativas de fiscalização ao governo, designadamente perguntas e requerimentos. Mas talvez o mais impressionante é que, mesmo na oposição, o CDS foi o partido que conseguiu aprovar mais projectos de resolução e mais projectos de Lei. (...) A 5 de Junho o tempo é de aumentar o número de deputados do CDS.»

Por Pedro Pestana Bastos,
http://cachimbodemagritte.blogspot.com/

Portas contente...

«O lobo e o cordeiro. Uma história triste»

«Passos Coelho, efectivamente, mentiu ao país durante um mês. "Omitiu deliberadamente" o encontro a sós com José Sócrates na véspera da apresentação do PEC IV e transformou-o num "telefonema do primeiro-ministro" para sustentar a inflexibilidade negocial de Sócrates e o desejo do primeiro-ministro de provocar uma crise política.

«Como José Sócrates se esteve nas tintas para o Presidente da República, não custava nada à opinião pública acreditar na verosimilhança da versão do líder do PSD - um telefonema breve para despachar um assunto sem despacho possível.

«Porque mentiu Passos Coelho? Por orgulho ferido, simplesmente. Não queria voltar atrás, em público, na sua promessa grandiloquente de nunca mais se reunir a sós com o primeiro-ministro.

«Mas correu tudo mal. Passos Coelho foi apanhado em duas mentiras (ou inverdades, a palavra de preferência dos políticos) em sequência. Primeiro voltou atrás na promessa de nunca mais se reunir a sós. Depois de se desdizer nisto, inventou um telefonema em substituição de um encontro. Foi penoso ver Passos Coelho na TVI explicar que houve de facto um telefonema - para marcar o encontro,claro.

«Há qualquer coisa de tocante na ingenuidade de Passos Coelho, embora isso provavelmente não lhe renda grande coisa: como é que imaginou que o encontro com Sócrates permaneceria secreto? Se as coisas tinham corrido tão bem antes - ao ponto de fazer aquela jura desajustada de "nunca mais a sós" -, porque imaginou que Sócrates cumpriria a jura secreta? É quase comovente. Numa luta entre o lobo e o cordeiro, ganha sempre o lobo - o risco de esta metáfora se tornar significativa à medida que a campanha avançar é muito grande para as ambições eleitorais do PSD.

«Mas a "omissão deliberada" de Passos Coelho vem trazer alguma luz sobre os acontecimentos que levaram à demissão do governo. Apesar de tudo, e ao contrário das aparências que o gesto do "telefonema" parecia manter, Sócrates tentou mesmo negociar com Passos. E saiu do famoso encontro convencido de que poderia haver alguma abertura para que o PSD desse o aval ao plano de austeridade exigido por Bruxelas. De resto, as palavras cautelosas de Miguel Relvas, o secretário-geral do PSD, na manhã seguinte, confirmam a hesitação do PSD. Numa conferência de imprensa na sede do partido, Relvas mostrou abertura a viabilizar as exigências de Bruxelas. Só depois de o resto da direcção ter sido ouvida - e nomeadamente depois de Marco António ter feito a famosa ameaça de que ou haveria eleições no país ou haveria no PSD - é que a decisão de chumbar o PEC IV se tornou irreversível.

«Os portugueses podem estar com Sócrates pelos cabelos, mas as hesitações, as omissões e as confusões de Passos Coelho não servem de grande bálsamo. Ontem quem esteve a ganhar foi Portas, que se pôs acima deste insuportável ruído.»

por Ana Sá Lopes,
Publicado no "i" em 13 de Abril de 2011

Humor com a crise


Empresta-dado de um socialista com humor.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Leitura obrigatória

por Henrique Medina Carreira

FOI PEDIDO O RESGATE

Bom, dado o que está em causa é tão só o futuro dos nossos filhos e a própria sobrevivência da democracia em Portugal, não me parece exagerado perder algum tempo a desmontar a máquina de propaganda dos bandidos que se apoderaram do nosso país. Já sei que alguns de vós estão fartos de ouvir falar disto e não querem saber, que sou deprimente, etc, mas é importante perceberem que o que nos vai acontecer é, sobretudo, nossa responsabilidade porque não quisemos saber durante demasiado tempo e agora estamos com um pé dentro do abismo e já não há possibilidade de escapar.
Estou convencido que aquilo a que assistimos nos últimos dias é uma verdadeira operação militar e um crime contra a pátria (mais um). Como sabem há muito que ando nos mercados (quantos dos analistas que dizem disparates nas TVs alguma vez estiveram nos ditos mercados?) e acompanho com especial preocupação (o meu Pai diria obsessão) a situação portuguesa há vários anos. Algumas verdades inconvenientes não batem certo com a "narrativa" socialista há muito preparada e agora posta em marcha pela comunicação social como uma verdadeira operação de PsyOps, montada pelo círculo íntimo do bandido e executada pelos jornalistas e comentadores "amigos" e dependentes das prebendas do poder (quase todos infelizmente, dado o estado do "jornalismo" que temos).

Fonte: 25 de Novembro sempre

O país aos quadradinhos - 1

Fonte: HenriCartoon

Nova Cultura Política

“Estamos convencidos de que não haverá um verdadeiro renascimento social sem um renascimento espiritual e moral de todos nós e da nossa sociedade. Sabeis porquê? Porque não se trata um tumor com uma aspina ou com um cosmético”, disse D. António Marto, bispo de Leira-Fátima.

O prelado enfatizou a necessidade de uma mudança de critérios e de hábitos de vida.

“Desde logo levando uma vida mais sóbria, que renuncia a um consumismo supérfluo, das coisas supérfluas; uma vida de mais exigência e de mais rigor, que renuncia à ilusão do facilitismo, de que tudo é fácil; uma vida de mais responsabilidade pessoal e social, que renuncia a uma onda enganadora de irresponsabilidade que se propagou na nossa sociedade.”

Dom António Marto apelou também a uma nova realidade política no país. “Não haverá renascimento social sem uma nova cultura política, que assente nos valores da verdade, da honestidade - que afasta toda a corrupção, honestidade de consciência e de costumes - e da transparência que não esconde a verdade da situação ao seu povo”.

“Não haverá renascimento social sem uma nova cultura política que seja capaz de superar os particularismos dos interesses e dos jogos de poder e de privilégios partidários, e de superar a obsessão irracional e quase demencial de atribuir as culpas uns aos outros, o que nada adianta ao bem dos cidadãos sobretudo dos mais pobres, nem ajuda a construir um clima social e de confiança”, disse.

