***
A tomada da Bastilha está a ser comemorada em França com um convénio sobre “Imagens da Revolução”, que suponho proporá as do costume: a Revolução como triunfo da razão sobre o obscurantismo, e como triunfo da liberdade sobre a opressão. Quem propõe imagens não está, normalmente, interessado nos factos: quer manter funcionais os mitos e os símbolos do imaginário colectivo. Ora eu proponho-me escrever sobre factos. Alguns, claro: não falo de muitos outros, também importantes. Mas aqueles de que falo são factos reais, e sem os conhecer não se compreende a Revolução Francesa.
Igreja e Revolução; ideias comuns, factos reais As simplificações dos manuais escolares e da cultura mediática são conhecidas: a Igreja era aliada do Antigo Regime e identificava-se com ele; opôs-se à Revolução e combateu os novos ideais; só tardiamente se juntou à causa da democracia e da liberdade, reconhecendo na trilogia “Igualdade, Liberdade, Fraternidade” uma reformulação actualizada do Evangelho. O Dr. Raul Rego e monsenhor Lefébvre estão de acordo em afirmar que, no Vaticano II, a Igreja aderiu à Revolução Francesa, embora esse facto os impressione de maneira diversa.
Observados de perto, porém, os factos adaptam-se mal às generalizações. Os “Cahiers de Doléances”, cujo estudo é fundamental para conhecer o estado de espírito e as reivindicações populares que serviram de base às transformações sociais subsequentes, não contêm elementos de luta anti-religiosa. O clero apoiou de maneira larga as reclamações do Terceiro Estado e, nos primeiros tempos da Revolução, inseriu-se na onda patriótica, benzendo as bandeiras da Guarda Nacional. Mesmo o “pôr à disposição da Nação” dos bens eclesiásticos, com a abolição dos direitos feudais a quatro de Agosto de 1789, não foi vivido como um momento de luta anti-religiosa: a Assembleia legislou imediatamente sobre a manutenção do clero. E a primeira festa da Revolução, 14 de Julho de 1790, foi uma missa campal, concelebrada no Campo de Marte, diante dos representantes dos departamentos, por trezentos sacerdotes, entre os quais o pároco de Saint-Sulpice, Monsieur de Paucemont, que será dentro em breve o chefe dos “refractários”. Claro que há divisões no clero – mas são políticas, e assumidas como tal. Um ano depois da tomada da Bastilha, não há nenhuma frente séria de conflito entre a Igreja e a Assembleia.
Constituição Civil, Igreja nacional, perseguição religiosa Mas dois dias antes, a 12 de Julho de 1790, fora publicada a Constituição Civil do Clero: ora esta é uma lei anticatólica, de galicanismo extremo. O Papa não é sequer mencionado: a Igreja é definida legislativamente como uma igreja nacional, inteiramente submetida ao poder do Estado. Todos os bispos e padres a têm de jurar, sem o que ficam impedidos de exercer o ministério.
É assim que começa a luta da Revolução contra a Igreja. Esta luta não corresponde a nenhum movimento popular nem a nenhuma necessidade política. Corresponde à vitória de um grupo influente de clérigos anti-romanos, jansenistas e galicanos, que se apoiam no jacobinismo mais radicalmente anticristão para fazerem o que julgam ser uma reforma da Igreja: porque em todas as épocas se encontra sempre uma vanguarda da Igreja disposta a ser a retaguarda da História.
A fidelidade ao Papa, do clero e dos fiéis, que os legisladores não esperavam, criou uma crise de dimensões profundíssimas, cuja influência no futuro da Revolução, até ao bonapartismo e, finalmente, à restauração, foi imensa. Em Março de 1791 o Papa proibiu o juramento da Constituição Civil, pelo breve Quod Aliquantum. Só quatro bispos a aceitaram e, talvez, metade dos padres, embora muitos se retractassem depois da proibição papal. Os “ajuramentados” são maioritariamente rejeitados pelos fiéis; mas os “refractários”, que recusam jurar a lei, não podem exercer o culto e ficam vagas oitenta dioceses, mais de 20.000 paróquias. O clero refractário é sucessivamente destituído, condenado à deportação pela Assembleia Legislativa a 26 de Agosto de 1792, e à morte pela Convenção a 18 de Março de 1793. Entre 30.000 a 40.000 padres abandonam a França, quase 3.000 são guilhotinados. Os massacres de Setembro de 1792 fazem centenas de vítimas entre sacerdotes e religiosos.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
10 coisas (este texto é para o Rui em especial)
Aqui vai um texto muito pertinente do embaixador do Reino Unido em Portugal, durante 10 anos (2000/2010) Alexander Ellis.
Portugueses, permitam-me em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços.
Portugueses, permitam-me em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços.
Josemaría Escrivá, o fundador da Opus Dei
Por que Roland Joffé fez um filme sobre Josemaría Escrivá (2)
Poucos esperavam que o diretor revelado para o cinema mundial em 1984 com “Terra sangrenta” (vencedor de 3 prêmios Oscar em 1985) se lançasse na produção de um filme sobre São Josemaría Escrivá de Balaguer, que estreia neste semestre.
