domingo, 19 de dezembro de 2010
Braga é terceiro distrito do país com mais insolvências
Num distrito que se coloca nos mais ardidos dos ultimos anos, pergunto, a exemplo do que foi feito pelo governo pelo país fora noutras tragédias ambientais, o que foi feito no distrito de Braga para recuperar deste flagelo que afectou, não so ambientalmente a região como económicamente? Nada. Somos o parente pobre e distante do governo socialista. Quanto a Braga, especificamnete, é essencialmente uma cidade de comércio. As grandes superficies comerciais aparecem que nem cogumelos (diga-se que nada tenho contra elas) e o desiquilibrio da balança assentua-se, entre estas e a denomindao comércio tradicioanla ou de rua. Por exemplo, já todos tiveram, uma vez ou outra, de ir fazer compras à cidade, no comércio tradicional em dias/horas de grande movimento? E qual é o resultado? Ou vamos com tempo, dispostos a dispender várias horas ou então... bem, então vamos a uma grande superficie. O estacionamento, apesar do centro estar pejado de parques subterrâneos, não consegue bater o sempre ali ao lado ou logo por baixo do das grandes superficies. Bem, de preços nem falo, porque seria injusto, pois a grandes superficies, como sabem oferece estacionamento gratuito. Os horários. A facilidade apresentada pelos horários prolongados das grandes superficies.
O comércio tradicional tem que lutar com os problemas do estacinamento que é pago, da dificuldade de horários de funcionamento, já para não falar na segurança. Imaginem uma loja aberta até ás 22 horas, por exemplo na Rua de Janes. A dificuldade da rigidez das leis laborais, de adaptabilidade da mão-de-obra ás verdadeiras e prementes necessidades do negócio, a segurança, os acessos. Enfim, tudo obstula a que o comércio não tenha condições para sobreviver por muito tempo se não pertencer a um grande grupo, um "franchising" ou aos chineses.
Não defendo o comércio tradicional em detrimento do comércio das grandes superficies. Defendo que todos os empresários tenham a inteligência de anteciparem as crises e diversificar e adaptar o melhor que puderem o seu negócio ás condições em que estes se integram. E que não se sentem a um canto a chorar por um qualquer subsidio. Que arregacem mangas e lutem pelo seu lugar ao sol.
Mas que lhes sejam dadas também, as condições equivalentes ou outras, que têm as grendes superficies. Para que a concorrẽncia possa ser mais leal.
E se essas condições significarem melhor segurança à noite na cidade, estacionamento mais barato, horários mais alargados, então o cidadão também benificia e agradece.
E que o distrito tenha finalmente os apoios que tantos outros usufrem. Que seja estabelecida uma politica regional que tenha em conta realmente os distritos carenciados e a necessitar de diversificação económica.
Talvez menos pontes, aeroportos e afins nuns distritos possam significar, por exemplo, uma reordenação e reflorestação séria e urgente das florestas ardidas do Minho.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Como hoje é Sábado e está frio
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Presidenciais: "Interessam relativamente pouco"
Lisboa, 17 dez (Lusa) -- O antigo Presidente da República Mário Soares considerou hoje que as eleições presidenciais de 2011 "interessam relativamente pouco" face à crise que os portugueses enfrentam, apontando a fome como "o mais importante de tudo".
Em declarações aos jornalistas, na Fundação Mário Soares, em Lisboa, o fundador do PS afirmou que tem assistido aos debates televisivos entre os candidatos presidenciais, por entender que isso é "uma obrigação", e apontou que o socialista Defensor Moura "disse coisas verdadeiramente interessantes" no frente-a-frente com Manuel Alegre.
De Inês Escobar Lima (LUSA)
Presidente da Câmara de Coimbra demite-se
«Acho que as últimas decisões têm sido verdadeiramente extraordinárias. E, aliás, há um critério que tem presidido às decisões, que agora se revelou também pela ministra da Saúde em relação à junção dos hospitais, que é: decidir primeiro e estudar depois. Não estou para aturar este Governo», acusa o autarca, citado pela Rádio Renascença.
Carlos Encarnação encerra também a sua carreira política, depois de ter sido deputado, secretário de Estado da Administração Interna e Assuntos Parlamentares, Governador Civil e, de há nove anos a esta parte, presidente da Câmara de Coimbra.
Por Redacção d´A Bola
Leak Shit - III
Leak Shit
"Corremos o risco de que se forme um bloco de direita que ponha em perigo as conquistas da democracia. A cada um de nós cabe conquistar o maior número de votos. Isso é que faz a segunda volta", afirmou Manuel Alegre no Debate de ontem entre ele próprio e Defensor de Moura.
Fonte: Diário de Noticias
Leak Shit - II
Leak Shit
Manuel Alegre defendeu hoje que as próximas eleições presidenciais são “porventura as mais importantes desde o 25 de Abril” e criticou directamente Cavaco Silva, afirmando nunca ter dado “o nome à PIDE a dizer que tinha bom comportamento”.
Fonte: Revista Sábado
Leak Shit - I
(E JÁ AGORA PRESIDENTE)
FICHADO PELA PIDE!!!!
Leak Shit
«Não foi qualquer gesto subversivo que levou a polícia política a interessar-se por Aníbal António Cavaco Silva. Foi o general Martiniano Homem de Figueiredo, responsável pela Autoridade Nacional de Segurança, que em Maio de 1967 pediu ao director da PIDE que mandasse averiguar se havia alguma informação em desabono deste jovem de Boliqueime.»
In Revista Sábado
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Afinal é genético. Vêem!!
Esta pode vir a ser uma desculpa (quase) perfeita para as traições entre os casais. É que um estudo realizado numa universidade em Nova Iorque revela que existe um gene, o DRD4, que instiga as pessoas a serem infiéis.
Mas não desesperem os cônjuges mais preocupados.
A não ser que de repente a sua cara metade se vir inexplicavelmente para a politica!
É que o mesmo estudo afirma que se o seu parceiro ou parceira tiver este gene não pode reverter esta tendência de infidelidade e canaliza-la para outro tipo de atividades, esclarece-nos Justin Garcia, e cito, "O gene DRD4 também está ligado a uma visão política mais liberal e a um comportamento mais aventureiro".
Agora também fica mais claro, porque é que alguns políticos têm tanta vontade de... bem, de copular tudo e todos.
Fonte: Expresso
Berlim
http://www.archdaily.com/96478/cognitive-cities-conference-in-berlin/
Corrupção
"Tem-se feito muito pouco para resolver este problema. O PS de Sócrates revelou-se, de resto, muito timorato na elaboração da última legislação aprovada, com as propostas mais avançadas e notoriamente mais eficazes de João Cravinho, defendidas por um restrito grupo da ala mais à esquerda, a serem derrotadas em toda a linha, depois de muitos contorcionismos e episódios pouco edificantes, na bancada socialista. Também o Presidente da República acabou de promulgar a nova Lei de Financiamento dos Partidos, um diploma muito pouco claro em aspetos cruciais como "a transparência e controlo" (palavras dele) dos dinheiros privados que entram nos cofres partidários. Cavaco Silva vetou, em junho de 2009, a anterior proposta, mas, sem se perceber porquê, deixou agora passar a nova versão, à qual prodigalizou numerosas críticas, em mensagem ao Parlamento. Ou seja, o Presidente subscreveu a lei, apesar de ele próprio considerar que se mantém o essencial dos problemas que, antes, justificaram o veto. Ao deixar passar esta lei, o PR defraudou todos os que, no terreno, se empenham na luta contra a corrupção. (...)
"Ora, o Governo, se tiver vontade política, pode alterar este estado de coisas. Legislação clara e transparente precisa-se... com carácter de urgência. E, quem sabe, talvez surjam resultados positivos para Sócrates exibir no Parlamento. Desta vez, em matéria de corrupção."
Áurea Sampaio, Visão 16.XII.2010
Sede do CDS
Sábado, 10h 25, volta pelo Centro Histórico;
11h 00, inauguração da Sede do CDS.
