sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Em Outubro de 2013 Lisboa perde metade das freguesias

Quase que parece um vaticínio o post que foi publicado aqui, onde se deu enfoque sobre a inevitabilidade da reestruturação administrativa do território, nomeadamente dos concelhos. Muito me apraz ver que, finalmente, há coragem política para tal. Uma vez que esta posição já foi tomada pelos Homens da capital, é com expectativa que anseio pelos ecos desta tomada de posição nos restantes municípios de Portugal, sobretudo pelas repercussões que poderão existir no nosso burgo. Será que a nossa autarquia vai aproveitar a boleia de uma câmara socialista? Ou será que se que se vai remeter à sua condição de autarquia "provinciana"?

Eis o figurino de Lisboa:

Dentro de dois anos, o mapa de Lisboa estará irreconhecível. De 53 freguesias que a capital tem actualmente só vão ficar 24, que serão transformadas em minicâmaras com mais recursos e mais competências para gerir espaços públicos, equipamentos, limpeza ou habitação. O futuro da capital foi decidido em conjunto pelas distritais do PS e do PSD e a nova reorganização administrativa apresentada ontem publicamente no Palácio das Galveias.

No total, são 44 freguesias que serão fundidas, nove que vão manter a geografia actual e uma que será criada de raiz - Oriente não incluirá, contudo, o território pertencente a Loures, tal como os habitantes e os comerciantes do Parque das Nações reivindicavam. A maior concentração vai acontecer em pleno centro histórico, com a agregação de 12 freguesias - Mártires, Sacramento, São Nicolau, Madalena, Santa Justa, Sé, Santiago, São Cristóvão e São Lourenço, Castelo, Socorro, São Miguel e Santo Estêvão.

O novo mapa de Lisboa terá de estar operacional nas próximas eleições autárquicas, em Outubro de 2013, mas antes disso haverá ainda um longo processo legislativo pela frente. A proposta será avaliada na próxima reunião de câmara, no dia 26, seguindo depois para a assembleia municipal. Só após essa fase é que o projecto entra para discussão pública, voltando à câmara para incluir os acertos e as alterações sugeridas pela sociedade civil. A Assembleia Municipal terá mais uma vez de se pronunciar e só nessa altura é que o novo mapa será votado no parlamento, dando-se assim início ao processo de reorganização da cidade.

Para os lisboetas, porém, a etapa mais decisiva será o da consulta pública. Moradores, associações, movimentos cívicos institutos públicos e privados terão a oportunidade de apresentar as suas sugestões e até proporem nomes para as futuras freguesias que resultaram de um estudo elaborado pelo Instituto Superior de Economia e Gestão. A câmara municipal também vai convidar os olisipógrafos a darem o seu contributo para proporem as toponímias que irão identificar as novas zonas de Lisboa.

Mais do que reorganizar a geografia da cidade, o novo mapa propõe mudanças na gestão das juntas de freguesias, que passam a ter poderes suplementares para gerir zonas da cidade que terão no mínimo 13 mil habitantes (como é o caso de São Mamede, São José e Coração de Jesus) e, no máximo, cerca de 40 mil moradores (Olivais ou Benfica). Como em tudo o que é novo, há quem esteja contra esta reorganização e também quem a defenda até ao fim. Os presidentes das juntas de Madalena (CDU), São Vicente de Fora (CDU) ou Lapa (PSD) são alguns dos autarcas que temem as consequências do novo mapa da capital. A perda de proximidade com os habitantes é o principal trunfo que usam para contestar a criação de megafreguesias: "Não estou contra a eliminação de freguesias, mas sempre defendi que essa restruturação fosse feita de forma a não prejudicar as populações. Dou o exemplo da Lapa, que tem 8500 habitantes e com a fusão vai passar a ter 20 mil. Como é possível prestar o mesmo apoio de forma individualizada?", questiona Nuno Ferro.

Do outro lado, está Irene Lopes, da Junta de Santa Catarina, ou Hugo Pereira, do Beato, que vêem nesta reorganização a oportunidade para as freguesias se libertarem da dependência da Câmara de Lisboa. "Com o reforço de competências, vamos ter finalmente autonomia e capacidade para resolver os problemas dos moradores e libertar a câmara para assumir outras responsabilidades como por exemplo a gestão do trânsito", defende a presidente da Junta de Santa Catarina.



«Presidenciais: Sondagens excluem 2.ª volta»

Desde a primeira à última sondagem, uma constante: Cavaco arruma Alegre no domingo.

Sondagens há para todos os gostos é uma expressão que não se aplica nestas presidenciais. As empresas que mediram as tendências de voto nos últimos meses - Eurosondagem, Intercampus, Marktest, Aximage e Católica - confirmam na recta final da campanha a principal tendência que manifestaram ao longo dos últimos meses: a inexistência de segunda volta. Se estiverem certas, Cavaco Silva ganha direito a ficar mais cinco anos em Belém, já no próximo domingo, com uma percentagem de votos que, no limite, rondará os 55%.

Manuel Alegre, que beneficiou das críticas e dúvidas lançadas sobre a honestidade de Cavaco no negócio das acções que teve no BPN, surpreende pela negativa: perde os ganhos arrecadados nas últimas semanas e acaba, nas sondagens, perto dos 25%.

Se as urnas reiterarem as sondagens, confirma--se que o socialista esteve longe de fazer o pleno do eleitorado do PS. Mais, Alegre não conseguirá sequer, neste cenário, obter a soma da percentagem de votos obtida há cinco anos, como candidato independente, com a do candidato do BE, Francisco Louçã - juntos somaram 26%.

As dores de cabeça do PS e do BE contrastam com uma possível alegria entre as hostes comunistas. Francisco Lopes, que antes da campanha era um ilustre desconhecido dos portugueses, têm hipóteses, na previsão da Intercampus, de ficar ao nível da percentagem obtida por Jerónimo de Sousa há cinco anos. Um bom resultado no que se antevê ter sido o tirocínio para a liderança do PCP... um dia.

Surpreendente é a recuperação de Fernando Nobre, o candidato independente, que foi esmagado por analistas pela sua prestação nos frente-a-frentes televisivos e que passou discreto pelos primeiros dias de campanha.

Finalmente. Defensor Moura e José Manuel Coelho - dois candidatos com uma base de apoio regional - disputam a liga dos últimos, com uma votação entre os 2 e 3 por cento.

manuel.a.magalhaes@sol.pt, 21.1.2011 (Sol)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Portugal impressionista

Leio hoje no Público online que, segundo os resultados de um inquérito realizado no âmbito do estudo “As escolhas dos Portugueses e o Projecto Farol”, cerca de metade do portugueses diz que o país está pior do que antes do 25 de Abril.

Mas todos os indicadores demonstram que não está. Pelo contrário, apesar de estar a passar uma crise profunda e grave, o país está hoje muito melhor do que há quarenta anos.

O Povo português há-de desculpar-me este desabafo, mas tenho falado com alguns portugueses que, como eu, são emigrantes, e fico com a impressão de que aquilo que mais assusta os portugueses que vêem o país a partir do exterior é este estranho impressionismo dos portugueses de Portugal, por assim dizer. Quando a coisa está a correr bem, desata tudo a comprar Mercedes, BMW's, casas na cidade, no campo, na praia, telemóveis de última geração e férias na riviera Maia; mas se a coisa aperta um bocado, aqui d´el rey que vivíamos melhor antes do 25 de Abril. Sim, quando uma cabeça de pescada alimentava uma família é que se vivia bem... Menos, portugueses, muito menos!

