quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Cara lavada

A Rua do Souto, após um período "comatoso", regressa em força, com um painel de autores reforçado e, de cara lavada.

Prometemos a mesma qualidade, até reforçada, que até aqui lhe oferecemos, e esperamos conseguir a sua fidelização.

Do novo painel de autores fixos fazem parte:

Cláudia Sil; Acácio Brito; Miguel Brito; Nuno Oliveira Dias; Nuno Sá Pinto; Ramiro Brito; Sérgio Oliveira; Rui Moreira e Paulo Novais.



Brasil quer apoiar Portugal na crise da dívida com melhores condições que o FMI

Dom Duarte serviu o chá, num bule japonês, oferta de um mestre do chá. O sabor adocicado das ervas não merece açúcar, assegurou. Depois recostou-se na cadeira. A sala da fundação Dom Manuel é escura, como imaginamos os castelos, e o dia negro não ajuda. Nas paredes, pinturas a óleo e resquícios de outro regime. Tinha estado ao telefone para Timor, na semana passada pediu a nacionalidade timorense. A brasileira pode ser a seguinte, "quem sabe", diz. Para já, o país que será de Dilma deverá dar uma ajuda às contas nacionais.

Defendeu que Portugal deve pedir ajuda ao Brasil, para evitar a entrada do FMI no país.

Na véspera do dia 1 de Dezembro (Dia da Restauração da Independência), um ministro do futuro governo de Dilma Rousseff - que também é ministro do actual governo de Lula da Silva - telefonou-me e manifestou o interesse do futuro governo brasileiro para apoiar Portugal na questão da dívida externa em melhores condições que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e, eventualmente, em melhores condições até que a União Europeia. E gostariam de abrir essa negociação com Portugal logo que Dilma assumisse o governo brasileiro. Aliás, julgo que já houve contactos entre o governo português e o de Lula da Silva durante a Cimeira Ibero-Americana que decorreu na Argentina.

Qual foi o ministro de Lula da Silva que o contactou.

Preferia não revelar o nome.

Mas revelou essa conversa ao governo português?

Sim, claro. E agradeceram. Transmiti, aliás, ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, porque me pareceu que é a pessoa mais indicada e é a pessoa do governo com quem tenho melhores relações.(...)

(no jornal "i")

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Corta a conversa

Wikileaks: Zapatero é um 'felino na selva'

6 de Dezembro, 2010

Num relatório enviado pela embaixada em Madrid para Washington, e agora divulgado pelo El Pais, o embaixador norte-americano descreve José Luis Rodríguez Zapatero como um «político astuto com uma assombrosa habilidade - um felino na selva - para detectar as oportunidades ou o perigo». E que «leva a mal se lhe dão lições».
Num telegrama enviado em Janeiro de 2009, a embaixada dos Estados Unidos diz que «é perigoso desvalorizar» o primeiro-ministro espanhol, «tal como muitos dos seus inimigos puderam comprovar tarde demais». Explica que Zapatero «se dirige mais ao galinheiro do que à primeira fila» e «luta continuamente pelo apoio de um ou dois milhões de votantes indecisos ou abstencionistas».

Na opinião do antigo embaixador norte-americano em Madrid, Eduardo Aguirre, «não há um qualquer tema em que Zapatero sacrifique o seu ponto de vista», sendo que «põe sempre todas as opções na mesa para conseguir os seus objectivos políticos a curto prazo».

«Está bem preparado nos temas fundamentais» considera-se ainda. «Gosta do diálogo e de trocar ideias, mas leva a mal que lhe dêem lições»; aliás, «corta a conversa quando percebe que isso está a acontecer».

Neste relatório, em que, diz o El Pais, «os políticos espanhóis mais poderosos do momento são descritos descaradamente nos documentos secretos e confidenciais da Embaixada de Estados Unidos em Madrid», nem o Rei Juan Carlos escapa.