12 de Outubro de 2009
PS - 44,71% - 43.806 votos - 6 mandatos
PPD/PSD.CDS-PP.PPM - 41,99% - 41.142 votos - 5 mandatos
PCP-PEV - 6,34% - 6.212 votos
B.E. - 4,02% - 3.935 votos
MPT - 0,72% - 704 votos
EM BRANCO 1.36% 1.337 votos
NULOS 0.86% 839 votos
(Estes dados foram então publicados pelo Rui Moreira.)
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Provavelmente, o pior Governo do mundo...
Esta concepção (cada vez menos) dominante baseia-se, enfim, numa mundivisão do mercado laboral que só pode ser defendida por quem nunca criou um posto de trabalho, como ontem observou, e muitíssimo bem, o candidato presidencial Fernando Nobre (a despropósito, é surpreendente a lufada de ar fresco que pode representar o discurso de alguém que realmente vem de fora do sistema político, ainda que não se concorde com todas as suas ideias e ainda que o seu estilo se apresente como pouco apelativo face às regras que o sistema aprendeu - e ensinou - a valorizar).
No entanto, o meu espanto é outro e a minha indignação é diversa: porque é que, quando finalmente a realidade obriga o nosso Governo a olhar para o mundo, este decide de imediato que é preciso mexer nas leis laborais para facilitar o despedimento, mas não pondera, nem por um minuto, que talvez seja muito mais importante mexer nas leis laborais para facilitar a contratação?
Com as reservas que se aconselham a quem analisa a realidade à distância, só me apetece dizer que este Governo faz burrice em cima de burrice. Nunca pensei ver algo assim no meu país...
"O dever cristão da política"
"Parto de três fundamentos para a constituição de tal dever. Primeiro, a tradição bíblica em que o Cristianismo se insere. A Aliança que estrutura o Antigo Testamento é uma aliança entre Deus e um povo, uma sociedade que assume a obrigação de traduzir nas suas vivências comunitárias, na sua organização social, os valores que expressam o Deus a que estão ligados. É para servir este fim que recebe os mandamentos. É para lhes recordar este compromisso que falam os profetas. Israel tinha a vocação de ser sempre um povo diferente no meio dos outros povos, uma sociedade de contraste, que chamasse a atenção para Deus, autor dos preceitos que os guiavam.
"Segundo, o ensinamento e a prática de Jesus. Ele veio anunciar o Reino de Deus, uma realidade com uma dimensão intrinsecamente comunitária e claras implicações sociais e políticas. O mandamento central que proclamou foi o amor ao próximo, a todo o próximo em necessidade, o que exige organização dessa caridade.
"Terceiro, o paradigma da encarnação, central no mistério cristão. Este mundo e tudo o que é humano são valorizados, ganham uma dimensão de eternidade. Não se podem olhar apenas como instrumentais para alcançar um Céu puramente espiritual.
Assim, a centralidade da pessoa na visão cristã é a centralidade duma pessoa com uma dimensão social intrínseca, que não permite qualquer desvalorização das dimensões materiais da sua existência e que está sujeita a uma responsabilidade universal pelos seus irmãos e irmãs. Ao recusar, portanto, o individualismo e o espiritualismo, obriga a um exercício da caridade que tem que ser organizado e estruturado. É aí que nasce a política.
"O dever cristão da política traduz-se na responsabilidade que cada cristão deve viver pela promoção do bem comum, aquele bem que beneficia todos e não se limita à soma extrínseca de bens individuais, precisa de um cuidado intencional específico. Nesta atenção ao bem comum, como imposição de justiça, deve estar sempre presente a preocupação de dar prioridade aos interesses dos mais desfavorecidos, aquilo que habitualmente se designa pela fórmula da opção preferencial pelos pobres.
"Como se exerce esta responsabilidade? A política não é só ser militante de um partido, ou concorrer para cargos electivos nas estruturas do Estado. A participação política é, nas democracias, um direito, mas é também um dever, particularmente para os cristãos. No mínimo, esse dever implica não se alhear das questões políticas, votar em eleições, participar nos debates da sociedade onde se esclarecem as opções políticas que nos regem. Implica também considerar a possibilidade de pessoalmente se envolver nos mecanismos de representação democrática, aceitando ser candidato a cargos políticos, por espírito de serviço e promoção do bem comum. E exige respeito, apoio e valorização da actividade política como tal, não embarcando em populismos antipolítica, em juízos generalizados e superficiais, e muitas vezes muito injustos, sobre o carácter de todos os políticos. Isto, evidentemente, sem ter que impedir em nada o exercício do sentido crítico e a exigência de honestidade, competência e dedicação ao bem comum que deve ser exigida a todos os que exercem cargos públicos.
"Concluindo, este dever cristão alerta-nos para o quanto a política é imprescindível como requisito da caridade cristão, confronta-nos com a nossa disponibilidade para servirmos o bem comum também através do empenhamento político e desafia-nos a sermos prudentes e honestos na nossa avaliação daqueles que se disponibilizam para o exercício político nas estruturas do Estado e que nós escolhemos através do voto eleitoral, recusando, assim, a fácil e condenável desvalorização da nobre vocação da política."
Hermínio Rico sj
in http://www.essejota.net
15.12.2010
Cortes nos colégios com contrato de associação avançam em Janeiro
Com a entrada do Orçamento do Estado para 2011, os 93 colégios nestas circunstâncias vãopassar a receber menos dinheiro. Ainda assim, o Ministério da Educação garante que nenhuma escola terá de fechar portas por causa do corte previsto.
Os contratos de associação nasceram nos anos 80 com o objectivo de proporcionar um ensino gratuito nos locais onde não havia escolas públicas. O Governo considera ser agora tempo de rever estes contratos, por considerar que as circunstâncias mudaram.
O Executivo alega ainda que cada aluno do ensino privado sai mais caro do que o que frequenta as escolas públicas. “As escolas privadas com contrato de associação são hoje mais onerosas para os contribuintes do que as escolas públicas. E a razão é simples: a fórmula actual de financiamento destas escolas é pouco ajustada à realidade”, argumenta o secretário de Estado da Educação, João Trocado da Mata, num esclarecimento à Renascença.
Nas contas do Ministério, em 2011, cada aluno do ensino público vai custar 3.750 euros, contra os 4.440 pagos actualmente ao ensino particular e cooperativo – uma diferença de 690 euros.
Guerra de números
A Associação de Estabelecimentos de Ensino Privado e Cooperativo contesta os números avançados pelo Governo. “No Ensino particular e cooperativo, o valor que é apresentado dos 4.400 é um valor que inclui todos os encargos sociais e o valor do Estado não tem encargos sociais tão elevados como no privado e inclui toda a construção e manutenção de escolas, que no Estado também não inclui”, argumenta Rodrigo Queirós e Melo, director executivo da AEEP, em declarações à Renascença.
Seja como for, defende Rodrigo Queirós e Melo, esta diferença não é nada que não tenha solução: venham os 3.750 euros por aluno. “Multiplicado por 24 alunos de uma turma são 90 mil euros por turma, muito superior aos 80 mil que o Governo anunciou que quer dar para o privado e que é manifestamente insuficiente para as necessidades.Por isso, se o privado é mais caro, nas palavras do Governo, aceitamos o valor do público”.
Fica lançado o repto.
Abrangidos pelos contratos de associação entre o Estado e o ensino privado estão 52.955 alunos.
Hoje, a ministra Isabel Alçada e respectivos secretários de Estado prestam esclarecimentos sobre este e outros assuntos aos deputados da comissão parlamentar de Educação.
(RR, 15.XII.2010)
"Dezenas de pessoas desaparecidas em naufrágio ao largo da Austrália"
"Trata-se de um barco de madeira que transportava imigrantes que procuravam asilo e que, segundo informações que estão a ser avançadas por agências de notícias internacionais, eram provenientes da região do Médio Oriente.
"O barco naufragou perto da ilha de Natal, um território australiano próximo da Indonésia. De acordo com as autoridades australianas, pelo menos 41 pessoas foram resgatadas com vida, mas 30 a 50 estão desaparecidas."