Na segunda parte de sua entrevista a ZENIT – a primeira parte encontra-se neste link de www.zenit.org –, Roland Joffé explica como decidiu produzir There Be Dragons (http://www.therebedragonsfilm.com), filme ambientado na guerra civil espanhola, no qual tem um papel protagonista o fundador da Opus Dei.
ZENIT: O senhor tinha ideias sobre o modo de apresentar a guerra civil espanhola ou sobre alguns personagens, como São Josemaría Escrivá?
Roland Joffé: Eu não sabia muito sobre Josemaría antes de que me pedissem para gravar o filme. Foi assim que aconteceu: um dia, um dos produtores do filme veio à Holanda para me convencer de que o fizesse. Trazia livros e materiais, incluído um DVD sobre Josemaría. Tivemos uma refeição muito agradável e, regressando a casa, a pé, pensava: “Não tenho vontade de fazer este filme. Tenho outro projeto ambientado na Índia e trabalhei muito para alcançá-lo”. Então eu pensava em rejeitá-lo.
Era uma noite de verão, de modo que saí ao jardim, com uma taça de vinho na mão, pus o DVD no leitor e me sentei diante do computador para escrever uma breve carta que dizia: “Querido X, muito obrigado. Aprecio que tenha empreendido toda esta viagem, mas penso que verdadeiramente você deveria buscar em outro lugar”.
Enquanto isso, o DVD continuava funcionando. Um momento da narração chamou minha atenção: Josemaría se dirigia a uma multidão, no Chile, talvez, ou na Argentina, não estou seguro do lugar, e uma jovem levanta a mão e diz: “Tenho uma pergunta, sou judia”. E Josemaría responde: “Sim, diga-me, por favor”.
Ela acrescenta: “Meu mais fervente desejo é me converter ao catolicismo”.
Josemaría: “É?”
Ela continua dizendo: “Mas sou menor de idade e meus pais não me permitem”.
Josemaría responde prontamente: “Seja muito boa com seus pais. Tenha paciência e reze. Não demonstre nenhum gesto de revolta. Está claro? Ame muito os seus pais [...] e jamais uma palavra de crítica a eles. Ame-os com toda alma. E demonstre-o com os fatos. De acordo? Será uma boa filha de Cristo se for uma boa filha de seus pais”.
Ao ver esse momento do vídeo, dizia-me: “Que momento maravilhoso! Que momento inesperado, e sobretudo vindo de uma organização da qual todo o mundo esperaria que dissesse o contrário”. Estava olhando para meu computador e dizia: “Espere um momento”. Desliguei o DVD. Deixei de escrever a carta. Pus o chapéu de diretor de cinema e escrevi uma cena, em que Josemaría aparece com um homem, a ponto de morrer, a quem já conhecia, que lhe diz que é judeu e que seu sonho era se converter.
Escrevi a cena do começo ao fim, sem deixar de pensar: “tenho realmente vontade de ver isso num filme. Mas não verei nunca, se não fizer o filme, verdade? Ou marcarei esta cena em outro filme?”
No lugar da primeira carta, escrevi: “Querido X, estou verdadeiramente interessado neste projeto, com a condição de dispor de toda a liberdade de criação para fazê-lo como quiser, e se você aceitar o fato de que não sou muito brilhante e que farei o melhor possível, mas que tenho de seguir minha própria verdade. Se você estiver de acordo, gostaria verdadeiramente de realizar este projeto”.
Isso é mais ou menos o que aconteceu. Eu não tinha nenhuma ideia preconcebida sobre Josemaría. Tinha escutado algo sobre ele, mas sobretudo foi essa passagem do DVD que suscitou meu interesse em realizar o filme.
A guerra civil espanhola era também complicada de enfrentar. Teria sido fácil tomar partido, mas deste modo teria traído o eixo central da atitude com que queria contar a história. A história, como bem se sabe, é partidista, escrita pelos vencedores e reescrita pelos vencidos. Muitos acreditarão simplesmente no rumor ou na lenda que lhes parecerá mais agradável. E estou certo de que teremos de enfrentar certas opiniões sobre o que é ou era a Opus Dei, sobre quem era Josemaría e sobre o que foi realmente a guerra civil espanhola.
Poucos esperavam que o diretor revelado para o cinema mundial em 1984 com “Terra sangrenta” (vencedor de 3 prêmios Oscar em 1985) se lançasse na produção de um filme sobre São Josemaría Escrivá de Balaguer, que estreia neste semestre.
Na segunda parte de sua entrevista a ZENIT – a primeira parte encontra-se neste link de www.zenit.org –, Roland Joffé explica como decidiu produzir There Be Dragons (http://www.therebedragonsfilm.com), filme ambientado na guerra civil espanhola, no qual tem um papel protagonista o fundador da Opus Dei.
ZENIT: O senhor tinha ideias sobre o modo de apresentar a guerra civil espanhola ou sobre alguns personagens, como São Josemaría Escrivá?