«Nos casos em que os interesses de Espanha e EUA coincidem, o Rei pode ser um formidável aliado», pode ler-se no telegrama. Aguirre explica ainda que «nas reuniões o Rei tentará cativar os seus interlocutores baixando o nível de formalidade e protocolo para fazê-los sentir-se confortáveis e segurar as rédeas da conversa». Assim, «o melhor é pôr-se à altura da sua jovialidade e piadas» aconselha, «e não sentir-se intimidado pela sua aura. Se lhe respondes com jovialidade e algum jogo de palavras, ganhas o seu respeito».

Outra referência vai para Miguel Ángel Moratinos, ministro dos Negócios Estrangeiros entre 2004 e 2010. «Não é o mais brilhante membro do Governo, mas um gestor responsável a quem se deve tomar a sério. É bem-intencionado, mas egoísta», adianta o documento.

«Assim os vêem nos Estados Unidos», resume o El Pais.

(Sol)

“Dream Act”

Episcopado dos Estados Unidos pede aprovação do “Dream Act”

Carta do arcebispo Gómez ao Congresso em nome dos bispos americanos

WASHINGTON, segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Um representande do episcopado norte-americano pediu a aprovação por parte do Congresso do Dream Act, uma medida que abriria uma via à legalização a jovens imigrantes ilegais que cumpram certos requisitos.

A petição foi apresentada em uma carta, datada de 2 de Dezembro, pelo arcebispo auxiliar de Los Angeles, Dom José Gómez, presidente do Comité para a Migração da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos.

O Dream Act beneficiaria imigrantes que chegaram aos Estados Unidos antes de completar 16 anos, moram no país há pelo menos cinco anos, terminaram o ensino médio e pretendem cursar uma faculdade ou cumprir serviço militar.

Esses imigrantes ganhariam residência temporária de seis anos e, ao final do período, caso tivessem cumprido serviço militar ou cursado uma faculdade por pelo menos dois anos, teriam direito a residência permanente.

"É importante observar que estes jovens entraram nos Estados Unidos com seus pais ainda crianças e, portanto, não são ilegais por vontade própria", disse o arcebispo Gómez.

"Eles têm um grande talento e energia e estão esperando uma oportunidade para contribuir plenamente ao serviço da nossa nação. Seria temerário negar-lhes essa oportunidade”.

Referindo-se à longa espera para que o projecto seja aprovado no Congresso americano, o arcebispo afirma que “há momentos como este em que uma medida devia ser aprovada imediatamente, porque é simplesmente o correto a fazer”. A versão mais recente do Dream Act foi proposta no Senado em Março de 2009.

O projecto, acrescenta Dom Gómez, “representa uma solução prática, justa e compassiva para milhares de jovens que simplesmente querem empregar as capacidades que Deus lhes deu o melhor possível e contribuir para o bem-estar de nossa nação”.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A des-solidariedade açoreana

"A decisão das autoridades açoreanas, indepedentemente do seu valor jurídico, é um acto de uma profunda ingratidão"

Vítor Bento (Público, 6.XII.2010)

O bem comum e a prática da virtude

A busca de um consenso moral

As discussões morais e políticas frequentemente enfocam as divisões e conflitos e não o que existe em comum. Segundo Carl Anderson, presidente da organização católica Cavaleiros de Colombo, isso é um erro.

Em seu recente livro, "Beyond a House Divided: The Moral Consensus Ignored by Washington, Wall Street and the Media" ("Para além de uma casa dividida: o consenso moral ignorado por Washington, Wall Street e a Mídia"), Anderson duvidou da utilidade de uma análise da América do Norte com base nas categorias da direita contra a esquerda ou de Estados vermelhos (os estados que votam mais no Partido Republicano) contra os Estados azuis (que votam mais no Partido Democrata).

Durante os últimos dois anos, os Cavaleiros de Colombo analisaram as visões e valores da população através de uma série de pesquisas. Os temas abordados incluíram casamento e divórcio, aborto, eutanásia, casamento homossexual e o papel da ética nos negócios e na política. Segundo Anderson, as entrevistas têm encontrado uma unidade surpreendente entre muitos norte-americanos com base em valores morais e éticos.