RR, 15.XII.2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Alegria ou tristeza?

Olá a todos,
Onde está o Rocha?
Meus caros, começo com uma constatação a que cheguei, ainda há pouco, em conversa com o meu amigo Rui Moreira...eu sei que se não se falar do personagem....ninguém se lembra quem é...muito menos de quem o acompanha. Nós aqui no Rua do Souto temos este cariz de índole social...damos voz a quem não a tem. Por isso, cara Comissão Política Concelhia do CDS de Braga...aqui vão ter as vossas linhas de Fama!!!!
O facto é que o tempo é, normalmente, amigo da razão e no caso da telenovela que estes senhores, com a ajuda do actual Presidente do Belenenses, então Secretário Geral do partido, criaram, ele não fugiu à regra. A verdade é que o objectivo central dos senhores, sempre foram os eventuais tachos nas autárquicas 2009. Na altura foi mais do que dito que não seria a questão das rendas em atraso, que estes senhores nunca vieram a pagar porque, convenientemente, passaram a ser pagas pela Secretaria Geral do Partido quando, motivo para expulsar aqueles que há anos vinham dando a cara, mesmo, pelo partido. Nessa altura o CDS tinha voz e opinião pública...era identificado, claro que tínhamos todos uma enorme vantagem, todos tínhamos emprego fora da política, todos tínhamos feito uma carreira para alem dos jobs for the boys...
Digo isto porque sou, constantemente, abordado por pessoas e militantes que o dizem e que perguntam quem é o CDS agora e por onde andam...eu costumo responder, "devem andar como o Santana Lopes: por aí". O facto é que o CDS de Braga desapareceu, evaporou e dispersou-se pelos corredores da Assembleia da República, por Lisboa, por uma representação muito pouco digna da Assembleia Municipal (cabe aqui a excepção do Arq. Nuno Dias) e pelas expectativas mal goradas de que em 2009 todos iam ter, no sapatinho, um tacho novo... Pois é, perdoem-me mas terei de o dizer; nós avisamos. Não peço aos actuais dirigentes que tenham vergonha na cara pela inoperância, porque já demonstraram tê-la perdido há muito tempo...peço aos outros militantes, aqueles que foram no alarido e na conversa e compactuaram com mais uma intervenção golpista do Sr. Eurodeputado, que ponham agora a mão na consciência e vejam, como se apresentará o CDS numa mesa de negociação de uma coligação em 2013? Como o partido residual, sem força, rendido aquilo que o parceiro maior entender... Lanço aqui este aviso: se tudo continuar como está, não demorará muito a ser o PSD a definir e dimensionar o CDS em Braga...
AH! É verdade...para quem não se lembra, o Presidente da CPC de Braga do CDS chama-se Manuel Rocha.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
"Uma nova AD mas só depois das legislativas"
A porta está aberta. O eleitorado está de sobreaviso para o projecto. PSD e CDS estão dispostos a partir para uma nova Aliança Democrática (AD), ainda de contornos indefinidos. "Juntos" estão já no apoio ao candidato presidencial Cavaco Silva. E, apesar da especificidade das presidenciais, os dois partidos conseguirão ler nos resultados eleitorais de Cavaco, distrito a distrito, algum do peso de estarem de braço dado nesta corrida a Belém. Para já todos sociais-democratas e centristas tendem a dizer que um entendimento para as legislativas, sejam elas ordinárias ou antecipadas, será só pós-eleitoral.
O secretário-geral do PSD, em entrevista ao Sol, foi muito claro: "O que dissemos é que depois de ganhar as eleições é necessário um entendimento mais vasto." Miguel Relvas admitiu, no entanto, que o CDS "é um aliado natural".
(...)
António Capucho, o marcante secretário-geral do PSD nos primeiros anos, foi esta semana uma das vozes mais entusiastas da reedição da AD. "É obrigação moral, ética e política do PSD e CDS envolverem-se num projecto comum de salvação nacional e seguir o exemplo de Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa", disse o presidente da Câmara de Cascais.
O líder do PSD vai dizendo que "um futuro Governo de mudança precisa mais do que a legitimidade eleitoral de um só partido". Pedro Passos Coelho é cauteloso a não se comprometer com qualquer fórmula pré ou pós-eleitoral de entendimento com o CDS. "Cada coisa a seu tempo, não estamos em vésperas de eleições."
Marcelo Rebelo de Sousa fez a leitura para as declarações de intenção sobre a AD, vindas de Passos e de Portas, que já declarou que "há capacidade de diálogo entre os dois partidos". Diz o antigo líder do PSD, no Sol, que, para Passos Coelho, "a presença do CDS aumenta a força do governo e impede duas frentes de oposição - à esquerda e à direita". Mas, diz, "tem o preço de dar mais força negocial ao CDS". O professor dá como adquirido que qualquer entendimento entre as duas forças será sempre pré-eleitoral. "E, apesar do caminho que tentei ensaiar em 1999 ter sido outro - coligação pré-eleitoral -, espero que este tenha condições de pleno sucesso."
(...)
por PAULA SÁ, DN (13.XII.2010)
domingo, 12 de dezembro de 2010
Justiça?
Esta semana, a relação do tribunal de Coimbra emitiu um acórdão sobre uma queixa de violência doméstica apresentada contra um homem que bofeteou com dois estalos a ex-mulher, agressão esta testemunhada por uma pessoa.
Alega a relação no acórdão, que o acto de praticada pelo ex-marido não consubstancia, e cito, "uma ofensa à dignidade da pessoa humana" e, nem colocou "a ofendida numa situação degradante".
Bom. Estou mais descansado.
Afinal sou eu, e acho que mais uns quantos, que somos estúpidos e tendemos a dramatizar estas situações. Afinal o código penal não é claro para o comum mortal analfabeto. Quando este código penal diz, e cito mais uma vez, sobre a violência doméstica "... de, modo reiterado ou não, infligir maus tratos físicos ou psíquicos [...] ao cônjuge ou ex-cônjuge", afinal quer dizer, que neste caso, a senhora bofeteada não foi ofendida na sua dignidade e nem colocada, não se esqueçam que o acto foi presenciado, em situação humilhante e degradante.
Para tal, teria que estar em directo na TVI no programa da Júlia Pinheiro. Talvez assim, o mesmo acto, já fosse considerado pela relação e o conseguisse enquadrar no código penal, talvez como violência doméstica.
O que entendo deste acórdão, é que dar dois estalos à ex-mulher, é tão grave como fazer o mesmo com uns copos a mais a um adepto da equipa rival durante um jogo de futebol que está a correr mal à nossa equipa. Afinal não conheço o individuo, estou com uns copos a mais no calor de um desafio de futebol em que a adrenalina de qualquer gajo está nos picos. Ufff... que alivio.
Não sou jurista, e até acredito que o acórdão seja aquilo que o tribunal considerou correcto fazer sobre este caso. Ora, isso é que me preocupa. Que o sentido de justiça dos tribunais esteja a afastar-se cada vez mais do que os cidadãos acham que deve ser.
Fonte: IOnline
Coisas que os portugueses também fazem
Os nossos parabéns à Jéssica e à selecção portuguesa de atletismo. Mais um grande título.
Fonte: Publico
Este post vai ser entendido por poucos, mas bem, ás vezes acontece.
Vai no entanto, manter-se a consumir, aquilo que neste caso poderá ser considerado a Metadona do seu vicio, o Blogger. Por isso, como seu amigo, e tendo em conta que isso será para o seu bem e para a sua recuperação, contribuirei com a minha pequena e inocente ajuda, dando-lhe de vez em quando, uma dose de ligeira para seu consumo. E espero que a recuperação seja rápida e eficaz, pois custa ver uma amiga a definhar no vicio do Facebook.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Rua do Souto inspira Rio de Janeiro
Os responsáveis pelos órgãos executivos Brasileiros, nomeadamente aquele alojado na cidade do Rio de Janeiro, numa das suas visitas à Rua do Souto, ao confrontarem-se com este novo apuro estético, coçaram o caco e pensaram: " Ei galera! Vamos também mudar a cara da nossa cidade?!"