(Menos depressão, mais transpiração, era capaz de dar um bom slogan hehe)

«Novos discriminados: crianças adotadas por homossexuais»

*

Ingrid Tapia, advogada, especialista em direito constitucional e direitos humanos, professora decana de direito romano no Instituto Tecnológico Autônomo do México (ITAM), "dedicada à família, às causas de gênero e às crianças desde que estão na barriga de suas mães", fala com ZENIT-El Observador sobre o "casamento homossexual", aprovado recentemente na região do Distrito Federal do México, por exemplo.

ZENIT: Era necessário criar o "casamento homossexual"?

Ingrid Tapia: Todas as pessoas de um país devem ser reconhecidas pelo Estado, todos nós devemos fazer um esforço por incluir e não discriminar as pessoas por sua preferência sexual ou crença religiosa. Estar comprometidos com a não-discriminação não significa que as leis das maiorias devem ser criadas segundo o capricho das minorias. É uma pena que no país não exista o reconhecimento que ofereça segurança jurídica às pessoas com uma preferência sexual homo, mas é uma pena também que degradem a instituição do casamento.

ZENIT: Por que se degrada o casamento?

Ingrid Tapia: Porque, ao permitir o "casamento" homossexual, fazem acreditar que o casamento serve para regulamentar a relação de um casal e essa não é sua função; os casais adultos não precisam de nenhuma lei para amar-se, estar juntos ou se separar; o casamento foi criado para proteger a família, e não o casal; e, ao reduzir o casamento a uma mera regulamentação da vida do casal, ele acaba sendo degradado. O casamento é para formar uma família, essa é a grande perda.

Da relação heterossexual (homem e mulher) surgem os filhos, e o casamento foi feito para regulamentar a existência dessas pessoas, garantir sua subsistência. Os relacionamentos homossexuais nunca se enquadrarão neste caso; o casamento é como um vestido "tamanho 40" que estão tentando colocar nos relacionamentos "tamanho 10": ficam grandes demais.

ZENIT: O que dizer com relação às adoções por parte de homossexuais?

Ingrid Tapia: Isso é o cúmulo. Na França, Inglaterra e em 46 estados da União Americana, a adoção homoparental é proibida. O que a corte fez é um ultraje; as crianças são concebidas como objetos de satisfação, e não como sujeitos. Acredita-se que é obrigação entregar as crianças e que existe o direito de adotá-las, mas o que existe é o direito de ser adotado.

ZENIT: Quais foram os critérios adotados em outros países?

Ingrid Tapia: Sempre que se recusou a adoção homoparental, o argumento foi: enquanto não saibamos se causa dano ou não crescer com duas pessoas do mesmo sexo, não podemos dar para adoção, porque não podemos fazer experimentos com essas crianças. No México, nos debates do Tribunal, uma ministra, em poucas palavras, disse: "Então vamos dar as crianças em adoção e ver o que acontece".

ZENIT: Silenciam as vozes que são contra...

Ingrid Tapia: Sai todo o mundo falando sobre o estado leigo, que não quer ouvir o que dizem os padres, religiosos e leigos comprometidos, mas a maior responsável por creches e orfanatos é a Igreja. O mínimo que se pode fazer quando você vai decidir sobre a vida de uma criança é pedir a opinião de quem cuida dela.

ZENIT: Quais são os problemas enfrentados pelos filhos adotados por casais homossexuais?

Ingrid Tapia: A criança em adoção seria destinatária de desprezo devido às decisões de seus pais. Explico: em um programa de rádio na Cidade do México, fizeram uma pergunta aos ouvintes: "Você deixaria seu filho brincar na casa de um amigo que tivesse dois pais ou duas ‘mães'?". Mais de 80% das pessoas disseram que não permitiriam que seus filhos frequentassem uma casa com dois "pais", mas deixariam, se fosse uma casa com duas "mães". E depois dizem que não existe discriminação.

ZENIT: Diante das determinações legais, é possível fazer alguma coisa?


Ingrid Tapia: Um ato aprovado em um Estado é válido em toda a República, e esse é o argumento dos casais homossexuais. Mas não podemos esquecer de que esta é essencialmente uma batalha cultural; certamente irão a cada Estado da República para promover esta visão distorcida. Os grupos da sociedade civil e as maiorias devem reagir, para ter leis de acordo com seu pensamento. O espírito democrático é que a lei reflita os sentimentos e pensamentos das maiorias, sem ferir as minorias. Há uma diferença abismal entre não discriminar os que são diferentes e ser refém deles.

Essa minoria também é organizada para nos refutar na mídia alternativa e formal; não é que os mexicanos são a favor do aborto, mas se aqueles que dirigem os noticiários importantes o são, damos a impressão de que todos são a favor também. Precisamos formar melhor nossos líderes de opinião, falta ter uma base de resposta, ser mais proativos como sociedade.

Por Omar Árcega,
QUERÉTARO, 18 de Janeiro de 2011
(ZENIT.org-El Observador)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Taça da Liga - Braga Vs Paços de Ferreira


Esta noite o ENORME Sporting Clube de Braga, defronta a congénere da capital do móvel, pelas 20h15, naquela que poderá ser uma passada de gigante para atingir as meias finais da Taça da Liga, troféu que o Braga venceu em 1977/1978, na altura denominada Taça da F.P.F. Apesar de ser uma competição de menor relevo no panorama nacional, torna-se vital a sua conquista, tendo em vista o crescimento sustentável da massa adepta do clube. Apesar dos recentes feitos alcançados com sucessivas presenças europeias, participação na Liga dos Campeões, vitória na Taça Intertoto, entre outras...torna-se todavia imperioso, para a franja de adeptos mais tenra, a conquista de algo palpável aos seu olhos, para sim com orgulho dizerem à boca cheia "Eu sou do BRAGA! Eu sou do clube da cidade!"
Prevejo um jogo agradável, com duas equipas a jogar um futebol aberto, um Paços a jogar a imagem do que demonstrou no passado Sábado em Alvalade: prático e pragmático e um Braga a querer ser mandão e com vocação ofensiva...a ver vamos, tudo pode acontecer, mas.....FORÇA BRAAAAAAAAAAAGA!!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Esta não podia deixar passar

Indecentemente gamada aqui

Suas excelências os deputados.

Todos conhecemos as regalias dos deputados da assembleia da republica. São os ordenados chorudos, as reformas por uns míseros anos no cargo, os subsídios para quase tudo e por quase nada.
Nada disto me escandalizava, não fosse a comparação com os restantes portugueses. O fosso que existe entre os deputados e a generalidade da população é descomunal. E tende a agravar-se.

Todos nos recordamos de dois casos recentes envolvendo a desgraça e os sacrifícios que os deputados fazem para sobreviver neste país de extremos. Primeiro foi o badalado caso das viagens pagas para a residência em Paris da deputada do PS Inês de Medeiros, que acabaram por ter que ser pagas pela própria. Depois, quando foi anunciado o corte de vencimento aos funcionários públicos, o pedido desesperado do deputado do também partido socialista que dizia que não poderia viver e comer com os apenas 3700€ de ordenado.

Pois agora, os parlamentares deram mais uma prova de solidariedade para com os portugueses ao recusarem beber água de torneira no parlamento, em vez das actuais águas minerais de garrafa para conter custos.
Os argumentos que apresentaram em defesa desta recusa foram os de falta de garantia de higiene e, pasme-se, apoio à industria das águas minerais. Valha-nos Deus, a industria viticultora precisar de apoio!!!