A mídia apresenta a América em tempo de crise - seja uma crise económica, uma crise de guerra ou uma crise de imigração -, mas sob o impacto económico, social e político está uma crise moral. Mais de dois terços dos americanos acreditam que a moralidade do país tem tomado uma direcção errada, disse Anderson.

Esta é a principal causa da desilusão das pessoas com relação às instituições e partidos políticos. "Os políticos e os meios de comunicação vêem um mundo de esquerda e direita", observou Anderson. Em contraste, "os americanos vêem o mundo do bem e do mal".

Como outros comentaristas têm observado sobre o norte-americano contemporâneo, Anderson mostrou que o país tem um elevado nível de prática religiosa e que muitos dos debates sobre questões sociais e políticas são enquadrados em termos morais ou religiosos. Cerca de 80% das pessoas disseram que a religião é uma parte importante de suas vidas, e mais de três quartos sustentaram que o matrimónio, o respeito pelos outros e a responsabilidade pessoal são subestimados.

O bem e o mal

Voltando à crise económica duradoura, Anderson disse que muitas pessoas perderam as suas poupanças e pensões, ou foram forçadas a deixar suas casas. No entanto, na maioria dos casos, nenhuma lei foi violada e ninguém foi responsabilizado. É um problema de legislação inadequada ou, mais fundamentalmente, a falta do bem e do mal, uma falência moral por parte dos investidores e gestores de dinheiro?

Uma pesquisa mostrou que 92% das pessoas acreditam que a ganância foi o principal fator que causou a crise econômica. Apesar disso, os dois principais partidos políticos se concentraram em mais regulamentações e mais legislação, ignorando o consenso de que foi um problema que não pode ser resolvido apenas com mais leis.

A ganância pode sempre encontrar uma outra escapatória, comentou Anderson, razão pela qual limitar a solução apenas à criação de meios legais significa que estamos condenados a um interminável jogo. O que as pessoas querem hoje é um apelo à moralidade por ambos os líderes, económicos e políticos, acrescentou.

A natureza humana é capaz de ambos, a cobiça e o altruísmo, afirmou Anderson. Por isso, é necessário ir além de um sistema económico baseado exclusivamente em interesse próprio. É preciso, no entanto, desafiar as pessoas de pensar sobre as consequências de suas acções.

A preocupação com o bem comum e a prática da virtude ajudaria muito a garantir um sistema em que o lucro não seja à custa dos outros, disse Anderson.

A esmagadora maioria das pessoas quer que as decisões empresariais sejam orientadas por escolhas morais. Cerca de dois terços dos americanos acreditam que os valores religiosos têm o seu lugar na hora de influenciar as decisões dos executivos, e até mesmo um número maior de executivos - 70% - concordou com isso.

Uma situação similar existe na política. A maioria das pessoas está cansada de querelas políticas e acredita que os políticos perderam o contato com o povo. "A questão da polarização política não é um problema para a maioria de nós, embora seja para muitos políticos e peritos; não somos totalmente vermelhos ou totalmente azuis", observou Anderson.

Descontentamento

Além disso, mais de 80% das pessoas acham que os políticos estão tendo a bússola moral da nação na direção errada - um elevado nível de insatisfação também em relação à mídia e à indústria do entretenimento.

Os americanos tendem a favorecer um papel limitado do governo, não só por causa de uma preferência de sempre pelo indivíduo, mas também pela convicção de que a elite de Washington não concorda com os valores éticos da maioria da nação, constatou Anderson. Não é difícil para os políticos descobrir quais são os valores e as preocupações das pessoas: precisam apenas ouvir, afirmou.

Um tema que tem causado divisão há anos é o aborto. Na superfície, parece que o debate é uma amarga divisão entre a postura pró-vida e atitude a favor do direito de decidir.