As mais emblemáticas favelas do Rio de Janeiro vão mudar de cara. Em simultâneo com a reconquista dos territórios aos traficantes, pelas forças policiais, e a promessa do fim da violência, está avançar o projecto de reconversão arquitectónica. O milagre acontece a reboque do Mundial de futebol 2014 e das Olimpíadas de 2016, eventos que terão lugar na Cidade Maravilhosa.
A transformação das favelas (foram seleccionadas 215) vai ser feita ao abrigo do projecto "Morar Carioca", que será levado a cabo por 40 arquitectos, escolhidos entre os 86 que apresentaram propostas num concurso realizado pelo Instituto dos Arquitectos do Brasil (IAB). As obras de urbanização já começaram, devendo o projecto estará concluído até 2020.
O projecto "Morar Carioca", como é também conhecido o Plano Municipal de Integração de Assentamentos Precários Informais da Prefeitura do Rio de Janeiro, vai mudar definitivamente a imagem das favelas cariocas.
Além da urbanização, o projecto prevê quatro linhas de actuação: conservação do espaço público, controlo do crescimento das favelas, legislação urbanística - com a criação de Postos de Orientação Urbanística e Social (POUSO) - e o realojamento de moradores que se encontram em áreas de risco.
Para apoiar o projecto, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) emprestará US$ 150 milhões ao Rio de Janeiro. O dinheiro será aplicado na melhoria dos serviços de água e esgotos, sistemas de drenagem, pavimentação, iluminação pública, criação de áreas verdes e campos de desporto e recreação, além da construção de espaços para os serviços sociais.
Entre as metas do programa "Morar Carioca" estão, ainda, a regularização de 18 mil casas e a emissão de 3 mil títulos de propriedade, a criação de 28 novos centros de desenvolvimento infantil com capacidade para mais de 3 mil crianças com até seis anos, e centros sociais para cerca de 2.500 jovens em risco.
<http://aeiou.expresso.pt/favelas-do-brasil-mudam-de-cara-para-o-mundial-2014=f620435>
Nota: a transcrição do texto não está consonante com o novo acordo ortográfico
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
CDS e PSD estabelecem pacto
PSD e CDS garantem que vão sozinhos a eleições. E apenas admitem uma coligação a seguir às legislativas. Mas o certo é que sociais-democratas e centristas já têm um pacto de não agressão.
Ainda que informalmente, e sem nada escrito, as direcções dos dois partidos estão articuladas e, como confirmou ao SOL fonte próxima do líder do CDS, «já está a ser feito no Parlamento e fora dele um trabalho para evitar um excesso de desencontros de posições».
Com os dois partidos a apoiarem a recandidatura de Cavaco Silva a Belém, PSD e CDS já acertaram que até às eleições presidenciais não haverá mesmo ataques de parte a parte, nem sequer do lado dos centristas pelo facto de os sociais-democratas terem viabilizado o Orçamento do Estado para 2011.
Esta semana, às suas comissões de direcção (respectivamente, Permanente e Política), Passos Coelho fez questão de clarificar a posição do partido sobre coligações. O líder do PSD reafirmou que a estratégia passa por se apresentarem com listas próprias nas próximas eleições legislativas, tal como recordou que dissera no Congresso de Abril. Porém, reconheceu que a situação do país é tão grave que «devem ser criadas condições para um entendimento mais vasto que vá até para além do CDS».
Disponibilidade para conversar
O esclarecimento do líder social-democrata foi feito depois de, no passado fim-de-semana, à margem da cerimónia conjunta promovida pelo PSD e pelo CDS para assinalar os 30 anos da morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa, tanto Passos Coelho como Paulo Portas terem manifestado abertura para um entendimento.
«Um futuro Governo de mudança precisa de mais do que da legitimidade eleitoral de um só partido», defendeu o líder do PSD nessa sessão; enquanto o líder do CDS, numa declaração mais contida, sublinhou que «o CDS e o PSD são partidos diferentes, têm valores diferentes, têm políticas diferentes, têm atitudes diferentes, mas há capacidade de diálogo entre estes dois partidos».
(por Sofia Rainho, Sol)
A Rua do Souto no Facebook
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Camarate ou disparate?

Ora, antes de mais, aqui ficam os meu parabéns ao Paulo Novais e ao Sérgio Oliveira pela reformulação gráfica da nossa estimada Rua do Souto.
Quando folheava os jornais do dia, deparei-me com uma notícia que, provavelmente, não despertou o interesse da maioria dos leitores por ser, precisamente, vulgar. Os sucessivos inquéritos ao que aconteceu aquando da morte de Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa parecem-me ser um motivo de embaraço para o nosso país.
Após inúmeras comissões de inquérito, de processos, de tinta corrida em páginas e páginas de jornais, de polémicas diversas, de todos os portugueses já terem percebido e lido em vários locais que este caso implicará várias individualidades do país... das duas umas, ou damos o caso por encerrado ou de uma vez por todas diz-se a verdade. Agora estes sound bytes que são lançados de quando a quando em nada enobrecem o nosso país, a nossa democracia e, claro, os nossos políticos, é que não fazem sentido.
Está mais do que investigado, está mais do que sabido...todos sabem o que aconteceu e, por isso, ou têm a coragem de trazer a verdade à praça pública, ou calem-se de vez, resignem-se perante a vossa falta de coragem, todos, de uma ponta a outra do espectro político português!
Chega de teatro...
É com factura ou sem factura
Todos sabemos que a economia paralela existe, sempre existiu e tem tendência a aumentar. E também, que é um dos motores da economia em qualquer país, desde que em proporções aceitáveis.
Mas em Portugal atingiu em 2009, 25% do PIB, ou seja, cerca de 40 mil milhões de Euros.
Também é previsível que a crise que ultrapassamos, bem como o aumento de impostos que se avizinha, venha ainda agravar mais este problema. As medidas impostas no OE de 2011 e das quais já se fala em excepções, não ajudam a que as pessoas sintam que a desigualdade é mais um factor justificativo para estes comportamentos.
Não se esqueçam que destes 40 mil milhões de euros da economia paralela, 8,4 mil milhões (só de 21% de IVA) faltaram nos cofres do estado. Não acredito também, que o combate à evasão fiscal venha a ter muito mais sucesso do que teve até à data.
Resta, aos outros 75%, continuar a carregar aos ombros todos aqueles que não cumprem as suas obrigações, todos os que se estão a borrifar para o próximo. E não querem saber que os impostos que as suas evasões deixam de fazer entra nos cofres do estado, são de alguma forma pagos por todos os outros.
Fonte: Jornal de Noticias
«Uma "golpada" legislativa»
O Governo de Sócrates não dá nem autonomia nem vida previsível até mesmo às escolas públicas, como devia
1. Inesperadamente, sem negociação, sem ouvir os parceiros sociais, sem ouvir o Conselho Nacional de Educação, sem ligar importância à Assembleia da República, sem anunciar publicamente - ele, que tudo anuncia -, José Sócrates aprova e envia para promulgação do Presidente da República um projecto de decreto-lei do Governo que derroga disposições operativas fundamentais do actual regime legal das liberdades de ensino, constituído por diplomas que foram laboriosamente discutidos e votados anteriormente, e estão em vigor pacificamente desde há 30 anos a esta parte, com consenso de todos os partidos do arco democrático, PS, PSD e CDS, algum deles da iniciativa do PS de Mário Soares - só o PCP se opôs a esses diplomas.