Roland Joffé: Eu não sabia muito sobre Josemaría antes de que me pedissem para gravar o filme. Foi assim que aconteceu: um dia, um dos produtores do filme veio à Holanda para me convencer de que o fizesse. Trazia livros e materiais, incluído um DVD sobre Josemaría. Tivemos uma refeição muito agradável e, regressando a casa, a pé, pensava: “Não tenho vontade de fazer este filme. Tenho outro projeto ambientado na Índia e trabalhei muito para alcançá-lo”. Então eu pensava em rejeitá-lo.
Era uma noite de verão, de modo que saí ao jardim, com uma taça de vinho na mão, pus o DVD no leitor e me sentei diante do computador para escrever uma breve carta que dizia: “Querido X, muito obrigado. Aprecio que tenha empreendido toda esta viagem, mas penso que verdadeiramente você deveria buscar em outro lugar”.
Enquanto isso, o DVD continuava funcionando. Um momento da narração chamou minha atenção: Josemaría se dirigia a uma multidão, no Chile, talvez, ou na Argentina, não estou seguro do lugar, e uma jovem levanta a mão e diz: “Tenho uma pergunta, sou judia”. E Josemaría responde: “Sim, diga-me, por favor”.
Ela acrescenta: “Meu mais fervente desejo é me converter ao catolicismo”.
Josemaría: “É?”
Ela continua dizendo: “Mas sou menor de idade e meus pais não me permitem”.
Josemaría responde prontamente: “Seja muito boa com seus pais. Tenha paciência e reze. Não demonstre nenhum gesto de revolta. Está claro? Ame muito os seus pais [...] e jamais uma palavra de crítica a eles. Ame-os com toda alma. E demonstre-o com os fatos. De acordo? Será uma boa filha de Cristo se for uma boa filha de seus pais”.
Ao ver esse momento do vídeo, dizia-me: “Que momento maravilhoso! Que momento inesperado, e sobretudo vindo de uma organização da qual todo o mundo esperaria que dissesse o contrário”. Estava olhando para meu computador e dizia: “Espere um momento”. Desliguei o DVD. Deixei de escrever a carta. Pus o chapéu de diretor de cinema e escrevi uma cena, em que Josemaría aparece com um homem, a ponto de morrer, a quem já conhecia, que lhe diz que é judeu e que seu sonho era se converter.
Escrevi a cena do começo ao fim, sem deixar de pensar: “tenho realmente vontade de ver isso num filme. Mas não verei nunca, se não fizer o filme, verdade? Ou marcarei esta cena em outro filme?”
No lugar da primeira carta, escrevi: “Querido X, estou verdadeiramente interessado neste projeto, com a condição de dispor de toda a liberdade de criação para fazê-lo como quiser, e se você aceitar o fato de que não sou muito brilhante e que farei o melhor possível, mas que tenho de seguir minha própria verdade. Se você estiver de acordo, gostaria verdadeiramente de realizar este projeto”.
Isso é mais ou menos o que aconteceu. Eu não tinha nenhuma ideia preconcebida sobre Josemaría. Tinha escutado algo sobre ele, mas sobretudo foi essa passagem do DVD que suscitou meu interesse em realizar o filme.
A guerra civil espanhola era também complicada de enfrentar. Teria sido fácil tomar partido, mas deste modo teria traído o eixo central da atitude com que queria contar a história. A história, como bem se sabe, é partidista, escrita pelos vencedores e reescrita pelos vencidos. Muitos acreditarão simplesmente no rumor ou na lenda que lhes parecerá mais agradável. E estou certo de que teremos de enfrentar certas opiniões sobre o que é ou era a Opus Dei, sobre quem era Josemaría e sobre o que foi realmente a guerra civil espanhola.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Olha, Cavaco Silva valoriza mais 140% do que Alegre
Cavaco reeleito à primeira volta
Se as eleições presidenciais fossem hoje Cavaco Silva seria reeleito com 57,1 por cento dos votos. Segundo uma sondagem CM/Aximage, o actual ocupante do Palácio de Belém conquista a intenção de votos não só à Direita mas também conquista votos na Esquerda.
O candidato poeta surge em segundo lugar na intenção de voto dos portugueses com 20,8% dos inquiridos a admitirem votar em Manuel Alegre para a Presidência da República.
Fonte: Correio da Manhã
Nota: as contas do titulo foram feitas para ser uma piadola. Na realidade a votação de Cavaco Silva é 2... 1... %... bem, é fazer as contas.
Publicada por
Paulo Novais
às
02:32
6
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no TwitterPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
sábado, 8 de janeiro de 2011
Chegou ao meu conhecimento o Portugal para além do BPN
in Aventar
O Diário do Professor Arnaldo – A fome nas escolas
Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos.
Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10. Como é óbvio, fiquei chocado. Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar.
De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila – oferecem refeições quentes aos mais necessitados. De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha. Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude.
Sabe que pode contar com a escola. Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe?). Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche. O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana. Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas…
Sem saber o que dizer, segureia-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso. Começou por recusar, mas aceitou emocionada. Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta. Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir».
Aí, já não respondi. Senti-me culpado. Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado?
É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. É este o Portugal dos nossos filhos.
Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10. Como é óbvio, fiquei chocado. Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar.