As pesquisas mostram, entretanto, uma clara preferência por uma lei do aborto que seja mais restritiva do que a situação actual, na qual não há limites na hora de realizar abortos. Cerca de 80% dos americanos estão a favor de uma situação em que o aborto seja limitado ao primeiro trimestre, observou Anderson. Apenas 16% dos homens e 11% das mulheres dizem que o aborto deveria ser legal a qualquer momento.

Assim, em vez de um choque de posições absolutas há, de facto, um grau surpreendente de consenso. "Esse consenso moral - de que o aborto pode e deve ser restrito - deve ser o ponto de partida para resolver o impasse político do aborto", disse Anderson.

Em outro tema quente do debate - o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo -, as reportagens da mídia dão a impressão de que a opinião pública está dividida ao meio.

A pesquisa dos Cavaleiros de Colombo revela, no entanto, que, quando recebem uma gama completa de opções - "casamento" de pessoas do mesmo sexo, uniões civis ou a negação de reconhecimento legal -, 38% são a favor de não dar qualquer tipo de reconhecimento legal, 28% apoia as uniões civis e, dessa forma, quase dois terços discordam de uma redefinição do casamento.

Este apoio à visão tradicional do casamento é evidente no facto de que os eleitores em 31 estados apoiaram as alterações que definem o casamento como somente entre um homem e uma mulher, disse Anderson. Em todos os lugares onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado, isso ocorreu por decisões de juízes ou políticos, e não pelo público.

As actuações jurídicas precipitadas, como aconteceu com o aborto no caso Roe versus Wade, seriam um grave erro, advertiu Anderson, e levariam a mais divisões que as existentes atualmente no debate nacional sobre o tema do casamento homossexual.

Divisão

No capítulo final do livro, Anderson mostra que é inegável que existe uma divisão de valores entre os americanos e os que estão no governo. Há também uma divisão entre o consenso da maioria dos cidadãos em muitas questões, e a tendência habitual da mídia a apresentar o debate como um conflito entre as posições extremas.

O regresso a valores morais tradicionais como meio de resolver as crises econômicas e sociais do nosso tempo é o caminho no qual aposta a grande maioria dos americanos. "Somos um povo unido por valores, uma nação que respeita aqueles que doam seu tempo para os outros e as organizações que facilitam essas atividades", disse Anderson.

Chegou a hora de que os políticos vejam este consenso e vão além do impasse que caracteriza os debates sobre várias questões, insistiu.

Anderson também sugeriu que o debate sobre questões de política económica ou social seja caracterizado por um maior grau de caridade, respeito e cortesia. Em geral, este pequeno livro, de apenas uma centena de páginas, lança um apelo a reconhecer a base de sólidos valores que continua unindo a maioria dos americanos.

* * *

Na internet: "Beyond a House Divided": http://www.amazon.com/Beyond-House-Divided-Consensus-Washington/dp/030788774X

Pe. John Flynn, LC
Roma, 5 de Dezembro de 2010 (ZENIT.org).

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Partido Socialista da Catalunha (PSC), sofreu o pior resultado na história das autónomas.

Convergência e União vence eleições catalãs
11h32m
A Convergência e União (CiU) ganhou as eleições catalãs sem maioria absoluta, mas poderá governar sozinho com 62 deputados, o dobro do Partido Socialista da Catalunha (PSC), que sofreu o pior resultado na história das autónomas.

Catalunha/Eleições: CiU vence e Artur Mas é o novo presidente do Governo

Artur Mas será o próximo presidente do Governo da Catalunha, o candidato da CiU declarou que está orgulhoso pela vitória, agradeceu calorosamente a participação dos eleitores que exerceram o direito de voto e os que votaram na CiU.

"Teremos que erguer a Catalunha entre todos", sublinhou Artur Mas na manifestação pública da vitória que, segundo diz, recebe com humildade e sem presunção.

"Recebemos esta vitória com uma mescla de sentimentos, de humildade, responsabilidade e esperança", afirmou o vencedor acrescentando que "somos servidores da Catalunha".

José Montilla, o até então presidente da Catalunha e primeiro secretário do PSC, anunciou que abandonará a liderança do partido no próximo congresso, previsto para o ano 2011, depois das eleições municipais.