2. Designadamente artigos praticamente decisivos do chamado Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo e da Lei da Gratuitidade do Ensino Obrigatório. O primeiro, um diploma de 1980 aprovado pelo Governo Sá Carneiro para desenvolver leis da Assembleia da República, a Lei de Bases do Ensino Particular e Cooperativo e a Lei da Liberdade de Ensino (9/79 e 65/79), aprovadas pelos três partidos, PS, PSD e CDS; e o segundo, um diploma aprovado pelo Governo Cavaco Silva e sendo ministro da Educação Roberto Carneiro. Estes dois diplomas ficam derrogados nas suas disposições operativas - tudo fica a depender das decisões arbitrárias e casuístas de portarias ministeriais. Razão teve o Presidente da República quando comentou que não se deve introduzir imprevisibilidade na relação do Governo com os cidadãos; mas imprevisibilidade é palavra diplomática e gentil; o que neste caso se introduz é a pura arbitrariedade. Aliás, o Governo de Sócrates não dá nem autonomia nem vida previsível até mesmo às escolas públicas, como devia.
3. Vital Moreira já tinha anunciado que a crise era uma boa oportunidade para uma "golpada" legislativa contra o ensino privado. E José Sócrates já tinha revelado o que pensa da escolha da escola privada, quando, nos debates durante a campanha eleitoral para as eleições parlamentares, respondeu a Paulo Portas, no debate na TVI, dizendo textualmente: "A liberdade de escolha [da escola] é pura demagogia." Pois é: pro-choice é para o aborto; o género; a eutanásia; o testamento vital; e as outras escolhas da sua predilecção, mesmo quando custam dinheiro aos contribuintes. Mas pro-choice não é para a escola - apesar de esta escolha ser uma liberdade expressamente inscrita na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Uma mulher pode escolher abortar e o Estado português paga-lhe os custos desta escolha; mas se deixar nascer o filho, não tem direito de escolher a escola para o educar, o Estado não lhe paga os custos da sua escolha.
4. Porém, a questão não é de cortes financeiros. Aliás, o custo do ensino nas escolas do Estado é superior, por aluno, ao das escolas privadas - embora não seja esta razão económica a razão essencial que justifica a liberdade de os alunos escolherem as escolas privadas. A questão é que, aproveitando o pretexto dos cortes financeiros, se pretende retirar ao ensino privado as modestas liberdades que estão legalmente em vigor. O que se pretende é revogar direitos de liberdade e aumentar a discriminação e o monopólio da escola estatal. Se fosse apenas uma questão de redução de subsídios, as negociações em curso com os representantes das escolas privadas chegariam a um acordo.
5. Depois de ter afundado o país em défice público e em dívida, depois das públicas tentativas de intromissão na comunicação social, depois de um calvário de incidentes escandalosos como nunca dantes na nossa democracia, José Sócrates desdobra-se em provocações políticas, como se quisesse que o retirassem de cena de modo que ele pudesse vitimizar-se. Para evitar o sucesso destas "montagens", prolongar o período da dominação de Sócrates sobre o PS e sobre o país vai-nos custar muito, de bem-estar económico-social e de liberdades. Resta-nos esperar por Jaime Gama, Luís Amado, José Seguro ou outro futuro líder do PS, para restaurar a anterior linha de muitos anos do socialismo de Mário Soares, Guterres, Sampaio e outros, que, sem deixar de ser enérgico socialismo sul-europeu, anti-social-democracia, contudo, mesmo assim, foi quase sempre moderado e tolerante para com a liberdade de iniciativa privada, cumpridor do Estado de direito democrático nos domínios da comunicação social e do ensino, como nos demais, e capaz de conflituar civilizadamente com os outros partidos, não em crise e em guerrilha provocatória permanente. Já nos chega de stress político. A democracia é vida política de oposições partidárias duras mas civilizadas e normais, no Parlamento, e de Governo com sentido de Estado; não é um assédio governativo permanente aos partidos das oposições e à sociedade civil. O país não vai ter saudades de Sócrates, que já não vai conseguir ficar bem na história.
Mário Pinto
Professor universitário
Público, 4.XII.2010
Cara lavada
Prometemos a mesma qualidade, até reforçada, que até aqui lhe oferecemos, e esperamos conseguir a sua fidelização.
Do novo painel de autores fixos fazem parte:
Cláudia Sil; Acácio Brito; Miguel Brito; Nuno Oliveira Dias; Nuno Sá Pinto; Ramiro Brito; Sérgio Oliveira; Rui Moreira e Paulo Novais.
Brasil quer apoiar Portugal na crise da dívida com melhores condições que o FMI
Defendeu que Portugal deve pedir ajuda ao Brasil, para evitar a entrada do FMI no país.
Na véspera do dia 1 de Dezembro (Dia da Restauração da Independência), um ministro do futuro governo de Dilma Rousseff - que também é ministro do actual governo de Lula da Silva - telefonou-me e manifestou o interesse do futuro governo brasileiro para apoiar Portugal na questão da dívida externa em melhores condições que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e, eventualmente, em melhores condições até que a União Europeia. E gostariam de abrir essa negociação com Portugal logo que Dilma assumisse o governo brasileiro. Aliás, julgo que já houve contactos entre o governo português e o de Lula da Silva durante a Cimeira Ibero-Americana que decorreu na Argentina.
Qual foi o ministro de Lula da Silva que o contactou.
Preferia não revelar o nome.
Mas revelou essa conversa ao governo português?
Sim, claro. E agradeceram. Transmiti, aliás, ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, porque me pareceu que é a pessoa mais indicada e é a pessoa do governo com quem tenho melhores relações.(...)
(no jornal "i")
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Corta a conversa
6 de Dezembro, 2010
Num relatório enviado pela embaixada em Madrid para Washington, e agora divulgado pelo El Pais, o embaixador norte-americano descreve José Luis Rodríguez Zapatero como um «político astuto com uma assombrosa habilidade - um felino na selva - para detectar as oportunidades ou o perigo». E que «leva a mal se lhe dão lições».
Num telegrama enviado em Janeiro de 2009, a embaixada dos Estados Unidos diz que «é perigoso desvalorizar» o primeiro-ministro espanhol, «tal como muitos dos seus inimigos puderam comprovar tarde demais». Explica que Zapatero «se dirige mais ao galinheiro do que à primeira fila» e «luta continuamente pelo apoio de um ou dois milhões de votantes indecisos ou abstencionistas».
Na opinião do antigo embaixador norte-americano em Madrid, Eduardo Aguirre, «não há um qualquer tema em que Zapatero sacrifique o seu ponto de vista», sendo que «põe sempre todas as opções na mesa para conseguir os seus objectivos políticos a curto prazo».
«Está bem preparado nos temas fundamentais» considera-se ainda. «Gosta do diálogo e de trocar ideias, mas leva a mal que lhe dêem lições»; aliás, «corta a conversa quando percebe que isso está a acontecer».
Neste relatório, em que, diz o El Pais, «os políticos espanhóis mais poderosos do momento são descritos descaradamente nos documentos secretos e confidenciais da Embaixada de Estados Unidos em Madrid», nem o Rei Juan Carlos escapa.
«Nos casos em que os interesses de Espanha e EUA coincidem, o Rei pode ser um formidável aliado», pode ler-se no telegrama. Aguirre explica ainda que «nas reuniões o Rei tentará cativar os seus interlocutores baixando o nível de formalidade e protocolo para fazê-los sentir-se confortáveis e segurar as rédeas da conversa». Assim, «o melhor é pôr-se à altura da sua jovialidade e piadas» aconselha, «e não sentir-se intimidado pela sua aura. Se lhe respondes com jovialidade e algum jogo de palavras, ganhas o seu respeito».
Outra referência vai para Miguel Ángel Moratinos, ministro dos Negócios Estrangeiros entre 2004 e 2010. «Não é o mais brilhante membro do Governo, mas um gestor responsável a quem se deve tomar a sério. É bem-intencionado, mas egoísta», adianta o documento.
«Assim os vêem nos Estados Unidos», resume o El Pais.
(Sol)
“Dream Act”
Carta do arcebispo Gómez ao Congresso em nome dos bispos americanos
WASHINGTON, segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Um representande do episcopado norte-americano pediu a aprovação por parte do Congresso do Dream Act, uma medida que abriria uma via à legalização a jovens imigrantes ilegais que cumpram certos requisitos.
A petição foi apresentada em uma carta, datada de 2 de Dezembro, pelo arcebispo auxiliar de Los Angeles, Dom José Gómez, presidente do Comité para a Migração da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos.