É preciso – prosseguiu o bispo – uma nova cultura política para encontrar “caminhos de diálogo, de colaboração e de consenso”; são precisos novos rumos “que nos permitam sair crise de emergência econômica e social em que caímos”.

in Zenit, 11 de Abril de 2011

"Eles estão fugindo da fome, da pobreza desumana, da opressão, da violência, da guerra..., correndo o risco de morrer entre os turbilhões..."

Porta-voz vaticano recorda morte de migrantes em sua travessia

Depois do drama vivido em embarcações destinadas a Lampedusa

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 11 de abril de 2011 (ZENIT.org) - O porta-voz da Santa Sé recordou as centenas de pessoas que morreram nas últimas semanas nas águas do Mediterrâneo, em direção à Europa, fugindo dos conflitos e difíceis condições de vida que sacodem o norte da África e outras partes do mundo.

Desde o início das revoltas populares no Norte da África, em fevereiro, cerca de 22 mil imigrantes, principalmente da Tunísia, segundo o Ministério do Interior da Itália, chegaram à ilha de Lampedusa e outros desembarcaram em Malta. A última tragédia foi consumada na noite da terça para quarta-feira, 6 de abril, quando, devido a uma tempestade, uma embarcação virou e, com ela, 250 imigrantes caíram no mar.

"Eles estão fugindo da fome, da pobreza desumana, da opressão, da violência, da guerra..., correndo o risco de morrer entre os turbilhões sem deixar rasto, nem mesmo uma lembrança do seu próprio nome" -disse o Pe. Federico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, no editorial do último número de ‘Octava Dies', semanário do ‘Centro Televisivo Vaticano'.

"Muitas vezes, nestes dias, falou-se da dor ‘sem nome' - esclarece. A compaixão nos obriga a não esquecer, a guardar na memória, como diante de outras tragédias indescritíveis da humanidade, de uma história que é nossa, com solidariedade para com os pobres da terra."

Quem compreendeu isso perfeitamente foi o povo judeu, elevando o memorial Yad Vashem, "o memorial dos nomes". Lá, Bento XVI fez uma meditação, que nestes dias evocamos diante da morte de muitas vítimas inocentes e desconhecidas.

"Perderam suas vidas, mas nunca perderão seus nomes - disse nesse lugar o Papa -, pois estão gravados para sempre nos corações de seus entes queridos, dos sobreviventes e dos que estão determinados a não mais permitir que semelhante horror volte a desonrar a humanidade. Seus nomes, em particular e acima de tudo, estão indelevelmente gravados na memória de Deus Todo-Poderoso."

"Que seu sofrimento nunca seja negado, desprezado ou esquecido! E que todas as pessoas de boa vontade possam permanecer vigilantes para erradicar do coração do homem tudo o que é capaz de levar adiante tragédias como esta!", disse o Papa.

O porta-voz vaticano pede para "extirpar o ódio absurdo que levou ao Holocausto, assim como comprometer-nos agora para extirpar a injustiça, indiferença e egoísmo que conduzem muitas pessoas a desaparecer entre as águas, à procura de uma vida mais humana. Deus se lembra delas, lembremo-nos nós também".

domingo, 10 de abril de 2011

Olha! Afinal perdi alguma coisa.


Não vou comentar o óbvio. Porque sei que há socialistas coerentes. E há socialistas que acreditam verdadeiramente no socialismo. E respeito esses.

Mas não posso deixar de comentar, o facto de Almeida Santos se fazer ouvir no final da declaração, dizendo que não fazia nenhum comentário porque o seu camarada militante socialista tinha todo direito ás suas opiniões. Mas achou Almeida Santos que devia salientar isto. Estranho.  Muito estranho. A democracia, normalmente pratica-se, não se anuncia.


Fonix. Oh Luís, tem mesmo que ser deste lado...


Ele há coisas!!! Já não chega ao actual ex-primeiro ministro, todas as rasteiras que a vida lhe passa (leia-se PSD), tinha ainda que fazer o discurso de encerramento do congresso do partido socialista, dando a cara com o seu lado mais desfavorável, a esquerda. Ou será presságio?

Tudo devido a um percalço no discurso de encerramento do congresso do PS. O vidro do teleponto do seu lado direito partiu e o líder do PS teve de falar sempre virado para o lado esquerdo.

Fonte: Publico

Perguntinha

Qual é o preço da verticalidade de um homem?


Fernando Nobre é candidato do PSD à presidência da Assembleia República

Fonte: Publico

Pergunta do ano.



Quantos submarinos Portugal poderia pagar, com a diferença acima de 7% no juro da divida publica desde Novembro de 2010, até que o governo resolveu recorrer ao FEEF, em Abril de 2011?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Olha para o que faço...

Quero iniciar o que vou escrever, ressalvando que tenho o máximo respeito pelas forças da autoridade e pelo seu trabalho, indispensável ao bom funcionamento da nossa sociedade e ao cumprimento das suas regras.

Já referenciei aqui na rua, algumas coisas que me tiram do sério depressinha.
Recordo-me perfeitamente que uma delas era o abuso de muitas pessoas, ao usar os lugares de estacionamento para pessoas com mobilidade reduzida como se a eles tivessem direito, num desrespeito total pela lei, já para não falar pelo próximo.

E a cidade de Braga neste aspecto é péssima. Horrível mesmo. Todos nós sabemos que muitos condutores se acham donos e senhores das estradas e arredores e procedem como se tudo o resto girasse em seu redor.
Em Braga o abuso é constante, pelo simples facto de não existir fiscalização ou desta ser completamente ineficaz. Qualquer umas das policias, a municipal e a de segurança publica, passam frequentemente por este tipos de lugares, ocupados por viaturas que não estão devidamente autorizadas para o efeito e procedem como se nada se passasse.

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Pois ontem, dia 7 de Abril, chegou à minha posse esta fotografia, tirada pouco depois das 19h em frente à Central de Camionagem de Braga.
Existem no local lugares específicos de estacionamento para viaturas de transporte de cidadãos com mobilidade reduzida que como se deve compreender, tratando-se de um entreposto rodoviário é mais do que compreensível.

Seria apenas mais uma violação da lei, não tivesse a ser praticada pelos mesmos que a devem fazer cumprir, e por isso mesmo, dar o exemplo.
Esta viatura da PSP, sem se deslocar em serviço, pela calma e tempo despendido pelos agentes que nela se deslocavam, com a maior lata possível, estacionaram o carro no lugar reservado e entraram no edifício da central. Claro que a justificação será a de que os agentes estavam em serviço urgente, serviço este que não sinalizaram nem agiram como tal. Logo, se o serviço permitiu uma deslocação ao local em hora de ponta sem marcha de emergência sinalizada, com toda a certeza permitiria aos agentes arranjar um local mais adequado para o estacionamento.
Caso contrário, estão a a dar suporte a todos aqueles que depois se justificam com "foram só 5 minutos".
Foi sem duvida, uma caso justificado pelo simples, "porque posso".