In JN

«Os pais têm um interesse no desenvolvimento ético e moral dos seus filhos e têm o direito de contar com a ajuda do Estado ao educar seus filhos»

Videogames e violência

Opiniões se dividem e buscam soluções

Pe. John Flynn, LC

ROMA, domingo, 28 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – O Supremo Tribunal dos Estados Unidos ouviu, há pouco tempo, argumentos para decidir se deve ou não proibir a venda ou locação de videogames violentos a menores de idade.

Segundo a informação da imprensa, a reação dos juízes foi contraditória, com opiniões que não se adequavam à divisão normal que costuma haver entre eles na maioria das questões legais.

O caso tem a ver com uma lei da Califórnia, de 2005, que proíbe a venda de videogames excessivamente violentos a menores de idade. Foi assinada, como alguns observavam ironicamente, por um antigo ator, conhecido por seus filmes violentos, o governador Arnold Schwarzenegger. Após ser invalidada nos tribunais inferiores, a batalha pela lei chegou agora ao Supremo Tribunal.

As questões em litígio vão desde por que só os videogames deveriam receber um tratamento especial, e não também os quadrinhos e a música rap, até se poderiam inclusive ser considerados uma forma de arte, informou o Wall Street Journal no dia 3 de novembro.

“Neste país não temos a tradição de dizer às crianças que devem ver as pessoas batendo na cabeça dos colegas com um pedaço de pau enquanto estes suplicam piedade, pessoas que não têm dó e que decapitam, que atiram nas pernas das pessoas”, afirmou o juiz presidente John Roberts, segundo a reportagem de 2 de novembro da Associated Press.

Pelo contrário, o juiz Antonin Scalia afirmou: “Preocupa-me a Primeira Emenda, que diz que o Congresso não deveria criar lei alguma que limitasse a liberdade de expressão”. E acrescentou: “Nunca se entendeu que a liberdade de expressão não inclui representações da violência”.

Segundo o texto da Associated Press, os tribunais de outros seis Estados anularam proibições similares.

Liberdade de expressão

“Os videogames, inclusive os violentos, permitem que os jogadores tenham liberdade de expressão, como os instrumentos permitem que os músicos tenham liberdade de expressão”, escreveu Daniel Greenberg, roteirista e desenhista de videogames, em um artigo de opinião no Washington Post, em 31 de outubro.

“Ninguém no governo está qualificado para decidir que jogos não permitem a liberdade de expressão, ainda que a liberdade de expressão seja de um menino de 15 anos”, afirmou. Também argumentou que as autoridades da Califórnia não tinham conseguido apresentar evidências de que os videogames causam danos psicológicos aos menores.

Após a apresentação de argumentos ao tribunal, um redator do PC World, JR Raphael, também condenou a lei em seu site, em um artigo sem data.

Deixando de lado assuntos de princípios, apontou os problemas práticos da legislação. O texto da lei define um videogame violento como aquele “no qual o leque de opções disponíveis a um jogador inclui assassinar, mutilar, desmembrar ou abusar sexualmente da imagem de um ser humano”, de forma “declaradamente ofensiva”, apela aos “interesses desviados mórbidos” de uma pessoa e carece de “verdadeiro valor literário, artístico, político ou científico”.

“Quem vai declarar sobre que videogames são 'declaradamente ofensivos' e quais não são?”, questionou. Também citou uma pergunta do juiz Antonin Scalia: “O que é um videogame violento 'desviado', em oposição a um videogame violento 'normal'?”.

Gregory K. Laughlin, diretor da biblioteca de Direito da Faculdade Cumberland de Direito da Universidade Samford (Alabama), mostrou-se a favor da lei, em um texto divulgado no dia 2 de novembro, no site da revista First Things.

Ele admitiu que os pesquisadores se mostraram divididos sobre a existência de um nexo entre os videogames e os comportamentos violentos. Também reconheceu que a questão é a liberdade de expressão. Não obstante, afirmou que, no passado, o Supremo Tribunal sustentou que haveria restrições para os menores quanto ao tema da liberdade de expressão.