Os custos envolvidos, comparados com o défice publico, seriam ridículos, com toda a certeza. Já não digo o mesmo da mensagem que passa esta atitude.
Acham então, suas excelências os deputados, que são melhores do que toda a população lisboeta que bebe da água do sistema publico de abastecimento. Já para não falar daqueles que bebem água da torneira, perderam o abono dos filhos, viram aumentar o IVA 2%, os combustíveis, luz, água, transportes, viram reduzido o seu vencimento, congelados quaisquer aumentos ou progressão na carreira, todos os bens de primeira necessidade e, até aqueles que nem dinheiro têm para a dita águinha da torneira por estarem desempregados.
E, mais motejante, acham as excelências, que o consumo de água engarrafada do parlamento terá uma repercussão devastadora na industria do ramo.

Enfim, palavras para quê? É o parlamento português, pois com certeza.

Fontes, Jornal Noticias, Expresso

domingo, 16 de janeiro de 2011

Chinesices

Depois dos espartilhos e corpetes, e mais recentemente os under bras, os puch ups e as próteses, chega ao mercado mais um instrumento que pode ser usado na prática do engodo.

Porque sim


Jay-Z/Mr. Hudson - Young Forever

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

作者:中国复仇


Um negócio da China
O Governo chinês já gastou 1,1 mil milhões de euros para comprar dívida pública portuguesa. 
Porém, a China pediu segredo ao Executivo português sobre o valor da taxa de juro negociada.

Fonte: RTP2

Campanha presidencial do Prof. Cavaco Silva

* * *

16 de Janeiro - Sábado

13:00 Famalicão
Almoço com Apoiantes (Quinta da Alegria - Ribeirão)

15:30 Braga
Contacto com População (encontro Junto ao Banco de Portugal)

18:30 Esposende
Festa Comício (Quinta da Malafaia)

Continua tudo com pavor e vergonha do FMI, mas...

... faço-me esta pergunta à muito tempo. Mas porque raio continuamos a enterrarmos-nos até ao pescoço em divida sobre divida, sujeitos a juros insuportáveis, a gastar mais do que o país pode suportar, se a vinda do FMI terá apenas duas consequências:

- garantir um juro bastante mais baixo da divida publica do que os famosos 6,714% de ontem para futuros empréstimos;
- as medidas de austeridade impostas aos portugueses para a recuperação da economia seriam  aplicadas e controladas  escrupulosamente e seriamente.


Eu também acho que é "birra" e vaidade deste nosso primeiro ministro que quer a todo (nosso) custo salvar a cara.

Fonte: O Insurgente, Blasfémias

O ruído do silêncio "ou olha para o que digo e não para o que faço"

in Correio da Manhã

É natural que o candidato Manuel Alegre nunca mais fale das acções compradas e vendidas por Cavaco Silva à SLN de Oliveira e Costa. E isto porque a nova SLN, que agora se chama Galilei, é muito amiga dos socialistas. O seu presidente, Fernando Lima, é membro da Comissão de Honra de Manuel Alegre e a sede de campanha pertence ao mesmo grupo. Como se vê, agora é tudo gente boa, pura, fraterna, socialista, que odeia especuladores e o capitalismo de casino.

Fonte: Cachimbo de Magrite

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Leilão de dívida pública em linguagem futebolistica

Ena pá. Deixa lá. Foi muito bom. Podíamos ter perdido por 7 ou 8.

Só perdemos por 6,71.  Foi uma vitória moral.

Por falar em músicos!


Fonte: RTP

Trompetista de Braga na YouTube Symphony Orchestra

Pedro Silva, trompetista, foi um dos 104 eleitos entre uma dezena de milhar de candidatos de 70 países para integrar a Orquestra do YouTube, um agrupamento sinfónico que reúne jovens executantes musicais de todo o Mundo.

Finalista da licenciatura em Música da Universidade do Minho, Pedro Silva foi o único português escolhido na edição deste ano, depois de, em 2010, o violinista Tiago Santos ter integrado as fileiras da "primeira orquestra colaborativa do Mundo".

Parabéns ao Pedro Silva. Nem só de futebol se faz a fama de Portugal no mundo.


YouTube Symphony Orchestra Winner - Pedro Silva



Cavaco diz que "não foram tomadas as medidas certas no tempo certo"

O candidato presidencial Cavaco Silva, que hoje terá uma agenda intensa entre Seia e Bragança, voltou na terça-feira a pôr em causa a actuação do Governo, dizendo que "não foram tomadas as medidas certas no tempo certo".

É preciso explicar "porque é que não foram tomadas as medidas certas no tempo certo, quais são as finalidades que se pretendem alcançar com os sacrifícios que agora nos são pedidos, qual é a justiça na distribuição dos sacrifícios que agora são impostos aos portugueses", defendeu o candidato presidencial apoiado pelo PSD, CDS-PP e MEP.

"Sei bem que esta crise pode não desaparecer já no próximo ano", declarou Cavaco Silva, num jantar-comício que juntou mais de mil pessoas em Castelo Branco - no mesmo pavilhão onde o primeiro-ministro e secretário-geral do PS, José Sócrates, estará na quinta-feira ao lado de Manuel Alegre, Cavaco Silva.

Cavaco Silva considerou que tem "o conhecimento" e "a experiência que é decisiva para enfrentar situações complexas, mesmo imprevisíveis" que se venham a colocar e ultrapassar a "encruzilhada em que o país se encontra".

"Mas para resolver os problemas do nosso país é também importante que os nossos políticos falem verdade aos portugueses, que lhes expliquem porque chegámos à situação em que nos encontramos", acrescentou.

Durante o dia de terça-feira, Cavaco Silva desvalorizou as afirmações do seu adversário apoiado pelo PS e BE, Manuel Alegre, limitando-se a observar que a sua sugestão para fazer diligências que evitem o recurso a ajuda financeira externa revelava "ignorância".

Hoje, começará o dia em Seia, passando por Almeida, Guarda, Foz Côa, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e terminando com mais um jantar-comício, em Bragança.

Nos seus discursos, Cavaco Silva não tem nomeado os seus adversários, falando apenas de forma indireta.

"Este não é um tempo de colocar na Presidência da República alguém que não conhece, não tem experiência dos assuntos que preocupam verdadeiramente Portugal e os portugueses neste momento. Este não é um tempo para aventuras, este não é um tempo para fazer experiências. Os portugueses têm de dizer claramente que no próximo dia 23não querem ser cobaias de uma qualquer ambição", disse, na terça-feira à noite.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
12 | 01 | 2011

Porto 2001: 10 Anos

Nuno Cardoso: «Arrependo-me de ter sido tão ambicioso»

O ex-presidente da Câmara do Porto, Nuno Cardoso, arrepende-se de ter sido demasiado ambicioso com a requalificação urbana da Porto 2001, afirmando que, se fosse hoje, teria feito menos obra, porque a cidade “sofreu demais”.

Em entrevista à Agência Lusa, o ex-autarca chega mesmo a emocionar-se quando recorda o caos em que o Porto se transformou com as intervenções no espaço público.

“Estou muito associado à enorme dimensão que tudo isto assumiu e à distância porventura arrependo-me de termos sido tão ambiciosos. Porque sofremos demais, acho que sofremos demais, as obras foram exageradas…”, afirmou Nuno Cardoso, mostrando evidentes sinais de comoção.

O ex-edil diz que “esperava mais coordenação e capacidade de intervenção” na requalificação da cidade e considera que, “a dado momento, a Porto 2001 perdeu-se” em tanta obra.