O Dream Act beneficiaria imigrantes que chegaram aos Estados Unidos antes de completar 16 anos, moram no país há pelo menos cinco anos, terminaram o ensino médio e pretendem cursar uma faculdade ou cumprir serviço militar.
Esses imigrantes ganhariam residência temporária de seis anos e, ao final do período, caso tivessem cumprido serviço militar ou cursado uma faculdade por pelo menos dois anos, teriam direito a residência permanente.
"É importante observar que estes jovens entraram nos Estados Unidos com seus pais ainda crianças e, portanto, não são ilegais por vontade própria", disse o arcebispo Gómez.
"Eles têm um grande talento e energia e estão esperando uma oportunidade para contribuir plenamente ao serviço da nossa nação. Seria temerário negar-lhes essa oportunidade”.
Referindo-se à longa espera para que o projecto seja aprovado no Congresso americano, o arcebispo afirma que “há momentos como este em que uma medida devia ser aprovada imediatamente, porque é simplesmente o correto a fazer”. A versão mais recente do Dream Act foi proposta no Senado em Março de 2009.
O projecto, acrescenta Dom Gómez, “representa uma solução prática, justa e compassiva para milhares de jovens que simplesmente querem empregar as capacidades que Deus lhes deu o melhor possível e contribuir para o bem-estar de nossa nação”.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
A des-solidariedade açoreana
Vítor Bento (Público, 6.XII.2010)
O bem comum e a prática da virtude
As discussões morais e políticas frequentemente enfocam as divisões e conflitos e não o que existe em comum. Segundo Carl Anderson, presidente da organização católica Cavaleiros de Colombo, isso é um erro.
Em seu recente livro, "Beyond a House Divided: The Moral Consensus Ignored by Washington, Wall Street and the Media" ("Para além de uma casa dividida: o consenso moral ignorado por Washington, Wall Street e a Mídia"), Anderson duvidou da utilidade de uma análise da América do Norte com base nas categorias da direita contra a esquerda ou de Estados vermelhos (os estados que votam mais no Partido Republicano) contra os Estados azuis (que votam mais no Partido Democrata).
Durante os últimos dois anos, os Cavaleiros de Colombo analisaram as visões e valores da população através de uma série de pesquisas. Os temas abordados incluíram casamento e divórcio, aborto, eutanásia, casamento homossexual e o papel da ética nos negócios e na política. Segundo Anderson, as entrevistas têm encontrado uma unidade surpreendente entre muitos norte-americanos com base em valores morais e éticos.
A mídia apresenta a América em tempo de crise - seja uma crise económica, uma crise de guerra ou uma crise de imigração -, mas sob o impacto económico, social e político está uma crise moral. Mais de dois terços dos americanos acreditam que a moralidade do país tem tomado uma direcção errada, disse Anderson.
Esta é a principal causa da desilusão das pessoas com relação às instituições e partidos políticos. "Os políticos e os meios de comunicação vêem um mundo de esquerda e direita", observou Anderson. Em contraste, "os americanos vêem o mundo do bem e do mal".
Como outros comentaristas têm observado sobre o norte-americano contemporâneo, Anderson mostrou que o país tem um elevado nível de prática religiosa e que muitos dos debates sobre questões sociais e políticas são enquadrados em termos morais ou religiosos. Cerca de 80% das pessoas disseram que a religião é uma parte importante de suas vidas, e mais de três quartos sustentaram que o matrimónio, o respeito pelos outros e a responsabilidade pessoal são subestimados.
O bem e o mal
Voltando à crise económica duradoura, Anderson disse que muitas pessoas perderam as suas poupanças e pensões, ou foram forçadas a deixar suas casas. No entanto, na maioria dos casos, nenhuma lei foi violada e ninguém foi responsabilizado. É um problema de legislação inadequada ou, mais fundamentalmente, a falta do bem e do mal, uma falência moral por parte dos investidores e gestores de dinheiro?
Uma pesquisa mostrou que 92% das pessoas acreditam que a ganância foi o principal fator que causou a crise econômica. Apesar disso, os dois principais partidos políticos se concentraram em mais regulamentações e mais legislação, ignorando o consenso de que foi um problema que não pode ser resolvido apenas com mais leis.
A ganância pode sempre encontrar uma outra escapatória, comentou Anderson, razão pela qual limitar a solução apenas à criação de meios legais significa que estamos condenados a um interminável jogo. O que as pessoas querem hoje é um apelo à moralidade por ambos os líderes, económicos e políticos, acrescentou.
A natureza humana é capaz de ambos, a cobiça e o altruísmo, afirmou Anderson. Por isso, é necessário ir além de um sistema económico baseado exclusivamente em interesse próprio. É preciso, no entanto, desafiar as pessoas de pensar sobre as consequências de suas acções.
A preocupação com o bem comum e a prática da virtude ajudaria muito a garantir um sistema em que o lucro não seja à custa dos outros, disse Anderson.
A esmagadora maioria das pessoas quer que as decisões empresariais sejam orientadas por escolhas morais. Cerca de dois terços dos americanos acreditam que os valores religiosos têm o seu lugar na hora de influenciar as decisões dos executivos, e até mesmo um número maior de executivos - 70% - concordou com isso.
Uma situação similar existe na política. A maioria das pessoas está cansada de querelas políticas e acredita que os políticos perderam o contato com o povo. "A questão da polarização política não é um problema para a maioria de nós, embora seja para muitos políticos e peritos; não somos totalmente vermelhos ou totalmente azuis", observou Anderson.
Descontentamento
Além disso, mais de 80% das pessoas acham que os políticos estão tendo a bússola moral da nação na direção errada - um elevado nível de insatisfação também em relação à mídia e à indústria do entretenimento.
Os americanos tendem a favorecer um papel limitado do governo, não só por causa de uma preferência de sempre pelo indivíduo, mas também pela convicção de que a elite de Washington não concorda com os valores éticos da maioria da nação, constatou Anderson. Não é difícil para os políticos descobrir quais são os valores e as preocupações das pessoas: precisam apenas ouvir, afirmou.
Um tema que tem causado divisão há anos é o aborto. Na superfície, parece que o debate é uma amarga divisão entre a postura pró-vida e atitude a favor do direito de decidir.
As pesquisas mostram, entretanto, uma clara preferência por uma lei do aborto que seja mais restritiva do que a situação actual, na qual não há limites na hora de realizar abortos. Cerca de 80% dos americanos estão a favor de uma situação em que o aborto seja limitado ao primeiro trimestre, observou Anderson. Apenas 16% dos homens e 11% das mulheres dizem que o aborto deveria ser legal a qualquer momento.
Assim, em vez de um choque de posições absolutas há, de facto, um grau surpreendente de consenso. "Esse consenso moral - de que o aborto pode e deve ser restrito - deve ser o ponto de partida para resolver o impasse político do aborto", disse Anderson.
Em outro tema quente do debate - o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo -, as reportagens da mídia dão a impressão de que a opinião pública está dividida ao meio.
A pesquisa dos Cavaleiros de Colombo revela, no entanto, que, quando recebem uma gama completa de opções - "casamento" de pessoas do mesmo sexo, uniões civis ou a negação de reconhecimento legal -, 38% são a favor de não dar qualquer tipo de reconhecimento legal, 28% apoia as uniões civis e, dessa forma, quase dois terços discordam de uma redefinição do casamento.
Este apoio à visão tradicional do casamento é evidente no facto de que os eleitores em 31 estados apoiaram as alterações que definem o casamento como somente entre um homem e uma mulher, disse Anderson. Em todos os lugares onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado, isso ocorreu por decisões de juízes ou políticos, e não pelo público.
As actuações jurídicas precipitadas, como aconteceu com o aborto no caso Roe versus Wade, seriam um grave erro, advertiu Anderson, e levariam a mais divisões que as existentes atualmente no debate nacional sobre o tema do casamento homossexual.