Há mais de 40 anos, indicou Laughlin, o Supremo Tribunal manteve vigente uma lei de Nova York que restringia o acesso dos menores às revistas pornográficas. Em sua sentença, o tribunal explicou que o Estado estava justificado na hora de agir, não com base em uma certeza científica sobre o dano causado, mas porque “os pais têm um interesse no desenvolvimento ético e moral dos seus filhos e têm o direito de contar com a ajuda do Estado ao educar seus filhos para que sejam adultos éticos e morais”.

Laughlin fez referência a outras sentenças e concluiu citando uma opinião que se remonta a mais de 60 anos, do juiz Robert Jackson, quem dizia: “Existe o perigo de que, se o Tribunal não moderar sua lógica doutrinária com um pouco de sabedoria prática, pode converter a Lei de Direitos constitucionais em um pacto suicida”.


Pesquisas


No começo deste ano, aconteceu um debate similar na Austrália, quando o departamento do Fiscal Geral federal recebeu propostas sobre a possibilidade de introduzir a categoria para maiores de 18 anos nos videogames.

Ainda não se anunciou nenhuma decisão, mas em maio o governo publicou um informe sobre o material recebido do público e de organizações. Houve 34 comunicações da comunidade, da Igreja e de grupos da indústria. Destes, 18 apoiavam a introdução da classificação para maiores de 18 anos, enquanto 16 se opunham à sua introdução.

Os grupos da indústria do entretenimento estavam a favor de uma categoria para adultos, que lhes permitiria vender jogos que atualmente não são permitidos na Austrália. Em suas comunicações, sustentaram que existe uma falta de evidência científica que conclua que os meios violentos causam ou desencadeiam comportamentos violentos. Também afirmaram que não há provas de que a violência dos videogames seja mais prejudicial que a violência dos filmes ou de outros meios.

Algumas organizações cristãs e familiares se opuseram à criação da categoria de adultos nos videogames. Em sua comunicação, o Australian Christian Lobby afirmou que já se estendeu na comunidade a preocupação pela violência na mídia e é maior quando se fala de videogames.

Manter uma proibição aos videogames não adequados para menores é – afirmaram – uma postura “baseada no bom senso e na pesquisa apoiada na premissa de que a natureza interativa dos jogos de computador causa que seu conteúdo tenha um maior impacto nos jogadores que os efeitos de representações de cinema parecidas de condutas violentas ou sexuais nos espectadores de filmes”.

O Australian Council on Children and the Media observou que, com materiais portáteis qualificados para maiores de 18 anos, como DVDs e jogos, existe um risco muito maior de que não se proteja sua exposição às crianças. Isso contrasta com os filmes de cinema, dos quais é mais fácil proteger as crianças.

Além disso, afirmaram que, ainda que alguns pais possam estar muito bem informados sobre os riscos e estar atentos para evitar a exposição em seus próprios lares, nem todos estão.

Não é o ideal

No entanto, a Igreja Católica adotou uma postura diferente neste tema. A Conferência Episcopal Australiana emitiu um comunicado estabelecendo que sua opção preferida seria que o material para maiores de 18 anos não estivesse disponível na Austrália.
Mas, dado que já está presente, apesar de ler ilegal, seria preferível introduzir a classificação para maiores de 18 anos nesses jogos, de forma que se possa restringir o acesso a este material por parte de menores.

A comunicação deixou claro que a Conferência Episcopal Australiana não aprova tais videogames. “Em um mundo ideal, o tipo de material que está incluído em filmes e jogos de computador para maiores de 18 anos nunca deveria ser visto em uma democracia civilizada”, comentaram os bispos.

Como este não é um mundo ideal, precisamos resolver a situação da melhor maneira possível. Proibir não é uma opção, pois, de fato, a conferência episcopal afirmou que muito desse material está disponível por meio da internet ou de cópias.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Deixo uma notícia que me parece muito, muito rica de conteúdo cristão:

No último parágrafo de “Luz do Mundo”, Bento XVI define um objectivo: “que cheguemos a ser capazes de Deus e, assim, possamos entrar na vida autêntica, na vida eterna”.