“Emocionei-me porque mexe muito comigo o projeto da cidade. Sinto sinceras culpas pela dimensão do projeto. Hoje faria menos obra e com mais qualidade, que ficasse mais marcante. O projeto foi muito extenso e ambicioso. Exageramos na dose. Hoje teria feito menos, com obras mais coordenadas”, disse.

Para Cardoso, as saídas de Fernando Gomes e Artur Santos Silva marcaram o projeto.(...)

A “recordação mais forte” que o ex-autarca guarda da Porto 2001 é “o envolvimento da população, que saiu à rua, participou nos eventos, viveu a cidade e viveu a cultura”.

Cardoso considera que o evento “deixou imensas marcas perenes” na cidade, sendo a “mais emblemática” a Casa da Música.

(...)

Destak/Lusa | destak@destak.pt
12 | 01 | 2011

CDS Braga

As eleições para a Concelhia do CDS de Braga vão realizar-se a 12 de Fevereiro. Coincidem, assim, com eleições em outras Concelhias e com as eleições para a liderança nacional (directas).

CDS prevê necessidade de correcções orçamentais

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, adverte que se a economia se contrair 1,3% em 2011, como prevê o Banco de Portugal, serão necessárias correcções orçamentais na receita e na despesa.

"Se a estimativa de queda das receitas fiscais, segundo o Governo, é de menos 0,7%, mas o Banco de Portugal vem dizer que a economia vai cair menos 1,3% isso significará, quer do lado da receita quer do lado da despesa, a necessidade de correcções orçamentais", afirmou.

De acordo com o Boletim de Inverno do Banco de Portugal, hoje divulgado, a economia portuguesa vai contrair-se 1,3% em 2011 e crescer 0,6% em 2012.

O líder do CDS-PP sustentou que "com uma economia a cair tanto perdem-se receitas e com um desemprego muito alto é preciso financiar prestações sociais"

Em conferência de imprensa no Parlamento, Paulo Portas considerou que aquele cenário significará que Portugal será o único país da União Europeia a entrar em recessão "depois de ter saído de uma recessão".

O líder democrata-cristão lamentou ainda a perda de poder de compra dos pensionistas cujas reformas foram congeladas, frisando que se a inflação é de 2,7%, será esse o valor da perda de pensão.

Paulo Portas destaca outro dado do Banco de Portugal, de que o investimento vai sofrer uma quebra de 7%, o que "torna praticamente impossível a criação de emprego", sublinha.

RR, 11.1.11

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Alegretes

«Se o senhor presidente quiser fazer diligências junto de outros chefes de Estado, junto de outras entidades europeias, para explicar que esta situação é injusta para Portugal, e inclusivamente interromper a campanha, terá o meu apoio, porque creio que este é o momento de os portugueses se unirem e de colocarem o interesse nacional acima de outras considerações. Os portugueses devem resistir à entrada do FMI».


Já pararam de rir? Vá lá. Quero continuar!

Quer com isto dizer, o candidato Alegre, que após todo o seu silêncio para com o governo do seu partido, o Partido Socialista, que também "relutantemente" apoia o candidato,  governo esse que colocou Portugal na situação em que está, e debaixo de todos os holofotes dos mercados e agências financeiras e à beira de uma intervenção do FMI, acha que deve ser o presidente da republica a ir tomar um chá a Londres, beber uma cerveja a Berlim, ir comer um croissant a Paris, um Waterzooi a Bruxelas, e tentar convencer os lideres dos países mais poderosos da CE do contrário?

Faço só uma perguntinha ao candidato que acho que ainda não percebeu os deveres do presidente da republica e os do governo da nação.

"Que garantia oferecerá o actual presidente aos lideres europeus e aos mercados de que essa intervenção, a do FMI, não é necessária? A garantia de que o governo do partido socialista, o mesmo que colocou Portugal na situação que está, tudo fará para que o FMI não precise de intervir?"

Já pararam de rir? Vá lá. Quero continuar!

Eu digo-lhe, caro candidato Alegre, qual o sinal que o presidente Cavaco Silva precisa de enviar ao mundo. Demitir o governo socialista logo após a sua reeleição (logo que seja legalmente possível) e convocar eleições legislativas antecipadas. E acabar com este sofrimento aos portugueses.
Esse sim, será um sinal, que esperemos que não venha já tarde, mudará o rumo da situação do país. Infelizmente não deverá vir a tempo de impedir a intervenção do FMI.

Quanto à sua vontade de interromper a campanha, eu percebo. Está cansado e sabe que a derrota esmagadora será o fim previsto. E a campanha suja contra o actual presidente não está a surtir o efeito desejado no eleitorado. Ou seja. Nada mais tem para oferecer e quer que tudo acabe rápido. E com o mínimo de dor possível.

Fonte: Jornal de Noticias

'Não é necessária nenhuma ajuda financeira'

José Sócrates apresentou esta manhã alguns dados de um apuramento preliminar dos principais números da execução orçamental 2010. Segundo o primeiro-ministro, os «números superam todas as expectativas».

O chefe de Governo apresentou alguns números relativos ao subsector Estado e à Segurança Social. Em relação ao primeiro ponto, Sócrates adiantou que há uma «redução do crescimento da despesa do Estado», ao passo que as receitas aumentaram 5,3%, mais que os previstos 4,5%.

A despesa do subsector Estado ficou em 1,7 por cento, contra um aumento de 2,5 por cento presente no Orçamento do Estado.

No que toca à Segurança Social, a «evolução do saldo foi também agradável surpresa» com um saldo de 720 milhões de euros.

Com estas contas, José Sócrates contabiliza uma «folga orçamental de cerca de 800 milhões de euros», dado não prever grandes desvios nos outros sectores.

«Estes dados são bem reveladores», acrescentou, justificando-se com o facto de Portugal ter sido um dos países europeus que mais reduziu o défice em 2010, cortando-o em mais de 2%.

«Partimos para uma boa expectativa para o resultado final do nosso défice, sendo que estes três dados que já estão fechados e que constituem os aspectos principais nos dão claramente a ideia de que o Estado português, não só vai cumprir e ficará abaixo da meta orçamental de 7,3, como vai ficar abaixo desse valor quando o valor final do défice for finalmente apurado», disse.

Referindo-se às referências a uma eventual entrada do FMI em Portugal, o primeiro-ministro vincou que «o país está a fazer o seu trabalho e está a fazê-lo bem».

Nas palavras de Sócrates, «o governo português não vai pedir nenhuma ajuda financeira pois não é necessário. Todos os rumores sobre FMI e assistência financeira são especulações que não ajudam o nosso país».

Questionado sobre a operação privada de colocação de dívida, que o Governo não indicou a quem seria comprador nem mais pormenores, José Sócrates garantiu que Portugal irá continuar a financiar-se no mercado.

«Portugal vai financiar-se no mercado», respondeu aos jornalistas, reafirmando que «Portugal tem todas as condições para se financiar no mercado».

Sobre o leilão das primeiras linhas de obrigações do tesouro do ano, que decorrerá quarta-feira, o primeiro-ministro afirmou que o Governo está confiante na operação.

«Estamos muito confiantes de que essa operação vá correr bem», disse.

José Sócrates explicou, no entanto, que o país tem estado a tentar diversificar as suas fontes de financiamento, devido à actual conjuntura, e que irá no fim-de-semana para os Emirados Árabes Unidos, embora tenha sublinhado que não se trata de uma viagem para 'vender' dívida soberana portuguesa.