Fiquei deveras indignado. E a mesma fica aqui manifestada. Não pretendo acusar ninguém em especial, mas apenas mostrar que o que está mal, com procedimentos e exemplos destes, fica com certeza pior.

"Um embaixador da paz no mundo"

Paul Bhatti pede ao Papa que apoie os cristãos no Paquistão

Entrega à Comunidade de Sant’Egídio a Bíblia de seu irmão assassinado

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 6 de abril de 2011 (ZENIT.org) - Paul Bhatti, irmão de Shahbaz, o ministro de minorias religiosas no Paquistão assassinado no dia 2 de março, encontrou-se nesta quarta-feira com o Papa Bento XVI, no final da audiência geral na Praça de São Pedro.

Shahbaz Bhatti foi assassinado em Islamabad com 30 tiros por se opor à lei da blasfêmia e ter defendido Asia Bibi, uma mulher cristã condenada com base nessa lei, por supostamente insultar o profeta Maomé.

Quando encontrou com o Papa, o irmão do ministro lhe pediu para "continuar a apoiar os esforços dos cristãos paquistaneses pelo respeito aos seus direitos", informou o ‘L'Osservatore Romano’.

Paul Bhatti foi recentemente nomeado assessor especial do primeiro-ministro do Paquistão, no âmbito das minorias religiosas, com poderes executivos, como um ministro.

"É um problema que afecta todos os paquistaneses, porque está em jogo o futuro pacífico do país, através da oposição a todas as formas de violência, intolerância e terrorismo", disse.

Em sua opinião, "o principal problema para os cristãos de hoje no Paquistão é a interpretação excessivamente estrita da lei da blasfêmia”.

"De nossa parte não há, obviamente, vontade alguma de faltar com o respeito à religião islâmica”. "A interpretação da lei não deve, portanto, provocar vítimas inocentes entre os cristãos."

Neste contexto, é essencial "prosseguir com um diálogo claro, franco, aberto, mas na verdade e no respeito mútuo". Ao mesmo tempo, Bhatti pediu ao Ocidente que "faça ouvir mais sua voz para contribuir para construir um Paquistão verdadeiramente pacífico”.

Como um "sinal de esperança e perdão", Paul Bhatti doou a Bíblia pessoal de seu irmão para a Comunidade de Sant’Egídio, que a colocou no memorial dos mártires do nosso tempo, na igreja romana de San Bartolomeu, na ilha Tiberina.
Nessa terça-feira, a Comunidade em Roma organizou um momento de oração em memória de Shahbaz Bhatti.

Em sua homilia, Dom Joseph Coutts, bispo de Faisalabad e novo presidente da Conferência de Bispos Católicos do Paquistão, presente na audiência geral desta quarta-feira, lembrou que "a missão de Shahbaz foi promover a paz, a harmonia, o amor e a compreensão.

A Comunidade de Sant’Egídio organizou também, ontem, uma conferência para lembrar Shahbaz Bhatti. O evento contou com a participação de Paul Bhatti, Dom Coutts, o grande imã da Mesquita Badshahi, em Lahore, o ministro de Exterior italiano, Franco Frattini, e o fundador da Comunidade, Andrea Riccardi.

Para o grande imã da mesquita de Lahore, Shahbaz Bhatti era "um embaixador da paz no mundo". O seu foi um "assassinato contra a humanidade", disse.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

"...da minha parte, eu não estou disponível para governar com o FMI..."

da série "o Inginheiro" mente mais do que o Pinóquio


Em 19.03.2011. Porém, apenas 17 dias depois...

Sem titulo


Sem titulo

Daqui (HenriCartoon)

Derrota total.

Um dia triste para Portugal.

"Sócrates pede a ajuda que sempre recusou

"O dia começou com o Governo a negar o "Financial Times" de que já negociava com a UE. No entanto, ao fim da tarde, Teixeira dos Santos revelava a um jornal que Portugal ia recorrer ao resgate.

"Duas horas depois, o primeiro-ministro falou aos portugueses. "É preciso dar este passo. Não tomar essa decisão acarretaria riscos que o País não deve correr", disse Sócrates na sua declaração.

"O líder do PSD, Passos Coelho, reagiu a seguir: "Este pedido de ajuda faz-se para que os portugueses vivam com menos angústia", frisou".

http://www.dn.pt/

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Precisa-se urgente. Entregar no Palácio de Belém



Little Big Braga

Pelo menos, agora CALEM-SE!!!!

José "Calimero Pinóquio" Sócrates

Vai anunciar hoje às 20h00, que por causa da oposição, o governo terá (finalmente) de recorrer ao FEEF ou ao FMI (este ultimo é mais provável).

Xeque Mate


Teixeira dos Santos
É necessário “recorrer aos mecanismos de financiamento” europeus
De acordo com o Jornal de Negócios, o ministro das Finanças defende que Portugal tem de pedir ajuda já. Teixeira dos Santos disse que é “necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro europeu”. Ao PÚBLICO, fonte oficial do ministério disse que nada havia a acrescentar às declarações de Teixeira dos Santos. 

Espera-se uma declaração do primeiro-ministro, José Sócrates, hoje às 20h.

Fonte: Publico

«Tecnologia sem misericórdia»

Que motivações levaram os nazis alemães e os comunistas soviéticos a produzir deliberadamente assassinatos em massa?

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Um dos mais citados livros recentes na Polónia é Bloodlands: Europe Between Hitler and Stalin, publicado em Outubro de 2010 por Timothy Snyder. Professor de História em Yale, Snyder é autor de várias obras de grande qualidade sobre História Europeia, com particular ênfase na Europa central e oriental. Mas Bloodlands é mais do que um livro de História. É um tremendo testemunho sobre o barbarismo nazi e comunista que literalmente varreu a Europa no século XX.

Snyder fez um levantamento criterioso do número de vítimas civis produzidas premeditadamente pelo nazismo e pelo comunismo.

"No total, o nazismo alemão matou deliberadamente 11 milhões de não-combatentes, um número que sobe para 12 milhões se forem incluídas mortes previsíveis decorrentes de deportação, fome, e sentenças em campos de concentração. Para os soviéticos durante o período de Estaline, os números análogos são aproximadamente de seis a nove milhões."