O livro-entrevista apresentado nessa terça-feira no Vaticano aponta para essa meta e está repleto de indicações, conselhos e referências a objetivos para alcançá-la.

A palavra “tarefa” aparece em várias ocasiões. Através de suas respostas a mais de duzentas perguntas de diversos temas, o Papa oferece um itinerário aos leitores e indica uma espécie de “regra beneditina”, um verdadeiro programa para os católicos de hoje.

O autor da entrevista, o jornalista alemão Peter Seewald, explica no prefácio do livro que, para o Papa, “a tarefa é mostrar às pessoas Deus e dizer-lhes a verdade”.

Neste sentido, o pontífice explica que “hoje o importante é que se veja de novo que Deus existe, que Deus nos incumbe e que Ele nos responde”. Segundo o Papa, é preciso dar prioridade à “pergunta sobre Deus”.

Liturgia


Sobre isso, explica que “os âmbitos da liturgia são âmbitos de refúgio. Mas também nas diferentes comunidades e movimentos, nas paróquias, nas celebrações dos sacramentos, nas práticas de piedade, nas peregrinações, etc, a Igreja tenta oferecer defesas e desenvolver também refúgios em que, em contraposição a tudo de despedaçado que nos cerca, faça-se brilhar novamente a beleza do mundo e a possibilidade de viver”.

A respeito da liturgia, o Papa indica que “o que importa é que a palavra de Deus e a realidade do sacramento estejam no centro (...), e que a liturgia não se converta em uma apresentação de nós mesmos”.

Tarefas do cristão

“Ser cristão não deve se converter em algo assim como um estrato arcaico que de alguma maneira retenho e que vive em certa medida de forma paralela à modernidade – adverte o Papa –. Ser cristão em si mesmo é algo vivo, algo moderno, que configura e molda toda minha modernidade.”

“O importante é que tentemos viver e pensar o cristianismo de tal maneira que assuma em si a boa, correcta modernidade, e que ao mesmo tempo se afaste e distinga do que se converteu em contra religião”, resume.

“Onde a fé tem de fazer próprias as formas e figuras da modernidade e onde tem de oferecer resistência? Esta grande luta atravessa hoje o mundo inteiro”, assinala, convidando à reflexão.

“Temos de manifestar – e viver também – que a infinitude de que o homem necessita só pode vir de Deus – indica –. Que Deus é de primeira necessidade para que seja possível resistir às tribulações deste tempo.”

Como caminho para realizá-lo, o Papa indica que “devemos procurar dizer realmente a substância enquanto tal, mas dizê-la de forma nova”.

“Encontramo-nos realmente numa era em que se torna necessária uma nova evangelização, em que o único Evangelho deve ser anunciado em sua imensa, permanente racionalidade e, ao mesmo tempo, em seu poder, que ultrapassa a racionalidade, para chegar novamente ao nosso pensamento e à nossa compreensão.”

“O progresso interior de tradução das grandes palavras para a imagem verbal e conceitual de nosso tempo está avançando, mas ainda não se alcançou realmente – observa –. E isso só se pode conseguir se os homens viverem o cristianismo a partir d’Aquele que virá.”

Entre os desafios do cristianismo, Bento XVI também destaca a importância de se opor a “uma pressão de intolerância que, primeiramente, o caricaturiza – como pertencente a um pensar equivocado, erróneo – e, depois, em nome de uma aparente racionalidade, quer tirar-lhe o espaço de que necessita para respirar.”

Segundo o Papa, trata-se de continuar assinalando a fé como centro “e de captar a dramaticidade do tempo, seguir sustentando nele a palavra de Deus como palavra decisiva e dar, ao mesmo tempo, ao cristianismo, aquela simplicidade e profundidade sem a qual não pode actuar”.