De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila – oferecem refeições quentes aos mais necessitados. De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha. Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude.
Sabe que pode contar com a escola. Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe?). Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche. O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana. Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas…
Sem saber o que dizer, segureia-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso. Começou por recusar, mas aceitou emocionada. Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta. Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir».
Aí, já não respondi. Senti-me culpado. Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado?
É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. É este o Portugal dos nossos filhos.
in Aventar
O Diário do Professor Arnaldo – Ainda o drama da fome nas escolas
No dia 19 de Novembro, escrevi o post A fome nas escolas, relativo a uma situação concreta de que tive conhecimento na minha escola e que envolvia alunos meus.
Nos últimos dias, o texto começou a espalhar-se por mail e por diversos blogues de grandes audiências, trazendo para primeiro plano um assunto que, no fundo, não tem nada de novo. Infelizmente, a fome das crianças portuguesas tem vindo a aumentar constantemente nos últimos anos, na mesma medida em que os lucros das grandes empresas tendem a aumentar.
E há em tudo isto uma questão que é decisiva: como seria se não fossem as escolas? Se não fossem as refeições providenciadas pelas escolas, muito para além daquela que é a sua obrigação legal, e muitas vezes envolvendo dinheiro dos professores, já teria havido crianças a morrer à fome.
Quanto ao caso que denunciei, só espero não ter perdido o rumo daquelas crianças. Nos Conselhos de Turma de Dezembro, ouvi uns zunzuns acerca da emigração da família para o estrangeiro. Não sei se é verdade, mas o certo é que o aluno faltou à única aula que tive com ele neste Período que está agora a começar. Também não seria novidade os pais partirem e deixarem os filhos ao cuidado de familiares. Sinceramente, não sei.
Seja como for, agradeço a todos os leitores e comentadores que manifestaram a sua preocupação e posso garantir que farei tudo o que está ao meu alcance para a preocupação de todos não tenha sido em vão. Quanto à identidade da família, como é óbvio, nunca poderá ser revelada publicamente sem autorização.
Nos últimos dias, o texto começou a espalhar-se por mail e por diversos blogues de grandes audiências, trazendo para primeiro plano um assunto que, no fundo, não tem nada de novo. Infelizmente, a fome das crianças portuguesas tem vindo a aumentar constantemente nos últimos anos, na mesma medida em que os lucros das grandes empresas tendem a aumentar.
E há em tudo isto uma questão que é decisiva: como seria se não fossem as escolas? Se não fossem as refeições providenciadas pelas escolas, muito para além daquela que é a sua obrigação legal, e muitas vezes envolvendo dinheiro dos professores, já teria havido crianças a morrer à fome.
Quanto ao caso que denunciei, só espero não ter perdido o rumo daquelas crianças. Nos Conselhos de Turma de Dezembro, ouvi uns zunzuns acerca da emigração da família para o estrangeiro. Não sei se é verdade, mas o certo é que o aluno faltou à única aula que tive com ele neste Período que está agora a começar. Também não seria novidade os pais partirem e deixarem os filhos ao cuidado de familiares. Sinceramente, não sei.
Seja como for, agradeço a todos os leitores e comentadores que manifestaram a sua preocupação e posso garantir que farei tudo o que está ao meu alcance para a preocupação de todos não tenha sido em vão. Quanto à identidade da família, como é óbvio, nunca poderá ser revelada publicamente sem autorização.
Eu fiz a minha parte. Falemos de fome, falemos de desemprego, falemos de miséria, falemos de Portugal e dos portugueses.
Chega de merdas e de discussões porcas e reles, sem substância ou significado, e que desviam a atenção e suspendem o futuro do país.
Publicada por
Paulo Novais
às
16:42
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no TwitterPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Sempre a conhecer coisas novas e que valem a pena
AUREA - Busy (for me)
Veja também: www.myspace.com/aureaoficial
Esta musica chegou ao meu conhecimento através da página do Facebook de um amigo. Só por isso já vale a pena estar no FB e, principalmente, ter amigos.
Esta menina é portuguesa e tem 23 aninhos. Isto foi tirado da página dela no Myspace:
«Aurea tem a voz do tamanho do mundo e a sua música também não conhece fronteiras. O talento de Aurea para cantar é inato e um dom que não escolhe qualquer um. No entanto, a ajuda da família (que desde sempre esteve ligada à música) foi fundamental no fortalecimento dos laços afectivos por esta área artística.»
Espero que gostem. Eu adorei!!
Publicada por
Paulo Novais
às
14:41
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no TwitterPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Olha, a administração nomeada para o BPN pelo Governo que apoia Manuel Alegre anda a financiar a sociedade que o levou à falência
Quem diria que Manuel Alegre pisaria a própria bosta que anda por aí a espalhar. Com os cumprimentos dos seus mais resignados apoiantes, o seu próprio partido.
A administração nomeada pelo governo socialista para gerir a nacionalização do BPN premiou em Outubro passado a SLN (Sociedade Lusa de Negácios) agora denominada Galilei (Galileu, Galilei, já te gamei) com a compra de acções a um investidor, imagine-se de Braga, no valor de 20 milhões de euros e com um lucro de 200% por parte deste investidor.