Snyder regista que, até ao início da segunda Guerra Mundial, o regime de Estaline tinha sido o mais mortífero. A Alemanha nazi terá iniciado as campanhas de exterminação em massa sobretudo a partir do Pacto Molotov-Ribbentrop do Verão de 1939 e da invasão germano-soviética da Polónia em 1939. Cerca de 200 mil civis polacos foram mortos entre 1939 e 1941, cerca de metade pelos nazis, a outra metade pelos comunistas.

Em Dezembro de 1941, quando Hitler terá oficialmente comunicado a sua decisão de matar todos os judeus, Snyder calcula que cerca de 1 milhão de judeus já teriam sido assassinados na União Soviética ocupada pelos alemães. No conjunto, os nazis mataram deliberadamente cerca de 5,4 milhões de judeus, dos quais 2,6 milhões terão sido baleados e 2,8 milhões exterminados em câmaras de gás.

A maior catástrofe humana do estalinismo foi "A Grande Fome" de 1930-1933, na qual morreram mais de 5 milhões de pessoas. Destes, cerca de 3,3 milhões eram ucranianos que foram vítimas de uma política de "limpeza étnica" deliberadamente posta em marcha por Estaline. Os soviéticos não só requisitaram todo o trigo ucraniano, sabendo que iriam provocar uma fome generalizada, como fecharam as fronteiras da Ucrânia soviética, criando um gigantesco campo de morte lenta. No "Grande Terror" iniciado por Estaline em 1937, estima-se que 682.691 pessoas foram deliberadamente assassinadas. Entre 1933 e 1945, cerca de um milhão de pessoas morreram no Gulag estalinista.

A escala destas tragédias premeditadas é brutal. Custa a acreditar que seres humanos possam ter provocado deliberadamente estas mortes em massa de outros seres humanos. É por isso inteiramente legítimo, em rigor necessário, não deixar apagar a memória destas barbaridades. Para sabermos que foi realmente possível, e para sabermos que é necessário impedir que volte a ser possível.

Líder do PSD pediu empenho aos deputados na campanha

Pedro Passos Coelho esteve hoje com os deputados do seu partido na Assembleia da República e no início da reunião do grupo parlamentar do PSD, pelo menos durante 20 minutos, pediu aos deputados o maior empenho na campanha eleitoral de modo que a vitória a 5 de junho seja um objetivo e não um desejo.

O presidente do PSD não prestou declarações nem à entrada nem à saída da reunião, mas os relatos de quem esteve presente no encontro falam de um pedido de empenho já que o partido está bem posicionado, mas que as eleições não estão ganhas.

Passos Coelho terá dito ainda aos deputados que o PSD terá de merecer ganhar as eleições e isso será conseguido com uma atitude de humildade e afinco.

Já quanto às listas para deputados nas próximas legislativas, os presentes ficaram a saber que não será possível manter todos os atuais deputados, que o desempenho de cada um será tido em conta e que haverá candidatos independentes.

Na sua intervenção perante os deputados o líder social-democrata reiterou que o programa eleitoral do partido vai ser apresentado nos primeiros dias de maio e que, a seguir às eleições, deve formar-se uma "convergência alargada" para o Governo.

Programa de governo será corajoso

Ainda sobre o programa de governo que o PSD irá apresentar aos eleitores a 5 de junho, Pedro Passos Coelho prometeu um programa eleitoral do partido que será "corajoso".

Recorde-se que já no passado sábado Passos Coelho tinha dado indicações sobre o início de maio como data para apresentação do programa de governo defendendo que "um quadro de esperança para o futuro não cabe a um só partido" e que "é preciso um entendimento alargado entre os partidos".

Era a indicação já repetida de que o PSD, em caso de vitória nas eleições, tenciona "levar para o Governo outras forças políticas e até outras personalidades da vida portuguesa".

http://tv2.rtp.pt/noticias/

«CDS está a estudar “soluções técnicas” para a crise, diz Portas»

O líder do CDS, Paulo Portas, disse hoje que o seu partido está a estudar “soluções técnicas” para evitar rupturas de pagamentos, mas recusou avançar quais: “A obrigação de um político responsável é ter as soluções técnicas que permitem evitar rupturas de pagamentos e evitar rupturas de financiamentos, preparadas e estudadas. Porque estas soluções existem”, rematou.

Sobre uma eventual privatização da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Portas diz ter “reservas” sobre esta solução”, porque, na sua opinião, “pareceria que essa venda não seria feita por bom preço”.

“Muito provavelmente significaria vender um activo português a capital não-português”, disse, acrescentando que “a CGD deve ser verdadeiramente um banco de fomento da economia, especializado nas micro, pequenas e médias empresas e no crédito de que precisam”.

O líder do CDS deixou ainda uma forte crítica aos dois principais partidos enquanto se referia à CGD, afirmando que “a missão que os socialistas definiram” para a Caixa, “aliás com a cumplicidade do PSD” , “tem sido o carro-vassoura do Governo para cobrir os crimes económicos e os erros de supervisão acontecidos no BPP e no BPN”.

Em relação ao hipotético destino do ouro português como medida de combate à dívida, “da panóplia de medidas possíveis”, segundo disse Portas, essa“terá que esperar uns tempos”.

O líder centrista foi hoje orador num almoço promovido pelo American Club, em Lisboa. Na intervenção que fez, Portas abordou também a questão social, deixando a nota: “Não sei se é pelo liberalismo de uns e pela tecnocracia dos outros, mas sei que a questão social - pobreza e nova pobreza, o efeito familiar do desemprego verdadeiro e a vulnerabilidade dos mais idosos - desapareceram das negociações entre o PS e o PSD”.

Paulo Portas reforçou que “só o CDS” coloca essa questão, à parte o PCP e BE, que diz terem “modelos de sociedade” que “nunca trouxeram nem prosperidade nem liberdade”.

http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1238&did=149952

Por falar em mentirosos



Please God, make it true

Governo desmente estar a negociar ajuda europeia

O gabinete do primeiro-ministro disse hoje ao PÚBLICO que é falsa a notícia do Financial Times segundo a qual Portugal está a negociar com a União Europeia um pedido de ajuda para satisfazer as suas necessidades de curto prazo.

Publico

Portugal in talks over EU aid

Portugal is holding talks with the European Union on how to meet its immediate borrowing needs as its banks press Lisbon to seek a bridging loan until a new government can negotiate a bail-out deal.

Portuguese banks have been the biggest purchasers of the government’s bonds in recent months, but bankers said some lenders were now reluctant to buy more sovereign debt.

Finantial Times


Agora a questão é esta. Acredito num dos mais bem reputados jornais do mundo, ou por outro lado, num dos mais incompetentes e mentirosos primeiro ministros de Portugal?

Xeque.