Presença pública

O Papa revela que “frequentemente as pessoas se perguntam como é que os cristãos, que são pessoalmente crentes, não possuem a força para fazer que sua fé tenha uma maior eficácia política”.

Ele indica que “sobretudo devemos tentar que os homens não percam de vista Deus. Que reconheçam o tesouro que possuem. E que, depois, partindo da força da própria fé, possam fazer frente com o secularismo”.

“Só podemos esperar que a força interior da fé, que está presente no homem, chegue a ser depois poderosa no campo público, moldando assim o pensamento no âmbito público e não deixando que a sociedade caia simplesmente no abismo”, acrescentou.

Para Bento XVI, “hoje há que consolidar, vitalizar e ampliar este cristianismo de decisão, de modo que haja mais pessoas que vivam e confessem de novo, de maneira consciente, sua fé”.

“Por outro lado, devemos reconhecer que não somos simplesmente idênticos à cultura e à nação enquanto tais, ainda que tenhamos a força para imprimir-lhes e indicar-lhes valores, que elas assumem ainda que a maioria não seja cristã.”

O livro conclui com frases alentadoras do Papa sobre o que Deus tem preparado para cada um: “Realmente Ele veio para que conheçamos a verdade. Para que possamos tocar Deus. Para que nos esteja aberta a porta. Para que encontremos a vida, a vida real, a que já não está submetida à morte”.


Por Patricia Navas.
Vaticano, 25 de Novembro de 2010 (ZENIT.org)

Câmara quer abrir cantinas escolares durante as férias do Natal

«Porto, 23 nov (Lusa) - O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, revelou hoje que a autarquia está a estudar a possibilidade de abrir as cantinas escolares durante as férias do Natal para dar de comer às crianças que tenham fome.

«"Por causa do clima económico e social geral do país, admito que muitas famílias tenham essas dificuldades. Estamos a estudar essa possibilidade para os miúdos das EB 1", afirmou o edil, em declarações aos jornalistas no final da reunião camarária de hoje.»

terça-feira, 23 de novembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Cultura na rua

O autor Paulo Themudo e a Livraria "Capítulos Soltos" sita na Rua de Sto. André, 93 em Braga, têm o prazer e a honra de convidar Vexas., para a apresentação da obra poética "Silêncio Nu",a ter lugar no próximo Sábado dia 20 de Novembro pelas 21h30.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Jantar convívio


Miguel Brito


Eleições Autárquicas
Braga um ano depois

Sexta-feira 29 Outubro

Jantar convívio
15€ p/ pessoa


Restaurante Abadia d'Este
Quinta da Igreja, nº 16
S. Pedro d’Este 4715-258 Braga
GSP: 41º 33’ 47,64’’N 8º 22’ 17,56’’W

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Always Look On The Bright Side of Life

Não vale a pena estarmos com lamúrias sobre este estado das coisas. Por isso, é-nos mais saudável tentar exorcizar esta penumbra em que nos encontramos envoltos, canalizando energias para o lado brilhante da vida.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Décadas depois, consequências da queima dos sutiãs.

Quatro mulheres conversam de uma forma despudorada sobre o que designo de condição antropológica primária - desejo e prazer - num programa televisivo brasileiro, baseando-se nas experiências íntimas quotidianas das próprias.

Foi com espanto e admiração que assisti a fragmentos dos debates destas mulheres, que expressam com uma graciosidade atemorizante as suas contingências fisiológicas, mas com um carácter didáctico muito válido. Pessoalmente agradeço…


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Especulando, com qual destas bandeiras hasteada no palácio de S. Bento estaríamos melhor?

Volvidos cem anos, e com a actual conjuntura socioeconómica, como estaríamos se o nosso regime ainda fosse o monárquico? Melhores? Piores? Iguais? Eis a incógnita…

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Breaking News Rua do Souto


Selecção Nacional de Futebol

Gilberto Madail prepara-se para recorrer à sua segunda escolha para os 2 jogos que se avizinham caso Florentino Perez não permita que seja Mourinho.

José Maria Pedroto é a opção se, neste caso, Deus o permitir.