Quer isto dizer, que a actual administração do BPN que saiu da CGD (Caixa Geral de Depósitos) anda a honrar compromissos que traduzem em lucro antigos negócios efectuados pela administração da BPN/SLN que está indiciada de criminosa. E com lucro de 200%.
E com o nosso dinheiro.O dinheiro dos contribuintes, fruto dos seus impostos e dos seus sacrifícios vindouros.
Acredito que o negócio tivesse que ser honrada. Mas afinal Cavaco Silva teve razão quando disse que a actual administração do BPN nomeada pelo governo socialista através da CGD é mesmo incompetente, pois não soube prever e antecipar soluções para estes casos no contrato de nacionalização do BPN.
Espante-se, que disto não fala o candidato Alegre. Pois que deve lealdade (e o respectivo apoiosito envergonhado) ao seu partido, logo ao governo.
E andam preocupados com as acções detidas em 2003 pelo actual presidente e vendidas com um lucro de 140%. E acusam o presidente de desonesto e de ter beneficiado com os esquemas fraudulentos do BPN.
Pois então, o governo socialista e a administração do BPN acabou de bater aos pontos o presidente Aníbal Cavaco Silva. Pois esta compra das acções, não só foi efectuada com dinheiro dos contribuintes como foi para cumprir um contrato, imagine-se, que valoriza em 200% as acções de um banco falido.
Fonte: Económico
A administração nomeada pelo governo socialista para gerir a nacionalização do BPN premiou em Outubro passado a SLN (Sociedade Lusa de Negácios) agora denominada Galilei (Galileu, Galilei, já te gamei) com a compra de acções a um investidor, imagine-se de Braga, no valor de 20 milhões de euros e com um lucro de 200% por parte deste investidor.
Quer isto dizer, que a actual administração do BPN que saiu da CGD (Caixa Geral de Depósitos) anda a honrar compromissos que traduzem em lucro antigos negócios efectuados pela administração da BPN/SLN que está indiciada de criminosa. E com lucro de 200%.
E com o nosso dinheiro.O dinheiro dos contribuintes, fruto dos seus impostos e dos seus sacrifícios vindouros.
Acredito que o negócio tivesse que ser honrada. Mas afinal Cavaco Silva teve razão quando disse que a actual administração do BPN nomeada pelo governo socialista através da CGD é mesmo incompetente, pois não soube prever e antecipar soluções para estes casos no contrato de nacionalização do BPN.
Espante-se, que disto não fala o candidato Alegre. Pois que deve lealdade (e o respectivo apoiosito envergonhado) ao seu partido, logo ao governo.
E andam preocupados com as acções detidas em 2003 pelo actual presidente e vendidas com um lucro de 140%. E acusam o presidente de desonesto e de ter beneficiado com os esquemas fraudulentos do BPN.
Pois então, o governo socialista e a administração do BPN acabou de bater aos pontos o presidente Aníbal Cavaco Silva. Pois esta compra das acções, não só foi efectuada com dinheiro dos contribuintes como foi para cumprir um contrato, imagine-se, que valoriza em 200% as acções de um banco falido.
Fonte: Económico
Publicada por
Paulo Novais
às
22:06
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no TwitterPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
O titulo que queria para este post era "onde para a policia" mas vou chamar-lhe "investigação do Diário de Noticias"
No ano em que se fala da vinda do FMI, de um aumento dos impostos dos cidadãos como não há memória, em que os juros da divida publica portuguesa estás nos mais altos valores de sempre, o Diário de Noticias iniciou a publicação de uma investigação sobre quais são, o que fazem, quanto gastam e quem fiscaliza os 13.740 organismos públicos em Portugal. Saiba que destes milhares de organismos público, o Tribunal de contas apenas recebeu a contabilidade de pouco mais de 1700 e apenas fiscalizou 418.
O mesmo estado que exige a prestação de contas dos contribuintes não fiscaliza como é gasto o dinheiro dos impostos dos mesmos!
E não sabe dizer aos contribuintes se existe alguma gestão danosa e o impacto destes organismos na má performance da economia portuguesa.
Ora aqui está uma investigação a acompanhar.
Sugiro que os candidatos à presidência da republica leiam e passem a falar de coisas verdadeiramente importantes, quer para os portugueses, quer para honrar o lugar que pretendem ocupar.
Fonte: DN
Outros Links: O peso do Estado; Maioria das entidades públicas não apresenta contas; VEJA A LISTA DOS INSTITUTOS PÚBLICOS; VEJA A LISTA DAS FUNDAÇÕES; VEJA AS ENTIDADES QUE MOVIMENTAM DINHEIROS PÚBLICOS
O mesmo estado que exige a prestação de contas dos contribuintes não fiscaliza como é gasto o dinheiro dos impostos dos mesmos!
E não sabe dizer aos contribuintes se existe alguma gestão danosa e o impacto destes organismos na má performance da economia portuguesa.
Ora aqui está uma investigação a acompanhar.