Dívida: Portugal deve "estar louco". Europa quer explicações


A Europa está a perder a paciência com Lisboa. Quando chegar a Budapeste, na sexta-feira, para uma reunião informal dos ministros das Finanças da zona euro, Teixeira dos Santos vai ter de explicar como pretende o governo atacar o problema da dívida.

"Ninguém na Europa percebe por que razão o governo não solicita ajuda à Comissão Europeia para beneficiar da assistência do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) quando os mercados já cobram juros de 10%", diz ao i fonte comunitária. "Por aqui diz-se que Portugal deve estar louco", garante.

Fonte: Ionline

terça-feira, 5 de abril de 2011

Será isto um sintoma da descrença lusitana?

«O número de portugueses e de espanhóis que defendem a união federativa entre Portugal e Espanha aumentou em 2010, para 46 e 39 por cento respetivamente, segundo um estudo luso-espanhol hoje divulgado.

O apoio a essa união é maior no caso dos portugueses (46,1 por cento que “concordam” ou “concordam totalmente” com essa ideia) do que no caso dos espanhóis (39,8 por cento), mas essa percentagem aumentou nos dois casos, respetivamente de 45,6 e de 31 por cento.

Já no que toca aos modelos de integração, a maioria dá notas mais favoráveis (de 0 a 10) a estreitar laços com acordos ou alianças estáveis, sendo que a opção de formação de um estado confederal, como a Suíça, merece nota positiva dos dois lados da fronteira.

O estudo foi realizado por Mariano Fernández Enguita (Universidade Complutense de Madrid) e por Salvador Santiuste Cué (CASUS, Universidade de Salamanca), tendo o apoio de Fernando Luís Machado e António Firmino da Costa do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL) em Lisboa.

No total, foram inquiridas telefonicamente 1741 pessoas, com mais de 16 anos de idade – 893 espanhóis e 848 portugueses – com uma “amostragem aleatória estratificada por províncias (em Espanha) e distritos (Portugal).

Segundo estudo, a grande maioria dos portugueses (71,4%) e dos espanhóis (75%) considera que as relações entre os dois países são boas ou muito boas, com a maioria a considerar que melhoraram ou se mantiveram iguais nos últimos anos.

São mais os espanhóis (5,5%) do que os portugueses (3,2%) a considerarem que os laços bilaterais pioraram.

No que toca às propostas para fortalecer a cooperação, o estudo consultou os inquiridos sobre aspetos como a homogeneização do sistema fiscal, uso de serviços e equipamentos transfronteiriços, candidaturas conjuntas a eventos internacionais ou maior colaboração judicial, policial e militar.

Os portugueses favorecem maioritariamente todas as opções, sendo que no caso dos espanhóis a única exceção é a de harmonização fiscal, que 44,1 por cento dizem não querer.

No que toca à língua, tanto os espanhóis como os portugueses estão de acordo que as línguas do outro país sejam opcionais no ensino primário e secundário.

Porém, uma maioria dos portugueses (51,4%) contra uma minoria dos espanhóis (19,7%) defende que deveria ser obrigatória.

O estudo evidencia ainda que os espanhóis mostram menos interesse pelos assuntos de Portugal do que o contrário, sendo que a maioria dos portugueses declara algum ou muito interesse pelos assuntos espanhóis e um quarto dos espanhóis mostra “nenhum interesse” pelos assuntos portugueses.

Dos dois lados da fronteira reconhece-se, porém, a necessidade de aumentar a educação sobre o país vizinho nas escolas do país.

Evidente é também o facto de 35 por cento dos espanhóis não terem mantido qualquer tipo de relação com portugueses, quando apenas 16 por cento dos portugueses dizem não ter mantido qualquer tipo de relação com espanhóis.

A maioria, no caso dos que já tiveram contactos do outro lado da fronteira, considera esse relacionamento positivo ou muito positivo.

No caso de mudar de país, tanto a maioria dos espanhóis como dos portugueses ponderaria essa hipótese por questões laborais ou na reforma, sendo que nos dois casos a opção positiva é mais elevada entre os portugueses

Xeque, outra vez.

Fitch corta o rating de seis bancos portugueses

A agência de notação financeira Fitch acaba de baixar os ratings da banca nacional na sequência do corte da nota de Portugal, na sexta-feira passada.

A Fitch colocou os ratings do Montepio Geral, do Finibanco e do Banif num nível considerado junk (“lixo”), ou seja, sem estatuto de investimento, enquanto as notas do BCP, do BPI e da Caixa Geral de Depósitos viram os seus ratings descer para BBB-, para igualar a nota da República.

Fonte: Publico

Bagão Félix acusa Sócrates de mentir sobre Conselho de Estado

O conselheiro de Estado Bagão Félix acusa o primeiro-ministro de mentir nas declarações que fez à RTP sobre a discussão no Conselho de Estado da passada semana.

Questionado pelo jornalistas da RTP sobre a possibilidade de Portugal pedir um empréstimo intercalar e de esse facto ter sido falado no Conselho de Estado, como noticiaram vários órgãos de comunicação social, José Sócrates disse que tal não tinha sido discutido.

“Não conheço isso. (…) Não foi [discutido no Conselho de Estado]”, afirmou José Sócrates à RTP.

Bagão Félix, ex-ministro das Finanças, salientou ao PÚBLICO que não podia contar o que se passou no Conselho de Estado, mas podia “falar sobre o que não se passou”.
“Perante as declarações do senhor primeiro-ministro só posso dizer que tem um problema de natureza física, como surdez, o que não parece, ou é distraído, o que também não me parece, ou faltou à verdade. Mentiu”, acrescenta o economista próximo do CDS-PP.

Fonte: Publico

Xeque


Bancos deixam de emprestar ao Estado e querem ajuda intercalar da Europa a Portugal

Os principais bancos portugueses vão deixar de comprar dívida pública nacional nos próximos meses e querem uma ajuda intercalar da União Europeia (UE) de quinze mil milhões de euros, para permitir gerir a situação financeira nacional até ao Verão.

Esta posição dos bancos vai no entanto restringir muito as possibilidades de financiamento do Estado, que já tem os mercados quase fechados e anunciou recentemente um programa de emissão este trimestre de títulos de dívida apenas de curto prazo de sete mil milhões de euros.

Neste contexto, os banqueiros entendem que nos próximos dias deve ser pedido um empréstimo intercalar de 15 mil milhões de euros à Comissão Europeia, que deverá ser suficiente para saldar os compromissos até ao fim de Junho. Depois, o novo Governo deverá então accionar o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), que funciona em conjunto com o FMI.