Divisão
No capítulo final do livro, Anderson mostra que é inegável que existe uma divisão de valores entre os americanos e os que estão no governo. Há também uma divisão entre o consenso da maioria dos cidadãos em muitas questões, e a tendência habitual da mídia a apresentar o debate como um conflito entre as posições extremas.
O regresso a valores morais tradicionais como meio de resolver as crises econômicas e sociais do nosso tempo é o caminho no qual aposta a grande maioria dos americanos. "Somos um povo unido por valores, uma nação que respeita aqueles que doam seu tempo para os outros e as organizações que facilitam essas atividades", disse Anderson.
Chegou a hora de que os políticos vejam este consenso e vão além do impasse que caracteriza os debates sobre várias questões, insistiu.
Anderson também sugeriu que o debate sobre questões de política económica ou social seja caracterizado por um maior grau de caridade, respeito e cortesia. Em geral, este pequeno livro, de apenas uma centena de páginas, lança um apelo a reconhecer a base de sólidos valores que continua unindo a maioria dos americanos.
* * *
Na internet: "Beyond a House Divided": http://www.amazon.com/Beyond-House-Divided-Consensus-Washington/dp/030788774X
Pe. John Flynn, LC
Roma, 5 de Dezembro de 2010 (ZENIT.org).
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Partido Socialista da Catalunha (PSC), sofreu o pior resultado na história das autónomas.
11h32m
A Convergência e União (CiU) ganhou as eleições catalãs sem maioria absoluta, mas poderá governar sozinho com 62 deputados, o dobro do Partido Socialista da Catalunha (PSC), que sofreu o pior resultado na história das autónomas.
Catalunha/Eleições: CiU vence e Artur Mas é o novo presidente do Governo
Artur Mas será o próximo presidente do Governo da Catalunha, o candidato da CiU declarou que está orgulhoso pela vitória, agradeceu calorosamente a participação dos eleitores que exerceram o direito de voto e os que votaram na CiU.
"Teremos que erguer a Catalunha entre todos", sublinhou Artur Mas na manifestação pública da vitória que, segundo diz, recebe com humildade e sem presunção.
"Recebemos esta vitória com uma mescla de sentimentos, de humildade, responsabilidade e esperança", afirmou o vencedor acrescentando que "somos servidores da Catalunha".
José Montilla, o até então presidente da Catalunha e primeiro secretário do PSC, anunciou que abandonará a liderança do partido no próximo congresso, previsto para o ano 2011, depois das eleições municipais.
In JN
«Os pais têm um interesse no desenvolvimento ético e moral dos seus filhos e têm o direito de contar com a ajuda do Estado ao educar seus filhos»
Opiniões se dividem e buscam soluções
Pe. John Flynn, LC
ROMA, domingo, 28 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – O Supremo Tribunal dos Estados Unidos ouviu, há pouco tempo, argumentos para decidir se deve ou não proibir a venda ou locação de videogames violentos a menores de idade.
Segundo a informação da imprensa, a reação dos juízes foi contraditória, com opiniões que não se adequavam à divisão normal que costuma haver entre eles na maioria das questões legais.
O caso tem a ver com uma lei da Califórnia, de 2005, que proíbe a venda de videogames excessivamente violentos a menores de idade. Foi assinada, como alguns observavam ironicamente, por um antigo ator, conhecido por seus filmes violentos, o governador Arnold Schwarzenegger. Após ser invalidada nos tribunais inferiores, a batalha pela lei chegou agora ao Supremo Tribunal.
As questões em litígio vão desde por que só os videogames deveriam receber um tratamento especial, e não também os quadrinhos e a música rap, até se poderiam inclusive ser considerados uma forma de arte, informou o Wall Street Journal no dia 3 de novembro.
“Neste país não temos a tradição de dizer às crianças que devem ver as pessoas batendo na cabeça dos colegas com um pedaço de pau enquanto estes suplicam piedade, pessoas que não têm dó e que decapitam, que atiram nas pernas das pessoas”, afirmou o juiz presidente John Roberts, segundo a reportagem de 2 de novembro da Associated Press.
Pelo contrário, o juiz Antonin Scalia afirmou: “Preocupa-me a Primeira Emenda, que diz que o Congresso não deveria criar lei alguma que limitasse a liberdade de expressão”. E acrescentou: “Nunca se entendeu que a liberdade de expressão não inclui representações da violência”.
Segundo o texto da Associated Press, os tribunais de outros seis Estados anularam proibições similares.
Liberdade de expressão
“Os videogames, inclusive os violentos, permitem que os jogadores tenham liberdade de expressão, como os instrumentos permitem que os músicos tenham liberdade de expressão”, escreveu Daniel Greenberg, roteirista e desenhista de videogames, em um artigo de opinião no Washington Post, em 31 de outubro.
“Ninguém no governo está qualificado para decidir que jogos não permitem a liberdade de expressão, ainda que a liberdade de expressão seja de um menino de 15 anos”, afirmou. Também argumentou que as autoridades da Califórnia não tinham conseguido apresentar evidências de que os videogames causam danos psicológicos aos menores.
Após a apresentação de argumentos ao tribunal, um redator do PC World, JR Raphael, também condenou a lei em seu site, em um artigo sem data.
Deixando de lado assuntos de princípios, apontou os problemas práticos da legislação. O texto da lei define um videogame violento como aquele “no qual o leque de opções disponíveis a um jogador inclui assassinar, mutilar, desmembrar ou abusar sexualmente da imagem de um ser humano”, de forma “declaradamente ofensiva”, apela aos “interesses desviados mórbidos” de uma pessoa e carece de “verdadeiro valor literário, artístico, político ou científico”.
“Quem vai declarar sobre que videogames são 'declaradamente ofensivos' e quais não são?”, questionou. Também citou uma pergunta do juiz Antonin Scalia: “O que é um videogame violento 'desviado', em oposição a um videogame violento 'normal'?”.
Gregory K. Laughlin, diretor da biblioteca de Direito da Faculdade Cumberland de Direito da Universidade Samford (Alabama), mostrou-se a favor da lei, em um texto divulgado no dia 2 de novembro, no site da revista First Things.
Ele admitiu que os pesquisadores se mostraram divididos sobre a existência de um nexo entre os videogames e os comportamentos violentos. Também reconheceu que a questão é a liberdade de expressão. Não obstante, afirmou que, no passado, o Supremo Tribunal sustentou que haveria restrições para os menores quanto ao tema da liberdade de expressão.
Há mais de 40 anos, indicou Laughlin, o Supremo Tribunal manteve vigente uma lei de Nova York que restringia o acesso dos menores às revistas pornográficas. Em sua sentença, o tribunal explicou que o Estado estava justificado na hora de agir, não com base em uma certeza científica sobre o dano causado, mas porque “os pais têm um interesse no desenvolvimento ético e moral dos seus filhos e têm o direito de contar com a ajuda do Estado ao educar seus filhos para que sejam adultos éticos e morais”.
Laughlin fez referência a outras sentenças e concluiu citando uma opinião que se remonta a mais de 60 anos, do juiz Robert Jackson, quem dizia: “Existe o perigo de que, se o Tribunal não moderar sua lógica doutrinária com um pouco de sabedoria prática, pode converter a Lei de Direitos constitucionais em um pacto suicida”.
Pesquisas
No começo deste ano, aconteceu um debate similar na Austrália, quando o departamento do Fiscal Geral federal recebeu propostas sobre a possibilidade de introduzir a categoria para maiores de 18 anos nos videogames.
Ainda não se anunciou nenhuma decisão, mas em maio o governo publicou um informe sobre o material recebido do público e de organizações. Houve 34 comunicações da comunidade, da Igreja e de grupos da indústria. Destes, 18 apoiavam a introdução da classificação para maiores de 18 anos, enquanto 16 se opunham à sua introdução.
Os grupos da indústria do entretenimento estavam a favor de uma categoria para adultos, que lhes permitiria vender jogos que atualmente não são permitidos na Austrália. Em suas comunicações, sustentaram que existe uma falta de evidência científica que conclua que os meios violentos causam ou desencadeiam comportamentos violentos. Também afirmaram que não há provas de que a violência dos videogames seja mais prejudicial que a violência dos filmes ou de outros meios.