«Com a conjuntura de agravamento de 'spreads' que se vive em todo o mundo, decidimos diversificar as suas fontes de financiamento, nada mais que isto. [...] Eu irei no fim-de-semana aos Emirados Árabes Unidos e nada tem a ver com isso», concluiu.

SOL 11/1/11

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O Crime Rosa-Choque

Rosa Choque

A Irlanda e o aborto

***

Muitas das notícias sobre a recente sentença do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem a respeito da legislação irlandesa sobre o aborto dão a entender que esse tribunal condenou a Irlanda por causa dessa legislação e da proibição, que dela decorre, do aborto em todas as circunstâncias excepto em caso de perigo para a vida da mulher. Daí poderia concluir-se que a Convenção Europeia dos Direitos Humanos consagra o direito ao aborto e impõe uma alteração dessa legislação, tão restritiva e contrária à da quase totalidade dos países membros do Conselho da Europa.

Mas não foi esse, claramente, o sentido da decisão do Tribunal de Estrasburgo, pelo que um esclarecimento se impõe.

A pretensão das recorrentes neste caso (A. B. e C. contra Irlanda) era essa, na verdade: que o tribunal declarasse a proibição do aborto contrária ao artigo 8.º dessa convenção, que consagra o direito ao respeito pela vida privada, protegendo a autonomia individual face à ingerência dos poderes públicos. O aborto livre seria um corolário do direito de privacy, na linha da jurisprudência constitucional norte-americana a partir do caso Roe v. Wade, que deu origem à completa liberalização do aborto nos Estados Unidos. Por isso, já desde há muito que os partidários dessa liberalização colocavam grandes esperanças no desfecho deste processo, onde intervinham, como "partes terceiras" (amicus cu- riae), conhecidas organizações pró-escolha.Ora, o tribunal veio negar tal pretensão das recorrentes, afirmando, inequivocamente, que do referido artigo 8.º não decorre qualquer direito ao aborto livre. E é assim porque a questão do aborto não diz respeito apenas à mulher e à sua liberdade, como se mais nenhum direito ou interesse de outrem nessa questão devesse ser considerado. Pelo contrário, a liberdade da mulher está, neste âmbito, de acordo com a sentença, estreitamente ligada à vida do feto, devendo a tutela dessa liberdade ser sopesada com a da tutela dessa vida. Neste quadro, a legislação irlandesa de proibição generalizada do aborto cabe dentro da margem de apreciação das legislações nacionais relativa à conjugação entre esses vários direitos em jogo e corresponde à particular sensibilidade moral e ética das questões envolvidas e aos interesses públicos em causa. O facto de a esmagadora maioria dos estados membros do Conselho da Europa ter legalizado o aborto em termos acentuadamente permissivos não é obstáculo a essa interpretação, nem impõe uma interpretação evolutiva ou actualista desse artigo 8.º.

Por esse motivo, foi negada a pretensão de duas das recorrentes, que se queixavam por lhes ter sido negada a possibilidade de abortar em situações que não configuravam algum risco de vida, embora pudessem caber no âmbito das chamadas "razões sociais". Em relação à recorrente que pretendia abortar por entender que a gravidez impediria o tratamento do cancro de que padecia, o tribunal condenou a Irlanda, não por causa da proibição do aborto em si, mas porque o quadro legal não permitirá acertar com segurança se em casos como esse o aborto seria, ou não, permitido por estar em risco a vida da mulher (facto negado pelo Governo irlandês).

Só os juízes que formularam votos de vencido (seis, contra onze que votaram favoravelmente a decisão) sustentaram a tese de que o direito à liberdade da mulher prevalece sempre sobre o direito à vida do nascituro, distinguindo os direitos das pessoas que "participam activamente na interacção social" e os de quem não tem ainda essa capacidade.

As organizações pró-vida que pugnam pela legislação restritiva irlandesa e que também se empenharam neste processo intervindo como amicus curiae, congratularam-se com este desfecho, que, contra o que se pretendia, não põe em causa, no essencial, a legislação irlandesa ou qualquer legislação europeia que ilegalize o aborto.

É sabido que muitas mulheres irlandesas se deslocam ao Reino Unido para abortar. Os números mais recentes apontam para cerca de cinco mil por ano. Um número, em todo o caso, proporcionalmente inferior ao das mulheres britânicas que legalmente abortam anualmente (mais de um quarto do número de nascimentos) e também das portuguesas (cerca de um quinto do número de nascimentos). A lei irlandesa continuará, pois, a exercer algum efeito de contenção, salvando algumas vidas. Não será algum tribunal europeu a impedi-la de o fazer.


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Pedro Vaz Patto, Juiz
Público, 28-12-2010

Catolicismo e Revolução Francesa

***

A tomada da Bastilha está a ser comemorada em França com um convénio sobre “Imagens da Revolução”, que suponho proporá as do costume: a Revolução como triunfo da razão sobre o obscurantismo, e como triunfo da liberdade sobre a opressão. Quem propõe imagens não está, normalmente, interessado nos factos: quer manter funcionais os mitos e os símbolos do imaginário colectivo. Ora eu proponho-me escrever sobre factos. Alguns, claro: não falo de muitos outros, também importantes. Mas aqueles de que falo são factos reais, e sem os conhecer não se compreende a Revolução Francesa.

Igreja e Revolução; ideias comuns, factos reais As simplificações dos manuais escolares e da cultura mediática são conhecidas: a Igreja era aliada do Antigo Regime e identificava-se com ele; opôs-se à Revolução e combateu os novos ideais; só tardiamente se juntou à causa da democracia e da liberdade, reconhecendo na trilogia “Igualdade, Liberdade, Fraternidade” uma reformulação actualizada do Evangelho. O Dr. Raul Rego e monsenhor Lefébvre estão de acordo em afirmar que, no Vaticano II, a Igreja aderiu à Revolução Francesa, embora esse facto os impressione de maneira diversa.

Observados de perto, porém, os factos adaptam-se mal às generalizações. Os “Cahiers de Doléances”, cujo estudo é fundamental para conhecer o estado de espírito e as reivindicações populares que serviram de base às transformações sociais subsequentes, não contêm elementos de luta anti-religiosa. O clero apoiou de maneira larga as reclamações do Terceiro Estado e, nos primeiros tempos da Revolução, inseriu-se na onda patriótica, benzendo as bandeiras da Guarda Nacional. Mesmo o “pôr à disposição da Nação” dos bens eclesiásticos, com a abolição dos direitos feudais a quatro de Agosto de 1789, não foi vivido como um momento de luta anti-religiosa: a Assembleia legislou imediatamente sobre a manutenção do clero. E a primeira festa da Revolução, 14 de Julho de 1790, foi uma missa campal, concelebrada no Campo de Marte, diante dos representantes dos departamentos, por trezentos sacerdotes, entre os quais o pároco de Saint-Sulpice, Monsieur de Paucemont, que será dentro em breve o chefe dos “refractários”. Claro que há divisões no clero – mas são políticas, e assumidas como tal. Um ano depois da tomada da Bastilha, não há nenhuma frente séria de conflito entre a Igreja e a Assembleia.

Constituição Civil, Igreja nacional, perseguição religiosa Mas dois dias antes, a 12 de Julho de 1790, fora publicada a Constituição Civil do Clero: ora esta é uma lei anticatólica, de galicanismo extremo. O Papa não é sequer mencionado: a Igreja é definida legislativamente como uma igreja nacional, inteiramente submetida ao poder do Estado. Todos os bispos e padres a têm de jurar, sem o que ficam impedidos de exercer o ministério.