Fonte: Publico

«Modernos e progressistas»

«Em nome da modernidade e do progresso aprovaram--se duas leis que constituem um ataque brutal contra a condição feminina: a lei da legalização do aborto, a pedido, até às 10 semanas, e a lei do divórcio "à la carte". Passaram agora alguns anos sobre a entrada em vigor destas duas leis e os resultados já estão à vista. Convém olhar para eles e verificar os efeitos que tiveram para a sua principal destinatária: a mulher.

«Começando pela lei da legalização do aborto, a Direcção-Geral da Saúde divulgou números "provisórios" de 2010: realizaram-se 19 438, segundo dados ainda não definitivos e mais de 250 mulheres que interromperam a gravidez em 2010 tinham feito três ou mais abortos anteriormente, sendo que destas quatro já tinham abortado mais de dez vezes. Perante estes dados, Miguel Oliveira e Silva calcula que 50% das mulheres que recorrem a um aborto não se dirigem à consulta posterior de planeamento familiar. (...)

«Legaliza-se, desdramatiza-se, banaliza-se o que nunca pode ser banalizado, relativiza-se a vida humana. Qual é o problema? Diziam que o importante é impedir a culpa e viver feliz cada momento sem memória e sem futuro. Neste caminho moderno e descomprometido, tudo se torna descartável e efémero, até os afectos à vida humana. Duas noções desaparecem da vida e da sociedade portuguesa: a noção de responsabilidade pessoal de cada um perante si próprio e perante os outros; e a noção da felicidade da gravidez, a responsabilidade única de dar vida.

«A gravidez, ter filhos, transformou-se no paradigma dominante da sociedade portuguesa, numa imagem terrível. Ter filhos passou a ser visto como um impedimento à carreira profissional, um impedimento ao prazer de viver livre e gozar a vida.

«Os resultados começam a estar à vista e já não me refiro ao envelhecimento dramático da população portuguesa a níveis imbatíveis na Europa. Refiro-me, sim, às palavras do Presidente da Comissão de Ética, o prof. Miguel Oliveira e Silva, um dos responsáveis pela actual lei, que acaba de propor a sua revisão, sublinhando o facto de mulheres terem recorrido a dois ou três abortos nestes breves anos de vigor da lei. Considera ele que, perante estes resultados, "não devemos continuar a pagar dos nossos impostos um segundo aborto recorrente a uma pessoa que, irresponsavelmente, após o primeiro, falta à consulta de planeamento familiar".

«É importante, evidentemente, que seja o presidente da Comissão de Ética a reconhecê-lo mas não se pode deixar de questionar uma sociedade em que o aborto se transformou num direito, grátis e, como sublinha, pago pelos nossos impostos, banalizado e transformado em método de planeamento familiar, quando o abono de família é retirado a mais de um milhão de famílias em razão da austeridade que vivemos. Que critérios são estes que governam o país?

«A lei do divórcio, aprovada no mesmo espírito, respondendo à mesma filosofia de vida, está igualmente a ter consequências dramáticas. O divórcio "à la carte", na hora, o divórcio "simplex", radicado na ideia de que o importante é ser feliz a cada momento, os outros que tratem de si, criando a sensação que a felicidade está na infantilização dos adultos, nos Peter Pan eternos, lança diariamente para a pobreza mães e filhos. Na anterior lei, o divórcio só era obtido uma vez regularizada a situação dos filhos. Agora, com esta lei, os filhos não são entrave. Na hora, o homem sai de casa, deixa filhos e mulher, empregada ou desempregada, tendo ela sacrificado ou não a sua vida profissional à família que queria construir. Ele divorcia-se legalmente bastando invocar essa vontade. Ela e os filhos, para reaverem alguns direitos, têm de ir a tribunal.

«Resultado: os tribunais estão completamente assoberbados de processos sem solução à vista, os filhos ficam sem pai e sem meios. Foi a lei mais brutalmente machista aprovada desde há muitos anos em Portugal por detrás de uma cortina de discursos de modernidade, de igualdade de género e de felicidades descartáveis ao virar de cada esquina.

«A caminho das eleições e mergulhados em números da crise económica, num país endividado e sem futuro, corre-se o risco de esquecer que tudo está interligado e que dois conceitos (simplificando um pouco) estão na origem de tudo: ausência de ética e de responsabilidade na sociedade, na família e em cada português.»

Zita Seabra, JN 2011-04-03

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Este post não precisa de nome


Daqui

Macacos o mordam. Literalmente.


Enquanto o ministro António Mendonça tenta explicar as dividas das empresas publicas de transportes superiores aos 930 milhões de Euros, o homem que o acompanha, à trás à esquerda, tenta encontrar a solução, quiçá, no único lugar onde o governo socialista ainda não tinha tentado. Será?

Fonte: TVI

O algodão não engana.

De Janeiro de 2010 até agora, um zoom sobre PS e PSD e smoother mais sensível (10%). A linha a tracejado é a demissão de Sócrates, mostrando como é fútil tentar, neste momento, detectar mudanças posteriores.

Fonte: Margens de Erro através do Blasfémias.

Um político brasileiro

Nas mãos de Deus

BELO HORIZONTE, domingo, 3 de abril de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos artigo do arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, divulgado nessa sexta-feira à imprensa, intitulado “Nas mãos de Deus”, em que fala sobre a figura do ex-vice-presidente do Brasil, José Alencar, falecido nessa terça-feira.
* * *
“Estou nas mãos de Deus!” - este testemunho brotava como convicção e força do coração de José Alencar Gomes da Silva, figura magnânima que depois de quase 80 anos, agora, experimenta a realidade certa de estar nas mãos de Deus. Esta certeza fundamenta-se em promessas nascidas do coração do Senhor Jesus, o Salvador do mundo.

O evangelista Mateus em seu Evangelho narra que Jesus ao dar ensinamentos aos seus discípulos para que aprendessem o horizonte mais largo e definitivo da vida, contou a parábola dos talentos comparando o reino dos céus a um homem que ia viajar para o estrangeiro. Esse homem chamou seus servos e lhes confiou alguns bens: a um deu cinco talentos, a outro dois e ao terceiro um. Cada qual de acordo com a sua capacidade. Ao retornar, o dono, no acerto de contas, disse aos que entregaram o dobro do que tinham recebido - fruto do empenho e correspondência à confiança depositada: “Parabéns, servo bom e fiel! Como te mostraste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da alegria do teu Senhor”. Assim também é a promessa solene e garantia do êxito da existência de cada ser humano pronunciada na casa de Marta e Maria, como conta o evangelista João (capítulo 11), naquele momento humanamente doloroso da morte de Lázaro: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. Todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais”.