Algumas organizações cristãs e familiares se opuseram à criação da categoria de adultos nos videogames. Em sua comunicação, o Australian Christian Lobby afirmou que já se estendeu na comunidade a preocupação pela violência na mídia e é maior quando se fala de videogames.
Manter uma proibição aos videogames não adequados para menores é – afirmaram – uma postura “baseada no bom senso e na pesquisa apoiada na premissa de que a natureza interativa dos jogos de computador causa que seu conteúdo tenha um maior impacto nos jogadores que os efeitos de representações de cinema parecidas de condutas violentas ou sexuais nos espectadores de filmes”.
O Australian Council on Children and the Media observou que, com materiais portáteis qualificados para maiores de 18 anos, como DVDs e jogos, existe um risco muito maior de que não se proteja sua exposição às crianças. Isso contrasta com os filmes de cinema, dos quais é mais fácil proteger as crianças.
Além disso, afirmaram que, ainda que alguns pais possam estar muito bem informados sobre os riscos e estar atentos para evitar a exposição em seus próprios lares, nem todos estão.
Não é o ideal
No entanto, a Igreja Católica adotou uma postura diferente neste tema. A Conferência Episcopal Australiana emitiu um comunicado estabelecendo que sua opção preferida seria que o material para maiores de 18 anos não estivesse disponível na Austrália.
Mas, dado que já está presente, apesar de ler ilegal, seria preferível introduzir a classificação para maiores de 18 anos nesses jogos, de forma que se possa restringir o acesso a este material por parte de menores.
A comunicação deixou claro que a Conferência Episcopal Australiana não aprova tais videogames. “Em um mundo ideal, o tipo de material que está incluído em filmes e jogos de computador para maiores de 18 anos nunca deveria ser visto em uma democracia civilizada”, comentaram os bispos.
Como este não é um mundo ideal, precisamos resolver a situação da melhor maneira possível. Proibir não é uma opção, pois, de fato, a conferência episcopal afirmou que muito desse material está disponível por meio da internet ou de cópias.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Deixo uma notícia que me parece muito, muito rica de conteúdo cristão:
O livro-entrevista apresentado nessa terça-feira no Vaticano aponta para essa meta e está repleto de indicações, conselhos e referências a objetivos para alcançá-la.
A palavra “tarefa” aparece em várias ocasiões. Através de suas respostas a mais de duzentas perguntas de diversos temas, o Papa oferece um itinerário aos leitores e indica uma espécie de “regra beneditina”, um verdadeiro programa para os católicos de hoje.
O autor da entrevista, o jornalista alemão Peter Seewald, explica no prefácio do livro que, para o Papa, “a tarefa é mostrar às pessoas Deus e dizer-lhes a verdade”.
Neste sentido, o pontífice explica que “hoje o importante é que se veja de novo que Deus existe, que Deus nos incumbe e que Ele nos responde”. Segundo o Papa, é preciso dar prioridade à “pergunta sobre Deus”.
Liturgia
Sobre isso, explica que “os âmbitos da liturgia são âmbitos de refúgio. Mas também nas diferentes comunidades e movimentos, nas paróquias, nas celebrações dos sacramentos, nas práticas de piedade, nas peregrinações, etc, a Igreja tenta oferecer defesas e desenvolver também refúgios em que, em contraposição a tudo de despedaçado que nos cerca, faça-se brilhar novamente a beleza do mundo e a possibilidade de viver”.
A respeito da liturgia, o Papa indica que “o que importa é que a palavra de Deus e a realidade do sacramento estejam no centro (...), e que a liturgia não se converta em uma apresentação de nós mesmos”.
Tarefas do cristão
“Ser cristão não deve se converter em algo assim como um estrato arcaico que de alguma maneira retenho e que vive em certa medida de forma paralela à modernidade – adverte o Papa –. Ser cristão em si mesmo é algo vivo, algo moderno, que configura e molda toda minha modernidade.”
“O importante é que tentemos viver e pensar o cristianismo de tal maneira que assuma em si a boa, correcta modernidade, e que ao mesmo tempo se afaste e distinga do que se converteu em contra religião”, resume.
“Onde a fé tem de fazer próprias as formas e figuras da modernidade e onde tem de oferecer resistência? Esta grande luta atravessa hoje o mundo inteiro”, assinala, convidando à reflexão.
“Temos de manifestar – e viver também – que a infinitude de que o homem necessita só pode vir de Deus – indica –. Que Deus é de primeira necessidade para que seja possível resistir às tribulações deste tempo.”
Como caminho para realizá-lo, o Papa indica que “devemos procurar dizer realmente a substância enquanto tal, mas dizê-la de forma nova”.
“Encontramo-nos realmente numa era em que se torna necessária uma nova evangelização, em que o único Evangelho deve ser anunciado em sua imensa, permanente racionalidade e, ao mesmo tempo, em seu poder, que ultrapassa a racionalidade, para chegar novamente ao nosso pensamento e à nossa compreensão.”
“O progresso interior de tradução das grandes palavras para a imagem verbal e conceitual de nosso tempo está avançando, mas ainda não se alcançou realmente – observa –. E isso só se pode conseguir se os homens viverem o cristianismo a partir d’Aquele que virá.”
Entre os desafios do cristianismo, Bento XVI também destaca a importância de se opor a “uma pressão de intolerância que, primeiramente, o caricaturiza – como pertencente a um pensar equivocado, erróneo – e, depois, em nome de uma aparente racionalidade, quer tirar-lhe o espaço de que necessita para respirar.”
Segundo o Papa, trata-se de continuar assinalando a fé como centro “e de captar a dramaticidade do tempo, seguir sustentando nele a palavra de Deus como palavra decisiva e dar, ao mesmo tempo, ao cristianismo, aquela simplicidade e profundidade sem a qual não pode actuar”.
Presença pública
O Papa revela que “frequentemente as pessoas se perguntam como é que os cristãos, que são pessoalmente crentes, não possuem a força para fazer que sua fé tenha uma maior eficácia política”.
Ele indica que “sobretudo devemos tentar que os homens não percam de vista Deus. Que reconheçam o tesouro que possuem. E que, depois, partindo da força da própria fé, possam fazer frente com o secularismo”.
“Só podemos esperar que a força interior da fé, que está presente no homem, chegue a ser depois poderosa no campo público, moldando assim o pensamento no âmbito público e não deixando que a sociedade caia simplesmente no abismo”, acrescentou.
Para Bento XVI, “hoje há que consolidar, vitalizar e ampliar este cristianismo de decisão, de modo que haja mais pessoas que vivam e confessem de novo, de maneira consciente, sua fé”.
“Por outro lado, devemos reconhecer que não somos simplesmente idênticos à cultura e à nação enquanto tais, ainda que tenhamos a força para imprimir-lhes e indicar-lhes valores, que elas assumem ainda que a maioria não seja cristã.”
O livro conclui com frases alentadoras do Papa sobre o que Deus tem preparado para cada um: “Realmente Ele veio para que conheçamos a verdade. Para que possamos tocar Deus. Para que nos esteja aberta a porta. Para que encontremos a vida, a vida real, a que já não está submetida à morte”.
Por Patricia Navas.
Vaticano, 25 de Novembro de 2010 (ZENIT.org)
Câmara quer abrir cantinas escolares durante as férias do Natal
«"Por causa do clima económico e social geral do país, admito que muitas famílias tenham essas dificuldades. Estamos a estudar essa possibilidade para os miúdos das EB 1", afirmou o edil, em declarações aos jornalistas no final da reunião camarária de hoje.»
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Campanha Banco Alimentar
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Cultura na rua
O autor Paulo Themudo e a Livraria "Capítulos Soltos" sita na Rua de Sto. André, 93 em Braga, têm o prazer e a honra de convidar Vexas., para a apresentação da obra poética "Silêncio Nu",a ter lugar no próximo Sábado dia 20 de Novembro pelas 21h30.