É assim que começa a luta da Revolução contra a Igreja. Esta luta não corresponde a nenhum movimento popular nem a nenhuma necessidade política. Corresponde à vitória de um grupo influente de clérigos anti-romanos, jansenistas e galicanos, que se apoiam no jacobinismo mais radicalmente anticristão para fazerem o que julgam ser uma reforma da Igreja: porque em todas as épocas se encontra sempre uma vanguarda da Igreja disposta a ser a retaguarda da História.

A fidelidade ao Papa, do clero e dos fiéis, que os legisladores não esperavam, criou uma crise de dimensões profundíssimas, cuja influência no futuro da Revolução, até ao bonapartismo e, finalmente, à restauração, foi imensa. Em Março de 1791 o Papa proibiu o juramento da Constituição Civil, pelo breve Quod Aliquantum. Só quatro bispos a aceitaram e, talvez, metade dos padres, embora muitos se retractassem depois da proibição papal. Os “ajuramentados” são maioritariamente rejeitados pelos fiéis; mas os “refractários”, que recusam jurar a lei, não podem exercer o culto e ficam vagas oitenta dioceses, mais de 20.000 paróquias. O clero refractário é sucessivamente destituído, condenado à deportação pela Assembleia Legislativa a 26 de Agosto de 1792, e à morte pela Convenção a 18 de Março de 1793. Entre 30.000 a 40.000 padres abandonam a França, quase 3.000 são guilhotinados. Os massacres de Setembro de 1792 fazem centenas de vítimas entre sacerdotes e religiosos.

10 coisas (este texto é para o Rui em especial)

Aqui vai um texto muito pertinente do embaixador do Reino Unido em Portugal, durante 10 anos (2000/2010) Alexander Ellis.

Portugueses, permitam-me em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.

1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.

2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.

3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.

4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.

5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.

6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.

7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.

8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.

9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.

10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.

Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. 

Josemaría Escrivá, o fundador da Opus Dei

Por que Roland Joffé fez um filme sobre Josemaría Escrivá (2)

Poucos esperavam que o diretor revelado para o cinema mundial em 1984 com “Terra sangrenta” (vencedor de 3 prêmios Oscar em 1985) se lançasse na produção de um filme sobre São Josemaría Escrivá de Balaguer, que estreia neste semestre.

Na segunda parte de sua entrevista a ZENIT – a primeira parte encontra-se neste link de www.zenit.org –, Roland Joffé explica como decidiu produzir There Be Dragons (http://www.therebedragonsfilm.com), filme ambientado na guerra civil espanhola, no qual tem um papel protagonista o fundador da Opus Dei.

ZENIT: O senhor tinha ideias sobre o modo de apresentar a guerra civil espanhola ou sobre alguns personagens, como São Josemaría Escrivá?

Roland Joffé: Eu não sabia muito sobre Josemaría antes de que me pedissem para gravar o filme. Foi assim que aconteceu: um dia, um dos produtores do filme veio à Holanda para me convencer de que o fizesse. Trazia livros e materiais, incluído um DVD sobre Josemaría. Tivemos uma refeição muito agradável e, regressando a casa, a pé, pensava: “Não tenho vontade de fazer este filme. Tenho outro projeto ambientado na Índia e trabalhei muito para alcançá-lo”. Então eu pensava em rejeitá-lo.

Era uma noite de verão, de modo que saí ao jardim, com uma taça de vinho na mão, pus o DVD no leitor e me sentei diante do computador para escrever uma breve carta que dizia: “Querido X, muito obrigado. Aprecio que tenha empreendido toda esta viagem, mas penso que verdadeiramente você deveria buscar em outro lugar”.

Enquanto isso, o DVD continuava funcionando. Um momento da narração chamou minha atenção: Josemaría se dirigia a uma multidão, no Chile, talvez, ou na Argentina, não estou seguro do lugar, e uma jovem levanta a mão e diz: “Tenho uma pergunta, sou judia”. E Josemaría responde: “Sim, diga-me, por favor”.

Ela acrescenta: “Meu mais fervente desejo é me converter ao catolicismo”.
Josemaría: “É?”
Ela continua dizendo: “Mas sou menor de idade e meus pais não me permitem”.

Josemaría responde prontamente: “Seja muito boa com seus pais. Tenha paciência e reze. Não demonstre nenhum gesto de revolta. Está claro? Ame muito os seus pais [...] e jamais uma palavra de crítica a eles. Ame-os com toda alma. E demonstre-o com os fatos. De acordo? Será uma boa filha de Cristo se for uma boa filha de seus pais”.

Ao ver esse momento do vídeo, dizia-me: “Que momento maravilhoso! Que momento inesperado, e sobretudo vindo de uma organização da qual todo o mundo esperaria que dissesse o contrário”. Estava olhando para meu computador e dizia: “Espere um momento”. Desliguei o DVD. Deixei de escrever a carta. Pus o chapéu de diretor de cinema e escrevi uma cena, em que Josemaría aparece com um homem, a ponto de morrer, a quem já conhecia, que lhe diz que é judeu e que seu sonho era se converter.
Escrevi a cena do começo ao fim, sem deixar de pensar: “tenho realmente vontade de ver isso num filme. Mas não verei nunca, se não fizer o filme, verdade? Ou marcarei esta cena em outro filme?”

No lugar da primeira carta, escrevi: “Querido X, estou verdadeiramente interessado neste projeto, com a condição de dispor de toda a liberdade de criação para fazê-lo como quiser, e se você aceitar o fato de que não sou muito brilhante e que farei o melhor possível, mas que tenho de seguir minha própria verdade. Se você estiver de acordo, gostaria verdadeiramente de realizar este projeto”.
Isso é mais ou menos o que aconteceu. Eu não tinha nenhuma ideia preconcebida sobre Josemaría. Tinha escutado algo sobre ele, mas sobretudo foi essa passagem do DVD que suscitou meu interesse em realizar o filme.

A guerra civil espanhola era também complicada de enfrentar. Teria sido fácil tomar partido, mas deste modo teria traído o eixo central da atitude com que queria contar a história. A história, como bem se sabe, é partidista, escrita pelos vencedores e reescrita pelos vencidos. Muitos acreditarão simplesmente no rumor ou na lenda que lhes parecerá mais agradável. E estou certo de que teremos de enfrentar certas opiniões sobre o que é ou era a Opus Dei, sobre quem era Josemaría e sobre o que foi realmente a guerra civil espanhola.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Olha, Cavaco Silva valoriza mais 140% do que Alegre


Cavaco reeleito à primeira volta

Se as eleições presidenciais fossem hoje Cavaco Silva seria reeleito com 57,1 por cento dos votos. Segundo uma sondagem CM/Aximage, o actual ocupante do Palácio de Belém conquista a intenção de votos não só à Direita mas também conquista votos na Esquerda.

O candidato poeta surge em segundo lugar na intenção de voto dos portugueses com 20,8% dos inquiridos a admitirem votar em Manuel Alegre para a Presidência da República.

Fonte: Correio da Manhã

Nota: as contas do titulo foram feitas para ser uma piadola. Na realidade a votação de Cavaco Silva é 2... 1... %... bem, é fazer as contas.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Irra!... Como é possível?!