Sugiro que os candidatos à presidência da republica leiam e passem a falar de coisas verdadeiramente importantes, quer para os portugueses, quer para honrar o lugar que pretendem ocupar.
Fonte: DN
Outros Links: O peso do Estado; Maioria das entidades públicas não apresenta contas; VEJA A LISTA DOS INSTITUTOS PÚBLICOS; VEJA A LISTA DAS FUNDAÇÕES; VEJA AS ENTIDADES QUE MOVIMENTAM DINHEIROS PÚBLICOS
Publicada por
Paulo Novais
às
16:09
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no TwitterPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
"Simples e curtos"
Desta vez não haverá conferências de imprensa nem mais um "animador sinal" para anunciar ao país. Um relatório do GAVE do Ministério da Educação revela que os alunos portugueses são, afinal, incapazes de estruturar um texto ou de explicar um raciocínio básico, bem como de "desempenhar tarefas tão simples como, por exemplo, interpretar um texto poético, solucionar um exercício matemático com mais de duas etapas ou enfrentar um enunciado que não seja simples e curto".
Segundo o GAVE (que avaliou alunos do 8º ao 12º ano de 1 700 escolas), a coisa ainda vai quando as respostas só "requerem selecção", como pôr cruzinhas em respostas múltiplas; o problema é quando é preciso "justificar as respostas", construir um raciocínio ou quando as respostas exigem várias etapas de resolução.
Ainda não se extinguira o foguetório com que o Governo recebeu, há dias, o estudo do PISA colocando Portugal na média educativa europeia por virtude da queda de reprovações e subida de notas nos últimos anos, quando o balde de água fria vem do próprio Ministério: "Pais, alunos e escolas devem preocupar-se mais com o que os estudantes aprendem e menos com os resultados".
"Pais, alunos e escolas" e talvez também Governo. As aparências estatísticas podem melhorar-se a pôr cruzinhas e a passar toda a gente. Mas não será decerto com uma geração de "simples e curtos" que o país terá alguma coisa parecido com um futuro.
por Manuel António Pina,
JN, 3.1.2011
Segundo o GAVE (que avaliou alunos do 8º ao 12º ano de 1 700 escolas), a coisa ainda vai quando as respostas só "requerem selecção", como pôr cruzinhas em respostas múltiplas; o problema é quando é preciso "justificar as respostas", construir um raciocínio ou quando as respostas exigem várias etapas de resolução.
Ainda não se extinguira o foguetório com que o Governo recebeu, há dias, o estudo do PISA colocando Portugal na média educativa europeia por virtude da queda de reprovações e subida de notas nos últimos anos, quando o balde de água fria vem do próprio Ministério: "Pais, alunos e escolas devem preocupar-se mais com o que os estudantes aprendem e menos com os resultados".
"Pais, alunos e escolas" e talvez também Governo. As aparências estatísticas podem melhorar-se a pôr cruzinhas e a passar toda a gente. Mas não será decerto com uma geração de "simples e curtos" que o país terá alguma coisa parecido com um futuro.
por Manuel António Pina,
JN, 3.1.2011
“Baby boom” em Mora
Incentivos da autarquia e construção do fluviário são algumas das razões que explicam o aumento de nascimentos naquele concelho do Alto Alentejo.
Desde que a Câmara de Mora decidiu atribuir um subsídio a cada bebé que nasce no concelho, o número de nascimento aumentou 100%.
O presidente da autarquia alentejana diz que o subsídio à natalidade tem ajudado ao “baby boom”, mas outros incentivos também são disponibilizados aos jovens de Mora.
Muitos casais jovens não só tiveram o primeiro filho, como o segundo, o terceiro e há casos de famílias com quatro filhos. A Câmara paga entre 500 e 1500 euros por cada bebé.
O autarca Luis Simão explica que entre 2007 e 2010 o número de nascimentos quase duplicou no concelho.
Além dos subsídios à natalidade, Luís Simão diz que a construção do fluviário também contribuiu para fixar população jovem, através da criação de postos de trabalho.
A Câmara criou vários incentivos para os jovens, como um desconto de 25% na aquisição de terrenos municipais para a construção de habitação, descontos nas taxas e licenças, ajudas à recuperação de casas nos centros urbanos, entre outros.
O resultado é a fixação dos jovens e um autentico “baby boom”. Questionado sobre se os subsídios vão acabar devido à crise, Luís Simão responde que “em ambiente de crise muito mais se justificam alguns apoios sociais”.
Os subsídios à natalidade no concelho de Mora em 2010 foram os maiores de sempre desde que a edilidade implementou os incentivos à natalidade, tendo atingido os 25.500 euros, correspondendo a 31 nascimentos, dois deles 4º filho, um aumento de 20,4% face a 2009.
No total, a Câmara de Mora já subsidiou em 99.500 euros os bebés morenses desde que iniciou a sua política de incentivos, ficando 2010 como o ano de maior natalidade.
in Rádio Renascença, 4-1-2011
Desde que a Câmara de Mora decidiu atribuir um subsídio a cada bebé que nasce no concelho, o número de nascimento aumentou 100%.
O presidente da autarquia alentejana diz que o subsídio à natalidade tem ajudado ao “baby boom”, mas outros incentivos também são disponibilizados aos jovens de Mora.