Estou nas mãos de Deus, esta frase que brotava do coração desse pai de família, cidadão, empresário e amigo, é de importância máxima e determinante nos entendimentos adequados, nas diferentes circunstâncias de sua vida: trabalho, família e, particularmente, na travessia que foi o enfrentamento da sua enfermidade. O servo de Deus, o Papa João Paulo II, na sua carta apostólica O sentido do sofrimento cristão, em 1984, comenta que “no decorrer dos séculos e das gerações tem-se comprovado que no sofrimento se esconde uma força particular que aproxima interiormente o homem de Cristo. O fruto de semelhante conversão é não apenas o facto de que o homem descobre o sentido do sofrimento, mas, sobretudo, que no sofrimento ele torna-se um homem totalmente novo. Encontra como que uma maneira nova para avaliar toda a sua vida e a própria vocação. Esta descoberta constitui uma confirmação particular da grandeza espiritual que no homem supera o próprio corpo de modo incomparável. Quando este corpo está gravemente doente, ou mesmo completamente inutilizado, e o homem se sente incapaz de viver e agir, é então que se põe mais em evidência a sua maturidade interior e grandeza espiritual. Estas, constituem uma lição comovedora para as pessoas sãs e normais”.

«A ética abortista»

Os argumentos pela vida não são apenas religiosos

Os defensores do direito ao aborto costumam criticar os que apoiam a vida por supostamente tentar impor suas crenças religiosas aos demais. Ainda que a religião proporcione ao debates sólidos argumentos, estes não são apenas religiosos, como destaca um livro de recente publicação.

Christopher Kaczor, em ‘The Ethics of Abortion: Women's Rights, Human Life and the Question of Justice’ (A Ética do Aborto: Direitos das Mulheres, Vida Humana e a Questão da Justiça) (Editora Routledge), toma uma postura filosófica perante o aborto e explica por que não é justificável.

Um dos pontos chave que Kaczor enfrenta é: quando se começa a ser pessoa. Alguns defensores do aborto sustentam que se pode distinguir os humanos das pessoas. Um exemplo dado é o de Mary Anne Warren, que oferece critérios para se levar em conta antes de dizer de alguém que ele é uma pessoa.

Ela propõe que as pessoas têm consciência dos objetos e dos acontecimentos e a capacidade de sentir dor. Têm também a força da razão e a capacidade para atividade auto-motivada, junto à capacidade de comunicação.

Como resposta a tais argumentos, Kaczor assinala que, usando tais critérios, seria difícil sustentar razões contra o infaticídio, posto que um bebê recém-nascido não cumpre tais critérios.

Por outro lado, não deixamos de ser pessoas quando estamos dormindo ou sedados em uma operação cirúrgica, ainda que nesses momentos não sejamos conscientes nem estejamos em movimento. De igual forma, quem sofre de demência ou os deficientes não satisfazem os critérios de Warren para ser pessoas.

Uma questão de lugar

Outro posicionamento para justificar o aborto é o que se baseia na localização, quer dizer, se se está fora ou dentro do útero. Kaczor afirma que a pessoa vai muito além da simples localização. Se admitimos este argumento, segue-se que, quando há uma fecundação artificial fora do útero, o novo ser teria o status de pessoa, mas logo o perderia quando fosse implantado, voltando a ganhá-lo quando saísse do útero.

Há também casos de cirurgia fetal aberta, procedimento em que o feto humano é extraído do útero. Se determinarmos o ser pessoa por uma existência fora do útero, nos veríamos na inverossímil situação de que em tais casos o feto é uma ‘não-pessoa’, que depois passa a ser ‘pessoa’, para depois voltar a ser ‘não pessoa’, já que retorna ao útero, para depois tornar-se ‘pessoa’, quando nascer.

Excluindo portanto a localização como critério para ser considerado pessoa, Kaczor discute a questão de se a condição de pessoa se estabelece em algum ponto entre a concepção e o nascimento. Ele observa que a viabilidade, quer dizer, se o feto no útero é potencialmente capaz de viver fora do ventre materno, era citada pelo Supremo Tribunal dos EUA no processo ‘Roe v. Wade’ como um modo de determinar se os fetos humanos merecem alguma proteção legal.

Contudo, segundo Kaczor, esta postura tem seus problemas. Por exemplo, os gêmeos unidos dependem em ocasiões um do outro para viver e, ainda assim, ambos são considerados pessoas.

A viabilidade também estabelece um problema, porque nos países ricos, com avançados cuidados médicos, os fetos se tornam viáveis antes que nos países pobres. E os fetos femininos são viáveis antes que os masculinos. As diferenças de sexo e de riqueza deveriam influir em quem é pessoa ou não?

Outra ideia é considerar que a capacidade de sofrer dor ou desfrutar do prazer é o que poderia marcar o começo do direito à vida, continua Kaczor. Isso tampouco é suficiente, pois exclui os que estão sob anestesia ou em coma. Ademais, alguns animais têm esta capacidade.

Gay Censos 2011 - grand finale!!!

INE obrigado a retirar perguntas para o Censos

aqui em 4 de Janeiro a Rua do Souto tinha mostrado a sua indignação pelo facto de o Instituto Nacional de Estatística (INE) incluir no inquérito do Censos 2011 duas perguntas que obrigavam os inquiridos a revelar a sua orientação sexual, violando os mais básicos direitos constitucionais dos cidadãos, sendo que o objectivo prático destas perguntas era nenhum.

Agora, por considerar que se trata de informação «sensível», da esfera da «vida privada», a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) proibiu o INE de registar, nas bases de dados criadas de propósito para esta operação estatística, todas as informações que já tiverem sido recolhidas até ao momento, através dos formulários em papel ou via Internet. 

Fonte: Publico

Sócrates vai apagar as luzes de Portugal se Passos Coelho ganhar as legislativas


Fonte: Inimigo Publico

Garantir "good jobs for all the boys"

Doze nomeações publicadas por dia em DR desde demissão

«O ministro da Administração Interna fez oito nomeações, no dia antes de o primeiro-ministro apresentar a demissão a Cavaco Silva. Rui Pereira é o recordista das nomeações e promoções publicadas na última semana em "Diário da República", mas os restantes elementos do executivo também contribuíram para as 85 nomeações e 71 promoções já publicadas. O Governo sublinha que só foi feita uma nomeação após a demissão e o resto são publicações».

Fonte: RTP

domingo, 3 de abril de 2011

Sensibilidade e bons censos


Embora os dados não tenham sido ainda compilados e processados, já é possível tirar uma conclusão a partir dos Censos 2011: a população portuguesa é maior do que o Instituto Nacional de Estatística pensava.