Chegou ao meu conhecimento o Portugal para além do BPN

in Aventar

O Diário do Professor Arnaldo – A fome nas escolas

Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos.
Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10. Como é óbvio, fiquei chocado. Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar.
De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila – oferecem refeições quentes aos mais necessitados. De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha. Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude.
Sabe que pode contar com a escola. Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe?). Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche. O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana. Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas…
Sem saber o que dizer, segureia-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso. Começou por recusar, mas aceitou emocionada. Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta. Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir».
Aí, já não respondi. Senti-me culpado. Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado?
É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. É este o Portugal dos nossos filhos.

O Diário do Professor Arnaldo – Ainda o drama da fome nas escolas

No dia 19 de Novembro, escrevi o post A fome nas escolas, relativo a uma situação concreta de que tive conhecimento na minha escola e que envolvia alunos meus.
Nos últimos dias, o texto começou a espalhar-se por mail e por diversos blogues de grandes audiências, trazendo para primeiro plano um assunto que, no fundo, não tem nada de novo. Infelizmente, a fome das crianças portuguesas tem vindo a aumentar constantemente nos últimos anos, na mesma medida em que os lucros das grandes empresas tendem a aumentar.
E há em tudo isto uma questão que é decisiva: como seria se não fossem as escolas? Se não fossem as refeições providenciadas pelas escolas, muito para além daquela que é a sua obrigação legal, e muitas vezes envolvendo dinheiro dos professores, já teria havido crianças a morrer à fome.
Quanto ao caso que denunciei, só espero não ter perdido o rumo daquelas crianças. Nos Conselhos de Turma de Dezembro, ouvi uns zunzuns acerca da emigração da família para o estrangeiro. Não sei se é verdade, mas o certo é que o aluno faltou à única aula que tive com ele neste Período que está agora a começar. Também não seria novidade os pais partirem e deixarem os filhos ao cuidado de familiares. Sinceramente, não sei.
Seja como for, agradeço a todos os leitores e comentadores que manifestaram a sua preocupação e posso garantir que farei tudo o que está ao meu alcance para a preocupação de todos não tenha sido em vão. Quanto à identidade da família, como é óbvio, nunca poderá ser revelada publicamente sem autorização.


Eu fiz a minha parte. Falemos de fome, falemos de desemprego, falemos de miséria, falemos de Portugal e dos portugueses.
Chega de merdas e de discussões porcas e reles, sem substância ou significado, e que desviam a atenção e suspendem o futuro do país.

Nunca a frase "cada um tem o que merece" fez mais sentido

Sempre a conhecer coisas novas e que valem a pena


AUREA - Busy (for me)


Esta musica chegou ao meu conhecimento através da página do Facebook de um amigo. Só por isso já vale a pena estar no FB e, principalmente, ter amigos.

Esta menina é portuguesa e tem 23 aninhos. Isto foi tirado da página dela no Myspace:

«Aurea tem a voz do tamanho do mundo e a sua música também não conhece fronteiras. O talento de Aurea para cantar é inato e um dom que não escolhe qualquer um. No entanto, a ajuda da família (que desde sempre esteve ligada à música) foi fundamental no fortalecimento dos laços afectivos por esta área artística.»

Espero que gostem. Eu adorei!!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Olha, a administração nomeada para o BPN pelo Governo que apoia Manuel Alegre anda a financiar a sociedade que o levou à falência

Quem diria que Manuel Alegre pisaria a própria bosta que anda por aí a espalhar. Com os cumprimentos dos seus mais resignados apoiantes, o seu próprio partido.

A administração nomeada pelo governo socialista para gerir a nacionalização do BPN premiou em Outubro passado a SLN (Sociedade Lusa de Negácios) agora denominada Galilei (Galileu, Galilei, já te gamei) com a compra de acções a um investidor, imagine-se de Braga, no valor de 20 milhões de euros e com um lucro de 200% por parte deste investidor.

Quer isto dizer, que a actual administração do BPN que saiu da CGD (Caixa Geral de Depósitos) anda a honrar compromissos que traduzem em lucro antigos negócios efectuados pela administração da BPN/SLN que está indiciada de criminosa. E com lucro de 200%.
E com o nosso dinheiro.O dinheiro dos contribuintes, fruto dos seus impostos e dos seus sacrifícios vindouros.

Acredito que o negócio tivesse que ser honrada. Mas afinal Cavaco Silva teve razão quando disse que a actual administração do BPN nomeada pelo governo socialista através da CGD é mesmo incompetente, pois não soube prever e antecipar soluções para estes casos no contrato de nacionalização do BPN.

Espante-se, que disto não fala o candidato Alegre. Pois que deve lealdade (e o respectivo apoiosito envergonhado) ao seu partido, logo ao governo.
E andam preocupados com as acções detidas em 2003 pelo actual presidente e vendidas com um lucro de 140%. E acusam o presidente de desonesto e de ter beneficiado com os esquemas fraudulentos do BPN.

Pois então, o governo socialista e a administração do BPN acabou de bater aos pontos o presidente Aníbal Cavaco Silva. Pois esta compra das acções, não só foi efectuada com dinheiro dos contribuintes como foi para cumprir um contrato, imagine-se, que valoriza em 200% as acções de um banco falido.

Fonte: Económico  

O titulo que queria para este post era "onde para a policia" mas vou chamar-lhe "investigação do Diário de Noticias"

No ano em que se fala da vinda do FMI, de um aumento dos impostos dos cidadãos como não há memória, em que os juros da divida publica portuguesa estás nos mais altos valores de sempre, o Diário de Noticias iniciou a publicação de uma investigação sobre quais são, o que fazem, quanto gastam e quem fiscaliza os 13.740 organismos públicos em Portugal. Saiba que destes milhares de organismos público, o Tribunal de contas apenas recebeu a contabilidade de pouco mais de 1700 e apenas fiscalizou 418.

O mesmo estado que exige a prestação de contas dos contribuintes não fiscaliza como é gasto o dinheiro dos impostos dos mesmos!
E não sabe dizer aos contribuintes se existe alguma gestão danosa e o impacto destes organismos na má performance da economia portuguesa.
Ora aqui está uma investigação a acompanhar.

Sugiro que os candidatos à presidência da republica leiam e passem a falar de coisas verdadeiramente importantes, quer para os portugueses, quer para honrar o lugar que pretendem ocupar.

Fonte: DN


Outros Links: O peso do EstadoMaioria das entidades públicas não apresenta contasVEJA A LISTA DOS INSTITUTOS PÚBLICOSVEJA A LISTA DAS FUNDAÇÕESVEJA AS ENTIDADES QUE MOVIMENTAM DINHEIROS PÚBLICOS

"Simples e curtos"

Desta vez não haverá conferências de imprensa nem mais um "animador sinal" para anunciar ao país. Um relatório do GAVE do Ministério da Educação revela que os alunos portugueses são, afinal, incapazes de estruturar um texto ou de explicar um raciocínio básico, bem como de "desempenhar tarefas tão simples como, por exemplo, interpretar um texto poético, solucionar um exercício matemático com mais de duas etapas ou enfrentar um enunciado que não seja simples e curto".

Segundo o GAVE (que avaliou alunos do 8º ao 12º ano de 1 700 escolas), a coisa ainda vai quando as respostas só "requerem selecção", como pôr cruzinhas em respostas múltiplas; o problema é quando é preciso "justificar as respostas", construir um raciocínio ou quando as respostas exigem várias etapas de resolução.

Ainda não se extinguira o foguetório com que o Governo recebeu, há dias, o estudo do PISA colocando Portugal na média educativa europeia por virtude da queda de reprovações e subida de notas nos últimos anos, quando o balde de água fria vem do próprio Ministério: "Pais, alunos e escolas devem preocupar-se mais com o que os estudantes aprendem e menos com os resultados".