Muitos casais jovens não só tiveram o primeiro filho, como o segundo, o terceiro e há casos de famílias com quatro filhos. A Câmara paga entre 500 e 1500 euros por cada bebé.
O autarca Luis Simão explica que entre 2007 e 2010 o número de nascimentos quase duplicou no concelho.
Além dos subsídios à natalidade, Luís Simão diz que a construção do fluviário também contribuiu para fixar população jovem, através da criação de postos de trabalho.
A Câmara criou vários incentivos para os jovens, como um desconto de 25% na aquisição de terrenos municipais para a construção de habitação, descontos nas taxas e licenças, ajudas à recuperação de casas nos centros urbanos, entre outros.
O resultado é a fixação dos jovens e um autentico “baby boom”. Questionado sobre se os subsídios vão acabar devido à crise, Luís Simão responde que “em ambiente de crise muito mais se justificam alguns apoios sociais”.
Os subsídios à natalidade no concelho de Mora em 2010 foram os maiores de sempre desde que a edilidade implementou os incentivos à natalidade, tendo atingido os 25.500 euros, correspondendo a 31 nascimentos, dois deles 4º filho, um aumento de 20,4% face a 2009.
No total, a Câmara de Mora já subsidiou em 99.500 euros os bebés morenses desde que iniciou a sua política de incentivos, ficando 2010 como o ano de maior natalidade.
in Rádio Renascença, 4-1-2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Olha quem está de volta
Que vais fazer na manhã de 19 de Março? Limpar o teu concelho?
O chamamento dos organizadores é descomprometido. Eles vão limpar o seu concelho. “Desafia-se outros a que o também façam na sua terra. Quem sabe se afinal iremos chegar aos 200.000”, lê-se na mensagem que está a ser enviada a milhares de portugueses.
O dia escolhido este ano é 19 de Março. Em Braga, voluntários vão limpar os bosques do concelho. Não irão fazer o mesmo trabalho que no ano passado, quando grande parte do esforço foi dirigido para remover entulhos. “Não continuaremos a fazer o serviço que cabe às autoridades fazer”, afirma Paulo Pimentel Torres, um dos líderes da campanha. Este ano, será uma actividade “soft e educativa”, concentrada nos plásticos, vidros, colchões, móveis e outros objectos que continuam a ser abandonados um pouco por todo o lado.
Para isso, estão mais uma vez a utilizar a Internet como meio de divulgação e aglomeração da iniciativa.
Veja aqui no Facebook todas as novidades e adira ao evento.
Colaborem. Divulguem.
Fonte: Publico
Publicada por
Paulo Novais
às
22:54
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no TwitterPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Perguntar não ofende?!
Perguntam aqui. Eu respondo. Mais vale, não ser nunca mais, candidato a nada.
Estás marcado, caro cidadão. É bom que informes o povo a quem vendeste as tuas acções.
Fonte: oridefender
Publicada por
Paulo Novais
às
22:35
3
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no TwitterPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Construção da variante do hospital atropela legalidade?
Segundo o responsável da unidade de arqueologia da UM, existem suspeitas de que as obras da nova variante do hospital novo não tenham respeitado as limitações legais impostas pelo IGESPAR e estejam a avançar sem a presença da empresa de arqueologia contratada para garantir a preservação das Sete Fontes.
Esperamos que a Câmara Municipal de Braga faça valer os interesses da cidade mais do que os de uma qualquer empresa de construção, que tem como único objectivo executar a obra dentro dos prazos e com o mínimo de custos possíveis.
Lanço aqui a questão: "nem os 8 milhões de euros de custo da obra serão suficientes para que seja respeitada a sua execução dentro dos trâmites legais e contratados"?
Fonte: Diário do Minho
Publicada por
Paulo Novais
às
18:36
3
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no TwitterPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Gay Censos 2011
O Censos 2011 engloba o censos habitacional e populacional. O ultimo censos foi realizado em 2001.
Não questiono a importância deste inquérito para fins estatísticos e para melhor se compreender a evolução e condição da população residente em Portugal. Nem tão pouco o custo desta operação em tempos de "vacas magras".
Mas não posso deixar de questionar porque é que o INE (leia-se o Estado) quer saber quantas uniões "gay" existem no país. Sinceramente questiono.
Até parece que alguém tem andado com falta de tempo para "namorar" e está com medo de ficar solteiro. O que será que virá a seguir?
Pertence a um partido? Qual?
Tem religião(a)? Qual(a)?
Gosta de sexo? Qual a frequência com que pratica? E tem alguma fantasia sexual? Qual?
Tem clube de futebol? Qual?
Foge ao fisco?
Acumula o RSI com o desemprego ou baixa médica?
É corrupto?
Vejamos por exemplo o ultimo Censos de 2001. Em relação ao estado civil do cidadão, questionavam se era casado ou vivia em união de facto, se era solteiro, viúvo, separado ou divorciado. Que mais precisa o estado de saber, para quê, e mais importante, porquê?