Ao longo dos primeiros dias de recenseamento, o site do INE foi várias vezes incapaz de suportar a quantidade de cidadãos que pretendiam introduzir os seus dados. Num povo que tradicionalmente deixa tudo para a última hora, esta urgência recenceadora não pode deixar de se estranhar. Creio que o motivo da precipitação é evidente: os portugueses querem responder ao questionário enquanto ainda têm dinheiro para pagar a internet.

O preenchimento dos questionários requer conhecimentos profundos de filosofia, o que pode contribuir para que os cidadãos se demorem no site mais do que seria de esperar. O INE pede, e cito, respostas "com rigor", caso contrário o cidadão "estará a impedir a nitidez e o rigor do retrato do País e das medidas que, a partir dele, vierem a ser tomadas". No entanto, na questão sobre o modo como se exerce a profissão, o INE indica: "Se trabalha a recibos verdes mas tem um local de trabalho fixo dentro de uma empresa, subordinação hierárquica efetiva, e um horário de trabalho definido deve assinalar a opção 'trabalhador por conta de outrem'". Ou seja, neste ponto, o INE pretende rigor na falta de rigor. Há que ser rigoroso na bandalheira.

Quem preenche o inquérito tem o dever de ser verdadeiro na aldrabice que vai prestar. Filosoficamente, é uma operação complexa. Se o cidadão se encontra numa situação laboral ilegal, deve assinalar que se encontra numa situação laboral legal. Se não o fizer, "estará a impedir a nitidez e o rigor do retrato do País e das medidas que, a partir dele, vierem a ser tomadas." Seria triste que, por causa de uma informação verdadeira mas fornecida com pouco rigor, fossem tomadas medidas para resolver um problema que existe mas torna o retrato do País um pouco menos nítido.

A orientação do INE devia mesmo estender-se a outras perguntas. Há mais áreas de atividade cuja resposta menos rigorosa pode contribuir para desfocar o retrato do País. No capítulo laboral, fazia falta uma indicação a profissionais habitualmente esquecidos: "Se o cidadão furta autorrádios, deve assinalar a opção 'trabalhador independente na área das tecnologias'". Na área da habitação, haveria que orientar algumas respostas: "Se reside debaixo da ponte, deve assinalar a opção 'morador em open space com vista para o rio'." Só assim é possível tirar um retrato mais rigoroso e nítido a um País. Embora ninguém saiba que país é esse.

Ricardo Araújo Pereira

in: http://aeiou.visao.pt

Desvarios de mentiroso complusivo

Da série o "Inginheiro" mente mais do que o Pinóquio


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Só porque hoje é dia das mentiras

Nacionalização do BPN não terá impacto «significativo» nas contas públicas


"Não é líquido que BPN tenha impacto nas contas públicas"


e agora a mentira que é:


Défice orçamental de 2010 foi, afinal, de 8,6 por cento, graças ao BPN entre outros.

"Futrócaste" *


* Imagem roubada a um amigo no Facebook.

Onde é que já ouvimos isto?


Conversa entre José Sócrates e Teixeira dos Santos sobre o estado da economia portuguesa e as medidas a adoptar.

Só falta ouvir o parecer de Deus!

«A Comissão Europeia explicou, sexta-feira, em Bruxelas, que um pedido de ajuda eventual que Portugal venha a fazer pode ser apresentado por um governo de gestão desde que tenha um "mandato" nesse sentido».

«A presidência do Eurogrupo indicou, sexta-feira, que cabe às autoridades portuguesas decidir quem é competente para pedir uma eventual activação do fundo de resgate, sendo que essa solicitação deve ser apresentada no fórum dos países da Zona Euro».

O Estado colocou, sexta-feira, 1645 milhões de euros na linha de Obrigações do Tesouro com maturidade em Junho de 2012, a uma taxa de juro média de 5,793%, num leilão extraordinário

No entanto, hoje, teimosamente, o Estado continua a alienar e a comprometer o futuro da economia ao negociar Obrigações do Tesouro a pouco de um ano a juros proibitivos a rondar quase os 6%.
Se nestes dois meses que vão mediar até ás eleições, o país se enterrar ainda mais (se é possível) e de tal forma que não seja possível já uma recuperação que não "depene" definitivamente os portugueses, quero então ver a conversa do governo e do partido que o apoia. Se então José Sócrates assume a destruição do país.
De uma coisa ninguém o livra, é de ficar na história do país como o pior e mais mentiroso primeiro ministro da história de Portugal.

Fonte: JN

48%

O PSD sobe 0,4% em Março, face ao mês anterior. Os sociais-democratas têm agora 37,3%. Quanto ao Partido Socialista, desce 0,2%, para os 30,4%.

Quem mais ganha é o CDS-PP. Os centristas atingem os 10,7%, acrescentando 0,8% ao seu eleitorado.

O Partido Comunista desce 0,2%, para os 8,4%. O Bloco de Esquerda não ganhou nem perdeu nada com a moção de censura ao Governo no Parlamento. Os bloquistas mantêm exactamente a mesma percentagem (7,7%) em relação ao mês anterior.

Neste quadro de estabilidade nas intenções de voto, destaque ainda assim para a ligeira subida da direita que, no seu conjunto, soma agora 48%, contra 46,5% da esquerda. Uma diferença que continua dentro da margem de erro da sondagem, o que não permite alimentar prognósticos quanto à cor da maioria no futuro quadro parlamentar.

Quanto aos protagonistas mais mediáticos da crise, regista uma quebra de popularidade. É o caso de Cavaco Silva, José Sócrates e Pedro Passos Coelho.

Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa e Paulo Portas melhoram, mas só o líder do CDS-PP tem saldo positivo.

Governo e Assembleia da República continuam a descer. O Executivo é o mais penalizado pelos portugueses, com 25,9% de saldo negativo.

O país interessa?

«O ministro das finanças, Teixeira dos Santos, não tem neste momento “confiança” em que não seja necessária a ajuda externa, mas garantiu que não será este Governo que a vai pedir, porque não tem condições para o fazer.»

«Uma coisa é certa para o ministro das Finanças: Não será este Governo que vai pedir a ajuda externa. “Um pedido de ajuda obriga a compromissos. (…) Este Governo não tem legitimidade, nem condições, nem credibilidade para ter a confiança das entidades externas que nos possam ajudar”»

Ora bem. Estão esclarecidas todas as duvidas? Quero ver amanhã o primeiro ministro em gestão reafirmar que Portugal não precisa de ajuda externa.
O primeiro ministro preferiu o caminho mais fácil. Provocou a crise politica para tentar sair na fotografia como a vitima. Mesmo sabendo que Portugal estava a um passo de precisar de recorrer ao FMI.
E depois quem é que se preocupa com o futuro do país, quem é?

Fonte: Publico