"Pais, alunos e escolas" e talvez também Governo. As aparências estatísticas podem melhorar-se a pôr cruzinhas e a passar toda a gente. Mas não será decerto com uma geração de "simples e curtos" que o país terá alguma coisa parecido com um futuro.

por Manuel António Pina,
JN, 3.1.2011

“Baby boom” em Mora

Incentivos da autarquia e construção do fluviário são algumas das razões que explicam o aumento de nascimentos naquele concelho do Alto Alentejo.

Desde que a Câmara de Mora decidiu atribuir um subsídio a cada bebé que nasce no concelho, o número de nascimento aumentou 100%.

O presidente da autarquia alentejana diz que o subsídio à natalidade tem ajudado ao “baby boom”, mas outros incentivos também são disponibilizados aos jovens de Mora.

Muitos casais jovens não só tiveram o primeiro filho, como o segundo, o terceiro e há casos de famílias com quatro filhos. A Câmara paga entre 500 e 1500 euros por cada bebé.

O autarca Luis Simão explica que entre 2007 e 2010 o número de nascimentos quase duplicou no concelho.

Além dos subsídios à natalidade, Luís Simão diz que a construção do fluviário também contribuiu para fixar população jovem, através da criação de postos de trabalho.

A Câmara criou vários incentivos para os jovens, como um desconto de 25% na aquisição de terrenos municipais para a construção de habitação, descontos nas taxas e licenças, ajudas à recuperação de casas nos centros urbanos, entre outros.

O resultado é a fixação dos jovens e um autentico “baby boom”. Questionado sobre se os subsídios vão acabar devido à crise, Luís Simão responde que “em ambiente de crise muito mais se justificam alguns apoios sociais”.

Os subsídios à natalidade no concelho de Mora em 2010 foram os maiores de sempre desde que a edilidade implementou os incentivos à natalidade, tendo atingido os 25.500 euros, correspondendo a 31 nascimentos, dois deles 4º filho, um aumento de 20,4% face a 2009.

No total, a Câmara de Mora já subsidiou em 99.500 euros os bebés morenses desde que iniciou a sua política de incentivos, ficando 2010 como o ano de maior natalidade.

in Rádio Renascença, 4-1-2011

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Olha quem está de volta


Que vais fazer na manhã de 19 de Março? Limpar o teu concelho?

O chamamento dos organizadores é descomprometido. Eles vão limpar o seu concelho. “Desafia-se outros a que o também façam na sua terra. Quem sabe se afinal iremos chegar aos 200.000”, lê-se na mensagem que está a ser enviada a milhares de portugueses.

 O dia escolhido este ano é 19 de Março. Em Braga, voluntários vão limpar os bosques do concelho. Não irão fazer o mesmo trabalho que no ano passado, quando grande parte do esforço foi dirigido para remover entulhos. “Não continuaremos a fazer o serviço que cabe às autoridades fazer”, afirma Paulo Pimentel Torres, um dos líderes da campanha. Este ano, será uma actividade “soft e educativa”, concentrada nos plásticos, vidros, colchões, móveis e outros objectos que continuam a ser abandonados um pouco por todo o lado.

Para isso, estão mais uma vez a utilizar a Internet como meio de divulgação e aglomeração da iniciativa.

Veja aqui no Facebook todas as novidades e adira ao evento.

Colaborem. Divulguem.

Fonte: Publico

Perguntar não ofende?!


Perguntam aqui. Eu respondo. Mais vale, não ser nunca mais, candidato a nada.

Estás marcado, caro cidadão. É bom que informes o povo a quem vendeste as tuas acções.




Fonte: oridefender

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Construção da variante do hospital atropela legalidade?

Mais uma obra em Braga envolta em suspeitas de não respeitar o património arqueológico da cidade.

Segundo o responsável da unidade de arqueologia da UM, existem suspeitas de que as obras da nova variante do hospital novo não tenham respeitado as limitações legais impostas pelo IGESPAR e estejam a avançar sem a presença da empresa de arqueologia contratada para garantir a preservação das Sete Fontes.

Esperamos que a Câmara Municipal de Braga faça valer os interesses da cidade mais do que os de uma qualquer empresa de construção, que tem como único objectivo executar a obra dentro dos prazos e com o mínimo de custos possíveis.

Lanço aqui a questão: "nem os 8 milhões de euros de custo da obra serão suficientes para que seja respeitada a sua execução dentro dos trâmites legais e contratados"?


Gay Censos 2011


Está na forja os Censos 2011. O INE prepara uma operação gigantesca que vai abranger 30 mil colaboradores e um custo superior a 45 milhões de euros e com inicio marcado para 7 de Março. O recenseamento é, ao abrigo da lei, obrigatório.
O Censos 2011 engloba o censos habitacional e populacional. O ultimo censos foi realizado em 2001.

Não questiono a importância deste inquérito para fins estatísticos e para melhor se compreender a evolução e condição da população residente em Portugal. Nem tão pouco o custo desta operação em tempos de "vacas magras".

Mas não posso deixar de questionar porque é que o INE (leia-se o Estado) quer saber quantas uniões "gay" existem no país. Sinceramente questiono.
Até parece que alguém tem andado com falta de tempo para "namorar" e está com medo de ficar solteiro. O que será que virá a seguir?

Pertence a um partido? Qual?
Tem religião(a)? Qual(a)?  
Gosta de sexo? Qual a frequência com que pratica? E tem alguma fantasia sexual? Qual?
Tem clube de futebol? Qual?
Foge ao fisco? 
Acumula o RSI com o desemprego ou baixa médica?
É corrupto?

Vejamos por exemplo o ultimo Censos de 2001. Em relação ao estado civil do cidadão, questionavam se era casado ou vivia em união de facto, se era solteiro, viúvo, separado ou divorciado. Que mais precisa o estado de saber, para quê,  e mais importante, porquê?

Se as questões do Censos 2011 forem iguais ás do inquérito piloto realizado em 2010 (entretanto foi aprovado o casamento entre pessoas do mesmo sexo que poderá levar a alguma alteração na pergunta) a imagem ao lado mostra o que cada cidadão terá que responder, relativamente ás suas preferências sexuais. Esta questão, a manter-se nestes termos, questionará as pessoas sobre uma relação que podem querer manter secreta. Sobre uma orientação sexual que só a elas diz respeito. E viola os princípios básicos da descriminação das pessoas pela sua orientação sexual.
Mas espante-se, o Censos 2011 mantém facultativa a pergunta sobre a orientação religiosa da pessoa. Se a orientação religiosa é facultativa e outras orientações nem são perguntadas, porquê perguntar aos cidadãos se a união de facto em que vivem é com pessoas do mesmo ou do sexo oposto?

Fico apenas com a ideia de que a comunidade gay em Portugal tem um "lobby" muito mais forte e importante do que seria de esperar num país que se intitula democrático. E que depois de conseguir fazer aprovar o casamento de pessoas do mesmo sexo, de fazer aprovar o "simplex" da mudança de sexo civil, se prepara agora para mais qualquer movimentação, para a qual a resposta a esta questão do Censos 2011 é fundamental.
Será a adopção de crianças por casais do mesmo sexo?


a) em 2001 já efectuaram estas 2 ultimas perguntas mas a titulo facultativo.
Nota: Questionário piloto de 2010 do Censos 2011

Fonte: INE, JN