Se as questões do Censos 2011 forem iguais ás do inquérito piloto realizado em 2010 (entretanto foi aprovado o casamento entre pessoas do mesmo sexo que poderá levar a alguma alteração na pergunta) a imagem ao lado mostra o que cada cidadão terá que responder, relativamente ás suas preferências sexuais. Esta questão, a manter-se nestes termos, questionará as pessoas sobre uma relação que podem querer manter secreta. Sobre uma orientação sexual que só a elas diz respeito. E viola os princípios básicos da descriminação das pessoas pela sua orientação sexual.
Mas espante-se, o Censos 2011 mantém facultativa a pergunta sobre a orientação religiosa da pessoa. Se a orientação religiosa é facultativa e outras orientações nem são perguntadas, porquê perguntar aos cidadãos se a união de facto em que vivem é com pessoas do mesmo ou do sexo oposto?
Fico apenas com a ideia de que a comunidade gay em Portugal tem um "lobby" muito mais forte e importante do que seria de esperar num país que se intitula democrático. E que depois de conseguir fazer aprovar o casamento de pessoas do mesmo sexo, de fazer aprovar o "simplex" da mudança de sexo civil, se prepara agora para mais qualquer movimentação, para a qual a resposta a esta questão do Censos 2011 é fundamental.
Será a adopção de crianças por casais do mesmo sexo?
a) em 2001 já efectuaram estas 2 ultimas perguntas mas a titulo facultativo.
Nota: Questionário piloto de 2010 do Censos 2011
Fonte: INE, JN
Publicada por
Paulo Novais
às
15:05
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no TwitterPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Boas festas e um Bom Ano Novo
Olá a todos, desde já, peço desculpa por ter falhado ao dever na última semana, mas com a natural azáfama característica desta quadra e com prazos para cumprir nas obras também, foi-me impossível mandar o meu bitaite. Afinal o que é isto de Boas Festas? Nesta época celebrámos o nascimento de nem mais nem menos, Jesus Cristo, o "menino"! Se repararmos bem, festejamos o nascimento daquilo que entusiasma todas as classes, todas as raças, todas as religiões, todas as faixas etárias, etc., as crianças! Agora perguntem-se, porque lhes achamos graça? No meu intrínseco eu respondo: porque são puras e não são ameaças à nossa integridade (seja ela qual for!). Agora, reflictam, e se voltássemos todos a ser (moralmente) tal como já fomos num determinado momento, no momento da nascença? Que paraíso :) Esta reflexão embarca-nos também para a entrada no Novo Ano e naquilo que podemos e devemos melhorar, porque sim, nós podemos melhorar todos os dias e atingir as nossas metas! No meu caso pessoal, espero melhorar muito em 2011 e aprender todos os dias mais um pouco, porque não é vergonha assumir que a experiência também é um saber e divergir também é melhorar, ou será apenas outro ponto de vista? Boas entradas e "Hasta Madrid!"
Mesmo a propósito. Tempo.
Time - Pink Floyd
Publicada por
Paulo Novais
às
17:04
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no TwitterPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Conduza com precaução. Mais vale perder um minuto na vida!
A GNR registou oito mortos em 868 acidentes de viação nos quatro dias da ‘Operação Natal’, o dobro das vítimas mortais verificadas no mesmo período de 2009.
Este ano, em 868 acidentes (menos 335 do que em idêntico período de 2009), foram registados 21 feridos graves (menos quatro do que no ano anterior) e 240 feridos ligeiros (menos 104 do que em 2009).
Façam o favor de ser cuidadosos. Não se esqueçam que têm de ter atenção redobrada, por vós e pelos outros.
Para que este final de ano não seja mais uma época negra nas estradas portuguesas.
Fonte: Correio da Manhã
Este ano, em 868 acidentes (menos 335 do que em idêntico período de 2009), foram registados 21 feridos graves (menos quatro do que no ano anterior) e 240 feridos ligeiros (menos 104 do que em 2009).
Façam o favor de ser cuidadosos. Não se esqueçam que têm de ter atenção redobrada, por vós e pelos outros.
Para que este final de ano não seja mais uma época negra nas estradas portuguesas.
Fonte: Correio da Manhã
Publicada por
Paulo Novais
às
16:59
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no TwitterPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Governos levou ontem uns amassos valentes do PR
Referindo-se ao aumento de 500 milhões pedido pela administração do BPN, Cavaco afirmou: «O Governo nunca me falou nisso. Não tenho essa informação. O que me parece é que há um problema de administração, porque não aconteceu isso nos bancos estrangeiros».
Acrescentou ainda, o actual presidente: «surpreende é que em Inglaterra tenham ocorrido perturbações grandes e grandes prejuízos em bancos e que tenham sido nomeadas administrações profissionais independentes e tenham conseguido recuperações notáveis».
Entretanto, Silva Pereira já veio ameaçar Cavaco e desafia-lo a passar lá na rua dele onde há mais pedras.
O menino José recupera dos amassos dados pelo presidente.
Fontes: TSF Rádio; Publico
Publicada por
Paulo Novais
às
16:29
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no TwitterPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Subscrever:
Mensagens (Atom)









